O audiovisual brasileiro ganha um novo projeto que cruza turismo e representatividade. O LGBTrip surge com a proposta de apresentar destinos a partir do olhar de pessoas da comunidade LGBTQIAPN+, deslocando o foco dos roteiros tradicionais para experiências vividas e iniciativas que tornam cidades mais inclusivas.
Idealizado por Carol Silva, da Limonada Content House, o projeto começou a ser desenvolvido há cerca de uma década e agora avança com a finalização do episódio piloto, que será usado na negociação com canais e plataformas.
Narrativa sem apresentador e foco em vivência

LGBTrip – bastidores da gravação
A estrutura do programa evita o modelo tradicional de condução. Em vez de um apresentador central, são os próprios personagens locais que guiam cada episódio, compartilhando suas trajetórias, percepções e relações com os espaços retratados.
A proposta é ir além do guia turístico convencional. O conteúdo combina dicas práticas com histórias que ajudam a entender como determinadas cidades se tornam mais acolhedoras, evidenciando redes de apoio, cultura e resistência.
Belo Horizonte como ponto de partida

LGBTrip – bastidores da gravação
O episódio piloto foi gravado em Belo Horizonte e região metropolitana, estruturado a partir de três eixos:
O Carnaval aparece através dos bastidores do bloco Truck do Desejo, destacando sua atuação como espaço de visibilidade e celebração para mulheres lésbicas, bissexuais e pessoas trans.
A experiência cultural e de hospitalidade inclui o Instituto Inhotim e o Clara Arte Resort, observados sob a perspectiva do público LGBTQIAPN+.
Já a cena Ballroom da capital mineira é abordada como expressão artística e movimento de resistência, reforçando a diversidade cultural local.
Produção e próximos passos

LGBTrip – Diretora Carol Silva durante gravação
Viabilizado por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte, com patrocínio da Engineering Brasil, o projeto reforça o posicionamento da Limonada Content House em conteúdos voltados à diversidade e representatividade.
Com o piloto concluído, o LGBTrip entra agora em fase de negociação para exibição, mirando diferentes plataformas e modelos de distribuição. A proposta se insere em um movimento mais amplo do audiovisual brasileiro de explorar recortes específicos de público com linguagem própria e abordagem menos institucionalizada.


