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Manifesto de Turismo LGBT+ do Brasil é lançado em São Paulo e propõe agenda estratégica para o setor

Documento nasce de construção coletiva entre entidades, empresários e especialistas e mira posicionar o Brasil no circuito global do turismo LGBT+

O lançamento do Manifesto de Turismo LGBT+ do Brasil reuniu, nesta quarta-feira (25), cerca de 40 lideranças do trade turístico no Museu da Diversidade Sexual, em São Paulo. A iniciativa é fruto de uma articulação entre a IGLTA, a Câmara de Comércio e Turismo LGBT do Brasil e a LGBT+ Turismo Expo, com apoio institucional do museu e da 375 Fun Fest Agência de Viagem.

O encontro colocou frente a frente representantes do setor público e da iniciativa privada, incluindo profissionais de hotelaria, operadoras, agências de viagem, seguros e destinos turísticos. O objetivo foi claro: criar uma base comum para estruturar políticas, práticas e estratégias capazes de fortalecer o turismo LGBT+ no país de forma contínua e organizada.

Alinhamento com práticas internacionais

Ricardo Gomes, presidente da Câmara de Comércio e Turismo LGBT do Brasil; Clóvis Casemiro, gerente de Membership da IGLTA no Brasil; Alex Bernardes, diretor da LGBT+ Turismo Expo, no lançamento do Manifesto do Turismo LGBT+ no Brasil, que ocorreu no Museu da Diversidade.

Para Clóvis Casemiro, gerente de Membership da IGLTA no Brasil, o manifesto surge como uma ferramenta essencial para amadurecer o posicionamento do país no cenário global. Segundo ele, o Brasil já possui apelo natural e cultural para se destacar nesse mercado, mas ainda carece de alinhamento estratégico e diálogo estruturado com o poder público.

A apresentação da versão inicial do documento abriu espaço para uma discussão coletiva, que resultou em sugestões práticas e ajustes de conteúdo. A proposta é que o manifesto não seja apenas declaratório, mas funcione como um guia realista para ações futuras.

Construção aberta ao mercado

Como próximo passo, os organizadores vão disponibilizar, a partir de 1º de março, uma plataforma online para receber contribuições de profissionais de todo o país que atuam com turismo LGBT+. O período colaborativo segue até 20 de março e permitirá o envio de ideias, iniciativas e propostas para a versão final do texto.

De acordo com Alex Bernardes, diretor da LGBT+ Turismo Expo, o manifesto reflete um momento de maior maturidade do mercado. A leitura é de que o turismo LGBT+ deixou de ser um nicho periférico e passou a ocupar um papel estratégico na economia, na inclusão social e no posicionamento internacional do Brasil.

Manifesto e Carta de Fevereiro

Além do manifesto, o processo inclui a elaboração da chamada Carta de Fevereiro, documento complementar que reúne propostas objetivas de curto, médio e longo prazo para o desenvolvimento do turismo LGBT+ no país. A redação inicial da carta também será divulgada no dia 1º de março.

Para Ricardo Gomes, presidente da Câmara de Comércio e Turismo LGBT do Brasil, os dois documentos cumprem papéis distintos e complementares. Enquanto o manifesto busca provocar um posicionamento claro do mercado e das instituições, a carta foca em ações práticas e mensuráveis para consolidar o setor no Brasil e no exterior.

A expectativa é que tanto o Manifesto de Turismo LGBT+ do Brasil quanto a Carta de Fevereiro sejam publicados até 30 de março e, em seguida, encaminhados a órgãos públicos nas esferas federal, estadual e municipal, além de entidades privadas do setor.

Próximos passos

O evento também serviu para apresentar uma agenda de encontros e eventos B2B de turismo LGBT+ no Brasil e fora do país, reforçando oportunidades de networking, capacitação profissional e geração de negócios.

Mais do que um lançamento simbólico, o manifesto marca um passo concreto na tentativa de organizar o turismo LGBT+ como política de mercado e de imagem. A aposta é que, com diretrizes claras e participação ativa do setor, o Brasil consiga transformar diversidade em vantagem competitiva no cenário global do turismo.

Giuliano Peccilli
Giuliano Peccillihttp://www.jwave.com.br
Editor do JWave, Podcaster e Gamer nas horas vagas. Também trabalhou na Anime Do, Anime Pró, Neo Tokyo, Nintendo World e Jornal Nippon Já.

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