Pequenas Tragédias, novo longa de Daniel Nolasco, foi apresentado no domingo, 13 de setembro, na competição nacional do 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Ambientada em Catalão, a produção combina memórias pessoais, elementos documentais e ficção para investigar a relação entre a cidade e as experiências queer de seus moradores.
O ponto de partida é a saída de um grupo de amigos. Na sinopse, Daniel deixa o interior para estudar no Rio de Janeiro em 2011. Dez anos depois, nenhum dos integrantes daquele círculo continua em Catalão, embora a cidade seja descrita como um bom lugar para viver.
Entre memória e ficção
Segundo Nolasco, a ideia surgiu quando voltou à cidade para realizar Vento Seco e procurou notícias de antigos colegas. O projeto nasceu como um documentário sobre sua geração, mas ganhou camadas ficcionais para abordar as vivências LGBT, os espaços de convivência e a violência.
O diretor afirma ter buscado uma abordagem que não reproduzisse a brutalidade contra esses corpos. A construção do filme reúne afetos, deslocamentos e lembranças, mantendo Catalão como centro da narrativa.
Trajetória em festivais
Antes da apresentação em Brasília, o longa participou do Conexão Brasil CineMundi 2026, durante a Mostra de Cinema de Tiradentes, onde recebeu o Prêmio Málaga WIP. Em março, conquistou também o principal prêmio Málaga WIP Iberoamérica, na Espanha, conforme informado pela assessoria.
Com 119 minutos, o filme tem direção e roteiro de Nolasco, produção de Cecília Brito e do cineasta, fotografia de Felipe Quintelas e montagem de Luciano Carneiro. A realização é da Rensga Filmes, em coprodução com Bebop Filmes e Welt Film. O comunicado não informa uma data de estreia comercial.


