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Crítica | Super Mario Galaxy: O Filme expande universo da Nintendo nas telonas

Quando Mario chegou aos cinemas em 2023, foi um enorme sucesso, mostrando o potencial das franquias da Nintendo em outras mídias. Agora, os personagens retornam com Super Mario Galaxy: O Filme, que se apresenta como uma adaptação, mas funciona mais como uma nova história que reúne elementos de diferentes jogos.

O longa aposta em expandir esse universo ao máximo. Para alguns, isso pode soar como um caos com muitas ideias acontecendo ao mesmo tempo. Ainda assim, o filme consegue, na maior parte do tempo, fazer essa mistura funcionar ao abraçar a mitologia dos personagens.

Dessa vez, Bowser Jr. surge com o objetivo de resgatar seu pai. Para isso, ele sequestra Rosalina, desencadeando um conflito que envolve Mario, Luigi e Peach em uma nova ameaça.

A história

L to R: Princess Peach and Mario in Nintendo and Illumination’s THE SUPER MARIO GALAXY MOVIE, directed by Aaron Horvath and Michael Jelenic.

Tudo começa quando Mario e Luigi são chamados para investigar um estranho caso. Ao chegarem ao local, encontram Yoshi, que explica ter nascido na Terra antes de chegar ao Reino dos Cogumelos após uma série de acontecimentos.

Enquanto isso, o castelo está em festa pelo aniversário de Peach. A princesa comenta que a data marca o dia em que foi encontrada no reino, e não exatamente seu nascimento. Mario tenta impressioná-la com um presente simples, uma sombrinha, que acaba sendo bem recebida.

No espaço, Rosalina cuida das Lumas e revela que costuma contar histórias sobre Mario e Luigi. Esse momento é interrompido pela chegada de Bowser Jr., que invade o local decidido a resgatar seu pai. Para isso, ele sequestra Rosalina, aproveitando seu poder para dar início ao plano.

Bowser Jr. in Nintendo and Illumination’s THE SUPER MARIO GALAXY MOVIE, directed by Aaron Horvath and Michael Jelenic.

Uma Luma consegue escapar e chega ao Reino dos Cogumelos, alertando sobre o ataque. Intrigada com a situação e com lembranças que começam a surgir, Peach decide partir em busca de Rosalina, deixando Mario responsável pelo reino.

Com a ausência da princesa, Mario e Luigi passam a lidar com os desafios de manter o equilíbrio do lugar, percebendo na prática as responsabilidades que Peach carregava.

Durante sua jornada pelo espaço, Peach atravessa diferentes cenários, incluindo um planeta que funciona como cassino. Ao passar por um portal, encontra personagens como Wart e Birdo, que revelam o plano de Bowser Jr. para libertar Bowser e destruir o Reino dos Cogumelos.

Utilizando os poderes de Rosalina, Bowser Jr. ataca o castelo, levando a estrutura pelo espaço. Mario e Luigi conseguem evacuar os Toads, mas não evitam a destruição após a colisão com a Honeyhive Galaxy. Nesse contexto, surge uma aliança inesperada com Bowser para escapar da situação.

Rosalina in Nintendo and Illumination’s THE SUPER MARIO GALAXY MOVIE, directed by Aaron Horvath and Michael Jelenic.

Peach, em sua busca, encontra Fox McCloud, um piloto que acabou naquele local por acidente durante uma missão espacial. Juntos, eles seguem em direção ao confronto.

Enquanto isso, Bowser reencontra seu filho, e os caminhos dos personagens convergem. Mario, Luigi, Yoshi, Peach e Fox se reúnem e seguem até o Observatório do Cometa. É nesse momento que Peach recupera memórias e descobre sua ligação com Rosalina.

Com todos reunidos, o grupo precisa enfrentar Bowser Jr. e libertar Rosalina para restaurar o equilíbrio do universo.

Opinião

L to R: Luigi and Mario in Nintendo and Illumination’s THE SUPER MARIO GALAXY MOVIE, directed by Aaron Horvath and Michael Jelenic.

Quando Super Mario Bros. O Filme foi lançado, foi a primeira vez que vimos o universo dos jogos tão bem representado nas telas. Os personagens já haviam ganhado desenhos e live action no passado, mas essas versões não conseguiam traduzir os elementos mais icônicos dos games.

Agora, em Super Mario Galaxy: O Filme (2026), a proposta se mantém, mas em uma escala muito maior. O filme não tenta adaptar um jogo específico, e sim construir uma narrativa própria a partir de diferentes fases da franquia. Essa decisão amplia o universo, mas também traz um efeito colateral claro em que a história perde foco em alguns momentos.

Para quem conhece os jogos, o longa funciona como um grande mosaico de referências, incorporando elementos de diferentes títulos e transformando tudo em espetáculo. Para quem não tem esse repertório, o excesso de ideias e personagens pode gerar uma sensação de fragmentação narrativa.

E se no primeiro filme, tivemos até a música do antigo desenho do Mario ganhando uma releitura como jingle dos encanadores, aqui tivemos referências do live action de Super Mario Bros, com Peach viajando num portal “dimensional” igual ao filme e até mesmo com Super Scope regredindo Mario e Luigi em suas versões bebês numa referência a Super Mario World 2, mas com uma arma que fazia a regressão igual no filme.

Ao mesmo tempo, Super Mario Galaxy: O Filme (2026) traz a Nintendo nas telas com repletas de participações além da franquia, com Pikmin, R.O.B., Mr. Game & Watch entre tantos outros personagens, não os restringindo a simples cameos.

A relação entre Peach e Rosalina adiciona uma camada interessante, não apenas conectando as personagens de forma mais direta. Ainda assim, essa escolha reduz parte do mistério original, com a Peach já questionando sua origem no filme anterior. Tornando ela irmã de Rosalina, algo que no jogo original não era tão explicito, a personagem nasceu das estrelas, aproximando ela ainda mais de inspirações como Pequeno Príncipe.

Os personagens continuam sendo um dos maiores acertos. Mario ganha mais nuances ao lidar com seus sentimentos pela Peach, enquanto Luigi e Yoshi ajudam a equilibrar o tom com humor em cena. Bowser, por sua vez, funciona bem na dinâmica de anti-herói, explorando uma faceta mais contida sem abandonar completamente sua essência, algo que já aconteceu nos jogos e está bem representado por aqui.

A chegada do Fox McCloud com direito a uma animação 2D contando sobre Star Fox, funciona muito bem, ao apresentar um personagem cheio de carisma e que “pede” um filme solo da franquia até esquecida da Nintendo.

Na direção, Aaron Horvath e Michael Jelenic mantêm o estilo do primeiro filme, apostando em ritmo acelerado e humor assertivo. Essa abordagem funciona, mas compromete uma construção dramática que o jogo original exige e principalmente pelo excesso de núcleos acontecendo ao mesmo tempo.

A trilha sonora de Brian Tyler traz temas dos jogos para a adaptação cinematográfica e funciona bem como nostalgia, embora a trilha dos jogos sempre foram ótimas e aqui ele repete mesmos acertos do filme anterior.

Como continuação, Super Mario Galaxy: O Filme cresce o universo, mas não repete o mesmo impacto do primeiro fime. Ainda assim, cumpre bem o papel de expandir e preparar terreno para algo maior, especialmente com as cenas pós-créditos apontando novos caminhos com a chegada de uma nova princesa, a Daisy.

No fim, mesmo com problemas de ritmo e uma narrativa fragmentada, Super Mario Galaxy: O Filme acerta ao transformar décadas de história dos games em um universo coeso no cinema, conseguindo dialogar tanto com fãs antigos quanto com novas gerações.

Ficha técnica

Nota: 4,5 (de 5)

Super Mario Galaxy: O Filme

Ano: 2026
País: Estados Unidos
Duração: 99 min

Direção: Aaron Horvath, Michael Jelenic
Roteiro: Matthew Fogel

Produção: Chris Meledandri, Shigeru Miyamoto

Elenco: Chris Pratt, Anya Taylor-Joy, Charlie Day, Jack Black, Keegan-Michael Key, Kevin Michael Richardson

Música: Brian Tyler

Estúdio: Illumination, Nintendo
Distribuição: Universal Pictures

Estreia: 1 de abril de 2026 (Brasil)

Orçamento: US$ 110 milhões

Agradecimentos a Universal Pictures pela produção deste conteúdo

Giuliano Peccilli
Giuliano Peccillihttp://www.jwave.com.br
Editor do JWave, Podcaster e Gamer nas horas vagas. Também trabalhou na Anime Do, Anime Pró, Neo Tokyo, Nintendo World e Jornal Nippon Já.

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