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Antípodas – tão distantes, tão próximos | Exposição no Sesc Vila Mariana traz parceria com a Fundação Japão

A partir de 9 de outubro, o Sesc Vila Mariana recebe a exposição Antípodas – tão distantes, tão próximos, realizada em parceria com a Fundação Japão para marcar os 130 anos do Tratado de Amizade Brasil-Japão. A mostra reúne trabalhos de jovens artistas japoneses que estiveram em destaque em duas exposições recentes no Museu de Arte Contemporânea de Tóquio: Cherish, your imagination (2020) e Mot Annual 2023 – Synergies, Between Creation and Generation. A curadoria é assinada por Tomoe Moriyama, referência em arte midiática no Japão.

Entre distâncias e conexões

Stray Robot Sentai Crangers

O título “antípodas” remete a pontos opostos da Terra, mas a exposição busca justamente explorar como Brasil e Japão, apesar da distância geográfica, compartilham experiências e sensibilidades. O percurso, que se espalha por diferentes espaços do Sesc Vila Mariana, propõe ao visitante uma jornada entre arte, ciência, tecnologia e memória, com obras multimídia, colaborativas e imersivas.

Um trajeto pela arte contemporânea japonesa

Jun Fujiki, P055E5510N (Possessão), 2011. ©Jun Fujiki

A visita começa no Piso Térreo da Torre A, nas Salas Imersivas, onde se destacam trabalhos como Zombie Zoo Collection (2021), de Zombie Zoo Keeper, que mistura ludicidade e distopia em universos digitais, e Metaverse Windowscape, de Kohei Ishida + Yuji Hatada, que amplia noções de espaço e percepção.

Já o artista Yoichi Ochiai traz instalações que conectam inteligência artificial e tradição japonesa, enquanto Masahiko Inami + Shunji Yamanaka apresentam Jizai Arms (2023), investigando a expansão do corpo humano por meio de dispositivos robóticos. Outra obra marcante é Crossing #03 e Numbers #01 (2018–2022), de Akinori Goto, que transforma tempo e movimento em esculturas de luz.

Ainda nesse núcleo, o trio So Kanno, Akihiro Kato e Takemi Watanuki expõe Stray Robot Sentai Crengers (2022–2023), um olhar divertido sobre a presença das novas tecnologias em nossa vida.

Experiência interativa e múltiplos espaços

O público também poderá interagir com obras em outros ambientes do Sesc. No Piso Superior da Torre A, a instalação P055E5510N (Possessão), de Jun Fujiki, cria avatares a partir da identidade do visitante. Já no Espaço de Leitura, Heartbeat Picnic (2011), de Junji Watanabe, Yui Kawaguchi, Kyosuke Sakakura e Hideyuki Ando, propõe uma reconexão sensorial por meio da tecnologia, enquanto Arai Minami transforma arames em caligrafia japonesa.

No Mezanino, a instalação Kotobatabi usa realidade aumentada para transformar palavras em nuvens flutuantes, aproximando São Paulo e Tóquio por meio da linguagem. E no Espaço de Tecnologia e Artes, obras como Optical Illusion e Noramoji Project Archive reforçam a ponte entre arte e inovação. O percurso termina no Solário da Torre B, onde obras dialogam com criações feitas por crianças do programa Curumim do Sesc Vila Mariana.

Um convite ao intercâmbio cultural

Mais do que uma mostra de arte contemporânea, Antípodas – tão distantes, tão próximos celebra os laços históricos e culturais entre Brasil e Japão, evidentes na gastronomia, na música, nas tradições e nas artes visuais. A visitação é autoguiada, com postais interativos e um passaporte que pode ser carimbado ao longo do percurso, transformando a experiência em uma jornada de descobertas.

Serviço

Antípodas – tão distantes, tão próximos
De 9 de outubro de 2025 a 25 de janeiro de 2026
Terça a sexta, das 10h às 20h | Sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h
Sesc Vila Mariana – Rua Pelotas, 141, São Paulo (Metrô Ana Rosa)
Informações: (11) 5080-3000

Encontro com a curadora e artistas
9/10, quarta-feira, às 19h
Auditório do Sesc Vila Mariana
100 vagas – retirada de ingressos a partir de 1/10, às 17h, pelo app Credencial Sesc SP

Giuliano Peccilli
Giuliano Peccillihttp://www.jwave.com.br
Editor do JWave, Podcaster e Gamer nas horas vagas. Também trabalhou na Anime Do, Anime Pró, Neo Tokyo, Nintendo World e Jornal Nippon Já.

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