A Filmes de Plástico completa 17 anos neste 1º de abril consolidando uma trajetória de destaque no cinema brasileiro contemporâneo, com forte presença em festivais internacionais e uma identidade autoral reconhecida.
Fundada em Contagem (MG) por André Novais Oliveira, Gabriel Martins, Maurilio Martins e Thiago Macêdo Correia, a produtora construiu um catálogo marcado por narrativas intimistas, com foco em relações humanas, cotidiano e pertencimento.
Entre seus principais títulos está Marte Um, escolhido para representar o Brasil no Oscar e responsável por ampliar a visibilidade internacional da empresa.
Novos projetos reforçam agenda de 2026
A produtora prepara um ano movimentado, com três projetos centrais:
- Se Eu Fosse Vivo… Vivia
Estreou mundialmente no Festival Internacional de Cinema de Berlim e segue para festivais nacionais no segundo semestre. - “Várzea”, de Maurilio Martins
Longa previsto para filmagens em julho de 2026, acompanha um caminhoneiro em uma jornada marcada por urgência e imprevistos. - “Vicentina Pede Desculpas”, de Gabriel Martins
Primeiro projeto da produtora em parceria com a Netflix, atualmente em pós-produção e estrelado por Rejane Faria.
Cinema de identidade e formação de novos talentos
Desde sua origem, a Filmes de Plástico se destacou por produzir filmes a partir de vivências locais, frequentemente com atores não profissionais e equipes formadas dentro das próprias comunidades.
O modelo, que começou de forma independente, evoluiu para uma estrutura consolidada no circuito internacional sem abrir mão da proposta estética e política.
A produtora também mantém o compromisso de ampliar a presença de narrativas negras no audiovisual brasileiro, atuando na formação de novos profissionais e no fortalecimento de talentos fora do eixo tradicional da indústria.
Expansão com foco em distribuição
Como parte de sua estratégia de crescimento, a empresa lançou a Malute, voltada à circulação de seus filmes e de outros realizadores independentes.
Panorama
Com mais de uma década e meia de atuação, participações em festivais como Cannes, Berlim e Sundance, e um catálogo que soma longas e curtas premiados, a Filmes de Plástico chega a 2026 ampliando sua atuação sem perder o eixo que a definiu: um cinema autoral, enraizado em território e atento às relações humanas.


