O novo longa de Djin Sganzerla, Eclipse, teve seu cartaz oficial divulgado e já tem estreia marcada nos cinemas brasileiros para 7 de maio. O filme também integra a programação da 33ª edição do San Diego Latino Film Festival, com exibições a partir de 21 de março.
Produzido pela Mercúrio Produções, com co-distribuição da Pandora Filmes, o longa se posiciona como um thriller de construção sensorial, combinando elementos de ciência, ancestralidade e subjetividade para abordar as camadas invisíveis da violência contra a mulher.
Entre ciência, memória e ancestralidade
A narrativa acompanha Cleo, uma astrônoma grávida que atravessa um momento emocional delicado, até ser surpreendida pela chegada de sua meia-irmã Nalu, de origem indígena. O reencontro ativa memórias fragmentadas e conduz as duas a uma investigação que transita entre o racional e o intuitivo, criando uma tensão constante entre diferentes formas de compreender o mundo.
A proposta não se ancora em soluções tradicionais de gênero. Em vez disso, o filme constrói uma atmosfera marcada por simbolismo e ambiguidade, aproximando o thriller de um estudo psicológico e sensorial.
Elenco e construção estética
Além da própria diretora no elenco, o filme reúne nomes como Sergio Guizé, Helena Ignez, Selma Egrei e Clarisse Abujamra.
A construção estética privilegia a sugestão em vez da exposição direta, evitando a espetacularização da violência e apostando em uma abordagem mais subjetiva. O filme articula elementos visuais e narrativos para tensionar temas como maternidade, relações familiares e estruturas patriarcais.
Circulação em festivais e proposta temática

Antes da estreia comercial, Eclipse já circula no circuito internacional, reforçando seu posicionamento dentro do cinema latino contemporâneo. A recepção inicial destaca o equilíbrio entre discurso político e linguagem estética, especialmente na forma como o filme aborda o universo feminino sem recorrer a simplificações.
A produção parte de um eixo claro: explorar como experiências íntimas e sociais se cruzam na construção da identidade feminina, usando o thriller como estrutura, mas deslocando o foco para sensações, relações e conflitos internos.


