Hana-Kimi chegou à temporada de janeiro de 2026 como uma estreia que conversa diretamente com fãs de comédias românticas escolares. Publicada originalmente nos anos 1990, a obra finalmente ganhou uma adaptação em anime e, para o público brasileiro, já estreou com um diferencial importante: dublagem em português brasileiro desde o primeiro episódio.
A história acompanha Mizuki Ashiya, uma garota que decide se disfarçar de garoto para estudar em um colégio exclusivamente masculino. O motivo é simples e impulsivo: ficar perto de Izumi Sano, atleta do salto em altura que ela admira desde que o viu competindo na televisão. O plano já seria complicado por si só, mas tudo sai do controle quando Mizuki acaba dividindo o quarto justamente com Sano. A partir daí, Hana-Kimi aposta no humor físico, nos mal-entendidos e em um romance leve que consagrou a obra como um clássico do shōjo.
Os dubladores brasileiros de Hana-Kimi



A versão brasileira foi produzida pelo estúdio DuBrasil e reúne vozes bastante familiares para quem acompanha animes dublados. Mizuki Ashiya ganha vida na interpretação de Bianca Lua, conhecida do público por dar voz à Itsuka Kendou em My Hero Academia. A dubladora entrega uma protagonista energética e espontânea, reforçando bem o contraste entre o disfarce masculino e a personalidade expressiva de Mizuki, algo essencial para o humor da série funcionar.
Já Izumi Sano é dublado por Marcus Pejon, que muitos reconhecem por trabalhos como Shiki Ichinose em Tougen Anki. Aqui, ele adota um tom mais contido e introspectivo, combinando com o personagem que carrega frustrações pessoais e se afastou do esporte. A interpretação brasileira transmite esse peso emocional sem exageros, mantendo o clima mais silencioso que define Sano.
O lado mais caótico da história fica por conta de Shuichi Nakatsu, interpretado por Erick Bougleux, voz de personagens como Zanka em Gachiakuta. A dublagem de Nakatsu funciona como um verdadeiro motor cômico da série, trazendo ritmo, exagero na medida certa e servindo de contraponto ao jeito mais reservado de Sano e às confusões constantes de Mizuki.
A direção de dublagem é assinada por Guilherme Marques, que mantém um equilíbrio natural entre fidelidade ao material original e fluidez no português, evitando adaptações engessadas ou excessivamente localizadas.
Um mangá com legado e múltiplas adaptações
Criado por Hisaya Nakajo, Hana-Kimi foi publicado na revista Hana to Yume entre 1996 e 2004, totalizando 23 volumes. A obra se tornou um dos títulos mais populares do shōjo, com mais de 17 milhões de cópias vendidas no Japão. Nakajo faleceu em outubro de 2023, e o anime lançado em 2026 acaba funcionando também como uma homenagem ao impacto duradouro de sua criação.
Antes da animação, Hana-Kimi já havia ganhado diversas adaptações em live-action, incluindo produções japonesas, coreanas e até uma versão tailandesa, mantendo a história viva por diferentes gerações.
Produção do anime e estreia em 2026
A adaptação em anime é produzida pelo estúdio Signal.MD, com direção de Natsuki Takemura e trilha sonora composta por Masaru Yokoyama. A estreia aconteceu em 4 de janeiro de 2026 no Japão, com exibição simultânea via streaming. A abertura e o encerramento ficam por conta do Yoasobi, reforçando o apelo emocional da série logo nos primeiros episódios.
Por que Hana-Kimi ainda funciona
Mesmo com uma premissa clássica, Hana-Kimi continua atual por abordar identidade, expectativas e inseguranças de forma leve e acessível. A dublagem brasileira ajuda a aproximar ainda mais o público, tornando a experiência fluida tanto para fãs antigos quanto para novos espectadores.
Para quem gosta de romances escolares, confusões de identidade e títulos como Ouran High School Host Club, Hana-Kimi chega como uma das estreias mais simpáticas da temporada. E com dublagem nacional desde o primeiro episódio, o convite para dar play fica difícil de recusar.
Com informações da própria Crunchyroll


