Entre o apocalipse biológico e a comédia de personagens, Alerta Apocalipse estreia em 29 de janeiro nos cinemas brasileiros, com distribuição da Imagem Filmes. Dirigido por Jonny Campbell, o filme pega uma premissa de fim do mundo e vira o jogo: menos pose épica, mais caos cotidiano, gente errada no lugar errado e humor que nasce do desespero.
Na história, Teacake (Joe Keery) e Naomi (Georgina Campbell), dois funcionários comuns de uma empresa de armazenamento, acabam no meio de uma crise global ao lado de Robert Quinn (Liam Neeson), um ex-agente de bioterrorismo que só queria sumir do radar. Um microrganismo mutante escapa de uma instalação militar abandonada e, a partir daí, nada sai como planejado.
Aqui vão cinco motivos, sem exagero, para dar uma chance ao filme na telona.
1. Joe Keery fora do “modo série”

Quem ainda associa Joe Keery apenas ao Steve de Stranger Things vai encontrar aqui um personagem mais perdido, mais irônico e bem menos heroico. Teacake não é o cara preparado para salvar o mundo, e justamente por isso funciona. Ao lado dele, Georgina Campbell entrega uma Naomi prática, ácida e com zero paciência para o absurdo da situação. A dupla segura boa parte do ritmo do filme.
E aí entra Liam Neeson, usando sua imagem clássica de “homem perigoso” de um jeito mais contido, quase cansado, o que dá outra leitura ao personagem.
2. Apocalipse sem solenidade

Alerta Apocalipse não tenta ser maior do que é. O mundo pode acabar, mas o filme prefere olhar para as reações humanas diante do caos: decisões erradas, improviso, piadas nervosas e aquela sensação constante de que tudo pode dar errado a qualquer segundo.
O humor não quebra a tensão, ele convive com ela. É menos “rir da tragédia” e mais “rir porque a tragédia não dá trégua”.
3. Gente experiente por trás das câmeras

O roteiro é de David Koepp, um nome que entende como poucos o cinema de gênero e o entretenimento direto, sem firula. A produção de Gavin Polone reforça essa pegada de filme que quer comunicar rápido com o público.
Já Jonny Campbell, vindo forte da TV, imprime um ritmo que evita gordura. O filme anda, não se perde em explicações longas e sabe quando acelerar ou segurar a mão.
4. Um terror que começa no invisível

Em vez de apostar só em destruição em escala gigante, o filme constrói tensão a partir do microscópico. O microrganismo mutante é tratado como uma ameaça constante, quase onipresente, e isso gera cenas visualmente interessantes sem precisar transformar tudo em espetáculo vazio.
Segundo o próprio Joe Keery, as sequências que exploram o que acontece dentro dos corpos ajudam a puxar o espectador para dentro da experiência. E funciona.
5. Um romance torto no meio do colapso

No meio do caos, surge um romance que não pede licença. Teacake e Naomi começam se estranhando, competindo e se provocando, até perceberem que talvez precisem um do outro para sobreviver.
Não é um romance açucarado nem central, mas ajuda a dar humanidade à história e quebra o automatismo típico de filmes apocalípticos.
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Pôster

Alerta Apocalipse estreia em 29 de janeiro nos cinemas. Não reinventa o gênero, mas entrega uma variação honesta, caótica e bem-humorada de um mundo prestes a acabar.


