O diretor artístico da Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo, Heitor Werneck, afirmou que a edição de 30 anos do evento enfrenta uma das maiores crises financeiras de sua história.
Segundo ele, artistas como Gloria Groove, Pabllo Vittar e Urias decidiram reduzir ou abrir mão de parte dos cachês para ajudar na realização da Parada em 2026.
“Estamos fazendo um evento praticamente sem dinheiro”

De acordo com Werneck, a dificuldade de captação aumentou por conta da redução de patrocínios privados e do receio de empresas em se associarem ao evento.
“Gloria Groove e Pabllo Vittar abriram mão do cachê integral e vão receber apenas metade. Urias também topou reduzir”, declarou o diretor artístico.
Ele também criticou o que considera um afastamento institucional da comunidade LGBTQIA+ fora do período comercial do Mês do Orgulho.
Diretor critica redução de apoio institucional
Segundo Heitor Werneck, a Parada movimenta setores como turismo, hotelaria, comércio e transporte em diversas regiões da cidade, mas ainda enfrenta resistência política e dificuldades de financiamento.
O diretor também afirmou que propostas para restringir ou dificultar a realização da Parada na Avenida Paulista se repetem todos os anos.
Evento completa 30 anos em 2026
A edição de 2026 da Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo terá como tema “A voz da urna é a voz do povo” e deve reforçar debates sobre representatividade, ocupação do espaço público e direitos da população LGBTQIA+.


