Pendrives e SSDs externos continuam sendo uma maneira prática de transportar documentos profissionais, backups e arquivos pessoais, mas a facilidade para colocar dados no bolso também traz um problema: o dispositivo pode ser perdido, roubado ou conectado a um computador não confiável.
Para quem transporta informações sensíveis, colocar uma senha em um arquivo ou simplesmente proteger o computador pode não ser suficiente. Uma alternativa são dispositivos de armazenamento com criptografia integrada, capazes de manter o conteúdo inacessível mesmo quando a unidade física cai nas mãos de outra pessoa.
A Kingston aponta quatro características que devem ser consideradas na escolha de um dispositivo desse tipo: criptografia por hardware, certificações de segurança, recursos contra tentativas de invasão e a confiabilidade da própria solução utilizada.
Criptografia por hardware faz diferença
Um dos principais pontos é verificar se a unidade utiliza criptografia baseada em hardware sempre ativa. Nesse sistema, um microprocessador presente no próprio dispositivo fica responsável por criptografar os arquivos durante a gravação e permitir sua leitura somente depois da autenticação correta.
Soluções desse tipo podem utilizar XTS-AES de 256 bits, mantendo as chaves de segurança no próprio dispositivo. A vantagem é reduzir a dependência do sistema operacional e impedir que a proteção seja simplesmente desativada pelo usuário ou por um software malicioso instalado no computador.
Também é importante observar a existência de certificações independentes. Para ambientes corporativos e setores que trabalham com informações sensíveis, padrões como o FIPS 140-3, utilizado pelo governo dos Estados Unidos para requisitos de módulos criptográficos, podem fazer parte das exigências de segurança e conformidade.
Outro ponto é analisar o fabricante e o histórico da solução. Em dispositivos destinados a guardar informações críticas, preço e a simples presença da palavra “criptografado” na embalagem não são suficientes para determinar o nível real de proteção oferecido.
Proteção não termina na senha
Além da criptografia, alguns dispositivos oferecem mecanismos para dificultar diferentes formas de acesso não autorizado. Um deles é a proteção contra ataques de força bruta, na qual os dados podem ser apagados depois de um determinado número de tentativas incorretas de autenticação.
Outros recursos incluem proteção contra adulterações de firmware e ataques como BadUSB, possibilidade de utilizar credenciais diferentes para administrador e usuário e modos somente de leitura, úteis quando a unidade precisa ser conectada a uma máquina que não é considerada confiável.
A combinação necessária depende do tipo de informação transportada. Arquivos pessoais, documentos de clientes, dados médicos e informações corporativas, por exemplo, apresentam níveis diferentes de risco e podem exigir soluções distintas.
Kingston IronKey tem opções para diferentes usos
Dentro de seu portfólio, a Kingston utiliza a linha IronKey para dispositivos voltados à proteção de dados.
O IronKey Locker+ 50 G2 utiliza criptografia XTS-AES de 256 bits e múltiplas senhas, sendo uma alternativa voltada ao armazenamento pessoal. Já a linha Vault Privacy 50 acrescenta opções de administrador, usuário e recuperação para situações em que diferentes formas de acesso precisam ser administradas.
Para ambientes nos quais o dispositivo precisa funcionar independentemente do sistema operacional, o IronKey Keypad 200 utiliza um teclado físico para autenticação por PIN e conta com validação FIPS 140-3 Nível 3.
Quem precisa transportar volumes maiores de dados encontra o Vault Privacy 80, SSD externo com tela sensível ao toque e capacidades que chegam a 8 TB. No segmento corporativo e governamental, o IronKey D500S combina validação FIPS 140-3 Nível 3, conformidade TAA e construção projetada para dificultar tentativas de acesso físico aos componentes internos.
Independentemente do modelo escolhido, a primeira pergunta deve ser qual é o valor dos dados que serão transportados e quais seriam as consequências caso o dispositivo fosse perdido ou roubado. A partir disso, é possível determinar se uma unidade convencional é suficiente ou se recursos adicionais de criptografia, autenticação e proteção física fazem sentido para aquele uso.


