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Raimundos chegam à reta final da turnê com Guns N’ Roses em alta fase

Grupo celebra recepção do público e reforça relevância após mais de 30 anos de carreira

Na reta final da turnê ao lado do Guns N’ Roses, os Raimundos vivem um dos momentos mais consistentes da carreira. A última apresentação acontece neste sábado (25), no Mangueirão, em Belém.

Recepção forte do público e da crítica

As apresentações vêm sendo marcadas por shows intensos, com resposta imediata do público em todas as cidades. A performance energética, marca registrada da banda, tem sustentado o destaque na turnê.

O reconhecimento também veio de dentro do próprio lineup. Duff McKagan comentou nas redes sociais sobre a abertura em Fortaleza, destacando a entrega ao vivo da banda.

Repertório que atravessa gerações

O setlist combina material recente com clássicos que consolidaram o grupo no rock nacional, incluindo:

  • “Mulher de Fases”
  • “A Mais Pedida”
  • “Eu Quero Ver o Oco”
  • “Me Lambe”
  • “Puteiro em João Pessoa”

As músicas seguem funcionando tanto para o público original quanto para novas gerações, mantendo o fator de conexão alto nos shows.

Turnê reforça legado e alcance

Segundo Digão, a experiência na estrada ampliou o alcance da banda, levando o rock a cidades fora do circuito tradicional de grandes turnês.

Esse movimento reforça um ponto estratégico: presença territorial. A banda não apenas acompanha o Guns, mas ocupa espaço em praças historicamente menos exploradas por grandes produções.

Documentário revisita trajetória

Paralelamente, o lançamento do documentário Andar na Pedra – A História dos Raimundos, disponível no Globoplay, amplia o momento da banda.

O filme aborda desde a formação até momentos críticos da carreira, como a saída de Rodolfo Abrantes, contextualizando a trajetória dentro do rock brasileiro.

Três décadas de consistência

Formados no fim dos anos 1980 em Brasília, os Raimundos consolidaram uma identidade própria ao misturar hardcore, forró e rock pesado.

Discos como Lavô Tá Novo e Só no Forévis ajudaram a definir o som da década de 1990 no Brasil. O álbum mais recente, XXX (2025), reforça a continuidade criativa.

A fase atual mostra uma banda estável, com repertório forte e presença ao vivo consolidada, mantendo relevância sem depender apenas do fator nostalgia.

Giuliano Peccilli
Giuliano Peccillihttp://www.jwave.com.br
Editor do JWave, Podcaster e Gamer nas horas vagas. Também trabalhou na Anime Do, Anime Pró, Neo Tokyo, Nintendo World e Jornal Nippon Já.

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