Em um mercado no qual edições de luxo costumam ser associadas a capas duras e formatos maiores, a EDEXS – Edições Selecionadas quer ampliar essa definição. Fundada em 2026 por Elton Rodrigues e Emerson Douglas, a editora brasileira aposta em um catálogo reduzido, com projetos desenvolvidos individualmente e atenção à adaptação das obras para o público nacional.
A proposta começa a ganhar forma com Pop Kill, segundo título da editora, que está em campanha de financiamento coletivo no Catarse. A HQ mistura espionagem, assassinos de aluguel e humor ácido em uma história que transforma a concorrência entre empresas de refrigerantes em uma disputa violenta.
EDEXS quer ir além da capa dura

Sob o lema Luxo para todos, a EDEXS adota uma proposta editorial boutique, na qual a seleção dos títulos tem tanta importância quanto o acabamento dos livros.
Em vez de trabalhar apenas com características visuais associadas a edições de colecionador, a editora pretende considerar cada publicação como um projeto próprio. Isso inclui tradução, adaptação, revisão, reprodução das cores e escolha dos materiais.
A preocupação também envolve elementos que podem passar despercebidos pelo leitor, como a maneira pela qual o livro se abre, a integração entre texto e imagem e a preservação das referências culturais da obra original.
A proposta não é inédita no mercado de quadrinhos, mas representa o posicionamento escolhido pela EDEXS para disputar espaço entre leitores interessados em edições especiais.
O desafio será conciliar esse padrão de produção com o objetivo de tornar os títulos acessíveis a diferentes perfis de colecionadores.
Pop Kill transforma a guerra dos refrigerantes em espionagem
Depois de Nottingham, seu primeiro projeto, a editora escolheu Pop Kill, quadrinho de Jimmy Palmiotti e Dave Johnson, com arte de Juan Santacruz, para dar continuidade ao catálogo.
A história parte de uma rivalidade entre duas empresas de refrigerantes que ultrapassa os limites da concorrência comercial. Espionagem, sabotagem e assassinos de aluguel entram em cena em uma narrativa marcada pelo humor ácido e voltada ao público adulto.
Para a edição brasileira, a EDEXS prepara um volume em formato grande, com capa dura, encadernação costurada e acabamentos em alto e baixo-relevo, além de verniz localizado.
O projeto também contará com uma sobrecapa ilustrada por Márcio Abreu, produzida especialmente para a publicação nacional. O item será limitado a 250 unidades e estará disponível em modalidades específicas de apoio.
Financiamento coletivo aposta no público colecionador


A campanha de Pop Kill utiliza o Catarse para reunir os interessados na edição brasileira. Além do livro, o projeto oferece opções de apoio com materiais complementares e itens colecionáveis.
A estratégia permite que a editora apresente diferentes configurações do lançamento, incluindo recompensas exclusivas para determinados apoiadores.
A EDEXS também pretende utilizar conteúdos adicionais e artes produzidas para o mercado brasileiro como parte de sua identidade editorial, buscando diferenciar suas publicações das edições convencionais.
Com apenas dois projetos apresentados até agora, a editora ainda está construindo seu catálogo. A recepção de Pop Kill será um dos primeiros indicadores de como sua proposta de quadrinhos de luxo en


