Celebrado pela crítica e incluído entre os melhores do ano pela revista Cahiers du Cinéma, O Riso e a Faca estreia nesta quinta-feira, 30 de abril, nos cinemas brasileiros. A coprodução entre Brasil, Portugal, França e Romênia será exibida em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Porto Alegre, com distribuição da Vitrine Filmes em parceria com a RioFilme.
Drama sobre relações e poder
A trama acompanha Sérgio, interpretado por Sérgio Coragem, um engenheiro português enviado a uma metrópole da África Ocidental para avaliar o impacto ambiental da construção de uma estrada. No local, ele se envolve com Diára, vivida por Cleo Diára, e Gui, papel de Jonathan Guilherme.
O filme parte desse encontro para discutir relações entre Europa e África sob uma perspectiva contemporânea, abordando dinâmicas neocoloniais, desigualdade e identidade.
Reconhecimento internacional
Dirigido por Pedro Pinho, o longa estreou na mostra Un Certain Regard do Festival de Cannes 2025, onde rendeu a Cleo Diára o prêmio de Melhor Atriz.
A obra também dialoga com a música homônima de Tom Zé, usando essa referência como ponto de partida para refletir sobre colonialismo, presença estrangeira e transformações culturais.
Estilo e proposta
Com 212 minutos de duração, o filme aposta em uma narrativa imersiva e observacional. O diretor constrói um retrato que alterna entre espaços de poder, como ONGs e ambientes corporativos, e cenas urbanas e noturnas, onde emergem outras formas de expressão e identidade.
No centro da história está o encontro entre diferentes mundos e a tentativa de criar conexões em meio a estruturas marcadas por desigualdade.
O Riso e a Faca já está em cartaz nos cinemas brasileiros a partir desta semana.


