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Saros revela bastidores da trilha sonora e mostra que seu verdadeiro terror talvez esteja no áudio

Compositor Sam Slater detalhou como criou a identidade sonora de Carcosa misturando drone metal, darksynth e vozes humanas distorcidas

A PlayStation divulgou novos detalhes sobre a trilha sonora de Saros, exclusivo lançado em 30 de abril, e a sensação é de que o jogo não queria apenas “música de fundo”. Queria criar um colapso sonoro completo.

Em entrevista publicada no blog oficial da PlayStation, o compositor Sam Slater descreveu a trilha do jogo como “um enigma maravilhoso, gigante e sombrio”, construída para transmitir a sensação de um eclipse consumindo lentamente o planeta Carcosa.

Para isso, Slater misturou darksynth, drone metal, guitarras absurdamente distorcidas e vozes humanas manipuladas digitalmente. O objetivo era criar algo que parecesse vivo, desconfortável e constantemente à beira de desmoronar.

Ou, nas palavras do próprio compositor, algo que soasse “como se o céu estivesse sendo partido ao meio”.

Metal, distorção e caos viraram parte da identidade do jogo

Segundo Slater, boa parte da identidade sonora nasceu da conexão criativa com Gregory Louden, diretor criativo da Housemarque. Ambos compartilham referências ligadas ao metal, especialmente drone metal e música experimental pesada.

A trilha foi construída quase como uma extensão física do planeta. Cada bioma possui identidade sonora própria, com melodias e texturas reagindo até mesmo ao eclipse presente no mundo do jogo.

Em uma das ideias mais interessantes reveladas, Slater explicou que, quando o eclipse acontece, as melodias sofrem alterações de seis semitons para cima ou para baixo. O cérebro reconhece a música, mas sente imediatamente que “algo está errado”.

É aquele tipo de detalhe que talvez passe despercebido conscientemente, mas ajuda o jogador a sentir desconforto sem entender exatamente o motivo. Horror psicológico adora brincar com isso faz décadas. Games agora também.

Trilha sonora mistura música e design de som quase sem separação

Outro ponto destacado pelo compositor foi a integração entre trilha sonora e design de som. Para ele, não existe diferença real entre os dois elementos dentro de um videogame.

Isso levou a equipe a criar sons experimentais usando vozes humanas distorcidas, chapas metálicas vibrando com microfonia e ruídos ambientais que se misturam diretamente à música.

Uma das faixas centrais, “Sun is Forever”, funciona como tema da personagem Nitya e mistura sensação de acolhimento com corrupção sonora gradual causada pelo eclipse.

A trilha original de Saros já está disponível nas plataformas de streaming. O jogo foi lançado em 30 de abril exclusivamente para plataformas da PlayStation.

Com informações do Blog Playstation BR

Giuliano Peccilli
Giuliano Peccillihttp://www.jwave.com.br
Editor do JWave, Podcaster e Gamer nas horas vagas. Também trabalhou na Anime Do, Anime Pró, Neo Tokyo, Nintendo World e Jornal Nippon Já.

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