A ELO Studios anunciou “Garota”, filme estrelado por Giovanna Antonelli e dirigido por Rosane Svartman. A proposta é direta: falar de menopausa sem filtro técnico e sem transformar o assunto em tabu.
A escolha de Antonelli não é aleatória. O projeto pede uma presença que segure humor e desgaste emocional ao mesmo tempo, e o filme parece consciente disso desde o início.
Uma história sobre recomeço sem glamourizar

Giovanna Antonelli viverá Susana, uma mulher que, depois de perder o emprego, os hormônios e a paciência, reinventa-se ao conhecer uma cachorra idosa que ninguém quer
Crédito: Vinícius Mochizuki
Na trama, Antonelli vive Susana, uma mulher de 50 anos que perde o emprego no meio de uma fase já complicada. Menopausa, pressão social e etarismo entram juntos no pacote.
A virada vem de forma inesperada: ela passa a cuidar de uma cadela idosa que ninguém quis. É um ponto simples, quase banal, mas que serve como motor para reorganizar a vida da personagem.
Sem tentar soar grandioso, o filme trabalha com uma ideia mais pé no chão. Recomeçar aqui não vem como epifania, mas como necessidade.
Tema relevante, abordagem acessível
A direção de Svartman segue uma linha já conhecida do trabalho dela: pegar temas densos e tratar com leveza, sem esvaziar o conteúdo.
O roteiro, assinado por Flávia Guimarães, evita tecnicidade e aposta em situações reconhecíveis. A menopausa entra como parte da vida, não como problema isolado.
E isso faz diferença. No cinema, o tema ainda aparece pouco, e quando aparece, costuma vir carregado de estereótipos ou dramatização excessiva.
Projeto ainda em desenvolvimento
“Garota” está em pré produção e deve começar a ser filmado ainda neste semestre. Por enquanto, não há data de estreia definida.


