E se a inteligência artificial permitisse reencontrar alguém que você perdeu? É a partir dessa ideia que Parasita do Coração (Heartworm) mistura ficção científica e drama para falar sobre luto, memória e os limites da tecnologia.
O longa americano faz parte da Mostra Expectativa do Festival do Rio 2026 e terá sua primeira sessão em 9 de outubro, no Cinesystem Belas Artes Botafogo, com a presença da protagonista Amber Gray, dos diretores Miriam Louise e Mitchell Arens e da produtora brasileira Flavia Amon.
A história acompanha Avena (Amber Gray) e Mark (Juan Riedinger), um casal que tenta lidar com a morte da filha. Em um futuro próximo, os dois recorrem à NeuraLife, uma plataforma virtual praticamente indistinguível da realidade e capaz de recriar memórias, vozes e personalidades por meio de inteligência artificial.
Enquanto Mark passa cada vez mais tempo nesse universo digital, Avena tenta recuperar a conexão com o marido. A situação muda quando uma falha no sistema começa a misturar memórias e realidade, colocando os dois diante de maneiras diferentes de enfrentar o luto.
Quando a tecnologia interfere no luto
A partir da NeuraLife, Parasita do Coração utiliza a ficção científica para discutir até que ponto preservar digitalmente alguém pode ajudar no processo de luto ou impedir que uma pessoa consiga seguir em frente.
A história surgiu da própria experiência dos diretores Miriam Louise e Mitchell Arens com o luto. O filme marca a estreia da dupla na direção de um longa-metragem.
Rodada inteiramente em Martha’s Vineyard, ilha localizada na costa de Massachusetts, a produção utiliza também fotografia e desenho de som para diferenciar os espaços cotidianos das experiências artificiais proporcionadas pela NeuraLife.
Amber Gray apresenta o filme no Rio
Conhecida principalmente pelos palcos da Broadway e indicada ao Tony por sua interpretação de Perséfone em Hadestown, Amber Gray interpreta Avena. O elenco também conta com Juan Riedinger, Lillias White, Ellie Reine e Derrick Baskin.
Antes de chegar ao Brasil, o filme passou por festivais como Cinequest, Dances With Films: LA, Martha’s Vineyard Film Festival, Julien Dubuque International Film Festival e Woods Hole Film Festival. Neste último, Gray recebeu o prêmio de melhor atuação.
No Festival do Rio, Parasita do Coração terá sessões em 9 de outubro, às 21h30, no Cinesystem Belas Artes Botafogo; 11 de outubro, às 16h, no CineCarioca José Wilker; e 14 de outubro, às 14h, no Estação Claro Rio.
O filme tem 106 minutos e roteiro e direção de Miriam Louise Arens e Mitchell Arens.


