Você pisaria em um corredor infinito de escritórios vazios sabendo que talvez nunca mais conseguiria sair? Essa é a premissa perturbadora de Backrooms: Um Não-Lugar, novo terror distribuído pela Imagem Filmes que virou fenômeno entre o público jovem e já domina as bilheterias.
Lançado nos cinemas brasileiros na última quinta-feira (28), o longa estreou em primeiro lugar no país e levou mais de 400 mil espectadores às salas entre os dias 28 e 31 de maio. Mundialmente, a produção arrecadou mais de US$ 118 milhões em seu primeiro fim de semana, garantindo a maior estreia da história da A24 e também o maior lançamento de um terror original no cinema.
O sucesso também transformou Kane Parsons em um nome histórico da indústria. Aos 20 anos, o cineasta se tornou o diretor mais jovem a liderar as bilheterias globais com um longa-metragem.
Baseado em uma das histórias mais populares da internet nos últimos anos, o filme mergulha no conceito das “Backrooms”, um espaço liminar formado por corredores amarelados, salas vazias e ambientes que parecem existir fora da realidade. Tudo começou em 2019, quando uma imagem publicada anonimamente no fórum 4chan mostrava um escritório vazio acompanhado de uma descrição sobre um lugar “que não deveria existir”. A postagem viralizou rapidamente e deu origem a um universo colaborativo criado por usuários da internet.
Foi justamente dentro dessa comunidade online que Kane Parsons criou sua famosa série no YouTube em 2022. Produzidos ainda na adolescência usando softwares gratuitos de animação 3D, os vídeos acumulam mais de 300 milhões de visualizações e chamaram atenção da A24, que contratou o diretor antes mesmo de ele completar 18 anos.
No filme, Chiwetel Ejiofor interpreta Clark, um arquiteto frustrado que descobre uma passagem para as Backrooms escondida no porão de uma loja de móveis. O local funciona como um gigantesco labirinto sem lógica, sem saída e aparentemente infinito. Conforme passa mais tempo naquele espaço, Clark começa a desenvolver uma obsessão pelo ambiente, enquanto sua terapeuta, Mary Kline, interpretada por Renate Reinsve, decide entrar no local para tentar encontrá-lo.
Além do terror psicológico, o longa trabalha conceitos ligados ao chamado “horror liminar”, gênero que explora ambientes de transição como corredores, escritórios vazios e espaços abandonados. Lugares comuns que se tornam profundamente desconfortáveis quando esvaziados de pessoas e significado.
“As Backrooms parecem comuns, mas é justamente essa banalidade extrema que as torna perturbadoras”, afirma Chiwetel Ejiofor.
James Wan, produtor do longa e criador de franquias como “Jogos Mortais” e “Invocação do Mal”, destacou que o diferencial do projeto está justamente na visão autoral de Kane Parsons.
“Ele entende esse universo profundamente e sabia exatamente o que queria fazer”, comentou o produtor.
Backrooms: Um Não-Lugar também apresenta a misteriosa Async Research Institute, organização que investiga o fenômeno desde os anos 1980 e que parece esconder objetivos muito maiores envolvendo aquele espaço impossível.
Com atmosfera claustrofóbica, estética inspirada em vídeos analógicos e forte influência da cultura digital, o filme rapidamente se consolidou como um dos maiores fenômenos recentes do terror entre a geração Z.
Backrooms: Um Não-Lugar está em cartaz nos cinemas brasileiros desde 28 de maio.


