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RAMUNE leva o Rakugo ao Brasil | Em turnê inédita, artista fala sobre o desafio de ser mulher em um meio tradicionalmente masculino

RAMUNE Fundação Japão

Com um leque e uma almofada, a artista RAMUNE conseguiu o que poucos imaginavam possível: arrancar risadas e emocionar plateias brasileiras com o Rakugo, uma arte teatral japonesa com mais de 400 anos. A turnê inédita, realizada pela Fundação Japão em São Paulo como parte das comemorações dos 130 anos de amizade entre Brasil e Japão, levou a artista a quatro cidades brasileiras, onde apresentou histórias cômicas e dramáticas e tudo com simplicidade cênica e domínio de múltiplos idiomas.

Única nipo-brasileira atuante profissionalmente no Rakugo no Japão, RAMUNE é sansei, descendente de terceira geração, e fez história ao apresentar em português, japonês e inglês. A artista é um exemplo de como tradição e adaptação podem coexistir e encantar. Em entrevista, ela compartilha como foi pisar pela primeira vez nos palcos brasileiros com sua arte, revela bastidores da turnê e fala sobre os desafios e conquistas de ser mulher nesse universo predominantemente masculino.

A recepção calorosa do público brasileiro, segundo RAMUNE, foi um dos pontos mais marcantes. Ela destaca a emoção de se apresentar em português e a conexão imediata com a plateia. A turnê, que teve apresentações gratuitas, não só apresentou o Rakugo a novos públicos, como também abriu espaço para debates sobre identidade, cultura e gênero dentro das artes tradicionais japonesas.

Além da experiência no Brasil, RAMUNE falou sobre sua trajetória, a relação com a língua portuguesa — que aprendeu ainda na infância e o desafio de conquistar espaço no Japão em uma arte marcada por hierarquias rígidas. “O Rakugo é feito, tradicionalmente, por homens. Mas estou aqui para mostrar que a voz feminina também tem espaço para contar histórias”, afirma.

RAMUNE Fundação Japão

O que mais te marcou dessa experiência com a turnê inédita de Rakugo no Brasil, sendo que é o país com a maior comunidade japonesa fora do Japão?

RAMUNE – Esta foi minha primeira turnê de Rakugo no Brasil, e vivi muitos momentos marcantes que ficarão para sempre na minha memória. O que mais me impressionou foi a energia contagiante dos brasileiros, tão animados e vibrantes, que, mesmo no palco, sentia como se  estivesse recebendo força do público. Foi um prazer imenso apresentar o Rakugo diante de pessoas tão entusiasmadas. As reações foram incríveis: bastava uma interação para que a resposta viesse de forma uníssona e calorosa, como um grande “Oooh!”.

Também me tocou profundamente perceber o quanto o povo brasileiro se interessa pela cultura japonesa — animes, culinária, música, artes tradicionais. Isso me encheu de orgulho por ser uma artista de rakugo formada no Japão. O Brasil abriga a maior comunidade nikkei fora do Japão e pude realmente sentir isso em cada local por onde passei: muitos descendentes de japoneses, muitos rostos asiáticos.

Mas, o que mais me surpreendeu foi perceber como a composição cultural muda de região para região – em lugares mais quentes, mais frios, ou em grandes centros como São Paulo –, cada lugar tem sua identidade, seus sabores, seus traços próprios. Apesar das diferenças, me chamou atenção como o ambiente e o jeito de ser da comunidade nikkei no Japão e no Brasil têm muito em comum.

Qual a importância do Rakugo, como arte verbal tradicional japonesa, para manter vivos os contos antigos do país?

RAMUNE – Quanto à importância de transmitir o Rakugo nos dias de hoje, muita gente o associa apenas ao riso, a histórias engraçadas, mas suas origens estão no budismo. Ouvir o Rakugo pode enriquecer o espírito e trazer leveza ao cotidiano. As histórias tratam de aspectos fundamentais da experiência humana: erros, sentimentos, aprendizados.

Compartilhar isso com humor, de forma acessível, é uma maneira poderosa de tocar o outro. E acredito que preservar e transmitir essas mensagens de forma divertida é algo de imenso valor.

Como você se encantou pelo Rakugo?

RAMUNE – Me encantei pelo Rakugo ao assistir a uma apresentação do meu mestre, Rabuhei. Mesmo sozinho no palco ele criava seu universo próprio com personagens cativantes, sentimentos palpáveis, sabores, sensações de frio ou calor — tudo apenas com palavras. Era como uma mágica.

Me encantei tanto pela sua arte quanto por sua personalidade: ele é alguém que valoriza mais os outros do que a si mesmo. Foi essa combinação — a magia do Rakugo e a empatia do mestre — que me fez desejar seguir esse caminho.

Qual a expectativa para as próximas apresentações por aqui? Planeja voltar ao Brasil para futuras turnês?

RAMUNE – Desejo muito retornar um dia ao Brasil e conhecer também outras cidades. Nesta turnê de duas semanas, realizei quatro apresentações — em Porto Alegre, Salvador, São Paulo e Mogi das Cruzes — além de encontros com o público. Foram dias intensos e preciosos.

Mesmo em apenas quatro cidades, senti nitidamente as diferenças culturais, de personalidade e de ambiente. Isso despertou ainda mais vontade de explorar o Brasil, estudar suas culturas, adaptar o Rakugo a cada lugar e compartilhá-lo de forma viva e personalizada.

Além do Rakugo, também desejo explorar outras formas de atuação com a voz, como dubladora. Talvez até como atriz. Tenho vontade de me desafiar em diferentes direções.

Como foram as quatro apresentações em questão de receptividade do público e contato com os fãs?

RAMUNE – Muitas pessoas já tinham interesse por Rakugo, mas diziam nunca ter conseguido compreender com clareza, já que não havia apresentações em português. Comentários como “finalmente consegui entender” ou “foi muito divertido” foram emocionantes [de ouvir]. Embora existam muitas apresentações em japonês ou inglês, escutar “foi incrível poder ouvir em português” me tocou profundamente.

As reações foram maravilhosas. Subi ao palco para fazer as pessoas sorrirem, mas fui eu quem recebi os sorrisos e a energia. Mesmo quem nunca tinha ouvido falar de Rakugo disse ter adorado, que queria ver de novo, e até perguntou quando eu voltaria ao Brasil. Fui acolhida com tanto carinho que só posso agradecer.

Conte-nos sobre a presença feminina no universo do Rakugo. Quais foram os desafios enfrentados e quais são suas expectativas?

RAMUNE – No início da minha carreira, muitas vezes ouvi comentários de que era estranho para uma mulher apresentar o Rakugo — diziam que ouvir uma voz feminina nesse contexto, causava estranhamento. Por outro lado, também ouvi que, justamente por ser mulher, meu Rakugo proporcionava um toque especial.

Eu interpreto personagens tanto masculinos como femininos, e passei a refletir: Por que só homens deveriam apresentar o Rakugo?

No Japão, os homens ainda dominam a sociedade como um todo — e no mundo do Rakugo não é exceção. É um universo com predominância masculina. Ainda somos poucas, mas o número de mulheres Rakugokas vem crescendo. Por ser mulher, por ser nikkei, enfrentei momentos difíceis.

Mesmo assim, acredito que é muito significativo ver mulheres conquistando esse espaço e levando alegria a tantas pessoas. Quero me tornar uma artista capaz de tocar o coração de cada vez mais gente. Foco muito além disso, quero continuar buscando aquilo que somente eu, na minha essência, posso realizar. 

A presença de RAMUNE no Brasil foi viabilizada pela Fundação Japão, que desde 1975 atua no país com foco na difusão cultural e educacional da cultura japonesa. Em 2025, a instituição reforça sua missão de aproximar tradições milenares do presente, investindo em ações como essa turnê que uniu emoção, humor e pertencimento.

(Entrevista enviada pela própria Fundação Japão)

São Paulo recebe experiências inéditas para celebrar os 35 anos da série cult e sua chegada completa ao MUBI

O impacto de Twin Peaks segue atravessando gerações. Em celebração aos 35 anos da série criada por David Lynch e Mark Frost, a MUBI não apenas lançou todos os episódios e filmes do universo Twin Peaks em sua plataforma, como também transformou São Paulo em uma extensão do mistério de Twin Peaks, com ações imersivas que cativaram o público brasileiro — o maior consumidor da série entre todos os países onde a MUBI está disponível.

A celebração incluiu a instalação de um mural inédito na Rua Augusta, nº 615, inspirado na estética surreal da série. Assinado pelo artista Pina, em colaboração com o coletivo Instagrafite, o mural foi baseado em arte original do chileno Francisco Uzabeaga e se destaca pelas montanhas em tons vermelhos e atmosfera enigmática. A obra faz parte de uma série de murais presentes também na Cidade do México, Buenos Aires, Bogotá e Santiago.

Outra ativação que chamou atenção foi a The DineRR Experience, que levou ao bairro de Pinheiros uma réplica do icônico RR Diner, ponto de encontro dos personagens da série. Instalado no Deli’ Market™️, o espaço reproduziu com fidelidade o ambiente do diner e ofereceu mais de 2.600 combos de café com torta de cereja — em referência direta ao paladar do Agente Dale Cooper. A ação gerou mais de 26 mil interações espontâneas nas redes sociais.

No Cine Marquise, a MUBI realizou uma sessão especial de pré-estreia dos dois primeiros episódios da série original de 1990, com o cinema transformado na icônica Red Room. O evento, realizado no dia 4 de junho, contou com coquetéis inspirados na série, como o Espresso Martini, e reforçou o vínculo afetivo do público com a obra.

Segundo Nathalia Montecristo, gerente sênior de marketing da MUBI, o objetivo foi criar uma ponte entre o legado da série e a cultura contemporânea. “As ativações atraíram não apenas cinéfilos, mas também fãs de estética, música, moda e narrativas não convencionais. Funcionaram como porta de entrada para o universo da MUBI e reengajaram o público com a série”, afirma.

Disponíveis desde junho, os títulos incluídos no catálogo da MUBI são Twin Peaks (1990), Twin Peaks: A Limited Event Series (2017), Twin Peaks: Os Últimos Dias de Laura Palmer e Twin Peaks: The Missing Pieces.

Rainbow Six Mobile é lançado na América Latina com agente brasileiro e modos explosivos

A Ubisoft liberou Rainbow Six Mobile para jogadores da América Latina em dispositivos Android e iOS, expandindo o alcance do seu shooter tático para as telas pequenas com uma temporada de estreia cheia de conteúdo exclusivo. Gratuito para jogar, o título oferece uma experiência inspirada em Rainbow Six Siege, com foco em estratégia, ação rápida e trabalho em equipe.

Estreia com agente brasileiro e modos temporários

A temporada inicial, batizada de Operação Scorched Jungle, traz como destaque o retorno de Capitão, agente brasileiro já conhecido dos fãs de Siege. Com sua habilidade de lançar flechas táticas, ele adiciona novas possibilidades ofensivas ao jogo. Essa temporada também introduz modos de jogo limitados no tempo, eventos in-game e um passe de batalha recheado de recompensas.

Entre os modos temporários, Bomb on Fire se destaca: nele, Atacantes usam projéteis incendiários para forçar os Defensores a sair de suas posições e impedir a instalação de um defuser. Já o modo 3v3, que será lançado nas próximas semanas, traz confrontos táticos mais rápidos no mapa Restaurante, ideal para combates de curta distância, com gadgets e reforços reduzidos.

Atualizações sazonais e comunidade ativa

O lançamento marca também o início de um ciclo regular de atualizações: novos conteúdos serão disponibilizados a cada dois meses. Para manter os jogadores conectados, a Ubisoft lançou um servidor oficial no Discord com suporte em português e espanhol, além de materiais localizados como diários de desenvolvimento e guias para novatos.

Trailer

Tática na palma da mão

Desenvolvido pelo estúdio da Ubisoft em Montreal, com apoio de equipes de Winnipeg, Halifax, Bucareste e Chengdu, Rainbow Six Mobile entrega combates 5v5 no clássico estilo Ataque vs. Defesa. Os Atacantes contam com drones e dispositivos para mapear e invadir ambientes, enquanto os Defensores reforçam áreas e usam armadilhas para barrar a entrada inimiga. Tudo isso com mapas destrutíveis, ritmo intenso e foco total em táticas de curta distância.

Atualmente disponível na América Latina, França, Canadá e Polônia, Rainbow Six Mobile deve chegar a mais países em breve. Vale lembrar que há restrições de disponibilidade em algumas regiões do Caribe e América do Sul, tanto na App Store quanto na Google Play.

Roblox inaugura sistema de licenciamento para criadores com apoio de grandes marcas

A Roblox anunciou uma nova fase de seu ecossistema com o lançamento do Gerenciador de Licenças e do Catálogo de Licenças, ferramentas que prometem transformar a maneira como propriedades intelectuais são usadas dentro da plataforma. O objetivo é democratizar o acesso a grandes franquias, permitindo que até pequenos desenvolvedores possam trabalhar com marcas mundialmente conhecidas.

Licenciamento mais ágil e acessível

Historicamente, licenciar uma IP (propriedade intelectual) para criação de jogos envolvia negociações longas, burocráticas e limitadas a grandes estúdios. A nova plataforma da Roblox elimina esses obstáculos ao permitir que os detentores de direitos registrem suas IPs, personalizem os termos (incluindo classificação indicativa, divisão de receita e formas de uso) e ofereçam essas licenças diretamente aos criadores dentro da própria plataforma, com prazos que caem de meses para horas ou poucos dias.

Os criadores poderão acessar essas licenças tanto por experiências já em desenvolvimento quanto navegando pelo novo Catálogo de Licenças, onde será possível explorar, filtrar e solicitar direitos de uso para as propriedades disponíveis.

Parceiros de peso já confirmados

No lançamento, a Roblox conta com quatro grandes parceiros e sete franquias disponíveis, além de duas que chegarão em breve:

  • Netflix: as séries Stranger Things e Round 6 serão as primeiras da gigante do streaming a receberem conteúdos licenciados criados por usuários dentro da plataforma.
  • Lionsgate: franquias como Crepúsculo, Jogos Mortais, Divergente e Truque de Mestre entram no catálogo, com a empresa destacando o potencial criativo da comunidade da Roblox.
  • Sega: Like a Dragon (conhecida como Yakuza) estará disponível para projetos licenciados.
  • Kodansha: em breve, os animes Blue Lock e That Time I Got Reincarnated as a Slime estarão entre as opções de IP para desenvolvimento de experiências.

Um novo ciclo para a economia de criadores

Segundo Manual Bronstein, Diretor de Produto da Roblox, a ambição é fazer com que 10% de toda a receita com conteúdo de jogos na plataforma passe por esse sistema de licenciamento. A expectativa é estimular colaborações entre criadores independentes e grandes detentores de IP, promovendo experiências mais ricas, seguras e viáveis comercialmente.

Além de facilitar o licenciamento em larga escala, o Gerenciador de Licenças também possibilita que os detentores de direitos façam varreduras proativas para identificar usos não autorizados de suas marcas, promovendo um ambiente mais controlado e justo para todos.

A plataforma está sendo lançada com parceiros selecionados, mas a meta é abrir o acesso a todos os detentores de IP elegíveis nos próximos meses. A Roblox também planeja explorar novos tipos de licença para tornar o sistema ainda mais flexível.

Blade & Soul Heroes será lançado em setembro e poderá ser testado na gamescom e KCON

A NC America confirmou o lançamento mundial de Blade & Soul Heroes para o dia 2 de setembro. O novo MMORPG de ação da desenvolvedora sul-coreana chega com versões para PC e dispositivos móveis, incluindo Steam, Steam Deck, iOS, Android e também pela plataforma própria PURPLE. O título promete expandir o universo da franquia Blade & Soul, agora com combates ainda mais intensos e adaptados para uma experiência multiplataforma.

Antes da estreia oficial, o jogo estará disponível para testes em dois eventos internacionais de peso. A primeira parada será na KCON, de 1 a 3 de agosto, em Los Angeles, considerada a maior celebração de cultura pop coreana no mundo. Lá, os visitantes poderão jogar a versão mais recente do título no estande “NC” nº S-03.

Em seguida, será a vez da gamescom, maior feira de games do planeta, receber o título. O estande da NC America estará localizado no Hall 4.2, área B2B, espaço D011, entre os dias 20 e 23 de agosto, em Colônia, na Alemanha. Além de Blade & Soul Heroes, outros títulos da NCSOFT também estarão disponíveis para demonstração.

Para quem quiser garantir vantagens antes do lançamento, o pré-registro já está disponível para todas as plataformas. No caso dos dispositivos móveis, os jogadores que se cadastrarem com antecedência poderão fazer o download automático e começar a jogar assim que o game for liberado. O pré-cadastro (iOS e Android) também oferece recompensas exclusivas no jogo, incluindo itens cosméticos e bônus que facilitam os primeiros passos na jornada.

A NC America, divisão ocidental da NCSOFT, tem apostado no fortalecimento da presença global da marca com títulos de peso e eventos estratégicos. Com sede na Califórnia, a empresa é responsável por franquias consagradas como Lineage, AION e Guild Wars, e já sinalizou que pretende ampliar ainda mais seu catálogo com novos jogos próprios e parcerias de publicação.

Blade & Soul Heroes marca o retorno da franquia aos holofotes com uma proposta que combina o legado do combate dinâmico com novas possibilidades online e gráficos de última geração.

Nada | Primeiro longa de Adriano Guimarães estreia em julho e mergulha na memória e no inexplicável

Com estreia marcada para 31 de julho nos cinemas brasileiros, Nada, primeiro longa-metragem de Adriano Guimarães, chega às telonas apostando em um cinema autoral, sensorial e profundamente ligado à poética da memória. Protagonizado por Bel Kowarick e Denise Stutz, o filme acompanha Ana, uma artista plástica que retorna à fazenda onde cresceu para reencontrar a irmã Tereza, acometida por uma estranha condição que altera sua consciência.

O longa, distribuído pela Embaúba Filmes, teve trajetória premiada por festivais como Tiradentes, Brasília e Málaga. Antes mesmo da estreia, Nada já passou por países como Espanha, Rússia, Índia, Argentina, México e Colômbia, conquistando reconhecimento por sua proposta estética e narrativa pouco convencional. A atmosfera criada pelo diretor evita o caminho do suspense ou do terror e aposta em uma construção sutil, onde o mistério é parte do cotidiano, e não um elemento externo.

No centro da narrativa está a tensão entre o real e o imaginado. Memórias do passado retornam, imagens ganham vida silenciosamente e uma tecnologia misteriosa parece exercer influência sobre o ambiente. O diretor define o filme como um olhar curioso sobre pessoas e acontecimentos que nem sempre são compreendidos. “As ideias para Nada surgiram da leitura de Manoel de Barros e do trabalho com a obra de Samuel Beckett. Não copio suas linguagens, mas há ecos das vozes deles aqui”, comenta Guimarães.

Visualmente, o filme adota uma fotografia claustrofóbica de André Carvalheira, que reforça a sensação de isolamento da protagonista. O desenho de som assinado por Guile Martins é mais que um recurso técnico: é uma peça fundamental da narrativa, evocando ausências, presenças e silêncios que carregam significados próprios.

Em crítica publicada no portal Meio Amargo, Bruno Carmelo destacou a proposta do longa: “Nada constrói uma curiosa sensação de tempo suspenso. Um ritmo próprio, sem pressa, em que o mistério existe sem a necessidade de respostas. A obra hipnotiza por sua melancolia e entrega uma experiência singular ao espectador”.

Produzido pela Machado Filmes, que se destaca pelo investimento em narrativas autorais e de impacto cultural, o longa tem 92 minutos de duração e foi viabilizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal, Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura e Fundo Setorial do Audiovisual. A distribuição é da Embaúba Filmes, conhecida por seu catálogo dedicado ao cinema brasileiro contemporâneo e por operar também a plataforma Embaúba Play.

O diretor Adriano Guimarães, que estreia no cinema, já tem uma extensa carreira no teatro, artes visuais e projetos interdisciplinares, com mais de 60 montagens teatrais assinadas e participações em eventos como a Bienal de São Paulo, Festival de Avignon, Festival Internacional de Teatro de Curitiba e Feira do Livro de Frankfurt.

Com uma abordagem sensível, Nada propõe uma experiência que convida o espectador a contemplar, sentir e, sobretudo, lembrar, mesmo aquilo que não se entende totalmente. Nada estreia em 31 de julho cinemas.

Ficha técnica

DireçãoAdriano Guimarães

RoteiroEmanuel Aragão

ElencoBel Kowarick, Denise Stutz, Thais Puello

DistribuiçãoEmbaúba Filmes

ProduçãoMachado Filmes

Estreia31 de julho de 2024

Mais informações

Nada (2024)

Brasil

92 minutos

Fotografia: André Carvalheira

Montagem: Sergio Azevedo

Som: Guile Martins

Superman 2025 estreia quebrando recordes e marca o início do novo universo da DC nos cinemas

O Superman voltou com tudo aos cinemas e, desta vez, fazendo história. O novo filme do herói, dirigido por James Gunn e protagonizado por David Corenswet, registrou a maior estreia de um título da DC Comics nos últimos três anos, segundo a Ingresso.com. Só no primeiro fim de semana no Brasil, o longa já figura entre os três maiores lançamentos do ano, ao lado de Lilo & Stitch e Um Filme Minecraft.

Nos Estados Unidos, os números impressionam ainda mais: foram US$ 122 milhões arrecadados no fim de semana de estreia, segundo a Variety. Com isso, o novo Superman supera a abertura de O Homem de Aço (2013), estrelado por Henry Cavill, que havia estreado com US$ 116,6 milhões. Trata-se também da segunda maior abertura da carreira de James Gunn, atrás apenas de Guardiões da Galáxia Vol. 2.

Mais do que uma estreia bombástica, o filme representa o primeiro passo do novo DCU (Universo Cinematográfico da DC), que estreia sob o selo Capítulo Um: Deuses e Monstros. Gunn assume o comando criativo dessa nova fase, trazendo uma abordagem que busca equilibrar o idealismo clássico dos quadrinhos com narrativas mais humanas e conectadas.

Diferente das versões anteriores, o novo longa aposta na juventude de Clark Kent, mostrando seus primeiros dias como jornalista no Planeta Diário e os dilemas iniciais de sua jornada como Superman. A escolha de Corenswet, até então mais conhecido por papéis menores, tem recebido elogios pela naturalidade com que interpreta o personagem icônico — algo entre o peso da lenda e a fragilidade de um homem tentando fazer o certo.

O elenco é um dos pontos altos da produção. Rachel Brosnahan vive uma Lois Lane afiada e carismática, enquanto Nicholas Hoult entrega um Lex Luthor cerebral e ameaçador. A trama ainda conta com Isabela Merced como Mulher Gavião, Nathan Fillion como Lanterna Verde, Edi Gathegi como Senhor Incrível e Anthony Carrigan como Metamorfo. Há também uma participação simbólica de Will Reeve, filho do lendário Christopher Reeve, que emociona os fãs em uma homenagem discreta, porém significativa.

Com um visual renovado, tom mais leve e foco nos relacionamentos entre os personagens, Superman 2025 se distancia das abordagens mais sombrias do passado e aposta em um novo tipo de épico: mais humano, mais esperançoso, mais fiel às origens do herói. A bilheteria forte no Brasil reflete o interesse do público por essa nova fase, e o sucesso inicial indica que a aposta da DC pode, enfim, estar dando certo.


O Brilho do Diamante Secreto | Estreia nesta quinta-feira (17), produção traz suspense psicodélico e espionagem retrô aos cinemas brasileiros

Estilizado, enigmático e visualmente ousado, O Brilho do Diamante Secreto estreia nos cinemas brasileiros no dia 17 de julho com distribuição da Pandora Filmes. Selecionado para a Berlinale 2025, o novo longa da dupla belga Hélène Cattet e Bruno Forzani é uma verdadeira imersão sensorial no universo do cinema Eurospy, subgênero popular nos anos 60 e 70 que misturava espionagem, erotismo e ação com pitadas de surrealismo.

A trama acompanha John D., um espião aposentado de 70 anos, vivido pelo veterano Fabio Testi, isolado em um hotel de luxo na glamourosa Côte d’Azur. Cercado por memórias e alucinações, ele mergulha em uma espiral de paranoia quando sua vizinha desaparece misteriosamente. O filme constrói essa jornada com uma narrativa fragmentada, entre flashbacks e flashforwards, emoldurada por uma estética que lembra delírios psicodélicos: cortes rápidos, cores saturadas, jogos de luz e sombra e uma trilha sonora que amplifica o clima de tensão e erotismo.

Mais do que uma homenagem ao cinema europeu de espionagem, o longa se apropria dos clichês do gênero para reinventá-los sob uma lente contemporânea. A direção aposta em sequências altamente coreografadas e visuais que remetem ao expressionismo, explorando o limite entre realidade e fantasia. A montagem assinada por Bernard Beets e a fotografia de Manuel Dacosse contribuem para tornar cada cena um pequeno espetáculo sensorial.

O elenco internacional inclui ainda Yannick Renier, Koen De Bouw, Maria de Medeiros, Thi Mai Nguyen e Céline Camara. Com 87 minutos de duração e diálogos em francês, italiano e inglês, O Brilho do Diamante Secreto é uma produção belga, francesa, italiana e luxemburguesa, que reafirma o talento da dupla Cattet e Forzani em manipular imagens e atmosferas como poucos no cinema contemporâneo.

A Pandora Filmes, que há mais de 35 anos se dedica à distribuição de obras autorais no Brasil, assina o lançamento do longa no país. A empresa já foi responsável por apresentar ao público brasileiro nomes como Wong Kar-Wai, Krzysztof Kieślowski, Asghar Farhadi, Bong Joon Ho e Ruben Östlund. Agora, aposta em mais uma produção que combina cinema de gênero com uma proposta estética marcante e original.

O Brilho do Diamante Secreto é mais do que um filme: é um estado de espírito. Para quem busca experiências cinematográficas fora do óbvio, essa é uma estreia que merece atenção.

Pôster

Rosario estreia dia 28 de agosto e traz o terror latino-americano às telas brasileiras

O terror latino-americano ganha destaque em agosto com Rosario, filme dirigido pelo colombiano Felipe Vargas, que chega aos cinemas brasileiros no dia 28, distribuído pela Imagem Filmes. A produção explora rituais ancestrais e maldições familiares em uma trama que mistura suspense, horror e elementos culturais profundos, oferecendo uma experiência inédita para o público nacional.

No centro da história está Rosario Fuentes (Emeraude Toubia), uma corretora de ações de Wall Street que retorna a Nova York após a morte da avó Griselda. Ao investigar o apartamento da família, Rosario encontra uma câmara secreta cheia de objetos ligados a rituais sombrios. Isolada por uma nevasca e rodeada por vizinhos suspeitos, ela começa a enfrentar acontecimentos sobrenaturais que revelam uma maldição antiga, ligada às tradições latinas que marcaram sua família. A protagonista precisará enfrentar os segredos do passado para proteger sua vida e sua alma.

Emeraude Toubia, conhecida por seu papel em Shadowhunters, assume a responsabilidade de protagonizar praticamente sozinha o filme, trazendo representatividade para atrizes latinas no gênero de terror, ainda pouco explorado para essa comunidade. Para ela, o desafio foi duplo: interpretar uma personagem complexa e representar sua cultura em um cenário pouco comum para o cinema de horror.

A direção de Felipe Vargas imprime um olhar sensível e visceral à narrativa, inspirada nas histórias de bruxaria e rituais que ouviu na infância. Ele aposta na textura orgânica dos ambientes, com atenção aos detalhes naturais e um estilo de câmera que reforça o clima tenso e misterioso do filme. O roteiro de Alan Trezza complementa a atmosfera ao mesclar drama familiar com elementos sobrenaturais.

Além de Toubia, o elenco conta com David Dastmalchian, José Zúñiga e Paul Ben-Victor, entre outros, que ajudam a dar corpo a essa trama carregada de suspense e terror cultural. A produção é uma parceria entre Colômbia e Estados Unidos, com fotografia assinada por Carmen Cabana, montagem de Claudia Castello e trilha sonora de Will e Brooke Blair.

Rosario estreia em 28 de agosto nos cinemas de todo o Brasil e promete conquistar fãs do terror que buscam uma narrativa original e culturalmente rica, unindo mitologia latina e horror em uma história de família que desafia o tempo.

DireçãoFelipe Vargas

RoteiroAlan Trezza

Distribuição no BrasilImagem Filmes

ProduçãoJon Silk, Javier Chapa e Phillip Braun

Direção de ArteCarlos Osorio

MúsicaWill Blair e Brooke Blair

Mais informações

Ano e países de produçãoColômbia/EUA, 2025

Ficha Técnica:

Fotografia: Carmen Cabana

Montagem: Claudia Castello

Figurino: Daniela Rivano

Casting: Natalie Ballesteros e Alan Luna

Produtoras: Highland Film Group, Mucho Mas Media e Silk Mass

Free Fire mergulha no universo de Round 6 em parceria inédita com a Netflix

O mundo competitivo e caótico de Round 6 invadiu o Free Fire. A partir desta sexta-feira, 18 de julho, os jogadores do battle royale da Garena poderão experimentar uma colaboração especial com a série da Netflix que marcou a cultura pop. Com desafios inspirados nos jogos mortais da produção coreana, visuais autênticos e itens colecionáveis por tempo limitado, o evento promete ser uma das parcerias mais impactantes do ano no universo gamer.

Jogos clássicos reimaginados no estilo Free Fire

A experiência vai muito além da estética. Os jogadores poderão testar suas habilidades em três modos especiais: Batatinha Frita 1, 2, 3, Ponte de Cristal e Colmeia de Açúcar, todos adaptados para os modos Battle Royale e Contra Squad, espalhados pelos sete mapas do jogo — incluindo Solara, o mais recente.

Em Batatinha Frita 1, 2, 3, a icônica Boneca gira em intervalos procurando movimentos suspeitos. Quem se mover na hora errada é paralisado, enquanto os mais espertos que alcançarem o objetivo sem serem pegos ganham recompensas raras. Já na Ponte de Cristal, o desafio é atravessar painéis de vidro, sem saber quais suportam peso — cada salto é uma aposta entre instinto e sorte. E para completar, o Desafio da Colmeia de Açúcar surge em pontos estratégicos dos mapas, onde os jogadores podem “lamber” biscoitos para obter surpresas exclusivas. Além disso, símbolos secretos de Round 6 estarão espalhados pelo cenário e darão recompensas extras a quem os encontrar.

Itens exclusivos e personalizados chegam à loja do Free Fire

A colaboração também traz uma leva de itens visuais fiéis à estética da série. Trajes como o da Boneca de vestido laranja e dos Guardas Rosa poderão ser adquiridos, assim como o clássico macacão verde usado pelos jogadores da série. Além disso, os jogadores terão acesso ao Espólio Toque Final — caixas personalizadas em preto e rosa que aparecem após uma eliminação — e frases de voz marcantes como “Batatinha Frita, 1, 2, 3”, que adicionam tensão às partidas.

Outros destaques incluem a mochila do Porquinho, uma skin especial da Parede de Gel com tema Batatinha Frita, banners de perfil e uma variedade de itens colecionáveis disponíveis por tempo limitado na Loja de Itens. Ao completar missões durante o evento, os jogadores podem acumular Tokens que desbloqueiam conteúdos gratuitos dentro da temática de Round 6.

Com essa colaboração, Free Fire reforça sua posição como um dos jogos mobile mais abertos a parcerias culturais e experiências imersivas. A série Round 6, por sua vez, encontra no game uma nova forma de dialogar com seu público, agora não apenas como espectadores, mas também como participantes de seus perigosos jogos.

Primeira imagem de Nick Frost como Hagrid na série de Harry Potter da HBO é revelada

A HBO surpreendeu os fãs do universo mágico ao divulgar a primeira imagem de Nick Frost caracterizado como Rúbeo Hagrid na nova série de Harry Potter. A produção, que promete ser uma adaptação mais fiel aos livros de J.K. Rowling, está sendo gravada nos estúdios da Warner Bros. em Leavesden e tem estreia prevista para 2027, tanto na HBO quanto na HBO Max.

Conhecido por seus papéis cômicos e carismáticos, Nick Frost agora assume o desafio de interpretar o guardião das chaves e terrenos de Hogwarts, eternizado nos cinemas por Robbie Coltrane. A imagem divulgada revela um Hagrid robusto e expressivo, alinhado ao tom mais sombrio e maduro que a série parece adotar em sua abordagem televisiva.

A revelação de Frost como Hagrid veio logo após o anúncio do ator Dominic McLaughlin como o novo Harry Potter, sinalizando que a HBO está apostando em um elenco jovem e renovado para recontar a história que marcou gerações. Também foram confirmados Rory Wilmot como Neville Longbottom, Amos Kitson como Duda Dursley, Louise Brealey no papel de Madame Hooch e Anton Lesser como o fabricante de varinhas Garrick Olivaras.

Por trás das câmeras, a série conta com roteiro e produção de Francesca Gardiner (Succession, His Dark Materials), e direção de episódios por Mark Mylod (Game of Thrones, The Menu). O time de produtores executivos reúne nomes de peso como J.K. Rowling, Neil Blair, Ruth Kenley-Letts e David Heyman — este último responsável pela produção dos oito filmes originais da franquia.

Com a promessa de cobrir todos os sete livros em temporadas distintas, a nova série de Harry Potter não busca apenas reviver o universo criado por Rowling, mas oferecer uma experiência mais próxima das páginas que encantaram leitores no mundo todo. O visual de Hagrid, a escolha cuidadosa do elenco e os nomes envolvidos nos bastidores indicam que a série pretende equilibrar nostalgia com novas camadas narrativas.

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Valter Hugo Mãe retorna à Flip para discutir adaptação de O Filho de Mil Homens na Netflix

A Festa Literária Internacional de Paraty recebe em sua 23ª edição o escritor português Valter Hugo Mãe, que volta ao evento catorze anos após protagonizar uma das mesas mais marcantes de sua história. Desta vez, o autor chega com novidades: uma adaptação cinematográfica de seu romance O Filho de Mil Homens, que estreia ainda em 2025 pela Netflix, e duas participações em debates sobre literatura e cinema.

Na programação oficial da Flip, Mãe será o centro da mesa Escritor de Dois Mundos, no dia 1º de agosto, às 13h30, com mediação de Walter Porto. A conversa abordará sua trajetória literária e os novos desdobramentos de sua obra no Brasil — em especial, o impacto da adaptação de O Filho de Mil Homens para as telas.

No mesmo dia, às 17h30, o autor participará de uma mesa especial no espaço Esquina piauí + Netflix, onde falará pela primeira vez sobre a experiência de ver seu livro ganhar vida no cinema. Ao lado dele estarão o diretor e roteirista Daniel Rezende (Bingo: O Rei das Manhãs, Turma da Mônica: Laços) e Higia Ikeda, Diretora de Filmes da Netflix Brasil. A mediação será feita por Alejandro Chacoff, editor de literatura da Revista piauí. A programação da Esquina piauí + Netflix acontece no Centro Histórico de Paraty, entre os dias 31 de julho e 3 de agosto.

Da solidão à paternidade: a trama que chega ao streaming

Com Rodrigo Santoro no papel de Crisóstomo, o filme acompanha a jornada de um pescador solitário que, aos 40 anos, sonha em ser pai. Em sua busca por sentido e conexão, ele encontra Camilo, um menino órfão, e decide adotá-lo. A narrativa caminha por afetos não convencionais e propõe uma visão sensível sobre as formas de família. O elenco conta ainda com Rebeca Jamir, Johnny Massaro, Miguel Martines, Juliana Caldas, Grace Passô, Inez Vianna, Lívia Silva e Antonio Haddad. A produção é da Biônica Filmes em parceria com a Barry Company, com filmagens realizadas em Búzios (RJ) e Iguatu, na Chapada Diamantina (BA).

A participação de Valter Hugo Mãe na Flip 2025 reforça a ponte entre literatura e audiovisual e marca o reconhecimento contínuo de sua obra no Brasil.

Esquina piauí + Netflix: FLIP 2025
Mesa O Filho de Mil Homens – do Livro às Telas: Esquina piauí + Netflix
Dia 01/08 às 17h30
Rua Dr. Pereira 139, Centro Histórico de Paraty-RJ
De 31 de julho a 03 de agosto de 2025