Histórico de Preços já está disponível no Compare Games – Imagem: Divulgação/Compare Games
O Compare Games, plataforma brasileira dedicada à comparação de preços de jogos, acaba de ganhar três novos recursos que prometem facilitar (e muito) a vida dos gamers. Agora, quem busca por descontos reais e quer evitar surpresas com produtos esgotados pode contar com as funcionalidades Histórico de Preços, Alerta de Preços e Alerta de Estoque. Todas já estão disponíveis e funcionam de forma integrada à experiência da plataforma, sem complicações.
Histórico de Preços
Com o novo Histórico de Preços, é possível acompanhar a variação de valores de um jogo, periférico ou acessório ao longo do tempo. O usuário pode filtrar os dados dos últimos 40 dias, 3 meses, 6 meses ou até 1 ano — além de visualizar um termômetro de preço que indica se o valor atual está em queda, estável ou acima da média.
A ideia é simples: oferecer uma visão clara sobre a flutuação de preços e ajudar o consumidor a tomar decisões mais inteligentes. Para quem está sempre de olho nas promoções, essa ferramenta vira essencial.
Alerta de Preços
O Alerta de Preços permite que o usuário defina o quanto está disposto a pagar por um determinado produto. Assim que o valor desejado for atingido em alguma loja parceira, a plataforma envia um aviso por e-mail. O recurso pode ser ativado diretamente na página do jogo — prático, direto e feito sob medida para quem espera o preço certo para fechar negócio.
Alerta de Estoque
Sabe aquele jogo que você queria muito, mas está esgotado? O Alerta de Estoque resolve isso. Com um simples clique em Notificar quando disponível, o sistema envia um e-mail assim que o produto voltar ao estoque em uma das lojas integradas. Tudo pode ser gerenciado pela seção Meus alertas, sem necessidade de cadastro adicional.
Compare Games
Para Leonardo Leme, CEO do Compare Games, as novas funções são parte de um plano maior: tornar a plataforma uma verdadeira aliada dos jogadores. “Queremos que o usuário tenha uma experiência completa. Que ele não só compare preços, mas que se sinta seguro ao decidir o melhor momento para comprar. Estamos investindo nisso desde o relançamento da plataforma”, afirma.
O Compare Games foi criado em 2011, fez história como site comparador de preços de jogos físicos e, após uma pausa, voltou ao ar em 2024 com visual renovado, novas funcionalidades e um ecossistema completo. Com o foco total na comunidade gamer, a plataforma tem se reposicionado como um dos principais destinos para quem busca economia, praticidade e informação na hora de comprar seus jogos preferidos.
A Jequiti entra no clima do Dia das Mães 2025 com uma campanha sensível e cheia de significado. Com o tema “Amor que floresce”, a marca celebra a maternidade como uma jornada de transformação, reencontro e carinho, indo além do simples ato de cuidar. A proposta deste ano valoriza a vivência de mães reais por meio de histórias emocionantes contadas por consultoras da própria Jequiti.
Histórias reais que florescem junto com o amor
Desta vez, a Jequiti apostou em conteúdos especiais nos canais digitais para dar voz a quem vive a maternidade no dia a dia. Consultoras compartilham momentos marcantes de suas vidas, destacando o florescimento do amor em situações simples, mas inesquecíveis. A campanha aproxima a marca do público e reforça o elo afetivo entre quem vende, quem compra e quem é homenageado.
Kits promocionais para todos os estilos de mãe
Como já é tradição, a Jequiti preparou kits e estojos especiais com preços promocionais para quem deseja presentear com carinho neste Dia das Mães. As opções incluem perfumes, skincare, maquiagem e linhas exclusivas de celebridades, tudo com descontos que facilitam a escolha do presente ideal.
Conheça as opções de presentes:
Kit Especial Sensi Skincare
Preço Original: R$ 159,70
Preço Especial de Lançamento: R$ 89,90
Kit Deluxe
Preço Original: R$ 199,80
Preço Especial de Lançamento: R$ 134,90
Kit Óllio
Preço Original: R$ 77,80
Preço Especial de Lançamento: R$ 69,90
Kit Sabrina Sato
Preço Original: R$ 86,90
Preço Especial de Lançamento: R$ 69,90
Estojo Make Aviva
Preço Original: R$ 89,90
Preço Especial de Lançamento: R$ 74,90
Kit Florasense
Preço Original: R$ 76,70
Preço Especial de Lançamento: R$ 54,90
Kit Adriane Galisteu
Preço Original: R$ 179,80
Preço Especial de Lançamento: R$ 119,90
Kit Sensi Banho Premium
Preço Original: R$ 74,30
Preço Especial de Lançamento: R$ 59,90
Mais do que presente, um gesto de amor
A campanha do Dia das Mães 2025 da Jequiti mostra que presentear pode ser também uma forma de reconhecer histórias, emoções e vínculos que florescem todos os dias. Unindo emoção e variedade de produtos, a marca reafirma seu compromisso com experiências afetivas, acessíveis e que fazem sentido para quem dá e para quem recebe.
heap of skulls. Apocalypse and hell concept. 3d rendering.
Quando se vê Milla Jovovich e Paul W.S. Anderson, se pensa na saga de Resident Evil nos cinemas, além de sua passagem também recente por Monster Hunter. Agora, a bola da vez é baseado em um conto de George R.R. Martin, com o filme Nas Terras Perdidas que chega aos cinemas em uma das adaptações mais ousadas e densas do autor de Game of Thrones.
Dirigido por Paul W.S. Anderson é protagonizado por Milla Jovovich e Dave Bautista, o filme tem de tudo, se passando num futuro apocalíptico, num mundo com bruxos e lobisomem. Mas se formos falar de gêneros que o filme navega, podemos falar que o filme tem uma narrativa trágica, política e brutal sobre poder, transformação e o preço da liberdade.
Mas o que esperar de um filme que tem como inspiração um conto de George R.R. Martin? Terá mais do Paul W.S. Anderson ou do autor de Game of Thrones?
A história
Em um futuro em que a sociedade vive no que sobrou do planeta, vemos um mundo devastado conhecido como Terras Perdidas, em que a ordem é mantida à força pela Igreja e pelo tirânico Overlord.
Boyce (Dave Bautista), um guerreiro marcado pelo passado, avisa diretamente ao público que essa história não terá final feliz e carrega a narrativa, nos levanto inicial de sua história. Aqui conhecemos a feiticeira Gray Alys (Milla Jovovich) sendo condenada à morte. Acusada de bruxaria, ela manipula um dos guardas para escapar, mas sua fuga coloca em movimento uma perseguição liderada pela implacável Enforcer.
Se tornando uma lenda por sua fuga, Gray Alys é o alicerce da nossa história, quando a Rainha (Amara Okereke), presa a um casamento com o moribundo Overlord, convoca a feiticeira. Seu desejo? Adquirir o poder de se transformar em lobisomem, com a ajuda de uma criatura lendária chamada Sardor. Vivendo um casamento de papel com um rei quase morto, ela busca liberdade, poder e controle em um mundo dominado por homens corruptos.
Para cumprir essa missão, Alys recorre a Boyce, um antigo aliado com quem possui uma relação complexa e ambígua. A dupla parte em uma jornada que remete às melhores histórias de espada e feitiçaria, enfrentando traidores, ghouls, acólitos religiosos e revelações devastadoras. Boyce reencontra antigos companheiros, Ross e Mara, mas a reunião logo se transforma em tragédia: a Igreja captura e tortura os dois, usando-os como isca para rastrear os protagonistas. A morte brutal de Mara marca um ponto de virada emocional para Boyce, que se vê arrastado de volta para a escuridão que tentava esquecer.
A perseguição é sempre bem constante e violenta. E Anderson entrega sequências de ação estilizadas e com a marca registrada dele, ao mesmo tempo que ver Milla Jovovich em ação, nos remete a Alice de Resident Evil. E é inevitável a comparação, quando vemos a personagem dela usar arma, ao invés de feitiços, em algumas dessas sequências.
Quanto mais perto das “Terras Perdidas”, vemos resquícios de arranha-céus de um passado da humanidade. Mostrando que sim, aquilo é um futuro em que os humanos se reorganizam para sobreviver.
Uma das melhores sequências é uma fuga alucinante em um trem em que os lacaios do Overlord utilizavam para andar pelos reinos. A destruição do veículo e a morte de vários perseguidores é apenas uma parte do processo em que Gray Alys e Boyce enfrentam ainda monstros em ruínas esquecidas, onde ela utiliza sua magia ilusória para enganar inimigos que não reconhecem mais sua autoridade.
Mas você acha que o resto do reino está em paz esperando o retorno de Alys? Não exatamente, porquê a Rainha assassina o Overlord após saber que está engravida do Boyce, dando início a uma rebelião. Jerais, comandante do Overwatch, trai o Patriarca para proteger a Rainha, mas o jogo de poder não termina aí. A Enforcer reaparece com força total, atacando Alys. Mais uma vez, ela sobrevive, mas o destino cobra um preço.
Segredos revelados
Chegando no local em que deveria estar Sardor, o clímax da história revela a verdade em que Boyce é o Sardor, o lobisomem que Gray Alys tanto buscava desde o início. Se eles eram uma dupla, agora um confronto doloroso às margens do lendário Skull River, ela revela que sempre soube sua verdadeira identidade e que o envenenou com prata para cumprir sua missão.
O combate faz com que ela utilize muito da sua magia, fazendo com que ela mate Boyce, removendo a sua pele e retornando com o “troféu” para a Rainha.
O final ainda traz mais segredos com a Rainha descobrindo que Jerais sabia da identidade de Boyce e o executa. As Terras Perdidas mergulham em rebelião com a queda do Overlord e o colapso da Igreja. Em uma cena final carregada de simbolismo, Boyce ressuscita de sua cova, com sede de vingança. Gray Alys, que já previa esse retorno, se reúne com ele, mas não como inimiga, mas como aliada. Os dois partem juntos, caçadores e sobreviventes em um mundo em ruínas.
Veredito
Filmes como Nas Terras Perdidas, mesmo tendo a assinatura do George R.R. Martin., não se espera uma história muito completa. Ele entrega um conto trágico e fantástico que mistura temas também recorrentes, como política e mitologia.
Milla Jovovich está muito bem como Gray Alys, mas é o que se espera dela. Seja a feiticeira aqui ou a personagem em outrora na saga Resident Evil, a atriz entrega a personagem casca grossa que se espera dela.
Enquanto Dave Bautista constroi um anti-heroi complexo, que funciona como contraponto da personagem Gray Alys e sendo o real destaque aqui em Nas Terras Perdidas.
Paul W.S. Anderson está de volta em mais um filme repleto de efeitos visuais e que fazem tanto parte do DNA dele. Sombrio, podemos dizer que o filme tem mais a “cara” do diretor do que o ‘espírito’ do conto original de George R.R. Martin.
Divertido e talvez óbvio para alguns, Nas Terras Perdidas traz bons efeitos e uma história curiosa e que vale o ingresso. Lembrando que é pra quem gosta e espera o modo operandi do Paul W.S. Anderson e daMilla Jovovich. Trazendo boas surpresas, mas bastante óbvio, Nas Terras Perdidas entrega pro telespectador o que se espera dele. Nada além disso.
Trailer
Nas Terras Perdidas
DireçãoPaul W. S. Anderson
RoteiroConstantin Werner
Elenco principalMilla Jovovich, Dave Bautista, Arly Jover
Duração101 min
DistribuiçãoVertical (EUA), Constantin Film Verleih (Alemanha)
Direção de fotografiaGlen MacPherson
Mais informações
ProduçãoConstantin Film, Spark Productions, FilmNation, Dream Bros., Rusalka Film
PaísesAlemanha, EUA, Polônia
Nas Terras Perdidas
(In the Lost Lands, 2025)
História: Paul W. S. Anderson, Constantin Werner
Baseado no conto de: George R. R. Martin
Edição: Niven Howie
Trilha sonora: Paul Haslinger
Idioma: Inglês
Orçamento: US$ 55 milhões
Avaliação
3,0/5
★★★☆☆
JWave
Agradecimentos a Diamond Films e a Sinny pelo convite para produção deste conteúdo
Direto das páginas do mangá criado em 2016, a animação My Hero Academia: Vigilantes é um spin-off de My Hero Academia e segue a tendência atual de mangás de sucesso ganharem histórias paralelas que expandem a obra principal. Aqui em My Hero Academia: Vigilantes, a decisão foi contar uma história que se passa cinco anos antes do animê que conhecemos e, agora animado, mostra que existem muitas narrativas a serem contadas no mundo criado por Kōhei Horikoshi.
Mas vamos lá. Vocês lembram que My Hero Academia nos levou ao topo da hierarquia dos heróis licenciados. Aqui em Vigilantes, a ideia é explorar a informalidade, então a obra vai para as margens dessa sociedade em que a grande maioria são heróis.
A história de My Hero Academia: Vigilantes
No centro de tudo, temos Koichi Haimawari, um universitário meio sem graça, que tem a individualidade de flutuar por aí ao colocar os pés e as mãos no chão, o que faz com que ele seja constantemente associado a uma barata. Sempre ajudando as pessoas, ele acaba usando uma roupa em “homenagem” ao All Might e segue pegando lixo das pessoas e fazendo outras bondades pela região, ganhando o apelido de “Cara Legal”.
Enquanto isso, temos Pop☆Step, que seria uma garota mais idol do que heroína e que movimenta pessoas ali no bairro. Acaba que um dia, alguns delinquentes pegam Pop☆Step querendo desmoralizá-la, tentando arrancar a roupa espalhafatosa dela. É fato que Koichi não tem força para enfrentá-los, o que acaba sendo resolvido com a chegada de Knuckleduster.
Podemos dizer aqui que Knuckleduster está mais para um “Batman” musculoso, com seu traje todo preto e vendo que poderia salvar os dois ali, além de transformá-los em potenciais aliados.
Sem licença
O grande charme de My Hero Academia: Vigilantes é que Knuckleduster explica que não precisa de licença para ser um herói e que atua na informalidade. O que seria ilegal pode abaixar a régua dos grandes poderes para fazer a diferença, o que interessa a Koichi Haimawari em se tornar um aliado do Knuckleduster.
Além disso, a dinâmica dele com Pop☆Step e Knuckleduster fará a diferença. Com personalidades bem diferentes, basicamente são eles que terão que ensinar ao Knuckleduster a pegar leve com a força para ter aprovação do público.
Produção
Quase dez anos depois da publicação do mangá, a adaptação estreou agora em abril de 2025 e já chega com pedigree. My Hero Academia: Vigilantes é dirigido por Kenichi Suzuki (JoJo’s Bizarre Adventure, Cells at Work!) e tem roteiro de Yosuke Kuroda (Trigun, My Hero Academia).
Produzida pelo estúdio bones, podemos dizer que a animação não economizou na qualidade, mostrando um enorme salto em relação ao próprio My Hero Academia. Trazendo cores bem vivas, lutas intensas muito bem feitas e uma direção de arte que consegue diferenciar as obras entre si, mesmo mantendo tudo no mesmo traço do autor.
O mérito de manter tudo tão coeso, em parte, é do design dos personagens feito por Takahiko Yoshida, que traduz a atmosfera mais suja e pé no chão do mangá original, sem perder o estilo. Além dele, o animê tem direção de arte de Yukihiro Watanabe e fotografia de Yingying Zhang, que conseguem traduzir o tom mais urbano, se afastando da série original, sem perder a beleza na animação.
Kocchi no Kento rouba a atenção ao cantar a abertura de My Hero Academia: Vigilantes
Se você viu o hit Hai Yorokonde por aí, conhece Kocchi no Kento, responsável pela abertura Kekka Ōrai de My Hero Academia: Vigilantes. Nome artístico de Kento Sugō, ele é chamado no Japão de uma das vozes mais promissoras da nova geração.
Nascido em 1996, ele é o irmão mais novo do ator Masaki Suda e começou fazendo covers a cappella na internet em 2019, mas explodiu em 2024 com o hit Hai Yorokonde, que viralizou nas redes ao retratar o estresse dos salarymen com estética retrô inspirada em mangás da era Shōwa.
O sucesso foi tanto que ele venceu o 66º Japan Record Awards como Artista Revelação e participou do Kōhaku Uta Gassen, programa mais famoso da televisão japonesa e tradicional da virada de ano por lá. Tendo anunciado uma pausa na carreira em janeiro de 2025, o cantor surpreendeu a todos ao lançar Kekka Ōrai no dia da estreia do animê na televisão japonesa e na Crunchyroll. A música lembra as batidas de Hai Yorokonde, mas aqui com uma letra que mostra o caos urbano que é a proposta da série original. Kocchi no Kento fez de novo e veio pra ficar.
Dublagem brasileira
Estreando junto com a animação, a dublagem de My Hero Academia: Vigilantes chega com um elenco de peso e direção no estúdio Dubrasil. Com Fábio Campos na direção e Marcela de Barros na adaptação, a dublagem conta com nomes já familiares para os fãs de animes.
O protagonista Koichi Haimawari ganha voz com Rony Frauches (Takuya Ohara em 365 Days to the Wedding), enquanto Kazuho Haneyama é interpretada por Raíssa Bueno (Princesa Elizabeth D’York em Requiem of the Rose King). Já o vigilante Sr. Oguro (Knuckleduster) é dublado por Sérgio Moreno (Jin em Lycoris Recoil).
Entre outros destaques estão Bruno Marçal como Soga Kugisaki, Bárbaro Carrêa como Rapt Tokage, Renan Ramme como Moyuru Tochi e a volta de vozes icônicas do universo principal, como Lipe Volpato (Izuku Midoriya), Nestor Chiesse (All Might) e César Marchetti (Shota Aizawa).
A produção contou ainda com um time técnico experiente, incluindo Anderson Carvalho, Bárbaro Carrêa e Gabriel Ruivo, além da mixagem assinada por Rony Frauches e captação de Ana Júlia Brito e Aline Santos.
Opinião
Falando do primeiro episódio, My Hero Academia: Vigilantes foge do óbvio que se espera de um spin-off de contar mais do mesmo e vai para uma direção que não só gera curiosidade, como cria expectativas sobre como será sua jornada.
Tendo 15 volumes e com o mangá já encerrado no Japão (e publicado aqui pela Editora JBC), My Hero Academia: Vigilantes tem muita história pra contar e tem final fechado com a obra original, o que pode trazer ótimos easter eggs no decorrer da temporada.
Vale a curiosidade de que a personagem Pop☆Step foi um fenômeno à parte e a idol de rua quase ganhou um spin-off para chamar de seu, ao se tornar uma das personagens mais populares nas pesquisas realizadas pelo mangá.
Trazendo vários nomes que trabalharam no animê original, My Hero Academia: Vigilantes teve um ótimo pontapé inicial e merece o devido destaque na temporada. Com sua estreia promissora e uma pegada mais madura, acaba sendo um ótimo respiro para quem quer mais da obra original, sem soar como mais do mesmo.
Estamos no segundo episódio da série To Be Hero X e, com ele, vem uma série de reviravoltas que mantém suas críticas, mas traz retcons que reforçam suas provocações ao gênero de super-heróis.
Produzido pelo estúdio BeDream, a produção dirigida por Li Haoling (Link Click), desta vez desfaz o final do primeiro episódio, mostrando que existe algo de muito podre no universo de heróis até então.
O episódio em si começa com Xiao Yueqing, mostrando que aquela morte que Lin Ling viu podia ser muito mais simbólica do que real. Morando juntos, Xiao Yueqing não aguenta mais aquele namoro de fachada e deseja rescindir o contrato a qualquer custo para sair de cena.
Descobrir que seu “antigo namorado” se suicidou não afeta a decisão de Xiao Yueqing, que só lamenta o cara ter atrapalhado seus planos de sair. E reforça que Lin Ling só consegue enganar o público fingindo ser o herói Nice.
O Casamento
Lin Ling com Xiao Yueqing
Conquistando a amizade de Xiao Yueqing, Lin Ling descobre que ela era uma blogueira de viagens que acabou se tornando heroína ao lado do Nice, apenas de fachada. Um relacionamento de três anos que ela não aguentava mais seguir adiante.
Para sair de cena, um grande momento precisava ser construído, e por isso eles decidem fazer o pedido de casamento de Nice para Xiao Yueqing, num momento que deveria ser bonito, mas que é interrompido pelo Rei da Destruição, inimigo do Nice.
Numa batalha intensa com portais dimensionais, descobrimos, longe do público, que o Rei da Destruição reconheceu que outra pessoa está no papel do Nice. Sem reação, Lin Ling conta que o original se suicidou, fazendo o então Rei da Destruição chorar e contar sua relação com o Nice original.
Amigos de infância, ambos queriam ser heróis, mas acabaram em lados opostos, com Nice interpretando um herói e ele um vilão. E essa relação só piorou nos anos seguintes, em que a agente do Nice o mantinha afastado e não existia interesse algum em desfazer esse papel de vilão fabricado para o público.
Mas lembre que, mesmo com o momento de vilão, o foco aqui está em Xiao Yueqing, que finge sua morte com um portal dimensional, mostrando Nice carregando o corpo dela.
Fora dos holofotes, Xiao Yueqing curte o descanso numa praia, enquanto Lin Ling lamenta ficar longe de uma pessoa que admirou e com quem adorou escrever publicidade todos aqueles anos. E achava que, como Nice, conseguiria ficar próximo dela.
Com a deixa para o próximo episódio, amarrando com aquele que foi apresentador do programa de televisão no episódio anterior, vemos que a identidade do Nice pode estar ameaçada.
Opinião
Trazendo batalhas cada vez mais épicas, To Be Hero X se sobressai especialmente pela mudança de técnicas durante o episódio. Migrando de 3D para 2D o tempo todo, aqui no segundo episódio a animação também opta por migrar para o 2D em cenas de batalha, fazendo o que poderia ser um caos se tornar uma das coisas mais interessantes da nova animação.
Já havia visto obras com computação gráfica usarem animação 2D em flashback, como no episódio passado, mas mostrar que o caminho aqui será com diferentes estilos de animação tem se revelado o grande acerto artístico da obra.
Mas, se podemos falar de algo em To Be Hero X que supera até a própria animação, são as reviravoltas e as críticas ao universo perfeito dos heróis, exaltando defeitos que os tornam humanos. Algo que, por exemplo, se assemelha aos deuses gregos com suas imperfeições, e que eleva o tom sobre o quão verdadeira é a vida deles, a ponto de até melhores amigos ficarem em lados opostos aqui.
Nice se matou pela pressão de viver como um herói perfeito? Quais segredos ainda existem em torno dele que Lin Ling provavelmente irá descobrir?
Por não ser “japonês”, To Be Hero X tem sido muito comparado ao sucesso das temporadas anteriores de Solo Leveling, mas ao adotar um tom crítico e desconstrução de heróis, ele tem muito de Watchmen também.
Se Watchmen foi relevante nos anos 1980 por mudar a percepção que o público tinha sobre heróis, To Be Hero X, mesmo que mais “otimista”, tem tudo para repetir o feito. Cada vez que coloca mais o dedo na ferida em sua crítica, ganha mais força.
Cheio de reviravoltas, não dá pra ter certeza de nada sobre os caminhos de To Be Hero X, mas se a obra seguir nessa linha crítica, ela tem tudo para superar e se tornar a melhor animação de 2025.
Se você curte cinema nacional de peso, animações ousadas e obras clássicas restauradas, essa é sua semana no Sesc Digital. A plataforma gratuita de streaming do Sesc São Paulo recebe seis novos filmes a partir do dia 17 de abril, incluindo o fenômeno brasileiro Bacurau, vencedor do Prêmio do Júri no Festival de Cannes.
Tudo está disponível de graça, para todo o Brasil, no site sesc.digital ou no app Sesc Digital (Android e iOS).
Bacurau: ficção científica no sertão brasileiro
Dirigido por Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, Bacurau se passa em um futuro não tão distante. Um pequeno vilarejo no sertão de Pernambuco desaparece do mapa, e o que parecia ser apenas um erro de GPS vira o início de uma série de ataques violentos e misteriosos. O povoado precisa se unir para sobreviver — mas como enfrentar um inimigo invisível e brutal?
Com Sônia Braga, Bárbara Colen, Silvero Pereira e Thomas Aquino no elenco, o longa mistura faroeste, terror e política em uma trama que já se tornou um marco do cinema brasileiro contemporâneo.
Clássico com Anna Magnani ganha versão restaurada
Outro destaque da semana é A Carruagem de Ouro, filme do mestre Jean Renoir, agora em versão restaurada. Lançado em 1952, o longa se passa em uma colônia espanhola da América Latina no século XVIII, onde uma trupe de commedia dell’arte chega para se apresentar. A história gira em torno de Camilla, interpretada pela lendária atriz italiana Anna Magnani, e a chegada de uma carruagem dourada que muda tudo à sua volta.
Curtas de Cesar Cabral: entre o nonsense e o existencial
Quem curte animação nacional vai gostar dos curtas de Cesar Cabral que entram no catálogo. Dossiê Rê Bordosa recria em forma de documentário a “morte” da icônica personagem criada por Angeli — com direito a entrevistas e reconstituições hilárias. Já Tempestade aposta em um clima mais poético e introspectivo, com um marinheiro enfrentando tormentas físicas e emocionais em busca do amor perdido.
Curtas indígenas e saberes ancestrais
Fechando a programação, dois curtas dirigidos por Kerexu Martim, jovem cineasta da aldeia Kalipety (TI Tenondé Porã), abordam a conexão entre saúde, território e alimentação no universo Guarani Mbya. Aguyjevete Avaxi’i e Pohã Reyi: Família dos Remédios integram a oitava edição do projeto Inspira – Ações para uma Vida Saudável, e mostram como o conhecimento tradicional segue vivo e essencial.
A nova leva de estreias do Sesc Digital
Com uma seleção plural, o Sesc Digital traz desde distopias brasileiras até clássicos restaurados, passando por animações sarcásticas e documentários indígenas. É uma oportunidade única para ver (ou rever) obras que marcaram época e outras que merecem ser descobertas.
Assista gratuitamente em sesc.digital ou baixe o app na loja do seu celular.
SESC DIGITAL | PROGRAMAÇÃO DA SEMANA
ESTREIAS 17/04
BACURAU
Dir.: Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles | Brasil, França | 2019 | 131 min | Ficção | 16 anos
Num futuro próximo, Bacurau, um povoado do sertão de Pernambuco, some misteriosamente do mapa. Quando uma série de assassinatos inexplicáveis começam a acontecer, os moradores da cidade tentam reagir. Mas como se defender de um inimigo desconhecido e implacável?
Disponível até 17/08/25.
A CARRUAGEM DE OURO
Dir.: Jean Renoir | França, Itália | 1952 | 103 min | Ficção | 14 anos
Camilla é a estrela de uma trupe italiana de commedia dell’arte que viaja para se apresentar em uma colônia espanhola da América Latina no século XVIII. Junto com a companhia teatral, chega da Europa uma carruagem de ouro encomendada pelo vice-rei. É o início de uma série de eventos inusitados.
Disponível até 17/10/25.
DOSSIÊ RÊ BORDOSA
Dir.: Cesar Cabral | Brasil | 2008 | 16 min | Animação | 18 anos
O assassinato de Rê Barbosa por parte de Angeli é investigado nesse documentário que sonda as possíveis motivações de um artista para matar sua principal criação.
Disponível até 17/06/25.
TEMPESTADE
Dir.: Cesar Cabral | Brasil | 2010 | 10 min | Animação | 14 anos Um marujo solitário enfrenta violentas tempestades a fim de reencontrar a sua amada. No caminho, estranhos acontecimentos mudam completamente sua vida.
Disponível até 17/06/25.
AGUYJEVETE AVAXI’I
Dir.: Kerexu Martim | Brasil | 2023 | 20 min | Documentário | Livre
O documentário celebra a retomada do plantio das variedades do milho tradicional do povo Guarani M’bya na aldeia Kalipety, onde antes havia uma área seca e degradada, consequência de décadas de monocultura de eucalipto. Considerado como um dos verdadeiros alimentos que os seres divinos possuem em suas moradas celestes, o milho passa por rituais e bênçãos desde o plantio até a colheita, quando a aldeia se junta para festejar. Comê-lo mantém a vitalidade dos seres humanos em equilíbrio, à semelhança das divindades.
Disponível até 17/06/25.
POHÃ REYI: FAMÍLIA DOS REMÉDIOS
Dir.: Kerexu Martim | Brasil | 2023 | 20 min | Documentário | Livre
A família extensa Kaiowá inclui não somente os parentes consanguíneos e agregados, mas as relações com seres sagrados, animais e plantas. Nesse curta, vemos tais vínculos familiares duplamente afirmados: na relação com os remédios tradicionais e em sua busca realizada por avó (Crescencia Flores) e neta (Melojaine “Querida” Brites), enfrentando juntas as dificuldades de sua escassez no contexto da guerra pela terra em Mato Grosso do Sul e as dificuldades de manter a experiência dos sempre delicados vínculos familiares em face das violências que atingem os parentescos.
Prepare-se para uma noite onde o cinema ganha som ao vivo, o palco se transforma em tela e o berimbau deixa de ser coadjuvante para ocupar o centro da cena. No dia 24 de abril, quinta-feira, o grupo mineiro Arco Musical Brasil apresenta em São João del Rei o espetáculo ANIMA, no Centro Cultural da Universidade Federal de São João del Rei (UFSJ). A entrada é gratuita e a apresentação começa às 20h.
Antes disso, às 17h, o grupo ainda oferece uma oficina gratuita voltada para percussionistas e estudantes de música. O foco? Técnicas de berimbau e os bastidores da sincronia entre som e imagem que fazem parte da proposta do grupo. As vagas são limitadas e a inscrição deve ser feita online.
Cinema ao vivo
Lançado em 2023, o curta-metragem ANIMA reúne quatro videoclipes do álbum de estreia do grupo, Semente (2021). Durante a exibição do filme, a trilha sonora é tocada ao vivo pelos integrantes do Arco Musical Brasil — uma prática que lembra as sessões do cinema mudo, mas com uma roupagem contemporânea e autoral.
“É como se estivéssemos dentro do próprio filme”, conta Mateus Oliveira, um dos músicos do grupo. A performance exige precisão absoluta: cada nota, cada gesto está cronometrado para que som e imagem caminhem juntos. Um desafio técnico e artístico que o grupo domina com naturalidade.
Parcerias que dão corpo à música
Os videoclipes que compõem ANIMA contam com colaborações importantes da cena cultural mineira. Marquim D’Morais, cantor e poeta, participa do clipe Jogo de Dentro; o tradicional Camaleão Grupo de Dança aparece em Sonho de M’Bira; e a artista visual Bruna Lubambo assina a identidade visual dos vídeos e do álbum.
“A ideia era mostrar que nossa música vai além do som: ela é corpo, imagem e movimento. Esses parceiros já faziam parte da nossa história, então tudo fluiu naturalmente”, explica Mateus. A direção geral do curta é de Rodrigo Oliveira, com direção de arte de Luiza Palhares e direção de fotografia de Ciro Thielmann, da produtora Paisagem Lava. A produção executiva é de Flávia Mafra.
Arco Musical Brasil
Desde 2016, o Arco Musical Brasil pesquisa e cria música com os instrumentos da família dos arcos musicais, como o berimbau, chipendane e umakhweyana. O grupo busca inspiração em tradições africanas e brasileiras, criando repertório autoral que mistura música de câmara, experimental, popular brasileira e performance cênica.
Em seus shows, os músicos se movimentam, interagem entre si e com o público, criando uma escuta coletiva e sensorial. O grupo é formado por Mateus Oliveira, Breno Bragança, Natália Mitre, José Henrique Soares e Rafael Matos.
Em 2021, o grupo lançou seu primeiro álbum, Semente, gravado no Estúdio Macieiras, com produção de Alexandre Andrés e mixagem de Pedro Durães. O disco serve como base para o espetáculo ANIMA, que agora percorre novas cidades, levando sua proposta única de som e imagem em perfeita harmonia.
A apresentação e a oficina em São João del Rei são realizadas com recursos da Lei Paulo Gustavo MG.
SERVIÇO Espetáculo ANIMA – Arco Musical Brasil em São João del Rei Centro Cultural da UFSJ – Praça Doutor Augusto das Chagas Viegas, 17 Quinta-feira, 24 de abril de 2025 Oficina às 17h (com inscrição online) Espetáculo às 20h (entrada gratuita, sujeita à lotação) Mais informações e link de inscrição: www.arcomusical.com
O PUBG MOBILE Global Open (PMGO) 2025 chegou ao fim com uma final intensa direto de Tashkent, no Uzbequistão, marcando o início oficial da temporada de esports do PUBG MOBILE em 2025. E quem fez história foi a equipe turca Regnum Carya Esports, que deixou para trás a frustração da PMGC 2024 e venceu com 106 pontos acumulados em 12 quedas. O título não foi apenas uma conquista simbólica — ele também garantiu uma vaga extra para a região no PUBG MOBILE World Cup, que será disputado durante a Esports World Cup 2025.
Uma final de redenção, sangue-frio e reviravoltas
Após perder o título da PMGC 2024 por um único ponto, a Regnum Carya Esports voltou ao cenário competitivo com uma missão clara: provar seu valor. E cumpriram com estilo. Comandados por Sylas — que agora soma dois títulos mundiais no currículo —, a equipe chegou com tudo ao palco da Zo’r TV e não decepcionou. Foram duas vitórias com Chicken Dinner já no primeiro dia, encerrando com vantagem de 11 pontos.
O veterano Sylas já havia conquistado o mundo em 2022 com outra equipe, mas seu desempenho no PMGO 2025 reafirma seu lugar entre os grandes nomes da história competitiva do jogo.
Estreantes em destaque e jogos de tirar o fôlego
O torneio foi palco não só de veteranos, mas também de revelações. A amadora R8 Esports surpreendeu já na primeira queda, com um Chicken Dinner recheado de 12 eliminações. Em seguida, a Nigma Galaxy respondeu com um domínio liderado por Raouf, que garantiu 6 dos 10 abates da equipe.
Já a GOAT Quality roubou a cena no primeiro dia com dois pódios consecutivos e foi escalando a tabela até ameaçar seriamente o título. Até o final do torneio, o desempenho dos amadores foi consistente, mostrando que o cenário está cada vez mais aberto para novas forças.
Último dia: tensão máxima e decisão no detalhe
No dia decisivo, a Regnum Carya enfrentou dificuldades e foi perdendo terreno. Sem novas vitórias e com poucos pontos de eliminações, viu a GOAT Quality e a equipe local THE721 AGGRESSOR encostarem. Na 11ª partida, ambas já tinham ultrapassado a marca de 80 pontos, ativando o formato SMASH — onde cada ponto pode decidir o título.
A última queda foi digna de filme: a Regnum Carya foi eliminada cedo pela 4Merical Vibes, enquanto a GOAT Quality se manteve viva até os momentos finais. O título só foi decidido quando a NEPX Esports, do Nepal, deu o golpe final na equipe amadora, eliminando as chances de virada. Quem venceu a última partida foi a THE721 AGGRESSOR, mas a glória ficou com a Regnum Carya Esports, coroada campeã do primeiro torneio global do ano.
MVP, legado e o que esperar para 2025
O destaque individual ficou com DOK, da 4Merical Vibes, eleito MVP da Grande Final com 19 eliminações, 17 derrubadas e 9 assistências. Um desempenho que promete colocá-lo como um dos jogadores a serem observados na temporada.
James Yang, Diretor Sênior de Esports Globais da Level Infinite, celebrou o início explosivo da nova temporada: “Foi um começo incrível para 2025. Ver tantos jogadores das qualificatórias abertas mostrando seu potencial reforça o futuro brilhante do PUBG MOBILE Esports.”
Com mais de 90 mil inscritos nas seletivas abertas, o PMGO 2025 abriu espaço para novas histórias e reforçou a evolução global dos esports. Das 16 equipes finalistas, 8 vieram direto da base amadora — e algumas delas deixaram claro que vieram para ficar.
Boléro, un film d’Anne Fontaine, avec Raphaël Personnaz (Ravel), Doria Tillier (Misia), Jeanne Balibar (Ida Rubinstein), Emmanuelle Devos (Marguerite Long), Vincent Pérez (CIPA), Anne Alvaro (la mère de Ravel), Sophie Guillemin (Mme Revelot), Alexandre Tharaud (Lalo) - Christophe Beaucarne DOP
Estreia nesta quinta-feira, 17 de abril, o drama francês Bolero – A Melodia Eterna, novo filme da cineasta Anne Fontaine, conhecida por títulos como Coco Antes de Chanel e Agnus Dei. Com distribuição da Mares Filmes, a produção chega aos cinemas de cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Vitória, Porto Alegre, Florianópolis, Curitiba, Salvador e Recife.
Ravel e a busca por uma obra imortal
Boléro, un film d’Anne Fontaine, avec Raphaël Personnaz (Ravel), Dora Tillier (Misia), Jeanne Balibar (Ida Rubinstein), Emmanuelle Devos (Marguerite Long), Vincent Pérez (CIPA), Anne Alvaro (la mère de Ravel), Sophie Guillemin (Mme Revelot), Alexandre Tharaud (Lalo) – Christophe Beaucarne DOP
A trama se passa em 1928, durante os efervescentes années folles — os “anos loucos” da Paris do entreguerras — e acompanha o compositor Maurice Ravel (Raphaël Personnaz) em meio a uma crise criativa. Quando a coreógrafa Ida Rubinstein o convida para compor a trilha de seu novo balé, o músico reluta, mas acaba embarcando numa profunda jornada pessoal. Revisita suas memórias, as marcas deixadas pela Primeira Guerra Mundial, o trauma do fracasso e o amor idealizado por Misia Sert, sua musa inatingível.
A partir desses fragmentos de sua vida, Ravel se entrega à criação de Bolero, uma composição que se tornaria uma das obras mais reconhecidas e influentes da música do século XX.
Elenco e atmosfera de época
Boléro, un film d’Anne Fontaine, avec Raphaël Personnaz (Ravel), Doria Tillier (Misia), Jeanne Balibar (Ida Rubinstein), Emmanuelle Devos (Marguerite Long), Vincent Pérez (CIPA), Anne Alvaro (la mère de Ravel), Sophie Guillemin (Mme Revelot), Alexandre Tharaud (Lalo) – Christophe Beaucarne DOP
Com uma ambientação que mistura sensualidade, exaustão e genialidade, o filme mergulha no processo criativo de um artista à beira do colapso e dá vida à Paris artística do fim da década de 1920. Além de Raphaël Personnaz, o elenco reúne nomes como Doria Tillier (Iris), Jeanne Balibar (Os Miseráveis, Guerra Fria) e Emmanuelle Devos (Sobre Meus Lábios, Coco Antes de Chanel).
Trailer
Um retrato do artista como um homem em ruínas
Boléro, un film d’Anne Fontaine, avec Raphaël Personnaz (Ravel), Doria Tillier (Misia), Jeanne Balibar (Ida Rubinstein), Emmanuelle Devos (Marguerite Long), Vincent Pérez (CIPA), Anne Alvaro (la mère de Ravel), Sophie Guillemin (Mme Revelot), Alexandre Tharaud (Lalo) – Christophe Beaucarne DOP
Longe de ser apenas uma cinebiografia convencional, Bolero – A Melodia Eterna é uma narrativa sobre o peso da genialidade, os limites da inspiração e a solidão do processo criativo. Anne Fontaine constrói um retrato sensível e dramático de Ravel, revelando como uma das peças mais hipnóticas da música nasceu da repetição obsessiva e da dor.
O longa é uma ode ao poder da arte — e aos fantasmas que ela muitas vezes exige que seus criadores enfrentem.
Direção Anne Fontaine
Roteiro Anne Fontaine, Claire Barré, Pierre Trividic
A partir desta quinta-feira (17), o setor de brinquedos brasileiro ganha destaque com um alerta contundente da ABRINQ (Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos): a intensificação da guerra tarifária entre Estados Unidos e China pode ter efeitos devastadores para a indústria nacional. A entidade pede atenção imediata à criação de cotas de importação para conter o aumento esperado na chegada de produtos chineses ao Brasil.
Efeito colateral da disputa entre potências
Com os Estados Unidos impondo novas tarifas a produtos chineses, existe o risco de um redirecionamento massivo de brinquedos originalmente destinados ao mercado norte-americano para outros países – entre eles, o Brasil. Segundo a ABRINQ, esse movimento pode provocar uma “desova” de brinquedos chineses no mercado brasileiro, comprometendo a competitividade da indústria local.
O presidente da associação, Synésio Costa, aponta que, nos últimos 25 anos, mais de 85% dos brinquedos importados pelo Brasil vieram da China. Com o novo cenário internacional, há o temor de uma escalada na importação, com consequências como desindustrialização, perda de empregos, fuga de investimentos e enfraquecimento do desenvolvimento tecnológico no setor.
Proposta de cotas para equilibrar o mercado
Diante da ameaça, a ABRINQ propõe a adoção imediata de cotas de importação, mantendo os mesmos volumes em dólares e em unidades registrados em 2024. A medida, segundo Costa, busca preservar a concorrência justa e impedir que o país se torne destino de excedentes de produção chinesa que não encontram mais espaço nos Estados Unidos.
“Ao contrário do que se pensa, o aumento da importação de brinquedos chineses não significa necessariamente redução de preços ou ganho de qualidade. Pelo contrário: há riscos também para a segurança dos consumidores, especialmente das crianças”, afirma o presidente da ABRINQ.
Números do setor reforçam preocupação
O setor de brinquedos brasileiro fechou 2024 com faturamento de R$ 10,2 bilhões, e a expectativa de crescimento para 2025 gira em torno de 4%, desde que o cenário internacional não provoque desequilíbrios graves no mercado interno. Em relação ao comércio exterior, o país registrou importações de US$ 334,4 milhões e exportações de apenas US$ 11 milhões, com a cotação do dólar em R$ 5,39.
Mesmo diante desses desafios, o número de empregos no setor cresceu, passando de 40.131 para 44.092 trabalhadores – entre diretos e terceirizados – em 2024. A manutenção e ampliação desses postos de trabalho, no entanto, dependem diretamente da capacidade do país de controlar o impacto das mudanças no comércio internacional.
Sobre a ABRINQ
A ABRINQ é a entidade de representação oficial da indústria de brinquedos no Brasil. Atua na defesa dos interesses do setor e acompanha de perto os impactos econômicos e comerciais que afetam a competitividade e sustentabilidade da indústria nacional.
A SNK está aquecendo os ânimos dos fãs de jogos de luta com um vídeo especial que une nostalgia e bom humor. O grupo de comédia Mega64 se juntou à desenvolvedora para recriar um dos confrontos mais icônicos da história dos games: Terry Bogard contra Geese Howard, direto do universo de Fatal Fury. Tudo isso às vésperas do lançamento de Fatal Fury: City of the Wolves, marcado para o dia 24 de abril de 2025.
No vídeo, Terry e Geese travam uma luta intensa com o toque cômico característico do Mega64. O resultado? Uma homenagem criativa e cheia de referências para quem viveu a era de ouro dos fliperamas — e um convite divertido para novos jogadores mergulharem nesse clássico que está prestes a renascer.
Assista o vídeo
Uma nova era para Fatal Fury
Lançada originalmente em 1991, a série Fatal Fury foi uma das responsáveis por impulsionar o boom dos jogos de luta nos anos 1990. O último título da franquia, Garou: Mark of the Wolves, chegou em 1999 — e desde então, os fãs aguardavam por uma continuação. Agora, mais de duas décadas depois, a espera acabou.
Fatal Fury: City of the Wolves traz de volta o universo de South Town com um visual estilizado e vibrante, que mistura arte moderna com a identidade clássica da SNK. O novo Sistema REV promete combates ainda mais intensos, e o jogo inclui dois esquemas de controle — ideal tanto para veteranos quanto para quem está começando agora.
Além disso, o sistema de batalha foi repaginado e traz novos recursos que deixam as lutas mais dinâmicas e estratégicas. Com personagens clássicos e novos rostos, City of the Wolves aposta em ação, rivalidades e ambições que explodem a cada round.
Lançamento, plataformas e pré-venda
A pré-venda da Edição Especial começou em agosto de 2024 e inclui o Passe de Temporada 1, com personagens extras previstos até o início de 2026. O jogo será lançado oficialmente em 24 de abril de 2025 para PlayStation 5, PlayStation 4 (com upgrade gratuito para PS5, desde que a versão seja física e o console tenha leitor de disco), Xbox Series X|S e PC (via Steam e Epic Games Store).
Para acessar todos os recursos do game, é necessário estar conectado à internet.
Fatal Fury: City of the Wolves marca o retorno de uma das franquias mais queridas dos games de luta. Com conteúdo novo, visual renovado e o charme que só a SNK sabe fazer, a série está pronta para escrever um novo capítulo — e o vídeo do Mega64 é só o começo.
A Bend Studio está pronta para levar os jogadores de volta à estrada com Days Gone Remastered, que chega ao PlayStation 5 no dia 25 de abril. Com gráficos turbinados, modos inéditos e uma abordagem mais intensa da sobrevivência, o jogo promete transformar a experiência do título original de 2019 em algo ainda mais brutal — e viciante — para a nova geração.
Nova geração, nova cara
Segundo Kevin McAllister, líder criativo da Bend Studio, o salto tecnológico do PS5 abriu as portas para melhorias visuais significativas. A iluminação foi reformulada, sombras e neblina estão mais realistas, e a ambientação ganhou um novo fôlego. A noite ficou mais escura e opressora, enquanto o céu azul durante o dia ganhou tons mais naturais — um prato cheio para o novo Modo Foto, que permite alternar entre dia e noite para capturar o melhor do cenário pós-apocalíptico.
Modo Ataque da Horda: caos em escala épica
Uma das grandes novidades é o Ataque da Horda, um modo arcade de sobrevivência que eleva o combate contra frenéticos a outro nível. Agora, as hordas aparecem em regiões inéditas ou em versões ampliadas de locais clássicos. A lendária horda da Velha Serraria com seus 500 inimigos? Superada. Algumas hordas agora contam com até 800 frenéticos simultâneos — preenchendo a tela com puro caos.
Neste modo, os jogadores já começam com a moto no nível máximo, acesso a novas armas e enfrentam, além dos infectados, inimigos humanos e frenéticos evoluídos como Quebradores e Céleres. A ideia é simples: sobreviva — ou seja engolido pela maré de zumbis.
Corrida contra o tempo: Modo Speedrun
Outra adição é o modo Speedrun, voltado para quem quer testar seus reflexos e conhecimento do jogo. Disponível em qualquer dificuldade, esse modo adiciona um cronômetro visível durante toda a jornada, que pausa apenas nas cutscenes. Ao final, o jogador recebe estatísticas detalhadas para compartilhar seu desempenho e comparar com outros corredores.
É uma resposta direta à comunidade que já fazia speedruns de forma não oficial. Agora, a corrida contra o tempo virou parte da experiência principal.
Modo Morte Permanente: o verdadeiro terror
Para os que buscam o desafio definitivo, o modo Morte Permanente entra em cena. Aqui, se Deacon morrer, o jogo termina — e o save é deletado. O jogador pode escolher entre duas opções: reiniciar o ato em que morreu ou recomeçar o jogo inteiro. Segundo McAllister, essa foi uma ideia gestada desde 2019 e só agora possível graças ao retorno do título.
“Se prepare para morrer… por árvores”, brinca McAllister, relembrando mortes acidentais causadas por obstáculos aparentemente inofensivos.
Trailer
Dicas para quem vai encarar o apocalipse
Para os iniciantes (ou veteranos que precisam de um lembrete), a Bend Studio recomenda uma abordagem mais cautelosa. Coletar suprimentos, evitar confrontos desnecessários e tomar decisões estratégicas podem ser a diferença entre sobreviver ou virar comida de zumbi. Um conselho importante: escolha o acampamento de Tucker no início do jogo para ter acesso antecipado a armas mais poderosas.
Com novos modos, hordas ampliadas e gráficos renovados, Days Gone Remastered promete reintroduzir um dos títulos mais subestimados da geração passada com muito mais intensidade e desafio. Prepare a moto, arme-se até os dentes — e boa sorte com as árvores.