A editora de moda Costanza Pascolato e o diplomata e ex-ministro da Fazenda Rubens Ricupero foram os homenageados da terceira edição do Prêmio Ciccillo Matarazzo Italiani nel Mondo, realizada neste sábado (30) no Terraço Itália, em São Paulo. A cerimônia reuniu o cônsul-geral da Itália em São Paulo Domenico Fornara, o presidente da Fiesp Paulo Skaf, o jurista Celso Lafer, embaixadores e personalidades da comunidade italiana no Brasil.
O prêmio foi idealizado por Andrea Matarazzo, sobrinho-neto de Francisco Matarazzo Sobrinho, o Ciccillo, e criado em 2024 em celebração aos 150 anos da imigração italiana no Brasil. A honraria é entregue anualmente a personalidades ítalo-brasileiras notáveis em suas áreas. O troféu é uma escultura em bronze e aço assinada pela artista plástica Maria Bonomi, também italiana e imigrante, com referências visuais à travessia e ao processo de adaptação ao novo mundo.
Os homenageados
Costanza Pascolato nasceu em Siena e vive em São Paulo desde 1945. Colunista da Vogue Brasil há mais de duas décadas e autora de livros como O Essencial, construiu uma carreira que atravessa o jornalismo de moda, a consultoria de estilo para telenovelas e a curadoria de exposições. Sob sua direção criativa, a tecelagem Santaconstancia, fundada por sua mãe, tornou-se pioneira no fornecimento de tecidos tecnológicos para o mercado internacional. A filha Alessandra Blocker representou a mãe na cerimônia. “Vejo como um reflexo da minha vida o casamento de duas culturas tão diferentes e, de certo modo, complementares”, disse Costanza em mensagem lida na ocasião.
Rubens Ricupero nasceu em 1937 no Brás, em família de imigrantes italianos, formou-se em Direito pela USP e construiu uma das mais relevantes trajetórias da diplomacia brasileira. Foi embaixador nos Estados Unidos, em Genebra e na Itália, ministro do Meio Ambiente e ministro da Fazenda, cargo em que lançou o Plano Real em julho de 1994. Também atuou como Secretário-Geral da UNCTAD na ONU. “Nesse ponto, sou apenas um entre os mais de 30 milhões de brasileiros de origem italiana”, disse na cerimônia.
Esta edição tem um significado adicional para o criador do prêmio em que ambos os homenageados conheceram Ciccillo Matarazzo pessoalmente, reforçando o vínculo afetivo e histórico com a figura que dá nome à honraria.


