A trajetória de Squel Jorgea, uma das principais porta-bandeiras do Carnaval brasileiro, é tema do documentário Squel, Confissões de uma porta-bandeira, que será exibido na 50ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo. Dirigido por Celina Torrealba e Zeca Brito, o longa terá sua première paulista nesta quinta-feira, 22 de outubro, às 21h30, no Espaço Petrobras de Cinema.
Com mais de 20 anos de carreira, Squel foi a primeira porta-bandeira a representar tanto a Mangueira quanto a Portela. Após se aposentar em 2022, a sambista decidiu retornar à avenida, enfrentando os desafios de conciliar a maternidade solo com as exigências do Carnaval.
Entre a maternidade e a avenida
Filmado ao longo de quatro anos, o documentário acompanha os ensaios, os bastidores e a preparação de Squel para seu retorno à Marquês de Sapucaí, quando desfilou pela Portela com o enredo Um Defeito de Cor.
A produção também aborda as dificuldades enfrentadas pelas mulheres no Carnaval, especialmente a falta de reconhecimento e estabilidade fora do período dos desfiles.
“Entendi ali que o que emociona é resultado de um esforço enorme, que acontece longe dos olhos do público”, afirma a diretora Celina Torrealba.
Produzido pela Donna Features, em coprodução com a Anti Filmes, o longa estreou no Festival do Rio e tem previsão de lançamento comercial em 2027.
Serviço
Squel, Confissões de uma porta-bandeira
Documentário | Brasil | 2026 | 85 minutos
- 22 de outubro, às 21h30: Espaço Petrobras de Cinema, Sala 1, Rua Augusta, 1475, São Paulo.
- 26 de outubro, às 18h30: Cinesystem Belas Artes Frei Caneca 2, Rua Frei Caneca, 569, São Paulo.
O filme integra a Mostra Brasil da 50ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.


