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A Morte de Robin Hood estreia nos cinemas com Hugh Jackman em uma versão sombria da lenda

Filme da A24 dirigido por Michael Sarnoski reimagina os últimos dias do personagem em uma história marcada por violência, arrependimento e efeitos práticos

A lenda de Robin Hood ganha uma nova interpretação nos cinemas. A Morte de Robin Hood, novo filme da A24 dirigido por Michael Sarnoski, estreia nesta quinta-feira (13) com Hugh Jackman no papel do lendário fora da lei.

Conhecido por trabalhos como Pig e Um Lugar Silencioso: Dia Um, Sarnoski parte de uma proposta diferente das versões tradicionais da história. Em vez de apresentar Robin como o herói que rouba dos ricos para ajudar os pobres, o filme acompanha um guerreiro envelhecido e marcado pela violência, que sobrevive àquilo que acreditava ser sua última batalha.

Gravemente ferido, ele é encontrado pela Irmã Brigid (Jodie Comer) e levado para um priorado isolado. É nesse espaço que Robin começa a confrontar as escolhas que fez ao longo da vida.

Uma versão mais brutal de Robin Hood

A inspiração para o longa vem de uma antiga balada medieval sobre a morte de Robin Hood. Sarnoski decidiu inverter a dinâmica tradicional da história: a figura associada à crueldade passa a ser justamente a mulher responsável por acolher o protagonista.

A ambientação também abandona o imaginário mais romântico associado ao personagem. Situado por volta de 1247, o filme apresenta uma Inglaterra marcada pela violência e pela pobreza, enquanto Robin vive como um pária, isolado e perseguido pelo próprio passado.

Essa abordagem coloca o personagem mais próximo de um drama de redenção do que de uma aventura medieval convencional.

Hugh Jackman interpreta um Robin Hood diferente

Hugh Jackman retorna a um tipo de personagem que já explorou em trabalhos como Logan: homens envelhecidos, feridos e confrontados com as consequências da própria violência.

Aqui, entretanto, não existe necessariamente a busca por recuperar o herói. O Robin Hood de Jackman precisa lidar com arrependimento, perda e culpa, enquanto seu corpo também carrega as marcas de décadas de combate.

A transformação física do ator foi acompanhada pelo departamento de maquiagem e figurino, que criou um personagem castigado pelo tempo e pelas batalhas.

Ao seu lado está Jodie Comer, como Irmã Brigid, responsável por acolher Robin. O elenco ainda conta com Bill Skarsgård, como Pequeno João, além de Murray Bartlett, Noah Jupe e Faith Delaney.

Filmado em película e com efeitos práticos

Outro elemento que chama atenção na produção é a decisão de Sarnoski de filmar inteiramente em película.

A direção de fotografia de Pat Scola trabalha uma mudança visual conforme a história avança. A primeira parte aposta em tons mais frios e em uma atmosfera de violência, enquanto o priorado ganha cores mais quentes à medida que Robin começa seu processo de recuperação.

As filmagens aconteceram em locações reais na Irlanda do Norte, região que também serviu de cenário para produções como Game of Thrones.

O longa também aposta em efeitos práticos para representar ferimentos, próteses e cenas de violência. Flechas atravessando corpos, cicatrizes e a caracterização de personagens foram construídas fisicamente no set, reduzindo a dependência de efeitos digitais.

Até mesmo a caracterização do personagem de Murray Bartlett foi realizada com próteses, sem o uso de efeitos visuais para modificar seu rosto.

Assista ao trailer

A Morte de Robin Hood estreia nos cinemas brasileiros em 13 de agosto.

Giuliano Peccilli
Giuliano Peccillihttp://www.jwave.com.br
Editor do JWave, Podcaster e Gamer nas horas vagas. Também trabalhou na Anime Do, Anime Pró, Neo Tokyo, Nintendo World e Jornal Nippon Já.

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