Desde as primeiras imagens de Towa and the Guardians of the Sacred Tree, os personagens mostravam um carisma que me fazia querer ver um animê baseado em sua história. Com a divulgação da animação próxima ao lançamento, foi amor à primeira vista. Agora, estou aqui para falar do novo roguelite da Bandai Namco.
Produzido pela Brownies Inc., o jogo apresenta um mundo místico que lembra, à primeira vista, títulos como Hades, mas com uma identidade própria. Com cenários desenhados à mão e uma delicadeza que fascina, Towa and the Guardians of the Sacred Tree combina a leveza dos personagens com uma visão isométrica do mundo.
Você assume o papel de Towa, sacerdotisa da Vila Shinju, responsável por unir oito guardiões para enfrentar o maligno Magatsu. Cada guardião tem personalidade, estilo de luta e golpes únicos, fundamentais para que o jogador aproveite todo o potencial da equipe.
Mas você está preparado para esta jornada?
A história
Em um reino envolto em névoa e mistério, a Vila Shinju vive sob a sombra de Magatsu, uma força ancestral que corrompe a terra e desperta criaturas esquecidas. Towa, jovem sacerdotisa da aldeia, assume o fardo de proteger a árvore sagrada e liderar os oito guardiões, cada um com habilidades únicas e segredos do próprio passado. Entre batalhas intensas e momentos de ternura, seus laços serão testados enquanto lutam para impedir que a escuridão consuma tudo o que conhecem.
À medida que atravessam terras corrompidas e belezas traiçoeiras, Towa e seus guardiões descobrem que a coragem sozinha não basta. A verdadeira força vem da união e da confiança mútua. Cada confronto, cada escolha e cada descoberta molda não apenas o destino da vila, mas também os corações de seus habitantes. Em um mundo onde a beleza esconde perigo e cada sombra guarda segredos, a jornada para restaurar a paz se transforma em uma epopeia de bravura, sacrifício e esperança.

Mesmo apresentada com animações, a história continua por meio dos NPCs, sendo fundamental conversar e explorar para conhecer melhor a vila e seu inimigo.
Jogabilidade

Towa and the Guardians of the Sacred Tree traz cenários compactos, ideais para embates com chefes. Towa, acompanhada de seus guardiões, precisa derrotar os inimigos para avançar em cada área.
A temática oriental lembra Kunitsu-Gami: Path of the Goddess, mas aqui você não comanda um exército. São oito personagens com características próprias, e cada partida exige que você use suas habilidades estratégicas para vencer.
O combate é ágil e responsivo. Como roguelite, exige atenção à equipe para avançar na história.

A Vila Shinju funciona como ponto inicial e base. É onde você aprimora habilidades, coleta informações e planeja os próximos passos da aventura.
O sistema de combate gira em torno de duplas de guardiões. Um empunha a espada sagrada Tsurugi, causando dano físico direto, enquanto o outro controla o cajado Kagura, oferecendo suporte e magias. Combinando os oito personagens, você cria estilos de luta variados, adaptando-se a diferentes desafios.
No modo cooperativo, dividir os papéis pode gerar disputa — espada e cajado têm funções distintas, e a espada geralmente se destaca.
Trilha Sonora
Um dos pontos altos aqui de Towa and the Guardians of the Sacred Tree está em sua trilha sonora assinada Hitoshi Sakimoto que também assina trilha sonoras de jogos, como Final Fantasy Tactics e Final Fantasy XII.
YOSOABI
A dupla musical japonesa, criada em 2019 e conhecida por animês como Oshi no Ko, Mobile Suit Gundam THE WITCH FROM MERCURY e Frieren, também participou do lançamento do jogo.
Com um trailer especial da história, YOSOABI reforça o tom místico de Towa, combinando perfeitamente com o universo do jogo. Para mim, isso confirma que a narrativa é cativante e mereceria, em algum momento, se tornar um animê.
Opinião

Divulgação – Giuliano Peccilli
Towa and the Guardians of the Sacred Tree chega para PS5, Xbox Series X|S, PC e Switch. É um jogo visualmente bonito e viciante, com jogabilidade fácil e fluida.
É mais estratégico do que frenético, exigindo atenção e paciência. Cada decisão importa, e o progresso recompensa quem explora com calma.
O ponto negativo fica por conta da falta de legendas em português, algo raro em um lançamento da Bandai Namco. O jogo oferece inglês, espanhol e francês, e a dublagem em japonês é excelente, reforçando ainda mais a atmosfera oriental.
O destaque visual fica para os cenários desenhados à mão, que se sobressaem na nova geração de jogos. Recentemente joguei Shinobi: Art of Vengeance, e percebo como o 2D bem feito ainda impressiona. Em Towa, o cuidado com o desenho e a animação tornam a experiência memorável.
Divertido, carismático e viciante, Towa and the Guardians of the Sacred Tree é um roguelite que tem tudo para agradar fãs do gênero.

Nota – 4 (de 5)
Towa and the Guardians of the Sacred Tree
Título: Towa and the Guardians of the Sacred Tree
Gênero: Roguelite de ação e aventura
Data de lançamento: 18 de setembro de 2025
Desenvolvedor: Brownies Inc.
Distribuidora: Bandai Namco Entertainment Inc.
Plataformas: Nintendo Switch, PlayStation 5, Xbox Series X/S, Windows
Agradecimentos a Bandai Namco pela oportunidade de criar este conteúdo


