Não existe uma fórmula única para chegar ao comando de uma grande empresa. Uma nova seleção dos 10 CEOs de destaque do Brasil em 2026 mostra justamente diferentes trajetórias e maneiras de enxergar liderança em algumas das principais companhias em atuação no país.
A lista reúne executivos de setores que vão de aviação e tecnologia a saúde, educação, indústria e mercado de luxo.
Entre os selecionados estão Jerome Cadier, da LATAM Airlines Brasil; Andrea Sambati, da Boehringer Ingelheim Brasil; Daniela Gontijo, da Louis Vuitton South America; Francisco Gomes Neto, da Embraer; e Juliana Sztrajtman, da Amazon Brasil.
Completam a relação Marcelo Melchior, da Nestlé Brasil; Milena Leal, do Google Cloud Brasil; Paula Harraca, da Ânima Educação; Rafael Sales, da Allos; e Sidney Klajner, do Einstein Hospital Israelita.

Caminhos diferentes até o comando
As trajetórias ajudam a mostrar como experiências anteriores influenciaram cada estilo de gestão. Jerome Cadier, por exemplo, relaciona parte de sua disciplina à passagem pelo Exército, enquanto Daniela Gontijo aponta o vôlei, praticado de maneira federada desde os 14 anos, como uma das bases de seu repertório emocional como líder.
Na tecnologia, Milena Leal começou a trabalhar aos 14 anos em um call center para ajudar a mãe a pagar o aluguel e, depois de passar por empresas como HP e Oracle, assumiu em 2026 a liderança do Google Cloud no Brasil.
Já Juliana Sztrajtman entrou na Amazon em 2017, quando a operação brasileira ainda era concentrada principalmente na venda de livros. Segundo o material, naquele momento a empresa possuía apenas um centro de distribuição no país, número que chegou a 19, além de 300 polos logísticos.
Na Embraer, Francisco Gomes Neto resume sua visão a partir das pessoas e da busca por simplificar problemas complexos. Na Nestlé, Marcelo Melchior, que entrou como trainee há 38 anos e lidera a operação brasileira desde 2018, defende uma gestão em que as decisões sejam tomadas próximas de onde os problemas acontecem.
As histórias reunidas na seleção mostram justamente que experiências profissionais, pessoais e até esportivas podem resultar em maneiras bastante diferentes de conduzir organizações de grande porte.


