O Festival do Rio 2026 anunciou os vencedores de sua 28ª edição durante uma cerimônia realizada no Cine Odeon, no Rio de Janeiro. Entre os principais destaques estão À Margem do Rio, de Enock Carvalho e Matheus Farias, eleito Melhor Longa-Metragem de Ficção, e Elza, de Eryk Rocha, vencedor na categoria de Melhor Documentário.
A edição reuniu mais de 150 mil pessoas e exibiu 101 produções brasileiras, entre longas e curtas-metragens. Desse total, 45 participaram das mostras competitivas oficiais.
A cerimônia, apresentada por Vanessa Giácomo e Rafael Infante, também revelou os vencedores das mostras Novos Rumos, Première Latina e Expectativa, além dos prêmios concedidos pelo público e por júris especializados.
À Margem do Rio se destaca na Première Brasil
Dirigido por Enock Carvalho e Matheus Farias, À Margem do Rio conquistou o Troféu Redentor de Melhor Longa-Metragem de Ficção e outros reconhecimentos na competição.
O filme também venceu nas categorias de Melhor Fotografia, pelo trabalho de Luciana Baseggio, Melhor Som e Melhor Atriz Coadjuvante, prêmio compartilhado por Renna Costa, Artia e Ísis Broken.
Já Elza, dirigido por Eryk Rocha, recebeu o prêmio de Melhor Longa-Metragem Documentário.
Na direção, Gabriel Martins venceu por Vicentina Pede Desculpas, enquanto Camila Valença foi premiada pelo documentário Cão Sem Plumas.
Entre as atuações, Victor di Marco conquistou o prêmio de Melhor Ator por LONDON. Na categoria de Melhor Atriz, o júri decidiu dividir o reconhecimento entre Isabel Teixeira, por Diário do Fogo, e Grace Passô, por A Professora de Francês.
O prêmio de Melhor Ator Coadjuvante ficou com Pedro Goifman, também por A Professora de Francês.
Confira os vencedores da Première Brasil
- Melhor Longa-Metragem de Ficção: À Margem do Rio, de Enock Carvalho e Matheus Farias
- Melhor Longa-Metragem Documentário: Elza, de Eryk Rocha
- Melhor Curta-Metragem: Santo, de Maria Luísa Alves
- Melhor Direção de Ficção: Gabriel Martins, por Vicentina Pede Desculpas
- Melhor Direção de Documentário: Camila Valença, por Cão Sem Plumas
- Melhor Ator: Victor di Marco, por LONDON
- Melhor Atriz: Isabel Teixeira, por Diário do Fogo, e Grace Passô, por A Professora de Francês
- Melhor Ator Coadjuvante: Pedro Goifman, por A Professora de Francês
- Melhor Atriz Coadjuvante: Renna Costa, Artia e Ísis Broken, por À Margem do Rio
- Melhor Roteiro: Gabriel Martins, por Vicentina Pede Desculpas
- Melhor Montagem: A Extraordinária Vida de Vera Valdez e Ela Foi Ali Guardar o Coração na Geladeira
- Melhor Fotografia: Luciana Baseggio, por À Margem do Rio
- Melhor Direção de Arte: Ana Paula Cardoso, por Funk
- Melhor Figurino: Samy Sill, por LONDON
- Melhor Som: Moabe Filho, Guma Farias, Daniel Turini e João Victor Coura, por À Margem do Rio
- Melhor Trilha Sonora Original: Florencia Di Concilio, por A Professora de Francês
- Prêmio Especial do Júri: O Filho da Puta, de Erica Maradona, Tania Anaya, Otto Guerra e Sávio Leite
Vicentina Pede Desculpas vence no voto popular
Além de conquistar os prêmios de direção e roteiro, Vicentina Pede Desculpas, de Gabriel Martins, foi escolhido pelo público como Melhor Longa-Metragem de Ficção da Première Brasil.
Na categoria documental, o vencedor da votação popular foi Fui Olhar Você Dormir, de Anna Azevedo.
A Mostra Novos Rumos premiou Não Estamos Sonhando, de Ulisses Arthur, como Melhor Longa-Metragem. Pedro Leão também venceu como Melhor Ator pelo mesmo filme.
O prêmio de Melhor Curta-Metragem ficou com Ondas de Silêncio, de Caio J. Bonfim, enquanto Thais Fujinaga venceu na direção por Talismã. Nina Prado recebeu o prêmio de Melhor Atriz por O Deserto de Luiza.
O próprio O Deserto de Luiza, dirigido por Alan Minas, conquistou o prêmio do público de Melhor Longa-Metragem da mostra.
Prêmio Felix e mostras internacionais
O Prêmio Felix, dedicado a produções com temáticas LGBTQIA+, escolheu À Margem do Rio como Melhor Filme Brasileiro.
O prêmio de Melhor Filme Internacional ficou com Em Segredo (À voix basse), de Leyla Bouzid, enquanto Pai e Pai (Father, Father), de Jake Witzenfeld, venceu como Melhor Documentário.
A premiação também concedeu o Prêmio Especial do Júri a Morfeu e Caronte, de Jocimar Dias Jr. e Luiz Ulian, e uma menção honrosa a Elefantes na Névoa, de Abinash Bikram Shah.
O Prêmio Suzy Capó de Personalidade do Ano foi entregue a Guilherme Terreri, conhecido pela personagem Rita Von Hunty.
Entre as produções internacionais, Seis Meses no Prédio Rosa e Azul, de Bruno Santamaría Razo, conquistou o prêmio do público da Première Latina e o Prêmio Aquisição Telecine. O longa também recebeu o reconhecimento de Melhor Filme Latino do júri FIPRESCI.
Já Maria Vitória, de Mário Patrocínio, venceu a votação popular da Mostra Expectativa e recebeu o Prêmio Aquisição TV Globo.
O júri FIPRESCI escolheu ainda LONDON, de Victor di Marco e Márcio Picoli, como Melhor Filme Brasileiro. A Associação dos Correspondentes de Imprensa Estrangeira premiou Me Deixa Ser, de Viviane D’Avilla, e concedeu menção honrosa a 144 – Apocalipse Não, de João Paulo Cuenca.
Com os resultados, o Festival do Rio encerra sua edição de 2026 destacando produções brasileiras de diferentes gêneros, além de obras internacionais que participaram das mostras competitivas.
As fotografias da cerimônia e dos premiados estão disponíveis na galeria oficial do Festival do Rio.


