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Talismã | Novo drama de Thais Fujinaga começa as filmagens em Porto Alegre

As filmagens de Talismã, novo longa dirigido por Thais Fujinaga, estão acontecendo em Porto Alegre e Guaíba, no Rio Grande do Sul. Produzido pela Vulcana Cinema em parceria com a Vitrine Filmes e a Syndrome Films, o filme acompanha Tereza (Fernanda Chicolet), uma dançarina talentosa que nunca conseguiu o reconhecimento que desejava. Sua vida vira de cabeça para baixo quando Pina, sua filha de 6 anos, começa a ganhar destaque em um reality show infantil.

O roteiro foi escrito por Thais Fujinaga e Fernanda Chicolet, que também assina a ideia original do projeto. A atriz traz experiência no cinema nacional, com trabalhos em Paredes Nuas (2009) e Raia 4 (2019). O elenco ainda conta com o veterano Stepan Nercessian, conhecido por Vale Tudo (1988), Allan Souza Lima (Aquarius, 2016), a atriz mirim Sophia Fuggacy em sua estreia nas telas, e o jornalista Chico Barney, que faz uma participação especial como ele mesmo.

A Vulcana Cinema, produtora gaúcha que está ganhando destaque em festivais internacionais, reforça sua trajetória com Talismã. Recentemente, a produtora esteve presente no Festival de Munique, Festival de Sitges, Berlinale e Festival de Cannes com filmes como Continente (2024), Ato Noturno (2025) e The Black Snake (2025).

Depois que seu pai sofre um ataque cardíaco, Tereza se muda do Rio de Janeiro para o Rio Grande do Sul com a filha Pina. Enquanto tenta reconstruir a vida, a dançarina enfrenta uma crise ao ver a menina se destacar num reality show infantil.

Quem é Thais Fujinaga?

Formada em cinema pela ECA-USP, Thais é diretora e roteirista, reconhecida por seu longa de estreia A Felicidade das Coisas (2021), premiado e exibido em festivais como Roterdã e São Paulo. Ela também roteirizou séries para Netflix, HBO e Globoplay e trabalha com diretores renomados do cinema brasileiro.

Talismã reforça o cinema brasileiro autoral com uma narrativa que mistura drama, maternidade e a busca por reconhecimento. As locações no Rio Grande do Sul também valorizam o cinema regional.

Latin American Games Showcase volta em junho como parte do Summer Game Fest 2025

A Latin American Games Showcase (LAGS) está de volta no dia 7 de junho de 2025, às 15h (horário de Brasília), para mostrar o melhor dos games da América Latina durante o Summer Game Fest. Transmitida ao vivo pelos canais oficiais no YouTube e Twitch, a LAGS é a única conferência dedicada exclusivamente aos jogos latino-americanos dentro do maior festival global de games.

Promovida por grandes nomes como Raw Fury, Epopeia Games, Playdate, Halberd Studios e a Universidad Panamericana (campus Guadalajara), a showcase celebra a criatividade e o talento dos estúdios da América Latina, reunindo lançamentos de países como Brasil, México, Argentina, Chile, Colômbia e outros.

Nesta edição, o evento apresenta 57 jogos, sendo 41 títulos inéditos, com trailers, estreias mundiais e novidades de projetos ainda em desenvolvimento. A duração é de cerca de 55 minutos, recheada de anúncios e conteúdos exclusivos focados nos melhores talentos regionais.

Outro destaque da LAGS 2025 é a participação inédita da China, com transmissão oficial pelo BiliBili. Além disso, o público poderá acompanhar o evento em canais internacionais como IGN, GameSpot e os perfis oficiais do Summer Game Fest e The Game Awards, ampliando o alcance dos games latino-americanos no mercado global.

O evento conta ainda com o apoio dos patrocinadores Panic, Fellow Traveller e Astrolabe Games, além dos organizadores. Mais detalhes sobre a lista completa de jogos e conteúdos serão divulgados nas redes sociais oficiais nos próximos dias.

A Latin American Games Showcase reafirma o crescimento da indústria de jogos da América Latina, mostrando que a região está cada vez mais relevante no cenário global dos videogames. Fique ligado para não perder as novidades e conhecer os futuros lançamentos que prometem agitar o mercado.

Como acompanhar a Latin American Games Showcase 2025

Data e hora: 7 de junho de 2025, às 15h (horário de Brasília)

Onde assistir: Canais oficiais da Latin American Games Showcase no YouTube e Twitch

Transmissão internacional: BiliBili (China), IGN e GameSpot

Duração: Aproximadamente 55 minutos

LAZARUS | Animê de Shinichiro Watanabe que une bossa nova, ação e homenagem a Keiko Nobumoto

O anime LAZARUS, criação de Shinichiro Watanabe, nome por trás dos cults Cowboy Bebop e Samurai Champloo, vem conquistando fãs no mundo todo. Com episódios semanais disponíveis na plataforma Max e no canal [adult swim], a série combina uma narrativa cheia de ação, trilha sonora envolvente e uma forte influência da cultura brasileira, especialmente da bossa nova.

Axel Gilberto, personagem inspirado no Brasil e na bossa nova

O protagonista Axel Gilberto tem uma conexão direta com o Brasil. Watanabe, fã da música brasileira e colecionador de discos, escolheu o sobrenome do personagem em homenagem a João Gilberto, o ícone da bossa nova. As visitas do diretor ao Brasil foram fundamentais para essa criação: “O Brasil é um lugar especial, onde tive experiências incríveis que inspiraram Axel”, conta o criador. Essa influência musical e cultural dá um toque único ao anime, trazendo uma atmosfera que mistura suavidade e intensidade.

Parceria histórica em cenas de ação

As sequências de ação de LAZARUS foram coreografadas por Chad Stahelski, diretor da franquia John Wick. A parceria entre Watanabe e Stahelski começou há mais de 25 anos no set de Matrix, onde Stahelski era dublê de Keanu Reeves. “Trabalhar novamente com Chad foi muito natural, temos respeito mútuo e isso facilitou todo o processo”, disse Watanabe. Essa colaboração traz para o anime cenas de ação com ritmo e realismo excepcionais.

Processo criativo colaborativo e inovador

Diferente do modelo tradicional japonês, LAZARUS contou com quatro roteiristas para desenvolver a trama, uma abordagem mais comum nos Estados Unidos. Essa diversidade de vozes resultou em uma narrativa rica e complexa, que levou cerca de quatro anos para ser finalizada.

Homenagem a Keiko Nobumoto, roteirista de Cowboy Bebop

A série também é uma homenagem à roteirista Keiko Nobumoto, parceira de Watanabe em Cowboy Bebop. Nobumoto participou do início da criação de LAZARUS, mas faleceu em 2021 durante a produção. Watanabe dedicou a série a ela, mantendo suas ideias e seu jeito de criar personagens vivos e profundos. “Keiko sugeriu que Axel fosse mais jovem, e isso definiu a personalidade dele”, relembra Watanabe.

Trilha sonora de jazz e música eletrônica

A trilha sonora de LAZARUS reúne grandes nomes do jazz e da música eletrônica, como o saxofonista Kamasi Washington, o produtor Floating Points e o músico Bonobo. Essa mistura sonora reforça o clima sofisticado e moderno da série.

LAZARUS é uma produção da Sola Entertainment, animada pelo Studio MAPPA, e marca o retorno de Watanabe à ficção científica com um toque musical e uma história de ação intensa.

Ainda Não É Amanhã, estreia de Milena Times, ganha trailer e data de lançamento

Ainda não é amanhã

Com estreia marcada para o dia 5 de junho nos cinemas, o filme Ainda Não É Amanhã, primeiro longa-metragem da diretora Milena Times, acaba de ganhar seu trailer oficial. Conhecida por curtas como Represa (2016) e Au Revoir (2013), a cineasta pernambucana aposta agora em uma ficção potente, realista e sensível, que se debruça sobre temas urgentes como juventude, maternidade, pertencimento e os limites do que é possível sonhar quando se nasce na margem.

No centro da narrativa está Janaína, interpretada por Mayara Santos, uma jovem negra de 18 anos, moradora da periferia do Recife, criada pela mãe (Clau Barros) e pela avó (Cláudia Conceição). Aluna bolsista de Direito, ela carrega a esperança de ser a primeira da família a conquistar um diploma universitário. Tudo muda quando descobre que está grávida – o que a força a repensar seu futuro, seus desejos e o legado das mulheres que a antecederam.

Mais do que uma história sobre gravidez não planejada, Ainda Não É Amanhã mergulha nos conflitos cotidianos de uma personagem que precisa equilibrar afeto, pressão e escolhas em uma sociedade marcada por desigualdades profundas. A gravidez se torna ponto de partida para refletir sobre o conservadorismo e a criminalização do aborto no Brasil, mas também sobre solidariedade, escuta e emancipação.

O longa conquistou 11 prêmios em sua trajetória por festivais. Estreou internacionalmente no Festival de Mar del Plata e foi destaque no Festival do Rio, onde Mayara Santos recebeu o prêmio de Melhor Atriz na mostra Premiere Brasil – Novos Rumos. Também brilhou no Panorama Internacional Coisa de Cinema, levando Melhor Direção (Milena Times), Melhor Atuação (Mayara Santos) e Melhor Filme pelo Júri Jovem. No Fest Aruanda, foi o grande vencedor da mostra Sob o Céu Nordestino, com sete prêmios, incluindo Melhor Filme.

A direção de fotografia de Linga Acácio e a direção de arte de Lia Letícia constroem uma atmosfera intimista que ressalta o interior das casas, dos olhares e dos silêncios. O som direto de Martha Suzana e a trilha de Nicolau Domingues apostam na organicidade da vida cotidiana, com momentos que suspendem o tempo diante das angústias que crescem com a protagonista.

Milena Times desenvolveu o roteiro desde 2016, com passagens por laboratórios como BrLab e Cabíria Lab. A história foi finalista do Prêmio Cabíria de Roteiros, e reflete as transformações políticas e sociais dos últimos anos no país. Em suas palavras:

“Ao invés de avançar na discussão, vemos direitos já previstos por lei sendo sistematicamente ameaçados. Por isso, me parece ainda mais relevante tratar sobre o assunto.”

A diretora enfatiza que a criminalização do aborto não impede sua prática, apenas a torna mais perigosa para as mulheres que têm menos acesso a informação e recursos. Seu longa não propõe respostas fáceis, mas lança luz sobre uma juventude que insiste em existir com dignidade, mesmo em meio a tantas restrições.

Além de Mayara Santos, o elenco conta com Clau Barros, Cláudia Conceição, Bárbara Vitória (premiada como Melhor Atriz Coadjuvante no Fest Aruanda), Mário Victor, Guta Menelau e Lalá Vieira. A produção é assinada por Dora Amorim, Júlia Machado e Thaís Vidal, em coprodução entre Espreita Filmes, Ponte Produtoras e Ventana Filmes.

Com 77 minutos de duração, Ainda Não É Amanhã é um drama social que parte da intimidade para atingir o coletivo, questionando estruturas de poder e desenhando, com delicadeza, um futuro que ainda não chegou — mas pode estar prestes a nascer.

Trailer

HOT MILK | Filme dirigido por Rebecca Lenkiewicz estreia nos cinemas brasileiros em 3 de julho com distribuição da MUBI e O2 Play

Hot Milk, adaptação do livro de Deborah Levy, acaba de ganhar cartaz oficial e teve sua estreia nos cinemas brasileiros confirmada para o dia 3 de julho. O longa, dirigido por Rebecca Lenkiewicz, roteirista indicada ao BAFTA por She Said e vencedora do Oscar com Ida, chega às telonas em um lançamento conjunto da MUBI e O2 Play, distribuidora da O2 Filmes.

Estrelado por Emma Mackey (Sex Education, Emily, Barbie), Fiona Shaw (Killing Eve, Harry Potter) e Vicky Krieps (Trama Fantasma, Corsage), o filme mergulha em um verão escaldante na Espanha, onde mãe e filha enfrentam questões físicas e emocionais enquanto segredos familiares vêm à tona.

Do livro premiado ao cinema

Baseado no romance Hot Milk, indicado ao Booker Prize e ao Goldsmiths Prize em 2016, o longa teve sua estreia mundial na competição oficial do Festival de Berlim, e também fará parte da programação do Olhar de Cinema 2025, em Curitiba, com exibições confirmadas para os dias 16 e 18 de junho.

Além das protagonistas, o elenco conta ainda com Vincent Perez (Alone in Berlin), Yann Gael (1899, Gladiador II) e Patsy Ferran (Mickey 17, O Jogo da Rainha).

Um conto solar sobre amadurecimento e libertação

A trama gira em torno de Sofia (Emma Mackey) e sua mãe doente Rose (Fiona Shaw), que viajam para a cidade costeira de Almería em busca do enigmático Dr. Gómez (Vincent Perez), curandeiro que pode ajudar a tratar a doença misteriosa de Rose. Mas, sob o calor intenso, Sofia encontra em Ingrid (Vicky Krieps) uma força magnética que desperta seus desejos reprimidos e sua necessidade de autonomia — o que coloca em xeque sua relação com a mãe.

O filme entrega um olhar sensível e provocador sobre controle, desejo e emancipação feminina, com atuações elogiadas pela crítica internacional:

“Fiona Shaw está verdadeiramente extraordinária” – Deadline
“Emma Mackey e Vicky Krieps estão formidáveis” – The Guardian
“Um conto de amadurecimento imprevisível e subversivo” ★★★★ – The Independent

Pôster

A MUBI e a O2 Play por trás do lançamento

A MUBI, responsável por sucessos como Aftersun, Close e Passagens, segue investindo em obras autorais e de forte apelo artístico. Já a O2 Play traz no currículo parcerias com grandes nomes como Guillermo Del Toro, Pedro Almodóvar e Sofia Coppola. A união entre as duas distribuidoras promete colocar Hot Milk no radar de quem acompanha o melhor do cinema contemporâneo.

A estreia nacional será exclusiva nos cinemas a partir de 3 de julho. O trailer oficial já está disponível no canal da MUBI Brasil.

Azur Lane invade os mares de World of Warships com nova leva de navios e comandantes

A parceria entre World of Warships e Azur Lane continua firme no leme e ganha mais um capítulo cheio de novidades. A Wargaming, responsável pelo jogo multiplayer de combate naval, acaba de lançar a sétima colaboração com o universo de waifus bélicas da franquia mobile, ampliando ainda mais o crossover que conquistou os fãs de ambos os lados do oceano gamer.

Essa nova onda de conteúdo traz uma frota recheada de novos navios temáticos baseados em personagens de Azur Lane. Entre os destaques estão o cruzador alemão de nível X AL Hindenburg, o encouraçado americano premium especial de nível IX AL Kearsarge, o encouraçado alemão de nível VIII AL Bismarck e o cruzador italiano premium especial de nível VII AL Gorizia. Cada um deles chega com visual inspirado nas personagens originais e promete impactar tanto no visual quanto no desempenho em batalha.

Além dos navios, cinco novas comandantes vindas diretamente de Azur Lane se juntam à tripulação do World of Warships, reforçando a imersão e dando ainda mais personalidade às batalhas navais. Elas trazem não só dublagem e visual personalizado, mas também habilidades específicas que podem influenciar diretamente a estratégia em alto-mar.

E tem mais: conteúdos que antes eram exclusivos da versão de console (World of Warships: Legends) agora estão disponíveis no PC. As camuflagens temáticas para o cruzador italiano de nível VII AL Zara, o encouraçado americano de nível VII AL Colorado, o encouraçado alemão premium especial de nível VII AL Scharnhorst e o cruzador alemão premium especial de nível VI AL Admiral Graf Spee foram adaptadas para a versão desktop do game, atendendo a pedidos antigos da comunidade.

Fechando a colaboração com chave de ouro, a atualização inclui quatro novas bandeiras decorativas, um aplique inédito e o retorno de vários conteúdos das colaborações anteriores, agora acessíveis novamente para quem perdeu a chance de adicioná-los à coleção. Com recompensas gratuitas e itens temáticos disponíveis, essa sétima onda é um verdadeiro presente para os fãs que acompanham as aventuras navais — e moe — há anos.

Para quem quer conferir todos os detalhes dessa atualização e ver o visual completo dos navios e comandantes, a Wargaming publicou a relação completa em seu site oficial.

Galeria

Trailer

Rodrigo Aragão transforma Guarapari em cenário de terror psicológico em Prédio Vazio

O terror brasileiro ganha um novo capítulo com Prédio Vazio, novo filme de Rodrigo Aragão que estreia nos cinemas em 12 de junho. Conhecido por obras como Mangue Negro e O Cemitério das Almas Perdidas, o cineasta capixaba inova ao abandonar o cenário rural e mergulhar no horror urbano em sua nova produção, ambientada na cidade de Guarapari (ES).

Com distribuição da Retrato Filmes, o longa teve destaque na 28ª Mostra de Tiradentes, onde venceu o Prêmio Retrato Filmes, garantindo investimento e contrato de distribuição. O filme ainda terá pré-estreias especiais em Vitória, Guarapari, São Paulo e Rio de Janeiro na semana anterior ao lançamento nacional.

Horror urbano com alma brasileira

Prédio Vazio acompanha Luna, uma jovem que parte em busca da mãe desaparecida no último dia de Carnaval. Sua investigação a leva até um edifício aparentemente abandonado, que esconde presenças inquietantes e segredos enterrados no silêncio da cidade pós-folia.

Rodrigo Aragão, que também assina o roteiro e os efeitos especiais do longa, se inspirou no terror psicológico japonês e em mestres do horror como Dario Argento para construir uma atmosfera tensa e surreal. “Prédio Vazio é minha tentativa de levar o espírito de Argento para o litoral ensolarado de Guarapari”, afirma o diretor.

A ambientação urbana e a narrativa centrada no cotidiano fazem do filme uma experiência diferente dentro da filmografia de Aragão, que sempre transitou entre folclore, horror sobrenatural e crítica social.

Elenco afiado e equipe de peso

O elenco principal traz Lorena Corrêa como Luna, entregando uma atuação intensa entre fragilidade e coragem. Ela divide cena com Caio Macedo, Gilda Nomacce, Rejane Arruda, Telma Lopes, Walter Filho e Leonardo Magalhães. O destaque vai para Gilda Nomacce, referência no cinema independente nacional, que reforça o tom perturbador da produção.

A trilha sonora é assinada por Fepaschoal, a fotografia é de Alexandre Barcelos, e a direção de arte ficou com Priscilla Huapaya. A montagem foi feita por Thiago Amaral, e a produção executiva é de Mayra Alarcón, que também divide a produção com o próprio Aragão.

Prédio Vazio não é apenas um novo filme de terror nacional — é uma prova de que o gênero segue se reinventando no Brasil, agora com um olhar mais urbano, psicológico e ainda mais próximo da nossa realidade.

Pôster

Nossas Vidas Importam | Exposição no MUHCAB transforma a fotografia em ato de resistência

A partir do dia 23 de maio, o Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira (MUHCAB), na Gamboa (RJ), recebe a exposição Nossas Vidas Importam, que mergulha nos registros visuais dos movimentos antirracistas do Rio de Janeiro. Com entrada gratuita, a mostra ocupa a sala Mercedes Baptista até o dia 22 de junho e apresenta mais de 30 obras que reafirmam a fotografia como ferramenta de denúncia, identidade e resistência.

Com curadoria de Hiago de Farias (também expositor), ao lado de Jéssica Rodrigues e Vinícius Ribeiro, Nossas Vidas Importam é uma realização do Coletivo Amendoeira — formado por fotógrafos negros, periféricos e comprometidos com uma comunicação visual contra-hegemônica. A metáfora da encruzilhada guia a exposição, refletindo sobre os atravessamentos das vidas negras no espaço urbano, nos gestos cotidianos e nos registros de protestos. Mais do que mostrar, a proposta é aproximar: entre quem fotografa e quem é fotografado, entre a arte e o ativismo, entre o museu e a rua.

O público encontrará obras em diferentes suportes — entre impressões e lambe-lambes —, com trabalhos de Alice Machado, Lucas Novello, Rodrigo Matos, Camila Vieira, Kaolin Maxakali, Natália Perdomo, Rafael Daguerre, Ratão Diniz, além dos próprios curadores. A mostra provoca uma releitura crítica da história visual brasileira, ao colocar em evidência olhares e narrativas antes silenciados.

A abertura, no dia 23 de maio, acontece das 18h às 22h, com discotecagem da DJ Nat Bombom — referência nas batalhas de rap do estado — e pocket show da cantora trans negra Azula, que já passou pelo palco do Espaço Favela no Rock in Rio. O encerramento, em 22 de junho, contará com uma roda de conversa sobre Fotografia Antirracista, com Ratão Diniz e Thais Alvarenga, mediada por Hiago de Farias, seguida da apresentação musical de Magno Myller, cantor e percussionista com trabalho voltado para a MPB, jazz e maracatu.

A programação inclui também uma oficina prática de fotografia com celular, no dia 6 de junho, das 14h às 16h, ministrada por Rodrigo Matos e voltada ao público jovem. A proposta é democratizar a criação de imagens, ampliando o uso da fotografia como forma de expressão política e cultural.

Inspirado na amendoeira, árvore comum na paisagem urbana do Rio e símbolo de resistência, o Coletivo Amendoeira atua com foco em narrativas visuais sobre a luta por direitos, o cotidiano das periferias e as múltiplas identidades negras. Seu trabalho parte do território e reverbera nas imagens, propondo um outro olhar para aquilo que muitas vezes é apagado pela lógica dominante.

“É buscar trazer essa vida para essas imagens que, por muito tempo, nas paredes dos museus ou nos fotolivros, sempre pareceram distantes. Encurtar a distância entre quem está sendo fotografado e quem fotografa me parece uma das missões da curadoria. E a gente conseguiu fazer isso na nossa seleção de fotos para essa exposição”, destaca Hiago de Farias.

Com apoio do edital Pró-Carioca, programa de fomento à cultura da Prefeitura do Rio de Janeiro, a mostra se insere em um contexto maior de valorização das artes visuais como linguagem de combate ao racismo e de celebração da ancestralidade negra.

Exposição Nossas Vidas Importam
📅 De 23 de maio a 22 de junho de 2025
📍 MUHCAB – Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira – Sala Mercedes Baptista
📌 Rua Pedro Ernesto, 80, Gamboa, Rio de Janeiro – RJ
🎟️ Entrada gratuita | Classificação livre

Programação
• Abertura: 23 de maio, das 18h às 22h
  – DJ Nat Bombom
  – Pocket show com Azula

• Oficina de Fotografia com Celular: 6 de junho, das 14h às 16h
  – Com Rodrigo Matos

• Encerramento: 22 de junho
  – Roda de conversa: Fotografia Antirracista (Ratão Diniz, Thais Alvarenga, mediação de Hiago de Farias)
  – Pocket show com Magno Myller

Curadoria
Hiago de Farias (Curador Geral)
Jéssica Rodrigues (Curadora Adjunta)
Vinícius Ribeiro (Curador Adjunto)

Expositores do Coletivo Amendoeira:
Alice Machado, Hiago de Farias, Lucas Novello, Rodrigo Matos, Vinícius Ribeiro

Convidados:
Camila Vieira, Kaolin Maxakali, Natália Perdomo, Rafael Daguerre, Ratão Diniz

Task | nova série da HBO com Mark Ruffalo estreia em setembro com drama policial nos moldes de Mare of Easttown

A HBO já está preparando terreno para sua próxima grande estreia: Task, série dramática original criada por Brad Ingelsby, mesmo criador de Mare of Easttown. Com estreia confirmada para setembro, a produção terá sete episódios e será exibida semanalmente tanto no canal HBO quanto no streaming HBO Max.

Ambientada nos subúrbios da Filadélfia, Task promete uma narrativa tensa e emocional, centrada em um agente do FBI interpretado por Mark Ruffalo, que comanda uma força-tarefa determinada a acabar com uma onda de assaltos violentos. O que torna a trama ainda mais intrigante é o principal suspeito: um homem de família, aparentemente comum, vivido por Tom Pelphrey (Ozark), que esconde uma realidade bem mais obscura do que aparenta.

A série se destaca pelo elenco afiado, que reúne nomes como Emilia Jones (Coda), Jamie McShane, Sam Keeley, Thuso Mbedu (The Underground Railroad), Fabien Frankel (House of the Dragon), Alison Oliver, Raúl Castillo, Silvia Dionicio, Phoebe Fox e Martha Plimpton. Com essa combinação de rostos conhecidos e promissores, Task já começa a chamar atenção dos fãs de séries intensas e bem produzidas.

Brad Ingelsby acumula funções como criador, roteirista, showrunner e produtor executivo. A direção fica a cargo de Jeremiah Zagar (Nós, Os Animais) e Salli Richardson-Whitfield (Luke Cage, The Gilded Age), que também assinam como produtores executivos. Completam o time Mark Roybal, Paul Lee (pela produtora wiip), Mark Ruffalo, David Crockett e Ron Schmidt. Nicole Jordan-Webber e Jeremy Yaches (pela Public Record) atuam como co-produtores executivos.

Com uma vibe semelhante à de Mare of Easttown, Task promete abordar não apenas a investigação criminal, mas também os dramas pessoais e os dilemas morais dos personagens envolvidos. É o tipo de série para quem gosta de tramas com peso emocional, ambientações realistas e personagens que vivem no limite entre o certo e o errado.

Teaser

Ilha das Flores e Saneamento Básico | Clássicos de Jorge Furtado voltam aos cinemas com cópias restauradas

Dois ícones do cinema brasileiro estão de volta aos cinemas: Ilha das Flores (1989) e Saneamento Básico, o Filme (2007), ambos dirigidos por Jorge Furtado e produzidos pela Casa de Cinema de Porto Alegre. Com distribuição da Sessão Vitrine Petrobras, os filmes retornam às telonas em cópias restauradas 4K a partir de 29 de maio.

Mais que uma sessão nostalgia, o relançamento é um reencontro com a inteligência, o humor afiado e a crítica social que marcaram a obra de Furtado — um dos nomes mais respeitados do audiovisual nacional.

Ilha das Flores

Ilha das Flores é um dos curtas-metragens mais premiados e estudados da história do cinema brasileiro. Com narração ágil e edição precisa, o filme escancara as contradições da desigualdade social e do consumo desenfreado. Lançado em 1989, o curta conquistou o Urso de Prata no Festival de Berlim em 1990 e se tornou presença obrigatória em salas de aula, cineclubes e discussões sobre cidadania até hoje.

Segundo Furtado, o ponto de partida do filme foi uma pergunta simples e provocadora: “Como é possível que o Brasil, um país tão rico em recursos naturais, seja também um dos mais desiguais do mundo?”. Três décadas depois, a pergunta segue atual — e o impacto do filme, mais necessário do que nunca.

Saneamento Básico: quando a comédia vira denúncia

Saneamento Básico, O Filme

Já Saneamento Básico, o Filme traz outro tom — o da sátira — para abordar a burocracia e os entraves das políticas públicas brasileiras. O enredo acompanha moradores de uma pequena vila no sul do país que, sem verba para construir uma fossa, decidem usar recursos da cultura para fingir que estão produzindo um filme de ficção. Resultado: uma comédia inteligente e atualíssima sobre criatividade e resistência no Brasil.

No elenco, nomes como Fernanda Torres, Wagner Moura, Camila Pitanga e Lázaro Ramos dão vida a personagens carismáticos e divertidos. Fernanda, em especial, brilha como Marina, uma professora entre a ingenuidade e o desespero cômico. A química entre os atores e o roteiro afiado fazem do longa uma verdadeira joia do cinema nacional.

Restauração e exibição nacional

O relançamento integra a programação da Sessão Vitrine Petrobras, projeto que vem valorizando o cinema brasileiro em diferentes regiões do país. A restauração em 4K permite uma nova experiência visual — seja para quem já conhece os filmes, seja para quem vai descobri-los agora.

Mais de 30 cidades recebem o projeto, incluindo capitais como São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Brasília, Salvador, Manaus, Recife e Belém. Uma oportunidade imperdível para ver ou rever dois marcos do cinema nacional da forma como merecem: na tela grande.

Jorge Furtado: o Brasil visto com ironia e afeto

Com uma carreira que transita entre o cinema e a televisão, Jorge Furtado é autor de obras que misturam inventividade formal com crítica social inteligente. Além dos dois filmes em destaque, ele é responsável por títulos como O Homem que Copiava, Meu Tio Matou um Cara, Rasga Coração e curtas clássicos como Barbosa.

Na TV, deixou sua marca com roteiros e direções em Comédias da Vida Privada, Cidade dos Homens e Sob Pressão. Sua filmografia é um retrato do Brasil que enfrenta seus absurdos com bom humor, emoção e reflexão.

Voltar ao cinema é resistir

Num momento em que o streaming domina o consumo audiovisual, a volta de Ilha das Flores e Saneamento Básico, o Filme aos cinemas é mais que uma celebração: é um ato de resistência cultural. Jorge Furtado continua atual, necessário e inspirador — e sua obra, mais do que nunca, precisa ser (re)vista com olhos críticos e apaixonados.

Cinema Brasileiro em Debate | Fundação Maria Luisa e Oscar Americano abre série com foco na preservação do audiovisual nacional

Neste domingo, 18 de maio, São Paulo recebe um evento imperdível para quem ama cinema nacional. A Fundação Maria Luisa e Oscar Americano estreia a série Cinema Brasileiro: um olhar historiográfico, uma jornada em quatro encontros que revisita as origens, os desafios e os bastidores da sétima arte no Brasil. Com curadoria de Bruno Carmelo, a iniciativa propõe reflexões profundas sobre o papel da preservação na construção da memória audiovisual brasileira.

O primeiro evento, que acontece das 14h30 às 16h, traz como convidada a preservadora audiovisual e curadora independente Débora Butruce. A palestra Cinema e preservação: como manter nossa produção audiovisual viva vai mergulhar nos dilemas e avanços da conservação de filmes nacionais — um trabalho essencial para manter viva a identidade cultural do país.

Com mais de 20 anos dedicados à área, Débora é uma das maiores referências em preservação cinematográfica no Brasil. Doutora pela ECA-USP, já passou por instituições como Arquivo Nacional, Cinemateca do MAM-Rio e CTAv. Seu trabalho inclui a restauração de obras de cineastas como Rogério Sganzerla, Suzana Amaral (A Hora da Estrela), Jorge Bodanzky e Geraldo Sarno. Além disso, é fundadora da ABPA (Associação Brasileira de Preservação Audiovisual), entidade fundamental para as discussões sobre políticas públicas para o setor.

Durante a palestra, o público poderá entender como a instabilidade institucional e a falta de recursos afetam diretamente a conservação do patrimônio audiovisual brasileiro. “Preservar é uma ação contínua, que precisa de estabilidade. Sem ela, entramos em ciclos de crise que ameaçam todo o ecossistema de memória do nosso cinema”, destaca Butruce.

Mais do que relembrar clássicos ou contar histórias de bastidores, a proposta da série é olhar para o cinema como documento histórico e espelho da sociedade brasileira. Ao longo dos meses, outros encontros darão continuidade a essa abordagem, sempre com convidados que atuam diretamente na história e no pensamento crítico sobre o audiovisual nacional.

Além da programação voltada ao cinema, a Fundação Maria Luisa e Oscar Americano abriga, até o fim de 2025, a exposição D. Pedro II, 200 anos – O homem revisto por documentos inéditos. A mostra revela documentos raros sobre o imperador, com curadoria de Paulo Rezzutti e Cláudia Thomé Witte, trazendo uma nova perspectiva sobre o personagem histórico.

A Fundação funciona de terça a domingo, das 10h às 17h30. Os ingressos custam R$ 40 (com meia-entrada para estudantes e pessoas acima de 60 anos). Às terças-feiras, a entrada é gratuita, e visitas guiadas podem ser agendadas por telefone ou WhatsApp.

Serviço
Palestra: Cinema e preservação: como manter nossa produção audiovisual viva
Data: Domingo, 18 de maio
Horário: 14h30 às 16h
Local: Fundação Maria Luisa e Oscar Americano – Av. Morumbi, 4077 – São Paulo (SP)
Ingressos: À venda pelo Sympla
Informações: (11) 3742-0077

Exposição em cartaz: D. Pedro II, 200 anos – O homem revisto por documentos inéditos
Visitação: Terça a domingo, das 10h às 17h30
Entrada: R$ 40 (meia para estudantes e maiores de 60 anos)
Entrada gratuita às terças-feiras
Agendamento de visitas guiadas: WhatsApp (11) 91433-4685


Gradius Origins inicia comemoração de 40 anos com trilha sonora clássica nos streamings

A Konami começou a festa de 40 anos da franquia Gradius com um lançamento que agrada tanto veteranos quanto novos jogadores: cinco álbuns com 96 músicas clássicas da série já estão disponíveis nos principais serviços de streaming, como Spotify, Apple Music e iTunes.

As músicas vêm diretamente dos jogos que integram a coletânea Gradius Origins, com exceção de Salamander III, que terá sua trilha revelada apenas no lançamento. A coletânea chega no dia 7 de agosto de 2025, com versões para PlayStation 5, Xbox Series X|S, Nintendo Switch e PC via Steam. A pré-venda digital já está disponível.

Entre as faixas liberadas estão temas que marcaram época e ajudam a contar a história do gênero shoot ‘em up, como:

  • Beginning of the History (Air Battle)
  • Challenger 1985 (Stage 1)
  • Power of Anger (Stage 1)
  • Title Demo
  • In the Wind (Stage 3-1)
  • Sensation (Stage 2)

Com uma identidade sonora forte desde sua estreia em 1985, Gradius conquistou gerações de jogadores e influenciou diversos títulos do gênero. Agora, com a coletânea Gradius Origins e o novo título Salamander III, a franquia volta com força total — mantendo o estilo retrô, mas com cara nova para a nova geração de consoles.

A Konami também divulgou mais de 15 minutos de gameplay direto da coletânea no YouTube, mostrando o capricho visual e a ambientação fiel aos clássicos. A jogabilidade sem combate permite apreciar os cenários e efeitos atualizados com respeito ao material original.

Para quem curte a nostalgia dos fliperamas ou quer descobrir por que Gradius se tornou uma lenda entre os jogos de nave, essa é a hora perfeita para embarcar.