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Kleber Mendonça Filho discute sexualidade no cinema brasileiro em Brasília

Durante a 58ª edição do Festival de Brasília de Cinema Brasileiro, Kleber Mendonça Filho conversou com Flávia Guerra, do Canal Like, sobre seu mais recente filme, O Agente Secreto. O longa, premiado em Cannes e escolhido para representar o Brasil no Oscar de Melhor Filme Internacional, mergulha no Recife dos anos 70, seguindo Marcelo (Wagner Moura), um professor universitário especialista em tecnologia que retorna à cidade natal em busca de paz, mas encontra um cenário muito diferente do refúgio que imaginava.

Sexualidade sem estigmas

Na entrevista, o diretor abordou como o cinema contemporâneo lida com o sexo, traçando um paralelo entre produções brasileiras e americanas. “O sexo no cinema americano é muito associado ao negativo, a coisas ruins. É muito raro, praticamente não existe, um personagem que lida com a sexualidade de forma comum”, explicou Kleber.

Ele destacou que seu trabalho busca apresentar a sexualidade de maneira natural. “Minha contribuição é mostrar, em minhas próprias obras, a sexualidade como algo bom, natural e saudável”, completou, reforçando seu compromisso em tratar o tema com honestidade e sensibilidade.

Recife como personagem

Além da discussão sobre sexualidade, O Agente Secreto traz o Recife como pano de fundo pulsante, refletindo a cidade dos anos 70 com um olhar histórico e afetivo. Marcelo, o protagonista, serve como guia para essa ambientação, equilibrando tensão narrativa e reflexões pessoais em meio a uma cidade que guarda memórias, segredos e conflitos.

Kleber Mendonça Filho reforça que sua abordagem é cinematográfica e cultural: ao mesmo tempo em que o filme dialoga com influências externas, ele mantém um olhar genuinamente brasileiro sobre relações, desejos e cotidiano.

Giuliano Peccilli
Giuliano Peccillihttp://www.jwave.com.br
Editor do JWave, Podcaster e Gamer nas horas vagas. Também trabalhou na Anime Do, Anime Pró, Neo Tokyo, Nintendo World e Jornal Nippon Já.

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