Raphael Montes volta ao território em que domina como poucos com A Estranha na Cama, seu nono livro, que chega pela Companhia das Letras e já nasce atravessado pelo audiovisual. Enquanto os leitores se preparam para conhecer sua nova trama de erotismo e paranoia, a Netflix desenvolve a adaptação cinematográfica, com direção de Esmir Filho e roteiro assinado pelo próprio autor. A produção é da Casa Montes em parceria com A Fábrica.
A história mergulha na intimidade de um casal em crise que decide abrir a relação e incluir outra mulher na tentativa de reencontrar alguma forma de conexão. O arranjo, que deveria acalmar tensões, rapidamente abre espaço para jogos emocionais, inseguranças e um mistério que se adensa a cada capítulo. Montes transporta sua marca conhecida para este novo thriller: desejo, manipulação, ansiedade e um final que promete conversar com seus desfechos mais memoráveis.
Raphael Montes e a expansão de um universo de suspense

Aos 35 anos, Montes se tornou um dos nomes mais influentes da literatura policial, de horror e de suspense no Brasil. Nascido no Rio de Janeiro e formado em Direito pela UERJ, ele rapidamente migrou para a ficção e se firmou como autor de thrillers centrados em personagens intensos e situações-limite.
Seu primeiro romance, Suicidas (2012), já chegou cercado de reconhecimento. Em seguida, Dias Perfeitos (2014) projetou o escritor internacionalmente e ganhou adaptação em série pelo Globoplay. Vieram ainda O Vilarejo, Jantar Secreto e o fenômeno Bom Dia, Verônica, escrito com Ilana Casoy sob o pseudônimo Andrea Killmore, obra que mais tarde se tornou uma série de sucesso global na Netflix, onde Montes assumiu o posto de criador e roteirista-chefe ao longo de três temporadas.
Entre páginas, câmeras e prêmios
Além de assinar romances de grande alcance, Montes construiu carreira sólida no audiovisual. Ele colaborou com o roteiro da novela A Regra do Jogo, trabalhou em Supermax e coescreveu Praça Paris, de Lúcia Murat. No Prime Video, foi um dos roteiristas responsáveis pelos três filmes que revisitavam o Caso Von Richthofen.
Em 2020, ganhou o Prêmio Jabuti com Uma Mulher no Escuro, consolidando sua posição entre os principais autores de entretenimento do país. No ano seguinte, criou a Casa Montes, produtora voltada a narrativas de crime, terror e suspense. Em 2023, entrou no universo juvenil com A Mágica Mortal: Uma Aventura do Esquadrão Zero. Já em 2024, viu Uma Família Feliz ganhar adaptação cinematográfica dirigida por José Eduardo Belmonte, na qual atuou como roteirista e diretor assistente.
Em 2025, estreou como criador de novela com Beleza Fatal, ampliando ainda mais sua presença na TV.
Uma carreira que atravessa mídias
O catálogo de Montes abrange literatura, cinema e televisão. Seus livros acumularam edições em mais de 25 países e renderam adaptações de destaque. A seguir, um panorama de sua produção:
Livros publicados
Suicidas (2012)
Dias Perfeitos (2014)
O Vilarejo (2015)
Jantar Secreto (2016)
Bom Dia, Verônica (2016, com Ilana Casoy)
Uma Mulher no Escuro (2019)
A Mágica Mortal (2023)
Uma Família Feliz (2024)
A Estranha na Cama (2025)
Séries e novelas
Romance Policial: Espinosa (2015)
Supermax (2016)
Bom Dia, Verônica (2020– )
Tá Tudo Certo (2023)
Dias Perfeitos (2025)
A Regra do Jogo (2015)
Beleza Fatal (2025)
Cinema
Praça Paris (2018)
A Menina que Matou os Pais (2021)
O Menino que Matou Meus Pais (2021)
A Menina Que Matou os Pais: A Confissão (2023)
Uma Família Feliz (2024)
O que esperar de A Estranha na Cama

O novo romance de Raphael Montes nasce com DNA transmedia e potencial para conversas acaloradas. Ao entrelaçar erotismo e violência emocional, o escritor investiga as zonas cinzentas dos relacionamentos contemporâneos e o quanto uma decisão aparentemente libertadora pode abrir portas para algo mais sombrio. A adaptação da Netflix promete reforçar o clima claustrofóbico, enquanto a edição da Companhia das Letras chega para ampliar o alcance do livro.
Para quem acompanha a carreira de Montes, A Estranha na Cama surge como um projeto que sintetiza sua trajetória: literatura afiada, tensão constante e um passo firme em direção a novas narrativas no cinema e na TV. Uma obra que deve gerar debate, teorias e boa dose de inquietação entre leitores e espectadores.


