Com direção de Mauro Borrelli, o filme “A Última Ceia” chega aos cinemas brasileiros apostando em uma abordagem mais íntima e humana de um dos episódios mais marcantes do cristianismo. A produção, distribuída pela Imagem Filmes, mergulha nos acontecimentos que antecedem a traição de Judas e a crucificação de Jesus.
Um olhar humano sobre fé, dúvida e fragilidade
Ambientado durante o Pessach, em Jerusalém, o longa acompanha a última reunião de Jesus com seus discípulos, momento que daria origem à Eucaristia. A narrativa se constrói a partir do olhar de Pedro, explorando sua trajetória emocional ao longo da noite, da confiança absoluta à fragilidade que culmina em sua negação.
Ao mesmo tempo, o filme também reposiciona Judas dentro da história, fugindo de uma leitura simplificada e destacando conflitos internos que ampliam o peso dramático da narrativa.
Estética clássica e inspiração nas escrituras
Com formação em pintura clássica, Borrelli imprime uma composição visual que dialoga diretamente com representações tradicionais da cena, evocando referências como A Última Ceia. A base narrativa parte especialmente do Evangelho de João, buscando fidelidade ao texto bíblico sem abrir mão de uma leitura cinematográfica mais sensível.
No elenco, Jamie Ward interpreta Jesus, ao lado de Robert Knepper como Judas e James Oliver Wheatley no papel de Pedro, com produção executiva do cantor Chris Tomlin.
“A Última Ceia” estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, 2 de abril, antecipando o clima da Páscoa com uma releitura que privilegia emoção, conflito e reflexão.


