A TV Cultura confirmou o retorno de Madan Senki Ryukendo à televisão brasileira. O anúncio foi feito durante o programa Antimatéria e marca a volta da série tokusatsu à TV aberta em versão remasterizada em HD, mantendo a dublagem brasileira original e oferecendo também a opção de áudio em japonês via SAP.
Ainda sem data oficial revelada, a emissora trabalha com a previsão de estreia até a segunda quinzena de janeiro. A exibição contará com os 52 episódios completos, algo pouco comum quando se trata de reprises de produções do gênero na televisão aberta.
Anúncio do retorno de Ryukendo
Dublagem brasileira como peça central desse retorno
Mais do que a melhoria de imagem, o principal diferencial desse retorno é a preservação integral da dublagem brasileira original, produzida no fim dos anos 2000. Ryukendo foi uma das últimas séries tokusatsu inéditas a estrear na TV aberta no Brasil, e sua versão dublada teve papel decisivo para consolidar o título junto ao público.
O protagonista Kenji Narukami, o Ryukendo, ganhou voz de Wendel Bezerra, em um trabalho que ajudou a definir o tom heróico do personagem e a torná-lo imediatamente reconhecível para o público brasileiro. Já Juushirou Fudou, o Ryugan’o, foi dublado por Márcio Araújo, enquanto Koichi Shiranami, o Ryujin’o, recebeu a interpretação de Yuri Chesman, reforçando o contraste entre o herói clássico, o veterano e o anti herói da trama.
As armas falantes, elemento central da série, também tiveram destaque na dublagem. A espada GekiRyuuKen contou com a voz de Sidney Lilla, enquanto a GouRyuuGun ficou a cargo de Fritz Gianvito e a ZanRyuuYin foi interpretada por Márcio Marconato, ajudando a dar personalidade própria a cada dispositivo de transformação.
Elenco de apoio reforça a identidade da versão nacional
O elenco brasileiro também se destacou no núcleo da S.H.O.T., com Luiz Antônio Lobue como Yuuya Amachi, Fátima Noya como Lin Sakyo e Dado Monteiro interpretando Kichi Setoyama. Ricardo Sawaya deu voz ao Professor Mikuriya, completando a base da organização.
Entre os vilões, Silvio Giraldi foi responsável por interpretar o Doutor Worm, enquanto Lady Gold ganhou voz de Gilmara Sanchez. O Grande Rei Demônio Fantasma Verde foi dublado por César Marchetti, e personagens como Conde Bloody e Yack Moon ajudaram a consolidar o clima mais sombrio da segunda metade da série.
O elenco se completa com nomes recorrentes da dublagem brasileira, como Luciana Baroli, Tatiane Keplmair, Denise Reis, Tess Amorim, Letícia Quinto, Francisco Freitas, Ivo Roberto, Douglas Guedes e Vágner Santos, entre outros, formando um time bastante representativo da produção nacional da época.
Um retorno em HD
Além da dublagem, a emissora também confirmou que Ryukendo será exibido em HD, com imagem tratada e qualidade superior à vista nas exibições anteriores. A expectativa é de um trabalho de upscaling que valorize figurinos, armaduras e cenários, elementos centrais da produção.
Originalmente exibida no Brasil em 2009 dentro do bloco TV Kids da RedeTV!, a série teve uma trajetória marcada por mudanças de horário e cortes. Mesmo assim, conseguiu formar uma base fiel de fãs e se consolidar como um dos tokusatsu mais lembrados fora do circuito tradicional das franquias da Toei.
Um resgate que vai além da nostalgia
Produzida em 2006 pela Takara Tomy em parceria com a We’ve Inc., Madan Senki Ryukendo foi a primeira incursão da empresa no tokusatsu, abrindo caminho para outras produções do selo Tomica Hero. A série apostava em um sistema de evolução constante dos heróis, com múltiplas formas, armas falantes e um arco narrativo progressivo, algo que a diferenciava dentro do gênero.
O retorno à TV Cultura reforça a importância de Ryukendo como parte da história do tokusatsu exibido no Brasil e sinaliza um interesse renovado da emissora em conteúdos que dialogam com gerações diferentes, sem tratar esse tipo de produção apenas como material descartável.
Agora, resta a confirmação oficial da data e do horário. Até lá, o anúncio já cumpre um papel claro: recolocar Ryukendo no centro da conversa e lembrar que tokusatsu também faz parte da memória da TV brasileira.

