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‘Tatame’ estreia no Rio e reforça circuito com drama político dentro do judô

Filme premiado em Veneza acompanha atleta iraniana pressionada a abandonar competição por motivos políticos

Depois de passar por cidades como São Paulo, Brasília e Salvador, Tatame amplia seu alcance e estreia nesta semana no Rio de Janeiro, mantendo também sessões em cartaz em outras praças do país.

O longa, distribuído pela Kajá Filmes, aposta em um recorte esportivo para tratar de temas políticos e humanos, ambientando sua narrativa no cenário de um campeonato mundial de judô.

Esporte como campo de tensão política

Inspirado em fatos reais, o filme acompanha Leila, judoca iraniana que se vê no centro de um impasse: autoridades de seu país exigem que ela abandone a competição para evitar enfrentar uma atleta israelense.

A protagonista resiste à pressão, mesmo sabendo que sua decisão pode colocar em risco sua carreira e sua família. Ao seu lado está a treinadora Maryam, interpretada por Zar Amir Ebrahimi, que também assina a direção ao lado de Guy Nattiv.

Estética crua e reconhecimento internacional

Filmado em preto e branco e com câmera próxima aos corpos das atletas, Tatame transforma as lutas em sequências de alta tensão, reforçando o caráter físico e emocional da narrativa.

O longa teve destaque no Festival de Veneza, onde foi exibido e premiado com o Brian Award, voltado a obras que dialogam com direitos humanos e liberdade de expressão. Também foi reconhecido no Festival Internacional de Cinema de Tóquio, levando prêmio especial do júri e melhor atriz.

Expansão nos cinemas brasileiros

Com a chegada ao Rio de Janeiro, Tatame amplia seu circuito nacional, mantendo sessões em São Paulo e Salvador.

O filme já está em cartaz exclusivamente nos cinemas brasileiros desde o dia 16 de abril, consolidando sua trajetória no país após o circuito inicial de estreia.

Giuliano Peccilli
Giuliano Peccillihttp://www.jwave.com.br
Editor do JWave, Podcaster e Gamer nas horas vagas. Também trabalhou na Anime Do, Anime Pró, Neo Tokyo, Nintendo World e Jornal Nippon Já.

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