Após estreia no Festival de Berlim, o longa “Se Eu Fosse Vivo… Vivia” consolida sua trajetória internacional com recepção positiva da crítica e novas seleções em festivais.
Dirigido por André Novais Oliveira, o filme se destaca por combinar crônica cotidiana, humor e elementos de ficção científica em uma abordagem sensível sobre amor e luto. A produção da Filmes de Plástico mantém a identidade do diretor ao explorar relações íntimas com forte carga emocional.
A recepção internacional ressalta justamente esse equilíbrio entre intimidade e experimentação narrativa, apontando o longa como uma obra que assume riscos formais sem perder a conexão humana.
Trajetória internacional em expansão
Após Berlim, o filme segue para o Festival Internacional de Cinema de Cartagena das Índias, onde terá sua estreia latino-americana em abril, e também integra a programação do Jeonju International Film Festival, marcando presença no circuito asiático.
Esse percurso reforça a circulação global do cinema brasileiro contemporâneo, especialmente de produções independentes com forte identidade autoral.
Elenco e narrativa atravessando o tempo
O longa acompanha um casal ao longo de cinco décadas, explorando memória, envelhecimento e afeto. O elenco traz a estreia no cinema da escritora Conceição Evaristo como Jacira, ao lado de Norberto Novais Oliveira.
A trama se intensifica quando a personagem é internada, levando o protagonista a vivenciar eventos que transitam entre tempo e espaço, criando uma narrativa que mistura realidade e imaginação.
Cinema brasileiro em evidência
Com críticas destacando sua sensibilidade e originalidade, “Se Eu Fosse Vivo… Vivia” reforça o momento de visibilidade do cinema brasileiro em festivais internacionais, ampliando o alcance de histórias centradas em experiências cotidianas e perspectivas ainda pouco exploradas.


