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Mônica de Aquino reúne nomes da poesia e das artes para “dizer sim” em evento literário em BH

Entre os dias 21 e 24 de maio, o Museu da Moda de Belo Horizonte (MUMO) se transforma em palco para um encontro entre poesia, cinema, performance e pensamento crítico com o evento Dizer sim: poesia, alegria e resistência. A iniciativa, idealizada pela poeta Mônica de Aquino, propõe mais do que uma agenda cultural: é um convite a refletir sobre a potência do “sim” como força criadora, política e poética. A entrada é gratuita, com participação sujeita à lotação do espaço.

A ideia nasceu a partir da imagem do vagalume, símbolo de resistência usado pelo filósofo Georges Didi-Huberman em Sobrevivência dos Vagalumes. Em tempos marcados por sombras e negacionismos, o evento propõe acender lampejos – com arte, pensamento e afeto. Reunindo nomes de peso como Ana Martins Marques, Veronica Stigger, Cao Guimarães, Tatiana Blass e Pablo Lobato, a programação transita por múltiplas linguagens para afirmar a arte como gesto vital.

Mônica de Aquino vê no “sim” uma chave para repensar a linguagem, a criação e até a própria vida. “Sim é a afirmação da vida contra a morte; da luz, literal ou metafórica, contra a noite; do gesto criativo contra o vazio”, afirma. A proposta do evento é articular esse conceito em experiências que cruzam política, infância, origem e imaginação.

A infância, aliás, atravessa toda a programação. Desde a conferência de abertura da professora Rosana Kohl Bines, passando pela exibição do filme Otto, de Cao Guimarães, até as reflexões sobre nascimento e criação artística. Para Mônica, dizer sim “como as crianças dizem a quase tudo” é reconhecer o presente com atenção e espanto – atitude que pode renovar a maneira como nos colocamos no mundo.

As mesas de debate, aulas abertas e performances são guiadas por frases de autores como Clarice Lispector, João Cabral de Melo Neto, James Joyce e o próprio Didi-Huberman. A cada conversa, o “sim” ganha novas camadas: ora como reimaginação política, ora como impulso erótico ou gesto coletivo. A palavra se torna mote e desdobramento para obras e experiências que buscam resistir sem renunciar à beleza.

Destaques da programação

Na quarta (21), o evento abre com o filme Otto, de Cao Guimarães, seguido por debate com o diretor. Em seguida, a professora Rosana Kohl Bines faz a conferência inaugural. Na quinta (22), artistas como Ana Martins Marques, Renato Negrão e o duo .:grão debatem a multiplicidade dos “sims”, com leitura de poemas logo após.

A sexta-feira (23) traz uma mesa sobre lampejos na noite, reunindo Daniel Arelli, Ligia Diniz e Veronica Stigger, que também ministra uma aula aberta. No sábado (24), encerrando o ciclo, as mesas “Tudo no mundo começou com um sim” e “O sim contra o sim” convocam nomes como Tatiana Blass, Pablo Lobato, Gustavo Silveira Ribeiro e Ludmilla Ramalho – que também apresenta uma performance.

Sobre Mônica de Aquino

Natural de Belo Horizonte, Mônica de Aquino é autora de livros como Sístole, Fundo Falso (finalista do Prêmio Jabuti), Continuar a nascer e Linha, Labirinto. Também escreve para o público infantil, com obras lançadas pela Editora Miguilim. Poeta de linguagem refinada e pulsante, Mônica transita entre a criação e a crítica, oferecendo oficinas, cursos e participando de eventos no Brasil e fora dele. Conclui em 2025 seu doutorado em criação literária pela Universidade Federal de Juiz de Fora, enquanto prepara a antologia O labirinto da origem.

Programação completa

Quarta (21/05)
17h30 – Filme Otto + debate com Cao Guimarães
19h45 – Conferência com Rosana Kohl Bines

Quinta (22/05)
18h – Mesa “Sim, eu disse sim, eu quero sims”
(Com Renato Negrão, .:grão e Ana Martins Marques)
19h45 – Leitura do livro De uma a outra ilha
(Ana Martins Marques e Victor da Rosa)

Sexta (23/05)
18h – Mesa “Dizer sim na noite atravessada de lampejos”
(Daniel Arelli, Ligia Diniz e Veronica Stigger)
19h45 – Aula aberta com Veronica Stigger

Sábado (24/05)
10h – Mesa “Tudo no mundo começou com um sim”
(Pablo Lobato, Tatiana Blass e Mônica de Aquino)
11h45 – Mesa “O sim contra o sim”
(Ludmilla Ramalho e Gustavo Silveira Ribeiro) + performance de Ludmilla Ramalho

Onde: Museu da Moda de Belo Horizonte – MUMO (Rua da Bahia, 1.149 – Centro)
Quanto: Gratuito
Mais informações: @dizer.sim e @monicadeaquino no Instagram

CineSesc destaca “Ritas”, “Manas” e programação da Virada Fantástica com filmes raros e encontros com cineastas

Na semana de 22 a 28 de maio de 2025, o CineSesc oferece ao público uma programação diversa e cinematograficamente potente, com estreias marcantes, sessões especiais e uma seleção dedicada ao realismo fantástico dentro da Virada Cultural. O grande destaque é Ritas, documentário inédito sobre Rita Lee, dirigido por Oswaldo Santana e Karen Harley, que chega às telas com um acervo precioso da trajetória da artista.

Em Ritas, Rita Lee se revela como nunca antes: poeta, compositora, instrumentista, escritora, eremita e musa. Através de uma narrativa conduzida pela própria artista, composta por entrevistas ao longo de décadas e depoimentos inéditos, o filme se constrói como uma arqueologia emocional de sua vida e obra. Um mosaico sensível que reflete sua transformação constante e a maneira como reinventava sua presença no palco e fora dele. A exibição acontece nos dias 22, 23 e 28/5, às 17h30, e nos dias 27 e 28/5, às 20h.

Outro ponto alto da semana é o filme Manas, de Marianna Brennand, premiado em Veneza com a melhor direção na Jornada dos Autores. Ambientado na Ilha do Marajó, o longa acompanha a jovem Marcielle, que começa a questionar os discursos familiares e a mitologia em torno da figura da irmã ausente. Ao explorar os limites entre afeto e opressão, a diretora desenha um retrato cru da violência silenciosa que permeia o cotidiano de muitas mulheres. As sessões ocorrem nos dias 22, 23 e 28/5, às 15h, e também nos dias 23 e 26/5, às 20h.

Na quinta-feira (22), às 20h, ocorre a exibição especial de Anfitriões há Meio Século: A Versão Mỹky da História, documentário codirigido por Typju Mỹky e André Tupxi Lopes, que oferece uma perspectiva indígena sobre os 50 anos de contato do povo Mỹky com os não indígenas. A sessão é gratuita e seguida de conversa com os realizadores. Um momento raro de escuta e partilha de visões de mundo pouco representadas no cinema nacional.

Já nos dias 24 e 25/5, o CineSesc se junta à Virada Cultural com a Virada Fantástica, uma curadoria de obras que habitam os territórios do fantástico e do surreal. A maratona começa com A Teta Assustada (Claudia Llosa), às 15h de sábado, seguido de Planeta Fantástico (René Laloux), às 17h, com exibição em película 35mm. Às 19h, A Montanha Sagrada, clássico lisérgico de Alejandro Jodorowsky, toma conta da tela, e às 21h30, Salomé, de André Antônio, faz sua aguardada estreia em São Paulo com presença da equipe do filme. Nos intervalos, a DJ Rafa Jazz ocupa o saguão com sets que expandem os sentidos da programação.

No domingo, às 15h, o CineClubinho apresenta o musical O Retorno de Mary Poppins (Rob Marshall), com Emily Blunt. Antes da sessão, o hall do CineSesc recebe o Conto das Colmeias: Teatro de Lambe Lambe, com pequenas apresentações que encantam públicos de todas as idades.

Encerrando a programação da Virada Fantástica, Quero Ser John Malkovich (Spike Jonze) será exibido às 17h30 de domingo, seguido de La Nave Va (Federico Fellini), às 20h — um adeus poético em alto-mar à altura do cinema de fantasia e memória.

Para os cinéfilos de carteirinha ou curiosos de passagem, a programação do CineSesc nesta semana reafirma seu papel como espaço de celebração da diversidade e da profundidade cinematográfica.

Anthony Hopkins volta ao lado sombrio em Confinado, novo thriller com estreia nacional em 29 de maio

Anthony Hopkins retorna aos cinemas com uma performance sombria que ecoa os traços mais perturbadores de seu icônico Hannibal Lecter. Em Confinado, o vencedor do Oscar mergulha mais uma vez na mente de um personagem psicologicamente inquietante, agora na pele de William, um justiceiro frio que transforma um simples furto em um jogo de sobrevivência. O filme, inspirado em uma história real, estreia no Brasil em 29 de maio, com distribuição da Diamond Films.

Dirigido por David Yarovesky (Brightburn: Filho das Trevas), Confinado apresenta Bill Skarsgård (Nosferatu, It: A Coisa) como Eddie, um jovem pai pressionado por dificuldades financeiras. Quando encontra uma SUV de luxo aparentemente abandonada, vê ali uma chance de mudar de vida. Mas o que parecia sorte logo se revela uma armadilha mortal armada por William, um homem metódico e impiedoso, que impõe sua própria lógica moral sobre o que é certo e errado.

O interesse de Hopkins pelo personagem surgiu já nos primeiros encontros com Yarovesky. Segundo o diretor, houve uma troca intensa de ideias desde o início, com o ator mergulhando profundamente nas motivações e na filosofia distorcida de William. “Ele falava comigo como se fosse o personagem, me ligava todas as noites para discutir não só a história, mas nossas próprias vidas. Era como uma preparação contínua”, relembra o cineasta.

Essa dedicação se traduz em uma atuação carregada de tensão, onde o carisma de Hopkins se mistura ao horror de sua presença ameaçadora. O antagonismo entre ele e Skarsgård constrói uma narrativa de confronto psicológico, sustentada por diálogos inquietantes e um clima de claustrofobia crescente. Ao invés de recorrer a sustos fáceis, o filme aposta no desconforto silencioso e na ambiguidade moral — um território em que Hopkins reina com maestria.

Confinado não apenas evoca o legado de Hannibal Lecter, mas atualiza essa energia para um contexto mais realista, onde o terror não está em monstros imaginários, mas na lógica deturpada de um homem que se vê como agente da justiça. É essa complexidade que torna o longa uma experiência cinematográfica marcante para quem aprecia thrillers psicológicos que provocam mais do que explicam.

Com lançamento em circuito nacional e sob a chancela da Diamond Films, Confinado chega aos cinemas brasileiros em 29 de maio, prometendo ser uma das estreias mais intensas da temporada.

“Seja o que Deus quiser” | Dani Tranchesi lança livro no Maio Fotografia no MIS 2025

Dani Tranchese , pigmento mineral sobre papel de algodão, 2022, série Seja O Que Deus Quiser.

Em um momento que atravessa o Brasil profundo com sensibilidade e contundência, Dani Tranchesi retorna ao Museu da Imagem e do Som de São Paulo com o lançamento do livro Seja o que Deus quiser, obra que acompanha a exposição homônima em cartaz no Maio Fotografia no MIS 2025. O encontro com o público acontece no dia 20 de maio, às 17h, no próprio espaço expositivo — com entrada gratuita e classificação livre.

Mais do que uma publicação, o livro é extensão viva da exposição. Com curadoria de Diógenes Moura, o projeto é uma viagem pelas entranhas do país que raramente chega ao noticiário ou à vitrine. Entre festas populares, personagens brincantes e cenas de um cotidiano às margens do eixo central, as imagens de Tranchesi capturam o Brasil que resiste – e insiste – em existir.

As palavras do curador ressoam como manifesto: “Nada por dentro de cada uma dessas imagens é definitivo. […] Aqui, por dentro das imagens e das palavras, estaremos sempre à beira do abismo, porque é assim que somos de verdade.” Ao unir imagem e texto num equilíbrio quase ritualístico entre o sagrado e o profano, o projeto convida o visitante — e agora também o leitor — a atravessar esse Brasil fragmentado que Tranchesi ilumina sem filtros nem concessões.

A fotógrafa, nascida em São Paulo em 1968, traz no olhar o domínio de quem observa sem invadir, de quem escuta o silêncio do instante antes do clique. Sua trajetória passa por feiras, festas, ruas e celebrações, sempre com uma atenção poética ao detalhe e ao imprevisto. Com formação em Comunicação pela ESPM, atua desde 2016 em projetos autorais que dialogam com o documental e o lírico. Exposições anteriores como O que os olhos não veem o coração não sente e Terra em transe consolidam sua voz no cenário da fotografia brasileira contemporânea.

O lançamento faz parte da programação do projeto Maio Fotografia no MIS, iniciativa anual que transforma todas as galerias do museu em território para diferentes olhares fotográficos. Além de Tranchesi, a edição 2025 apresenta nomes como German Lorca, Bruce Talamon, Jean Manzon, Lara Ovídio e o acervo institucional do próprio MIS na mostra coletiva Suportes da Memória.

Ao reunir artistas de diferentes épocas e linguagens, o Maio Fotografia reafirma o poder da imagem como ferramenta de memória e resistência. E é nesse espírito que Seja o que Deus quiser se impõe: como documento sensível de um país em constante transformação, mas que persiste em sua beleza indomada.

Lançamento do livro Seja o que Deus quiser
📅 20 de maio de 2025, às 17h
📍 Espaço expositivo – Maio Fotografia no MIS
🎟 Entrada gratuita | Classificação livre

El Hero aposta no caos criativo dos memes brainrot com skin de Tung Tung Tung Sahur

O El Hero, battle royale brasileiro que não tem medo de mergulhar no caos da internet, acaba de liberar sua mais nova skin: Tung Tung Tung Sahur. Inspirada em um dos memes mais absurdos e hilários de 2025, a nova adição já está disponível no jogo com direito a emotes, armas temáticas e animações que capturam perfeitamente a energia caótica do viral.

Direto das redes da Indonésia durante o Ramadã, o meme do Tung Tung Tung Sahur traz uma criatura de madeira, com olhos vazios e um taco de beisebol, repetindo sua frase-título com uma voz sintética e hipnótica. A frase, originalmente usada para acordar fiéis antes do jejum, virou febre global quando ressignificada pelos brainrots — esses vídeos sem sentido, mas altamente viciantes, que parecem ter saído diretamente da mente de uma IA com febre.

O El Hero, sempre atento à movimentação cultural do seu público, não deixou o fenômeno passar batido. “O Tum Tum Sahur representa essa vibe livre e sem filtro da internet. É único, é engraçado, é impossível de esquecer — tudo o que combina com o El Hero”, explica Rodrigo “El Gato”, idealizador do jogo.

A chegada do personagem não vem sozinha. O pacote TUNG TUNG inclui:

  • Skin completa do Tung Tung Tung Sahur
  • Emote exclusivo
  • Taco de beisebol temático
  • AK-47 do TUNG TUNG
  • E até uma P90 com o nome sonoro de Tralalero Tralala

Mais do que um item colecionável, essa adição simboliza a essência do El Hero: um jogo feito para quem vive a internet em tempo real, com bom humor, criatividade e sem medo do nonsense. Enquanto outros títulos seguem tendências previsíveis, El Hero abraça o absurdo com estilo — e mostra que memes também podem ser conteúdo jogável.

A skin já está disponível na loja do game. Para desbloqueá-la, basta acessar a loja interna e acompanhar a rotatividade dos itens.

Criado pela Moonite Games e idealizado por El Gato, o El Hero se diferencia pelo sistema de cash game, em que os jogadores apostam dinheiro real em partidas e podem ser recompensados conforme seu desempenho. É um modelo que atrai pela competitividade, mas também pela capacidade de dialogar com a cultura pop digital de forma direta e divertida.

Suíte gamer em motel de São Paulo une PC de ponta, cadeiras ergonômicas e hidromassagem

Em um movimento que mostra como o universo dos games está invadindo todos os espaços possíveis (inclusive os mais inesperados) o Motel Desirée, em São Paulo, lançou a Suíte Acqua Gamer, a primeira do Brasil pensada exclusivamente para casais gamers. Com um visual que remete diretamente ao ambiente das LAN houses modernas e setups de streamers, a novidade reúne performance e conforto em uma proposta ousada e criativa.

A suíte oferece dois computadores de última geração prontos para rodar jogos exigentes, cadeiras gamer ergonômicas, iluminação LED temática inspirada em consoles, fones de ouvido de alta qualidade e internet rápida. Tudo isso dentro de um ambiente que também mantém o padrão de luxo do motel, com direito a hidromassagem e todos os mimos esperados por quem busca conforto e privacidade.

A ideia surgiu para atender um público cada vez mais presente e influente: os casais que jogam juntos e querem um espaço para curtir partidas lado a lado ou até mesmo fazer lives e produzir conteúdo. Segundo Marcelo Macedo, sócio-diretor do Desirée, o conceito foi inspirado em modelos já existentes em países como Taiwan, onde suítes gamers já fazem sucesso. Ele explica que a proposta não é apenas oferecer computadores, mas criar uma ambientação que faça sentido para a comunidade: “Queríamos algo que não parecesse improvisado, mas sim uma experiência completa”.

A recepção tem sido positiva. Desde que foi inaugurada, a suíte gamer atraiu de casais entusiastas a streamers em busca de conteúdo inusitado. A proposta virou assunto nas redes sociais, especialmente entre creators que decidiram testar o espaço e compartilhar a experiência com o público.

Os valores para curtir a suíte gamer são a partir de R$ 189 por três horas, ou R$ 279 por 12 horas de estadia. Com preços competitivos e uma proposta fora do comum, o espaço mostra como os motéis estão deixando para trás estereótipos e abraçando a personalização e a cultura pop como forma de se conectar com novos públicos.

Segundo Larissa Calabrese, presidente-executiva da Associação Brasileira de Motéis (ABMotéis), essa é uma tendência que reflete o perfil atual dos hóspedes: casais em relacionamentos estáveis, que procuram algo mais do que apenas um quarto comum. Temáticas diferenciadas, aliadas a conforto e tecnologia, vêm se tornando uma aposta do setor para reinventar a experiência moteleira no Brasil.

E no fim das contas, quem disse que jogar de dupla não pode ser também um jogo de sedução? Lembrando que motel é um ambiente para maiores de idade e que vale mais como uma curiosidade do seguimento.

Hands-on | Demon Slayer: The Hinokami Chronicles 2 é pura pancadaria com estilo e traz novos arcos com os Hashiras (gamescom latam 2025)

Continuação de Demon Slayer -Kimetsu no Yaiba- The Hinokami Chronicles, o novo jogo da série finalmente chegou, expandindo o título lançado em 2021. Trazendo novos arcos do animê e do mangá, Demon Slayer -Kimetsu no Yaiba- The Hinokami Chronicles 2 vem com o desafio de trazer mais história, mais personagens e combates ainda mais intensos.

Desenvolvido novamente pela CyberConnect2 (conhecida pela ótima adaptação de Naruto Ultimate Ninja Storm), o jogo segue sendo publicado pela Aniplex no Japão e pela SEGA no resto do mundo. No novo título, a história mergulha nos arcos do Distrito do Entretenimento, Vila dos Ferreiros e Treinamento dos Hashiras, trazendo tudo com aquele visual anime que só a CyberConnect2 sabe entregar.

Na gamescom latam 2025, jogamos a continuação, mas neste caso só pudemos experimentar a parte das lutas. Sabemos que, na história, seria equivalente a Tanjiro Kamado enfrentando demônios de nível ainda mais alto, incluindo as Luas Superiores, mas infelizmente não vimos nada dessa parte do jogo.

Para o novo jogo, também vale destacar que foram incluídos os nove Hashiras. Entre os destaques estão Muichiro Tokito, o prodígio da Névoa que virou Hashira em apenas dois meses, e Mitsuri Kanroji, a Hashira do Amor que esconde uma força brutal por trás de um rosto gentil. Mas não se engane, o foco da história segue sendo Tanjiro, com sua determinação inabalável e domínio das técnicas de Respiração da Água e Hinokami Kagura.

E ao falar de um jogo da CyberConnect2, você reconhece muito de Naruto Ultimate Ninja Storm e JoJo’s Bizarre Adventure: Eyes of Heaven em sua jogabilidade, agradando bastante como um jogo de animê com estilo de luta bem fluido.

Botando a mão na massa

Ao jogar Demon Slayer -Kimetsu no Yaiba- The Hinokami Chronicles 2, é categórico dizer que testei Tanjiro, como também personagens mais novos na trama, como Gyomei Himejima, podendo avaliar como eles se saíam na batalha.

Aqui os personagens têm golpes praticamente prontos em alguns comandos no controle, o que facilita bastante a luta. Trazendo especiais belíssimos e um controle que flui muito bem, Demon Slayer -Kimetsu no Yaiba- The Hinokami Chronicles 2 é uma continuação bem aprimorada do primeiro título, mostrando-se um ótimo jogo de luta.

Joguei por cerca de meia hora e passei por diferentes personagens, como Mitsuri Kanroji, a Hashira do Amor. Senti uma versatilidade de golpes e pesos, mostrando um leque interessante para montar inúmeras estratégias durante as lutas.

Indo além do jogo

Conversando com a equipe responsável pelo marketing da SEGA no evento, foi nos explicado que o jogo não terá localização para o português brasileiro. Isso ocorre porque, mesmo sendo da CyberConnect2, o jogo tem distribuição da Aniplex no Japão e da SEGA no restante do mundo. Neste caso, não foi pensado ou considerado uma localização para o nosso idioma.

Além disso, o jogo usará o save de quem jogou o primeiro título, liberando algumas surpresas aos jogadores que tiverem os dois jogos da franquia.

Jogando Demon Slayer -Kimetsu no Yaiba- The Hinokami Chronicles 2, podemos dizer que ele mantém — e muito — o estilo dos jogos da CyberConnect2 para franquias de animê. E sinceramente, isso é ótimo: eles não apenas fazem ótimos jogos, mas entendem as particularidades dos personagens e as adaptam ao estilo de luta. Além disso, se seguir o exemplo de séries como o próprio Naruto, ao trazer os dubladores do animê, muitas sequências poderão surpreender os jogadores ao aprofundar grandes batalhas nesta adaptação da história.

Definitivamente, por mais que não tenha localização em nosso idioma, Demon Slayer -Kimetsu no Yaiba- The Hinokami Chronicles 2 chamou nossa atenção na gamescom latam 2025 e merece ser jogado quando for lançado, em 1º de agosto de 2025.

DesenvolvedoraCyberConnect2

PlataformasPlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One, Xbox Series X/S, Windows, Nintendo Switch

Lançamentoprimeiro de agosto de 2024

DistribuiçãoSEGA (Brasil) Aniplex (Japão)

Mais informações

Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba – The Hinokami Chronicles 2

Agradecimentos a SEGA e a Theogames pelo convite para produção deste conteúdo

A Última Invocação | Novo filme do mestre do terror japonês estreia no Prime Video

A espera por um novo mergulho nos horrores silenciosos e profundos do cinema japonês terminou. A Última Invocação marca o aguardado retorno de Hideo Nakata ao terror sobrenatural — gênero que consagrou o cineasta mundialmente com obras como O Chamado (Ringu, 1998) e Dark Water. Disponível no Prime Video a partir deste Halloween, o longa é distribuído no Brasil pela Sato Company e reafirma o estilo inconfundível de Nakata: lento, sufocante e implacavelmente emocional.

Inspirado no premiado romance Kinjirareta Asobi, de Shimizu Karma — vencedor do 4º Hon no Sanagi Awards — o filme explora as cicatrizes deixadas pelo luto e as consequências de desafiar os limites entre os vivos e os mortos. Diferente dos terrores explosivos e sanguinolentos do Ocidente, A Última Invocação aposta em uma tensão crescente e em um horror mais íntimo, onde o verdadeiro medo nasce da dor que nunca cicatriza.

A trama gira em torno de Naoto Ihara (Daiki Shigeoka), um pai em pedaços após a morte da esposa, Miyuki (vivida por First Summer Uika). Seu filho, Haruto (Minato Shougaki), ainda pequeno, acredita que pode trazê-la de volta realizando um ritual com o dedo da mãe enterrado no jardim. O retorno de Hiroko Kurasawa (Hashimoto Kanna), ex-amante de Naoto e agora uma diretora de vídeo marcada por um passado enigmático, coincide com os primeiros sinais de que algo sobrenatural tomou conta da casa.

O que começa como uma tentativa de reconciliação familiar logo se torna um pesadelo, onde a culpa se manifesta em formas cada vez mais tangíveis. Haruto, tomado por vozes e gestos estranhos, inicia um elo sombrio com o além. Hiroko, ao tentar proteger a criança, precisa confrontar seus próprios fantasmas — tanto os reais quanto os metafóricos.

Nakata mais uma vez demonstra seu domínio em manipular atmosferas. Em A Última Invocação, não há espaço para o alívio cômico ou para explicações simplistas. A escuridão é constante e a câmera parece flutuar entre os personagens como uma presença silenciosa. Os sustos, raros e pontuais, surgem como consequência de algo mais profundo: o peso da perda, o medo da solidão e a culpa irreparável que ronda cada um deles.

Destaque para a atuação de Hashimoto Kanna, em um papel distante de seus trabalhos mais leves, oferecendo uma performance contida, tensa e madura. Daiki Shigeoka também entrega um pai dilacerado com sensibilidade e desespero, enquanto o pequeno Minato Shougaki surpreende com um desempenho que evoca inocência e inquietação em igual medida.

Mais do que apenas um novo filme de terror, A Última Invocação é um estudo sobre a dor e o que ela nos leva a fazer. Nakata, fiel ao seu estilo, não oferece respostas fáceis. Em vez disso, convida o público a entrar numa espiral de medo emocional, onde o verdadeiro horror vem de dentro.

Para quem acompanha o cinema de horror japonês ou busca obras mais densas e simbólicas dentro do gênero, essa nova produção é essencial. E para os fãs de Nakata, é uma prova de que o diretor ainda tem muito a explorar nas sombras.

Trailer

Via Gustavaum

The Roundup: Força Bruta estreia no Prime Video com ação e suspense intensos

The Roundup: Força Bruta, sequência de Os fora da lei, já está disponível no Prime Video, trazendo de volta o detetive Ma Seok-do para uma nova caçada cheia de ação e suspense entre a Coreia do Sul e o Vietnã. Após o lançamento do terceiro filme da franquia nos cinemas em 2024, esta continuação, que estreou em 2022, consolida a série como um dos maiores sucessos recentes do cinema coreano.

Quatro anos após a operação em Garibong-dong, Ma Seok-do e o Capitão Jeon Il-man viajam a Ho Chi Minh City para extraditar um suspeito coreano. A missão simples se complica quando descobrem uma rede criminosa liderada por Kang Hae-sang, um assassino violento que tem atacado turistas e moradores locais por anos. O confronto entre polícia e criminoso se intensifica com sequestros, resgates e perseguições que atravessam fronteiras.

Dirigido por Lee Sang-yong e escrito por Kim Min-seong, o filme mantém o estilo tenso e realista da franquia. Ma Dong-seok volta a brilhar como Ma Seok-do, acompanhado por Son Suk-ku, Choi Gwi-hwa e Park Ji-hwan, em uma trama recheada de cenas de luta coreografadas, investigações policiais e ação sem pausa. A cinematografia de Ju Seong-rim e a trilha sonora de Kim Tae-seong intensificam o clima de urgência e tensão.

Com 106 minutos, o longa estreou originalmente em maio de 2022, acumulando mais de US$ 100 milhões nas bilheterias, a partir de um orçamento de ₩10.5 bilhões (cerca de US$ 9 milhões). Agora disponível para streaming, The Roundup: Força Bruta é indicado para quem aprecia o melhor do cinema policial coreano, com uma narrativa que combina violência, justiça e adrenalina.

Família| Drama japonês que explora imigração e laços familiares estreia “de surpresa” no Prime Video

Familia

O drama japonês Família, dirigido por Izuru Narushima e estrelado por Koji Yakusho, chegou sem aviso prévio ao catálogo do Prime Video brasileiro, surpreendendo o público logo após sua estreia nos cinemas em 2024, com distribuição da Sato Company.

O filme aborda de forma sensível temas como imigração, solidão e conexões familiares, trazendo uma narrativa que entrelaça a vida de um artesão ceramista solitário, seu filho que retorna ao Japão e um imigrante brasileiro enfrentando desafios no país. A produção amplia o olhar para a construção de identidade e afeto em um mundo globalizado.

Representatividade Brasileira

Lucas Sagae e Fadile Waked

Koji Yakusho entrega uma atuação profunda ao interpretar Seiji Kamiya, enquanto o elenco também conta com atores brasileiros, como Lucas Sagae e Fadile Waked, selecionados em audições rigorosas para trazer autenticidade cultural à história.

Família é uma obra imperdível para quem busca um cinema humano e atual, refletindo sobre as dificuldades e os vínculos que nos unem, especialmente em contextos de migração.

DireçãoIzuru Narushima

RoteiroKiyotaka Inagaki

ElencoKoji Yakusho, Ryô Yoshizawa, Lucas Sagae, Malyka Ali, Fadile Waked

GêneroDrama

Duração121 min

PaísJapão

Mais informações

ProduçãoTomoo Itô

Ano2023

Família

Fotografia: Jun’ichi Fujisawa

Trilha Sonora: Gorô Yasukawa

Montagem: Hirohide Abe, Ai Sanjô

Second Shot at Love | Com Choi Soo Young e Gong Myoungo, novo kdrama sobre álcool, redenção e segundas chances está na Rakuten Viki

Second Shot at Love já está disponível para streaming na Rakuten Viki com dois episódios liberados. O kdrama coreano de 12 episódios estreou em maio de 2025 pela tvN, sendo lançado no Brasil pela Rakuten Viki na sequência. Combinando comédia e romance em uma história que aborda de forma sensível o alcoolismo e a busca pela sobriedade.

Sinopse completa de Second Shot at Love

Han Geum Ju (Choi Soo Young) é uma mecânica talentosa, que considera seu consumo de álcool controlado, mas acaba diagnosticada com dependência alcoólica. Seu vício chegou ao ponto de romper seu noivado, o que leva sua família a agir para ajudá-la. De volta à cidade natal, Geum Ju reencontra Seo Ui Jun (Gong Myoung), seu amigo e primeiro amor do ensino médio, que hoje trabalha como médico e diretor de um centro de saúde pública local.

Ui Jun, que antes bebia com ela nas festas da juventude, mudou completamente: tornou-se frio e distante, rejeitando o álcool e alertando sobre seus perigos. Essa mudança desperta a curiosidade de Geum Ju, que decide descobrir o que motivou essa transformação — e, no processo, ambos enfrentam seus próprios conflitos e dilemas.

Ficha técnica do drama sul-coreano

ItemDetalhes
Título Original금주를 부탁해 (Geumjooreul Bootakhae)
GênerosComédia, Romance
Episódios12
Duração60 minutos por episódio
Exibição Original12/05/2025 a 17/06/2025
HorárioSegundas e terças às 20h50
CanaltvN
DiretorJang Yoo Jung
RoteiristaMyung Soo Hyun

Elenco principal

  • Choi Soo Young como Han Geum Ju
  • Gong Myoung como Seo Ui Jun
  • Jo Yoon Hee como Han Hyeon Ju
  • Kang Hyung Suk como Bong Seon Uk
  • Kim Sung Ryung como Kim Gwang Ok (mãe de Geum Ju)
  • Kim Sang Ho como Han Jeong Su (pai de Geum Ju)

Por que assistir?

Second Shot at Love oferece um retrato realista e delicado sobre dependência alcoólica, amizade e amor. O contraste entre Geum Ju, que luta para superar seu vício, e Ui Jun, que abandonou o álcool e se tornou um médico rigoroso, cria um enredo emocionalmente intenso. O drama explora como o passado pode influenciar o presente e como a mudança é possível, mesmo nos momentos mais difíceis.

Onde assistir Second Shot at Love?

O drama está disponível na Rakuten Viki com legendas em português, ideal para fãs de kdrama que buscam histórias com personagens complexos e enredos que misturam romance e temas sociais relevantes.


Família Bumerangue estreia na Rakuten Viki

Família Bumerangue (originalmente Goryeonghwa Gajok) chega à Rakuten Viki, oferecendo um olhar sensível e divertido sobre os desafios de uma família sul-coreana moderna que precisa reaprender a conviver. Dirigido por Song Hae-sung e baseado no romance Família Envelhecida de Cheon Myeong-kwan, o filme explora com delicadeza as tensões e afeições de três irmãos que, após fracassos pessoais, voltam a morar com a mãe.

Na trama, Oh In-mo (Park Hae-il) é um cineasta que enfrenta uma crise profunda após o fracasso de seu primeiro filme e o abandono da esposa. Prestes a desistir da vida, um convite da mãe (Youn Yuh-jung) muda seu destino: ele decide voltar para a casa materna, onde também mora o irmão mais velho, Han-mo (Yoon Je-moon), um ex-gângster com um passado complicado. A situação se complica com a chegada da irmã caçula Mi-yeon (Gong Hyo-jin), recém-divorciada e acompanhada da filha rebelde, Min-kyung (Jin Ji-hee).

O encontro desses personagens disfuncionais rende uma narrativa rica em conflitos reais, rivalidades e afetos contidos, mostrando as dificuldades de lidar com expectativas frustradas e relacionamentos mal resolvidos. A direção sensível de Song Hae-sung equilibra humor e drama com naturalidade, apoiada por uma fotografia intimista de Hong Kyung-pyo e trilha sonora delicada de Lee Jae-jin, que juntos criam uma atmosfera envolvente.

Família Bumerangue é uma reflexão sobre o envelhecimento, a reconciliação e a força dos laços familiares mesmo diante das adversidades. A atuação da veterana Youn Yuh-jung como a mãe é um destaque, conferindo profundidade e humanidade à personagem central que une a família.

Com 112 minutos de duração, o filme teve boa recepção na Coreia do Sul, arrecadando mais de 7 milhões de dólares, e agora ganha espaço na Rakuten Viki para que mais espectadores possam conhecer essa produção que combina crítica social e narrativa afetiva.

Para quem gosta de dramas familiares com nuances de comédia e um retrato autêntico da vida adulta, Família Bumerangue é uma ótima pedida.