A 10ª edição do Prêmio Kindle de Literatura já tem seu vencedor. O romance Barquinho de papel, da escritora Jadna Alana, foi escolhido como a melhor obra entre mais de 3.200 livros inscritos, número recorde na história da premiação. O anúncio foi feito na segunda-feira, 23 de fevereiro, durante evento realizado em São Paulo.
Promovido pela Amazon Brasil em parceria com o Grupo Editorial Record, o prêmio chega à sua décima edição consolidado como uma das principais portas de entrada para novos nomes da literatura brasileira contemporânea.
O que a autora vencedora recebe

Além do reconhecimento, Jadna Alana recebe R$ 50 mil, sendo R$ 40 mil em dinheiro e R$ 10 mil como adiantamento de direitos autorais pela Record. O livro será publicado pela editora e distribuído em edição especial aos assinantes da TAG Experiências Literárias. A autora também passa a integrar o júri da próxima edição do prêmio.
A escolha foi feita por um júri formado por Tatiany Leite, jornalista e criadora do projeto Vá Ler um Livro, Lubi Prates, escritora e finalista do Prêmio Jabuti, e Guilherme Sobota, editor-chefe do PublishNews.
Um prêmio que nasceu da autopublicação
O Prêmio Kindle de Literatura é voltado exclusivamente a obras inéditas brasileiras publicadas via Kindle Direct Publishing, plataforma de autopublicação da Amazon. A ideia é simples e direta: permitir que autores publiquem seus livros de forma independente, mantenham controle criativo e alcancem leitores sem precisar, inicialmente, de uma editora tradicional.
Ao longo de dez anos, o prêmio ajudou a revelar novos escritores e a ampliar a diversidade de vozes no mercado editorial brasileiro, especialmente fora dos grandes centros tradicionais.
Finalistas também ganham destaque
Além da obra vencedora, os livros finalistas desta edição também receberam visibilidade extra. Todos terão versões em audiolivro produzidas pela Audible e serão resenhados por influenciadores literários no perfil do Kindle Brasil. Os finalistas foram:
“O Despojo do Caramujo, Breve Romance de Despedida”, de Marília Lovatel
“A Casa de Farinha”, de Bruno Andrade
“Livre de Água e Sal”, de Katarine Vie
“A Parte Cômoda do Infinito”, de Renata Camargo
Por que “Barquinho de papel” chamou atenção
Segundo o júri, o romance se destacou pela força do estilo e pela forma como dialoga com o Brasil a partir de uma narrativa fantástica sem perder identidade regional. Ambientado em um vilarejo baiano esquecido, o livro acompanha Jurema, uma jovem que sonha em atravessar o mundo em um barquinho feito de palavras descartadas, em meio a personagens e paisagens marcados pela fé, pelo abandono e pelo desejo de partir.
A obra foi elogiada por unir imaginação, linguagem trabalhada e uma relação profunda com tradições literárias brasileiras e latino-americanas, sem cair em caricaturas.
Onde ler os livros do prêmio
“Barquinho de papel” e todos os títulos finalistas estão disponíveis na Loja Kindle e no Kindle Unlimited. Os livros podem ser lidos em e-readers Kindle, celulares, tablets e computadores, por meio do aplicativo gratuito.
Ao completar dez edições com recorde de inscrições, o Prêmio Kindle de Literatura reforça seu papel como termômetro da produção independente no país e como um dos caminhos mais relevantes para novos autores chegarem ao público leitor.


