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Paul Mescal e Josh O’Connor protagonizam romance LGBTQIA+ e histórico em A História do Som

Dois nomes centrais do cinema contemporâneo, Paul Mescal e Josh O’Connor, se encontram pela primeira vez em A História do Som, drama de época que articula romance LGBTQIA+, memória cultural e música tradicional norte-americana. Dirigido por Oliver Hermanus, o filme chega aos cinemas brasileiros em 26 de fevereiro.

Exibido na competição oficial do Festival de Cannes, o longa mantém 89% de aprovação do público no Rotten Tomatoes, reforçando seu alcance para além do circuito de festivais e do nicho queer.

Uma história de amor construída pelo som

Ambientado em 1917, o filme acompanha Lionel e David, estudantes de música que se conhecem no Conservatório de Boston. O ponto de encontro entre os dois é a música folk que é uma tradição oral passada de geração em geração e que os leva a uma viagem pelo interior do estado do Maine.

A missão é registrar canções de ex-soldados da Primeira Guerra Mundial antes que elas desapareçam. No caminho, o vínculo profissional se transforma em um relacionamento afetivo, tratado com delicadeza e atenção aos silêncios, marca recorrente do cinema de Hermanus.

O roteiro adapta dois contos do escritor Ben Shattuck, The History of Sound e Origin Stories, e usa a música como fio condutor de uma história sobre intimidade, deslocamento e pertencimento.

Representatividade sem discurso didático

Sem recorrer a conflitos externos óbvios ou discursos explicativos, A História do Som constrói seu romance LGBTQIA+ a partir da convivência, da escuta e do tempo compartilhado. A relação entre os protagonistas se desenvolve de forma orgânica, ancorada mais nos gestos e nas pausas do que em grandes declarações.

A química entre Mescal e O’Connor foi um dos aspectos mais comentados após Cannes. O Screen Daily descreveu as atuações como “discretas e fascinantes”, destacando a precisão emocional da dupla.

Elenco e trajetória do diretor

Além dos protagonistas, o filme conta com Chris Cooper, vencedor do Oscar por Adaptação, em uma participação que adiciona outra camada temporal à narrativa.

Este é o sexto longa de Oliver Hermanus, diretor que construiu uma filmografia marcada por histórias sobre identidade e repressão, como Moffie e Beleza Arrebatadora. Após Viver, remake do clássico de Akira Kurosawa indicado ao Oscar, Hermanus retorna a um cinema mais intimista, centrado em personagens e atmosferas.

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Quando e onde assistir

Exibido também na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, A História do Som estreia nos cinemas brasileiros em 26 de fevereiro, com distribuição da Imagem Filmes.

Giuliano Peccilli
Giuliano Peccillihttp://www.jwave.com.br
Editor do JWave, Podcaster e Gamer nas horas vagas. Também trabalhou na Anime Do, Anime Pró, Neo Tokyo, Nintendo World e Jornal Nippon Já.

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