O Senac MS apostou nos games como ferramenta de impacto social e entregou oficialmente, nesta semana, o protótipo jogável de Agente 360: Todos Enfrentam a Dengue, um jogo em realidade virtual voltado à conscientização e ao combate ao mosquito Aedes aegypti. A cerimônia aconteceu no dia 19 de fevereiro, no Senac Hub Academy, em Campo Grande.
O projeto foi desenvolvido ao longo de 12 meses com apoio do Governo do Estado, por meio da Semadesc, e marca a conclusão da fase de pré-incubação do game, agora entregue à FESP-MS para os próximos passos de validação e expansão.
Prevenção transformada em experiência imersiva
Agente 360 usa tecnologia de realidade virtual para colocar o jogador dentro de cenários comuns do cotidiano, onde ele precisa identificar focos do mosquito, tomar decisões corretas e aprender, na prática, como evitar a proliferação da dengue. A proposta é simples e eficaz: aprender fazendo.
O jogo aposta na gamificação para estimular comportamentos preventivos, transformando informação de saúde pública em ação concreta. Em vez de cartilhas ou campanhas tradicionais, o jogador vivencia o problema e entende as consequências de suas escolhas.
Projeto educacional feito por estudantes
O game nasceu como um Projeto Integrador, reunindo alunos do curso Técnico em Programação de Jogos Digitais do Senac Hub Academy e estudantes da rede estadual matriculados no curso de Assistente de Produção 3D. A produção envolveu programação, design, modelagem 3D e construção de mecânicas alinhadas às diretrizes de saúde pública.
Durante a fase de pré-incubação, a equipe refinou jogabilidade, implementou sistema de pontuação e ranking online, ajustou cenários e adaptou os controles para óculos de realidade virtual Meta Quest 3, garantindo fluidez e maior impacto educativo.
Inovação aplicada a um problema real
Para a Semadesc, o projeto integra uma estratégia maior de inovação aplicada. A ideia é transformar conhecimento técnico em soluções práticas para desafios enfrentados pela comunidade, como a dengue, que segue sendo um problema recorrente de saúde pública.
Além do desenvolvimento tecnológico, os estudantes envolvidos atuaram em regime de contraturno e com bolsas vinculadas a convênios estaduais, vivenciando um processo próximo ao de um estúdio profissional e construindo portfólio com impacto social real.
Próximos passos: escolas e comunidades
O Agente 360 já recebeu reconhecimento institucional, incluindo uma Moção de Congratulação da Câmara Municipal de Campo Grande. Com a entrega do protótipo, o jogo entra agora em fase de replicação, com previsão de uso em escolas estaduais e até em aldeias indígenas do Mato Grosso do Sul.
A proposta é ampliar o alcance da ferramenta educativa e usar o potencial dos games e da realidade virtual como aliados na conscientização coletiva. No fim das contas, Agente 360 mostra que videogame também pode ser política pública — quando bem pensado, bem aplicado e feito com propósito.

