Chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, 30 de outubro, o novo longa de Michel Franco, Sonhos, estrelado por Jessica Chastain e o bailarino mexicano Isaac Hernández. Exibido no Festival de Berlim e distribuído no Brasil pela Imagem Filmes, o longa chamou a atenção por seu olhar afiado sobre desigualdade, desejo e controle. É um daqueles filmes que não terminam quando sobem os créditos — continuam ecoando depois.
A seguir, cinco motivos para conferir Sonhos na telona.
1. Jessica Chastain no auge da carreira
Jessica Chastain volta a provar por que é uma das atrizes mais completas de sua geração. Conhecida por papéis intensos em Os Olhos de Tammy Faye e A Hora Mais Escura, ela mergulha em Jennifer, uma socialite americana envolvida em projetos filantrópicos — e em um relacionamento turbulento com um artista que depende dela. É um papel desconfortável, repleto de nuances e contradições, e Chastain entrega uma performance poderosa, oscilando entre empatia e manipulação com a precisão de quem domina o próprio ofício.
2. A estreia de Isaac Hernández no cinema
Ícone do balé mexicano, Isaac Hernández faz sua estreia nas telonas interpretando Fernando, um bailarino em busca de espaço e reconhecimento. Sua interpretação carrega uma sensibilidade rara, equilibrando vulnerabilidade e presença cênica. A relação entre Fernando e Jennifer — entre amor, dependência e desejo — é o coração emocional do filme, e a química entre Hernández e Chastain é palpável em cada cena.
3. Michel Franco em sua forma mais humana e provocadora
Michel Franco construiu uma carreira sólida explorando temas sociais e dilemas morais em filmes como Depois de Lucía e Nova Ordem. Em Sonhos, o diretor dá um passo além: seu olhar permanece crítico, mas ganha uma camada mais íntima e emocional. Ele continua tratando de desigualdade, poder e culpa, mas agora com foco nas fissuras de uma relação a dois. O resultado é um filme elegante e incômodo, que desafia o espectador a questionar o que realmente move suas escolhas.
4. Um espelho do mundo atual
Mais do que um drama romântico, Sonhos reflete a desigualdade e os contrastes do mundo contemporâneo. A história de Jennifer e Fernando fala sobre fronteiras — geográficas, sociais e afetivas. Franco usa o romance para discutir o peso do privilégio e o impacto da diferença de poder nas relações humanas. É o tipo de filme que provoca conversas acaloradas ao sair do cinema.
5. Uma experiência que pede a tela grande
Com fotografia refinada de Yves Cape e ritmo envolvente, Sonhos é visualmente hipnótico. Franco utiliza planos longos e enquadramentos que destacam o contraste entre luxo e vulnerabilidade. É um espetáculo emocional e estético, ideal para ser vivido no cinema — onde cada silêncio, olhar e respiração ganham força.
Sonhos estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, 30 de outubro, com distribuição da Imagem Filmes.


