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Crítica | Gostoso de assistir, Regras do Amor na Cidade Grande é comédia romântica para a nova geração

Chegando aos cinemas com um retrato vibrante do cotidiano de Seul, Regras do Amor na Cidade Grande pode, à primeira vista, parecer uma releitura moderna do clássico My Sassy Girl (2001). Mas, na verdade, traz uma proposta diferente com um “casal” de amigos, em que ele é gay e ela é a melhor amiga que dividiu apartamento com ele nos famosos dias de “pobreza” da faculdade.

Com flashbacks nostálgicos e referências ao K-pop raiz, como Bad Girl Good Girl do miss A, o longa é baseado no livro de Sang Young Park. O autor sul-coreano transformou suas experiências pessoais em uma obra premiada que conquistou não só as páginas, mas também as telas do cinema e da televisão.

Além da estreia nos cinemas, Regras do Amor na Cidade Grande também ganhou uma versão em K-Drama produzida pela TVING. O sucesso da obra ultrapassou os limites tradicionais da cultura sul-coreana, gerando debates em uma sociedade ainda conservadora em relação às representações LGBTQIAPN+. A repercussão lembra movimentos anteriores causados por produções como Me(a)rry Queer e HIS MAN, que também abordaram temas LGBTQIAPN+ em reality shows.

Mas Regras do Amor na Cidade Grande é um BL? Não exatamente. A versão cinematográfica dá destaque à amizade entre os protagonistas, deixando os relacionamentos amorosos em segundo plano. Podemos dizer que tem, mas não é o foque da obra.

A história

No presente, vemos Heung-soo (Noh Sang-hyun) e Jae-hee (Kim Go-eun) se cumprimentando como “marido e esposa”. Ambos vestem roupas de casamento e, a partir daí, somos levados para um flashback que retorna 15 anos no tempo, revisitando seus tempos de universidade.

Acompanhamos o jovem Heung-soo, que é gay e estuda francês na universidade. Ele acaba se envolvendo com o professor de francês, Olivier (Salim Benoit), durante uma balada — o que leva a beijos intensos em uma rua próxima. O que ele não esperava era que sua colega de classe, Jae-hee, o visse aos beijos com o professor.

Tentando manter o segredo, enquanto Jae-hee não dá a menor importância ao episódio, nasce entre eles uma amizade. Uma amizade que cresce com confidências, permitindo que ele seja ele mesmo ao lado dela, mesmo mantendo discrição na faculdade. Isso acaba levando os dois a morarem juntos.

O jeito direto de Jae-hee, porém, faz com que ela seja malvista por seus colegas de classe, ao ponto de uma foto de seios circular entre os grupos da faculdade, o que a faz perder a paciência e mostrar os próprios seios em sala, provando que não era ela na imagem.

A mãe de Heung-soo (Jang Hye-jin), extremamente religiosa, acredita que a sexualidade do filho é uma “fase”. Ao vê-lo morando com Jae-hee, interpreta a relação como um namoro, sem compreender a profundidade da amizade entre os dois.

Heung-soo participa de um encontro às cegas gay em um bar, com uma mesa repleta de pretendentes. Acaba passando mal e vomitando no pé de Su-ho (Jung Hwi), o que os obriga a sair mais cedo do local, terminando em um hotel. Mesmo não querendo um relacionamento sério, Heung-soo começa a sair com Su-ho, mas sempre com receio de que ele queira algo mais profundo.

A relação de Jae-hee e Heung-soo remete à dinâmica clássica de My Sassy Girl, com uma protagonista carismática, intensa e nada convencional.Por ser um clássico extremamente popular na Coreia do Sul, com diversas adaptações, não é difícil imaginar uma referência direta aqui.

Voltando a trama, a Jae-hee se envolve com um colega de sala que já namorava outra garota. Após descobrir a traição, ela busca consolo em Heung-soo. No entanto, uma briga envolvendo preconceito na universidade e o clube LGBTQIAPN+ afasta ainda mais os dois amigos com Heung-soo defendendo Su Ho.

Enquanto isso, a convivência de Heung-soo com Jae-hee passa a impressão, para a sociedade, de que eles são um casal, o que se intensifica quando ela engravida e decide fazer um aborto. Procurando clínicas, os dois são vistos como um casal, sem que ninguém perceba que ele é apenas o “amigo gay”.

A amizade entre Jae-hee e Heung-soo começa a se desgastar quando ele decide se alistar no serviço militar obrigatório, enquanto ela se cansa da faculdade e vai morar na Austrália.

Aos 27 anos, Jae-hee trabalha em um escritório, enquanto Heung-soo procura emprego. É nesse ponto que conhecem Kim Ji Seok (Oh Dong-min), um advogado que trabalha ocasionalmente como barman justamente no bar que ambos frequentam.

Jae-hee e Kim Ji-seok começam a namorar sério, até que um dia ele a flagra dormindo ao lado de Heung-soo. Isso gera uma enorme discussão. No auge do confronto, Jae-hee revela que Heung-soo é gay — e essa exposição repentina estremece tanto a amizade dos dois quanto o relacionamento com Ji-seok, que chega ao fim.

Não sem antes Kim Ji-seok esperar Jae-hee em casa e tentar agredi-la fisicamente, o que gera um caos que termina na delegacia. Heung-soo é chamado, encontra Ji-seok na rua e o leva à força para depor.

Mas será que a amizade deles vai resistir ao tempo?

Casamento com spoilers

Anos depois, Jae-hee está prestes a se casar. Em um momento tocante, ela e Heung-soo se reencontram momentos antes do casamento e relembram o passado, incluindo as tatuagens feitas juntos por um ex-namorado dela, após uma bebedeira.

Heung-soo surpreende ao cantar Bad Girl Good Girl do miss A, em uma das cenas mais emocionantes do longa. Trazendo à tona lembranças de faculdade e de quem viveu meados de 2010.

Ele também supera desafios familiares, com a mãe assistindo Me Chame Pelo Seu Nome (que talvez não seja a melhor escolha para apresentar à mãe, mas…) e, teoricamente, aceitando a orientação do filho. Talvez possamos dizer que temos aqui um final feliz, com ele levando sua história para as páginas de um livro.

Vale a pena assistir Regras do Amor na Cidade Grande?

Sim, e muito! Ao contrário do livro e da série, o filme opta por dar mais destaque a Jae-hee e busca equilibrar os relacionamentos de todos os gêneros, o que dá um tom de comédia romântica à obra. O resultado é uma história leve, envolvente e nostálgica para quem viveu o começo da vida adulta nos anos de 2010.

Já o dorama tem uma abordagem mais centrada em Heung-soo (Go Young na série), explorando de forma mais profunda sua vivência LGBTQIAPN+, seus amigos e seu universo emocional. A personagem de Jae-hee (chamada de Choi Mi-ae na série) tem um papel menor, criando um contraste absurdo entre as adaptações.

A atuação de Noh Sang-hyun (Pachinko, Sense 8) é um dos pontos altos do longa, entregando um Heung-soo carismático e com nuances emocionais marcantes. Kim Go-eun (Goblin – O Solitário e Grande Deus) traz uma Jae-hee encantadora, rebelde e espirituosa, sendo perfeita para o papel.

A trilha sonora, com destaques do K-pop, e a estética bem cuidada criam o clima ideal para o filme, que foi premiado e elogiado internacionalmente.

É importante ressaltar que o arco do protagonista soropositivo, presente no livro e na série, não foi explorado no filme. Essa ausência não compromete a obra cinematográfica, mas é uma diferença significativa para quem busca acompanhar todas as versões da história.

Outros elementos, como o passado da mãe do protagonista como mãe solteira religiosa, também são abordados apenas na série, servindo como complemento para quem deseja mergulhar mais fundo no universo de Regras do Amor na Cidade Grande.

É fato que a Coreia do Sul já conta com diversas obras que abraçam o universo LGBTQIAPN+, especialmente entre os K-dramas Boys Love e Girls Love. No entanto, poucas causaram tanto impacto quanto Regras do Amor na Cidade Grande. Esse reconhecimento representa um amadurecimento e impulsiona o país a produzir, cada vez mais, histórias como essa.

E vivendo no Brasil, país conhecido por uma teledramaturgia que não hesita em expor as feridas da sociedade, é interessante ver como o cinema sul-coreano também está abrindo espaço para debates importantes. Regras do Amor na Cidade Grande é uma comédia romântica que emociona, diverte e faz pensar, saindo de uma bolha e se tornando um grande filme que merece ser visto, discutido e celebrado.

Trailer

Regras do Amor na Cidade Grande

Direção E.oni

Roteiro Park Sang-young

Elenco Kim Go-eun, Steve Sanghyun Noh, Salim Benoit

Distribuição A2 Filmes

Mais informações

Regras do Amor na Cidade Grande

Coreia do Sul | 2024 | 118 min. | Comédia-Romântica

Título Original: Love in The Big City

Avaliação
5,0/5
JWave

Agradecimentos a A2 Filmes pelo convite para produzir este conteúdo

Crítica | Código Alarum

Se você é fã daqueles filmes de ação com explosões, tiroteios e personagens brucutus dos anos 80, Código Alarum pode ser exatamente o que está procurando. Estreando a atriz brasileira Ísis Valverde em Hollywood, o longa aposta em uma fórmula clássica do cinema de ação e ainda conta com Sylvester Stallone, Scott Eastwood e Willa Fitzgerald no elenco.

Com direção de Michael Polish (Northfork), o filme não tenta reinventar a roda e está tudo bem com isso. A proposta aqui é clara e entregar entretenimento puro, com cenas de luta, tensão e aquela dose de exagero que os fãs do gênero adoram.

Do que se trata Código Alarum?

Joe (Scott Eastwood) – Divulgação

Joe (Scott Eastwood) e Lara (Willa Fitzgerald) são agentes de organizações diferentes que se apaixonam após uma missão em Praga. Eles decidem sumir do mapa e construir uma nova vida juntos. Joe abandona seu posto, mas Lara continua ligada à misteriosa organização ALARUM (não fica claro se Joe sabe disso, mas…), o que não impede que levem uma vida relativamente normal.

Anos depois, o casal conhece os franceses Roland e Bridgette Rousseau (Joel Cohen e Ísis Valverde). Fingindo ser apenas um casal comum, Joe e Lara se aproximam dos dois sem saber que Roland é peça-chave em uma rede de movimentação de dinheiro global.

Preciso confessar que a cena no restaurante, em que Joe e Lara inventam que se conheceram em São Paulo para impressionar o casal Rousseau, perdeu a chance de fazer a personagem da Ísis Valverde ser brasileira. Deixaram para outros personagens falarem português numa cena que dá certa agonia ao se desenrolar.

É aí que a trama esquenta com um avião cai nas redondezas, o que leva Joe a querer investigar. Bridgette, por ser médica, insiste em ir junto e descobre que os pilotos foram mortos a tiros e o avião estava intacto. Joe perfura a barriga de um dos pilotos e retira um pen drive com informações altamente sigilosas, ligadas a uma organização clandestina chamada ALARUM.

Lara (Willa Fitzgerald) – Divulgação

Ao tomar posse do dispositivo, o casal vira alvo de diversas organizações — e entra em cena Orlin (Mike Colter), que revela ter matado os pilotos e saltado de paraquedas ali perto. Cercado de agentes, ele tenta arrancar informações de Joe e Bridgette. Ao ser questionada se era enfermeira, Bridgette se faz de desentendida, fala em francês e leva um tiro no rosto ao tentar enganar Orlin. Ele não imagina que Joe está com o pen drive, e isso permite que Joe use a força e consiga fugir.

Enquanto isso, Lara cuida de Roland e nem desconfia que Bridgette foi executada a sangue frio. Ela se prepara para uma invasão de agentes na pousada onde estão, pedindo para Roland se esconder debaixo da cama.

Com todas as organizações caçando o casal, Joe chega a uma cidade próxima onde vive Chester (Sylvester Stallone), um veterano da CIA. O que ele não esperava era que Chester não só sabia de sua chegada, como também estava em sua cola, fazendo-o beber uma droga que o mataria em poucas horas. Mesmo assim, os dois formam uma parceria estranha para enfrentar os homens de Orlin.

Enquanto isso, Lara derruba os soldados que invadem a pousada, mas terá que abrir caminho entre cadáveres para enfrentar drones enviados pela CIA com a missão de eliminar qualquer um vivo por lá.

Apostando em uma estrutura de gato e rato, Joe consegue falar com Lara e decide voltar à pousada. Porém, com Chester tentando matá-lo, Joe resolve oferecer o pen drive a Orlin, formando uma nova parceria inusitada.

Isso não impede a CIA de querer eliminar Joe por ter desaparecido por cinco anos e estar com informações da ALARUM. E é justamente aqui que a parceria entre ele e Orlin termina, dando espaço para o reencontro com Lara.

Mas será que os dois conseguirão, finalmente, viver em paz? E Joe conseguirá um antídoto para veneno que o Chester o fez tomar mais cedo?

Vale a pena assistir Código Alarum?

Chester (Sylvester Stallone) – Divulgação

Se você curte filmes como Os Mercenários, Rambo e outros clássicos do gênero, Código Alarum entrega o pacote completo com ação desenfreada, perseguições, confrontos corpo a corpo e tiroteios cinematográficos. A história segue uma estrutura de “gato e rato” com direito a traições, reviravoltas e parcerias improváveis.

O roteiro de Alexander Vesha não traz grandes novidades, mas cumpre o que promete. A ação não para, o ritmo é ágil e os clichês são abraçados com orgulho. É aquele tipo de filme para desligar o cérebro e curtir.

A participação de Ísis Valverde é curta, mas importante. Sua personagem morre cedo na trama, o que gera frustração para quem esperava mais tempo de tela. Ainda assim, a estreia da atriz brasileira em Hollywood é válida, e abre portas para futuros papéis com mais destaque.

Sylvester Stallone está no filme? Está. Mas sua participação é quase simbólica. Seu personagem, Chester, é carismático, bruto e engraçado, como se espera de uma lenda do cinema de ação, mas aparece pouco e não faz tanta diferença na história. Poderia ser só uma ponta e ninguém notaria.

Quem realmente segura o filme é o casal principal. Scott Eastwood entrega um protagonista determinado e convincente, enquanto Willa Fitzgerald rouba a cena com sua presença forte e ótimas coreografias de luta. A química entre os dois funciona e sustenta os momentos mais intensos da narrativa.

Mike Colter também entrega um ‘vilão’ competente frio, calculista e eficiente como manda o figurino.

Veredito final

Bridgette Rousseau (Ísis Valverde) – Divulgação

Código Alarum não é revolucionário, mas é eficiente no que se propõe. Com 95 minutos de duração, entrega adrenalina do começo ao fim. A estreia de Ísis Valverde em Hollywood é uma curiosidade à parte, e o elenco, mesmo com participações pequenas como a de Stallone, ajuda a manter o público interessado.

Se o que você procura é um bom filme de ação, daqueles com porradaria e clima nostálgico, Código Alarum merece entrar na sua lista.

Código Alarum

DireçãoMichael Polish;

RoteiroAlexander Vesha;

ElencoSylvester Stallone, Scott Eastwood, Willa Fitzgerald, Isis Valverde, Mike Colter e Joel Cohen.

ProduçãoRandall Emmett, Joel Cohen, Alissa Holley, Gwen Osborne, Bob Sobhani;

Direção de fotografiaJayson Crothers;

Mais informações

Código Alarum

Trilha sonora: Yagmur Kaplan.

Avaliação
3,0/5
JWave

Agradecimentos a Imagem Filmes e a Sinny Assessoria pelo convite para produção deste conteúdo

Crítica | Presença

Filmes sobrenaturais existem aos montes, mas poucos conseguem ficar com você depois da sessão. Presença (Presence, no original), novo suspense dirigido por Steven Soderbergh, é exatamente esse tipo de experiência. Um longa que te faz sair do cinema refletindo, criando teorias e repensando tudo o que assistiu.

Com uma proposta ousada, Presença se destaca por apresentar a história sob o ponto de vista da própria assombração, o que é algo raramente explorado em filmes do gênero. O resultado é um suspense psicológico e sobrenatural que prende do começo ao fim.

Filme com Lucy Liu e Chris Sullivan? Sim, mas o destaque é outro!

Embora nomes como Lucy Liu e Chris Sullivan estejam no elenco, quem brilha de verdade são Callina Liang e Eddy Maday. São eles que conduzem a trama e dão peso emocional ao roteiro.

A história, baseada em experiências sobrenaturais vividas pelo próprio Soderbergh, gira em torno da família Payne, que se muda para uma casa aparentemente comum — mas logo percebe que há algo estranho ali. A sacada? A câmera acompanha a entidade, dando uma nova camada de tensão e mistério ao filme.

O que acontece em Presença?

Conhecemos a família Payne, que busca uma nova casa e encontra seu novo lar em uma construção clássica, adquirida graças a uma barganha feita por Rebekah (Lucy Liu).
Após pequenas reformas, descobrimos que um dos pintores se recusa a entrar em um dos cômodos, o que logo denuncia ao espectador que há “algo” ali. E se o filme se chama Presença, esse “algo” vai nos acompanhar o tempo todo.

Assim, os adolescentes Tyler (Eddy Maday) e Chloe (Callina Liang) também se mudam para a casa e começam a estudar no colégio da região. Sabemos que Chloe passou por uma tragédia: a morte de uma grande amiga enquanto dormia. Reclusa desde então, a mudança pode representar um recomeço. Já Tyler é um nadador popular, que logo faz amizade com Ryan Caldwell (West Mulholland), atraído por Chloe desde o primeiro momento.
Com o tempo, Chloe sente a presença de algo em seu quarto, acreditando ser Nadia, sua antiga amiga. A entidade arruma a bagunça dela, observa, interage. Chloe percebe que essa presença não é maligna, mas volátil, dependendo do que acontece na casa. Ao contar para sua família, apenas seu pai, Chris (Chris Sullivan), acredita nela — o que a faz questionar sua própria sanidade.

Curiosamente, como a câmera acompanha a perspectiva da entidade, vemos que ela ronda a cama de Chloe e se esconde dentro do armário, revelando uma forte conexão com o cômodo.

Certo dia, Tyler compartilha com os pais histórias sobre brincadeiras inadequadas feitas na escola com algumas colegas, o que desperta a fúria da presença — que quebra troféus de natação e provoca uma revolta, levando os pais a pensarem em se mudar.

Rebekah contata a imobiliária, que indica uma amiga para analisar espiritualmente o local. É nesse momento que surgem pistas reveladoras: espíritos não seguem uma linha cronológica e podem estar presos em ciclos até cumprirem sua missão. Também aprendemos que espelhos antigos podem revelar aquilo que os olhos não veem mais — em especial, o da entrada da casa.

Enquanto isso, Ryan passa a frequentar a casa em momentos em que Tyler não está, iniciando um romance com Chloe. Em uma das cenas mais intensas, a presença observa os dois fazendo amor, provocando a queda de uma prateleira no armário — uma reação de revolta a algo muito mais profundo.

Será que a presença é mesmo Nadia? Ou estaria tentando proteger Chloe de algo que ainda desconhecemos?

O plot twist que ninguém esperava (contém spoilers!)

O ponto de virada acontece quando Rebekah e Chris viajam, deixando os filhos sozinhos. Ryan é convidado para uma festa íntima na casa dos Payne e droga Tyler, planejando ficar sozinho com Chloe.

O que começa de forma aparentemente comum, revela um lado obscuro. Chloe se recusa a transar com Ryan, mas ele a dopa também, pronto para violentá-la. É nesse momento que descobrimos que ele foi o assassino de Nadia e de outra garota do colégio. Porém, Tyler misteriosamente acorda e interrompe o ataque, jogando Ryan pela janela junto com ele.

Com o tempo, vemos a família Payne deixando a casa, em luto. Ao se despedirem, olham para o espelho da entrada e veem o reflexo de Tyler, revelando que ele era a presença o tempo todo. E assim nos despedimos de Presença, com um ciclo que se encerra.

Teorias, mistérios e finais abertos

Apesar de entregar uma explicação, Presença é o tipo de filme que convida o público a montar seu próprio quebra-cabeça. Seria a assombração realmente Tyler? Ou seria Nadia tentando proteger Chloe? Ou até mesmo outra entidade, ligada à casa?

O longa dá margem para várias interpretações e teorias, o que garante assunto para muitas conversas pós-filme. E esse é o grande trunfo do filme em levar a conclusão para fora da tela, para que cada um monte seu próprio quebra-cabeça da assombração.

A Narrativa

A escolha de apresentar a perspectiva da assombração é extremamente original e dá novo fôlego ao gênero. Com planos-sequência e foco não nos personagens, mas na entidade que os observa, o filme cria um desconforto intencional e constante, despertando a curiosidade sobre a identidade daquela “pessoa”.

Ao revelar que a presença era Tyler, com a habilidade de transitar entre passado e futuro para salvar a irmã, o filme dá um giro inesperado — e que faz sentido ao associarmos a rebeldia da entidade ao espírito de um adolescente inquieto.

Elenco e Atuação

Embora Lucy Liu e Chris Sullivan sejam nomes fortes e interpretem bem os pais da família, seus personagens são coadjuvantes. A carga dramática recai sobre Callina Liang e Eddy Maday, que sustentam a maior parte das cenas.
Lucy Liu encarna uma mãe viciada em trabalho, preocupada com as finanças e com uma predileção clara pelo filho. Chris Sullivan entrega um pai inseguro, que tenta equilibrar a relação com Chloe para compensar o desinteresse da esposa.
Callina constrói uma Chloe fragilizada pela perda da amiga, mas que reencontra o gosto pela vida com a mudança. Ela não teme a assombração — mas jamais imaginaria que aquele que lhe devolveu o ânimo era o assassino de sua amiga.
Eddy Maday entrega um Tyler típico da idade: popular, rebelde, vivendo seus dias de glória. Ao lado de Ryan, ele compõe a trama jovem do filme, que se desenvolve totalmente dentro da casa — com suas histórias sendo contadas pelos próprios personagens em cena.

Inovador e Reflexivo

Com um roteiro original e uma filmagem inventiva, Presença se transforma num suspense sobrenatural envolvente. A limitação de espaço e personagens pode remeter ao teatro, mas a forma de narrar e a escolha do ponto de vista da assombração são ideias geniais que sustentam a trama e alimentam o debate.

Definitivamente, é um filme que vale a pena — não só pela história, mas principalmente pela forma como ela é contada.

Trailer

Presença

DireçãoSteven Soderbergh

RoteiroDavid Koepp

ElencoLucy Liu, Chris Sullivan, Callina Liang, Julia Fox

GêneroTerror e suspense

Duração85 min • Cor • EUA, 2024

Estreia03/04/2025

Mais informações

Presença

Avaliação
4,5/5
JWave

Agradecimentos a Diamond Films e a Sinny por assistir o filme para produção deste conteúdo

Nintendo Switch 2 | Confira as novidades da nova geração

A espera acabou e a Nintendo revelou que o Nintendo Switch 2 não só é real e que chega com a missão de manter o legado do console híbrido mais popular da última década, agora com melhorias que realmente fazem diferença. Seja na resolução, na forma de jogar ou nas possibilidades de interação. A Nintendo manteve a essência, mas trouxe o refinamento que os fãs estavam esperando.

Se você está curioso pra saber tudo o que mudou, se acomode porque preparamos um raio-x completo dessa nova fase do Switch.

Uma tela que faz diferença

O Nintendo Switch 2 agora conta com uma tela de 7,9 polegadas — maior que a do modelo OLED anterior — mantendo o formato portátil, mas com um salto significativo na qualidade visual. A resolução passou para 1080p no modo portátil, com suporte a HDR, VRR e taxa de atualização de até 120 quadros por segundo.

A tela é do tipo LCD de alta definição e entrega cores vibrantes, brilho consistente e um tempo de resposta que acompanha até os jogos mais frenéticos. Para quem joga Zelda, Smash Bros. ou Bayonetta, isso é um baita diferencial. E ao conectar o console à base, a resolução escala até 4K em TVs compatíveis, com suporte completo para imagens mais limpas e detalhadas.

Um novo jeito de posicionar o console

Uma crítica antiga dos jogadores foi resolvida: o suporte traseiro do Switch 2 agora é largo, estável e ajustável. Ele oferece até 150 graus de inclinação, permitindo encontrar o ângulo perfeito para jogar em qualquer superfície. É a evolução natural do modo tabletop, ideal pra jogar com amigos em espaços pequenos, como na escola, no transporte ou até mesmo em uma lanchonete.

Além disso, agora o Switch 2 vem com duas entradas USB-C®, uma no topo e outra na parte inferior do console. Isso permite carregar e usar acessórios ao mesmo tempo, além de facilitar a integração com câmeras e outras funções (que já vamos falar a seguir).

Joy-Con 2: magnéticos, mais ergonômicos e com modo mouse

Os controles Joy-Con foram redesenhados do zero. A nova versão, chamada Joy-Con 2, traz conectores magnéticos que facilitam o encaixe nas laterais do console. Basta aproximar os controles e eles se fixam automaticamente, com um clique firme. Para desencaixar, é só apertar o botão traseiro e os ímãs liberam o controle suavemente.

Mas não é só isso. Os botões agora estão maiores e mais anatômicos, especialmente os analógicos, que receberam um acabamento mais confortável e silencioso. Os botões L, R, SL e SR também ganharam mais espaço, oferecendo mais precisão durante as partidas.

E tem uma novidade inesperada: o modo mouse. Os Joy-Con 2 possuem sensores nas laterais que permitem usá-los como mouse em jogos compatíveis. É só colocá-los em uma superfície plana e deslizar — ideal para jogos de estratégia, puzzles ou experiências criativas que pedem mais controle fino.

A nova geração da vibração tátil da Nintendo, chamada HD Rumble 2, está mais responsiva do que nunca. A tecnologia permite simular diferentes tipos de impacto com realismo, desde a sensação de areia escorrendo até o baque de uma explosão. O retorno tátil está mais refinado e vai agradar quem gosta de sentir o jogo nas mãos, literalmente.

GameChat: agora o Switch tem voz (e rosto)

Talvez a maior revolução do Nintendo Switch 2 seja a introdução do GameChat, o sistema de comunicação integrado direto ao console. Esqueça apps de celular: agora é possível conversar por voz, vídeo e até compartilhar a tela do seu jogo, tudo em tempo real, com um simples toque do botão C no Joy-Con direito.

O Switch 2 vem com microfone embutido e é compatível com câmeras USB-C®, como a nova câmera oficial da Nintendo ou outras que você já tenha. Até quatro pessoas podem entrar no bate-papo por vídeo ao mesmo tempo, seja jogando juntas ou apenas assistindo umas às outras.

A função é integrada com a Nintendo Account e exige assinatura do Nintendo Switch Online, mas a fluidez e praticidade superam qualquer experiência que a empresa já ofereceu em multiplayer.

CameraPlay: entre de corpo inteiro nos jogos

Com o suporte à câmera USB-C, o Nintendo Switch 2 também inaugura o CameraPlay, uma tecnologia que permite inserir a imagem do jogador em jogos compatíveis. Seja usando a câmera oficial do Switch 2 ou outro modelo reconhecido, é possível utilizar o corpo inteiro como controle em minigames, mostrar sua reação ao vivo ou apenas se divertir com filtros e interações em tempo real.

Além disso, o sensor da câmera é sensível à luz e ajusta automaticamente o brilho para que os rostos apareçam com nitidez, mesmo em ambientes com iluminação ruim.

Compatibilidade com sua biblioteca do Switch original

A Nintendo confirmou que o Switch 2 será compatível com boa parte da biblioteca do Switch original, embora alguns títulos possam não funcionar ou ter compatibilidade parcial. Ainda assim, isso significa que você poderá continuar jogando muitos dos seus jogos favoritos sem precisar de uma nova compra — algo bem-vindo em tempos de transição de geração.

O Nintendo Switch 2 não tenta reinventar o que já funciona, mas traz uma evolução sólida e bem pensada. Desde a tela com mais definição até os controles magnéticos e o sistema completo de comunicação com vídeo, o novo console da Nintendo mostra que o futuro é híbrido — mas também social, ergonômico e conectado.

Veja os jogos confirmados e o que esperar do novo console da Nintendo

O Nintendo Switch 2 ainda nem foi lançado, mas já tem uma lista poderosa de jogos confirmados para seu primeiro ano. A nova geração do console híbrido da Nintendo chega apostando forte em títulos inéditos, remasterizações de peso e grandes nomes do mercado.

Entre os destaques exclusivos estão Mario Kart World, a nova aventura Donkey Kong Bananza, além de The Legend of Zelda: Echoes of Hyrule, que promete ser um dos principais lançamentos da Nintendo em 2025.

O Switch 2 também será a nova casa de jogos aguardados como The Duskbloods, da From Software, e Enter the Gungeon 2, que chegam já no lançamento do console. Para os fãs de RPGs, a plataforma traz versões aprimoradas como Bravely Default Flying Fairy HD, Xenoblade Chronicles 3 Complete Edition e Final Fantasy VII Remake Intergrade.

E tem mais: o console contará com versões otimizadas de grandes jogos multiplataforma, incluindo Cyberpunk 2077: Ultimate Edition, Elden Ring: Tarnished Edition, Street Fighter 6 e Hogwarts Legacy. Tudo isso com suporte às melhorias gráficas e desempenho do novo hardware.

Ainda em 2025, o Nintendo Switch 2 deve receber títulos como:

  • Marvel Cosmic Invasion (ação cooperativa com os heróis da Marvel)
  • Witchbrook (RPG de vida escolar com pegada mágica)
  • Goodnight Universe (aventura sci-fi em pixel art)
  • No Sleep For Kaname Date (novela visual com mistério e investigação)

Com essa line-up inicial recheada de jogos de peso e novas experiências, o Nintendo Switch 2 promete começar sua jornada com o pé direito.

Trailer

Lançamento

Com lançamento global no dia 5 de junho (inclusive no Brasil), por enquanto a Nintendo Brasil não anunciou o preço oficial por aqui e estamos no aguardo de novidades. Lembrando que o preço nos EUA é de 450 dólares, enquanto os jogos variam de 70 a 80 dólares, sendo Mario Kart World custando em torno de 80 dólares e Donkey Kong Bananza com o preço de 70 dólares.

Se você já era fã da proposta do Switch, vai se sentir em casa. Se estava esperando uma justificativa pra entrar no mundo da Nintendo, essa é a sua deixa.

Temporada de Curtas | Sesc Digital lança curtas premiados todo mês e mostra por que o cinema brasileiro vive uma fase poderosa

“Kabuki”, de Tiago Minamisawa, estreia no Sesc Digital.

O cinema brasileiro ganha um espaço especial no Sesc Digital com a Temporada de Curtas, projeto que estreou em março de 2025 e promete dar visibilidade a obras que têm circulado por festivais, conquistado prêmios e, mesmo assim, enfrentado a dura realidade da falta de exibição. A cada primeira sexta-feira do mês, o público pode assistir gratuitamente a novos curtas-metragens, todos com curadoria do CineSesc.

A proposta é direta: abrir caminhos para o curta-metragem brasileiro em uma plataforma acessível e gratuita. O que o Sesc faz aqui é mais que uma vitrine — é um movimento para garantir que obras potentes, vindas de diferentes regiões do Brasil, encontrem público. E que público. Cinéfilos atentos à produção nacional, realizadores em busca de referências, estudantes de audiovisual e qualquer pessoa interessada em ver histórias contadas com linguagem própria e ousadia estética têm muito a descobrir nessa temporada.

Destaques da nova leva de curtas no Sesc Digital

Entre os lançamentos de abril, está o impactante Kabuki, animação dirigida por Tiago Minamisawa que levou três prêmios no Festival de Brasília. A obra acompanha uma personagem trans que vive em um corpo que não reconhece. É sobre identidade, intolerância e resistência, construído ao longo de nove anos com uma estética poderosa. Um curta que conversa com urgência e delicadeza ao mesmo tempo.

Outro título que merece atenção é Elizabeth, documentário que joga luz sobre a trajetória de Elizabeth Teixeira, figura essencial da luta pela reforma agrária no Brasil. Dirigido por Alceu Luís Castilho, Luis Indriunas e Vanessa Nicolav, o filme recupera a voz da líder camponesa que marcou a história com Cabra Marcado para Morrer. Aos 98 anos, Elizabeth é símbolo de continuidade e resistência.

Maremoto, de Cristina Lima e Juliana Bezerra, parte de um drama familiar para falar sobre escolhas, passado e reconciliação. Léo, filha de um pescador, troca o mar por uma oficina de motos, até que o retorno do irmão faz com que ela precise encarar um mergulho final — talvez o mais importante da sua vida.

Fechando a lista, Confluências, de Dácia Ibiapina e Nêgo Bispo, nos leva ao quilombo Saco-Curtume, no Piauí. É um registro poético e político sobre modos de vida, celebrações e resistência quilombola. Com coprodução de Adirley Queirós, o curta é um encontro com saberes ancestrais que ainda hoje guiam formas de existência.

A cada mês, um novo olhar sobre o Brasil

O projeto Temporada de Curtas é mais do que uma programação: é um gesto de valorização do curta-metragem como forma de expressão artística e política. Ao disponibilizar essas obras no Sesc Digital, o CineSesc amplia o acesso a um cinema que fala sobre o país de hoje com vozes múltiplas e olhares atentos. Para assistir, basta acessar sesc.digital ou baixar o app Sesc Digital, disponível nas principais lojas de aplicativo.

SESC DIGITAL | PROGRAMAÇÃO DA SEMANA  

ESTREIAS 04/04 

ESPECIAL CURTAS-METRAGENS BRASILEIROS 

ELIZABETH 

Dir.: Alceu Luís Castilho, Luis Indriunas e Vanessa Nicolav | Brasil | 2023 | 19 min | Documentário | Livre 

O curta documental “Elizabeth” é um retrato de Elizabeth Teixeira e das mulheres que dão prosseguimento à sua luta. Líder das Ligas Camponesas, na Paraíba, ela protagonizou o clássico “Cabra Marcado para Morrer” (Eduardo Coutinho, 1984) e gravou seu nome na história da luta pela reforma agrária no Brasil. O documentário é uma produção do De Olho nos Ruralistas, filmado em julho de 2023, em João Pessoa e Sapé, quando Elizabeth Teixeira havia completado 98 anos. 

Disponível até 04/05/25.
 

MAREMOTO 

Dir.: Cristina Lima, Juliana Bezerra | Brasil | 2023 | 24 min | Ficção | Livre 

Após frustrar-se com a paixão pelo mergulho em alto-mar, Léo, a filha mais nova de um pescador, decide mudar o curso da sua vida e abre uma oficina de motos. Porém, a volta do irmão, Maço, com o GPS do pai que se encontra doente, faz com que Léo considere realizar um último mergulho para resgatar um tesouro esquecido. 

Disponível até 04/05/25. 

CONFLUÊNCIAS 

Dir.: Dácia Ibiapina e Nêgo Bispo | Brasil | 2024 | 26 min | Documentário | Livre 

Confluências apresenta os modos de festejar e outros modos de vida do quilombo Saco-Curtume, território situado no Estado do Piauí/Brasil, a partir do qual Nêgo Bispo anunciou seus saberes e sua poética sobre a preservação da vida no planeta Terra e sobre as cosmologias quilombolas. 

Disponível até 04/05/25. 

KABUKI 

Dir.: Tiago Minamisawa | Brasil | 2024 | 20 min | Animação | 14 anos 
Kabuki reside em um corpo masculino que não reconhece. Sem identidade desperta a Alma. Se nutre do mundo. Na impermanência do corpo material Transcende. Disponível até 04/05/25. 

SERVIÇO 
Acesse gratuitamentesesc.digital 

Ou baixe oaplicativo, disponível para download nas lojas Google Play e App Store 

Ainda Estou Aqui | Estreia no Globoplay neste domingo (6)

Chega ao Globoplay neste domingo (6) o aclamado Ainda Estou Aqui, drama brasileiro dirigido por Walter Salles e estrelado por Fernanda Torres, Fernanda Montenegro e Selton Mello. A produção, que conquistou o Oscar de Melhor Filme Internacional, estará disponível sem custo adicional para assinantes da Claro tv+ com acesso ao Globoplay.

Inspirado na autobiografia de Marcelo Rubens Paiva, o longa mergulha na trajetória de Eunice Paiva, mãe do autor, que enfrentou a prisão, o luto e a perseguição política após o desaparecimento do marido, o ex-deputado Rubens Paiva, durante a Ditadura Militar. A narrativa atravessa décadas, mostrando Eunice como símbolo de força, luta e resistência em um dos períodos mais sombrios da história brasileira.

O filme estreou no Festival de Veneza em setembro de 2024 e foi aplaudido por dez minutos consecutivos. A atuação de Fernanda Torres foi considerada histórica e rendeu à atriz o Globo de Ouro de Melhor Atriz em Filme – Drama, tornando-a a primeira brasileira a conquistar esse reconhecimento. Já o roteiro assinado por Murilo Hauser e Heitor Lorega foi premiado com a Osella de Ouro no mesmo festival.

Ainda Estou Aqui bateu recordes de bilheteria no Brasil, alcançando mais de 5,1 milhões de espectadores e arrecadando mais de R$ 200 milhões. Além do Oscar, o filme também foi indicado ao BAFTA e ao Critics’ Choice Movie Awards, consolidando-se como o primeiro filme brasileiro indicado à categoria principal de Melhor Filme na história da premiação.

A chegada de Ainda Estou Aqui ao Globoplay reforça a presença do cinema nacional em plataformas de streaming e oferece ao público uma oportunidade de revisitar, ou conhecer uma das histórias mais marcantes da memória política e afetiva do Brasil.

Jair Rodrigues: Deixa que Digam | Estreia segunda-feira (7) no Curta!

A história de um dos artistas mais carismáticos e versáteis da música brasileira ganha destaque no canal Curta! com a estreia do documentário Jair Rodrigues: Deixa que Digam. O filme vai ao ar na próxima segunda-feira, dia 7 de abril, às 22h10, dentro da programação Segundas da Música. A produção também estará disponível no CurtaOn – Clube de Documentários, acessível via Prime Video Channels, Claro tv+ e pelo site oficial CurtaOn.com.br.

Jair Rodrigues no Curta! com documentário inédito

Com direção de Rubens Rewald, o documentário apresenta um mergulho emocionante na trajetória de Jair Rodrigues, cantor que marcou gerações com seu jeito irreverente, voz potente e enorme presença de palco. A produção combina imagens de arquivo familiares, vídeos de bastidores e depoimentos inéditos de familiares, amigos e músicos que acompanharam sua carreira.

Entre os nomes presentes estão o irmão Jairo Rodrigues, a viúva Claudine Rodrigues, os filhos Jair Oliveira e Luciana Mello, além de produtores e parceiros musicais. O material também resgata entrevistas históricas, como a do próprio Jair, que afirma:
“Deixe que digam, que pensem, que falem. Por causa dessa música é que eu existo.”

Do samba à MPB, passando pelo rap e sertanejo

Jair Rodrigues começou cedo: foi engraxate, alfaiate e começou a cantar na igreja. Ganhou destaque nos programas de calouros e foi premiado como revelação do samba em 1963. De lá, construiu uma carreira que transitou com naturalidade por diferentes gêneros da música popular brasileira, do samba ao rap, antecipando tendências e abrindo caminho para novos artistas.

Entre os destaques do documentário estão os bastidores de clássicos como Disparada, Majestade O Sabiá, Festa Para Um Rei Negro e Deixa Isso Pra Lá. O filme mostra como Jair soube usar o palco como extensão de sua personalidade, com apresentações marcadas pela dança, humor e criatividade — uma mistura que conquistou o Brasil e ultrapassou fronteiras.

Referência para gerações e símbolo da cultura negra

Durante os anos da Ditadura Militar, Jair foi alvo de críticas por supostamente se manter distante das questões políticas e raciais. Mas seu impacto cultural foi muito além da superfície. Para o historiador Salloma Salomão, “a obra de Jair deveria ser estudada como modelo de performance e expressão artística”. O rapper Rappin’ Hood também reforça a importância do cantor: “Ele estava nos lugares onde a história negra era feita. Jair é parte disso.”

Luciana Mello compartilha um momento emblemático no documentário, quando Jair escorregou no palco e improvisou a situação como se fosse parte do show. Esse tipo de espontaneidade é apenas uma das marcas registradas do artista que sempre preferiu sorrir, dançar e cantar — sem deixar ninguém parado.

Quando assistir?

Jair Rodrigues: Deixa que Digam estreia segunda-feira, dia 7 de abril, às 22h10, no canal Curta!, dentro da faixa temática Segundas da Música. O documentário também estará disponível no CurtaOn – Clube de Documentários, via Prime Video Channels, Claro tv+ e no site oficial CurtaOn.com.br.

Colorful Stage! O Filme: Uma Miku Que Não Sabe Cantar | Trailer ultrapassa 100 mil visualizações no YouTube

O universo de Project Sekai está prestes a ganhar vida nas telonas, e o público brasileiro já demonstra seu entusiasmo. O trailer de Colorful Stage! O Filme: Uma Miku Que Não Sabe Cantar ultrapassou a marca de 100 mil visualizações no YouTube, confirmando o apelo da obra entre fãs de Vocaloid e apaixonados por animação japonesa.

Com estreia marcada nos cinemas brasileiros para o dia 8 de maio, o longa-metragem chega por meio da Cinecolor Filmes Brasil e promete emocionar com uma nova abordagem sobre Hatsune Miku, a diva digital que conquistou o mundo.

Uma Miku em crise: quando a música perde sua voz

Dirigido por Hiroyuki Hata (Iroduku: O Mundo nas Cores), o filme mergulha no universo do game Project Sekai: Colorful Stage! feat. Hatsune Miku, explorando o que acontece quando a própria Miku começa a perder sua conexão com o público. Na trama, sua música, antes capaz de tocar corações, já não parece alcançar as pessoas como antes.

É nesse momento de incerteza que ela cruza o caminho de Ichika, uma jovem cantora de rua com um talento nato para emocionar. A partir daí, a jornada das duas se transforma em uma busca pelo verdadeiro significado da música e da conexão humana.

Elenco conhecido, músicas icônicas

Além de Miku, o longa traz os personagens Rin, Len, Luka, Kaito e Meiko, acompanhados por um novo elenco dividido em cinco bandas originais do game. A trilha sonora é um show à parte, com sucessos como Tell Your World (kz), Melt (Ryo/Supercell) e ROKI (Mikito-P), clássicos que ajudaram a moldar a identidade musical da cultura Vocaloid.

Sucesso no Japão e agora no Brasil

No Japão, o filme permaneceu por cinco semanas no Top 10 das bilheteiras e arrecadou mais de 1 bilhão de ienes (cerca de 6,6 milhões de dólares), mostrando que há espaço para histórias mais sensíveis dentro do universo Vocaloid.

O roteiro é assinado por Yoko Yonaiyama (A Place Further Than the Universe) e a produção fica por conta do estúdio PA Works, conhecido por sua estética detalhista e obras emocionalmente carregadas.

Trailer

Chegada aos cinemas brasileiros

Distribuído pela Cinecolor Filmes Brasil, Colorful Stage! O Filme: Uma Miku Que Não Sabe Cantar reforça a crescente presença da cultura pop japonesa nos cinemas nacionais. A empresa, que atua em diversos países da América Latina, investe cada vez mais em títulos que dialogam com o público jovem e apaixonado por animes, games e música.

Com uma história que vai além da performance e dos palcos digitais, o filme promete emocionar ao mostrar que até ícones virtuais podem se perder — e se reencontrar.


Cazuza: Boas Novas estreia nos cinemas em julho e revisita o período mais intenso da carreira do cantor

Se tem algo que define Cazuza: Boas Novas, documentário que chega aos cinemas em julho de 2025, é urgência. A urgência de viver, de criar, de deixar algo que ecoasse mesmo depois do silêncio. Dirigido por Nilo Romero — parceiro musical e amigo íntimo do cantor — e co-dirigido por Roberto Moret, o filme é um mergulho direto em um dos capítulos mais intensos da vida e obra de Cazuza: o período entre 1987 e o início de 1989, quando sua saúde já estava fragilizada pelo avanço da AIDS.

Nesse curto intervalo, Cazuza fez o impossível: lançou três discos, foi premiado diversas vezes e realizou mais de 40 apresentações do show O Tempo Não Para, que se tornou um dos marcos de sua carreira. Tudo isso enquanto enfrentava um diagnóstico devastador e um tempo cada vez mais curto.

Arquivos inéditos e depoimentos emocionantes

O documentário entrega um retrato íntimo do artista com imagens raras, vídeos de bastidores e falas emocionantes de quem esteve ao lado dele. Ney Matogrosso, Gilberto Gil, Frejat e Lucinha Araújo são alguns dos nomes que ajudam a contar essa história que vai muito além do palco. É um filme que mostra o Cazuza homem, amigo, filho e, acima de tudo, artista até o fim.

Cazuza: Boas Novas é uma produção da 5e60 Filmes, com coprodução da Kajá Filmes e distribuição da recém-lançada Curta Cine-Distribuidora, braço do Grupo Curta!. É o primeiro filme do selo a chegar aos cinemas — e com estilo. A previsão é que a obra também entre na programação do Canal Curta! em 2026, ampliando seu alcance para o público da TV e streaming.

Por trás das câmeras: quem assina o filme

Nilo Romero foi mais do que diretor. Ele viveu parte da história que está sendo contada. Parceiro musical de Cazuza, ele também foi o responsável pela direção musical do espetáculo O Tempo Não Para. A conexão entre os dois transborda na forma como o documentário é construído, sempre com respeito, afeto e verdade.

Roberto Moret, que divide a direção, é jornalista, roteirista e responsável por outros projetos que mesclam entretenimento com relevância social. A soma de experiências dos dois diretores traz equilíbrio ao filme: entre emoção e informação, entre o brilho da arte e o peso do contexto.

Um filme para fãs de música, cultura brasileira e documentários

O documentário é mais do que um tributo: é uma celebração de como a arte pode resistir até quando o corpo já não consegue mais. Cazuza: Boas Novas acerta em cheio no coração de quem viveu os anos 80 e também de quem só conhece Cazuza pelas músicas que seguem vivas nas rádios, playlists e palcos.

Para quem ama música brasileira, acompanha produções nacionais e valoriza histórias que importam, o longa é imperdível. Não é só um filme sobre Cazuza. É um filme sobre o que a arte pode fazer mesmo quando tudo parece estar desmoronando.

30 anos de Warcraft | Último lote de ingressos estará disponível em 7 de abril

Se você é fã de Warcraft e quer participar da celebração oficial dos 30 anos da franquia no Brasil, é bom se preparar: o último lote de ingressos gratuitos para o evento será liberado no dia 7 de abril, às 14h, no site da Tixr. Os ingressos são limitados e a expectativa é de alta demanda, então vale garantir o seu assim que a liberação acontecer.

O evento acontece no dia 19 de abril, em São Paulo, na Casa Aragon, e promete reunir gerações de jogadores que acompanharam a evolução da franquia ao longo de três décadas. Além de celebrar os 30 anos de Warcraft, o encontro também marca os 20 anos de World of Warcraft, os 10 anos de Hearthstone e o primeiro aniversário de Warcraft Rumble, lançado em 2023.

Durante o evento, o público vai conferir atrações como sessões de autógrafos com desenvolvedores da Blizzard, exposição especial com itens da saga, concurso de cosplay, experiências imersivas e interativas — tudo pensado para mergulhar o fã de volta ao universo épico de Azeroth.

Garanta sua vaga no evento histórico de uma das franquias mais importantes dos games. O acesso é gratuito, mas os ingressos são limitados. Quem quiser participar precisa acessar o site da Tixr no dia 7 de abril, às 14h, e garantir o seu antes que esgote.

Evento 30 anos de Warcraft

Data: 19 de abril de 2025
Horário: das 15h às 20h (horário de Brasília)
Local: Casa Aragon – Butantã, São Paulo
Endereço: Praça Prof. Rômulo Ribeiro Pieroni, s/n – Butantã, São Paulo/SP
Ingressos: gratuitos, último lote disponível no dia 7 de abril, às 14h, pelo site da Tixr

JISOO rouba a cena em Hong Kong com look Tommy Hilfiger no evento de ‘AMORTAGE’

JISOO veste Tommy Hilfiger_Crédito BLISSOO Entertainment & Kimhanna Studio

JISOO, integrante do BLACKPINK e ícone da moda mundial, brilhou no evento pop-up do álbum AMORTAGE, realizado no Hysan Place, em Hong Kong, no dia 29 de março de 2025. A artista apareceu com um look da coleção de Primavera 2025 da Tommy Hilfiger e chamou atenção por sua elegância natural, conquistando fãs e fashionistas.

Look Tommy Hilfiger com a cara da JISOO

No encontro com os fãs, JISOO apostou em um visual que mistura o clássico com o moderno: suéter polo de mangas curtas listrado em azul-marinho e branco, acompanhado de uma minissaia plissada azul-marinho com botões dourados. As peças fazem parte da nova coleção Primavera 2025 da Tommy Hilfiger, que vem sendo apresentada com destaque pela cantora.

JISOO na campanha global da Tommy Hilfiger

JISOO veste Tommy Hilfiger_Crédito BLISSOO Entertainment & Kimhanna Studio

Mais do que um simples look, o momento marca também o terceiro retorno de JISOO como rosto das campanhas da Tommy Hilfiger. Depois de ser anunciada como embaixadora oficial no outono de 2024 e estrelar a campanha especial do Ano Novo Lunar, a cantora agora representa a nova fase da marca ao lado de Sofia Richie Grainge.

A ideia da nova coleção é unir o estilo clássico americano com a sofisticação feminina — e ninguém melhor do que JISOO para traduzir essa proposta com autenticidade e charme.

Pop-up do álbum AMORTAGE reúne moda e música

O evento em Hong Kong foi mais do que um encontro promocional — foi um verdadeiro momento de conexão entre JISOO e seus fãs, unindo o universo K-POP com o da moda. A presença da cantora no pop-up de AMORTAGE reforça sua influência tanto como artista quanto como referência de estilo no cenário global.

Fãs conectados nas redes

Quem não pôde comparecer ao evento pôde acompanhar tudo pelas redes sociais usando as hashtags #TommyJeans e marcando os perfis @TommyJeans e @Sooyaaa__. Como sempre, a força dos fãs do BLACKPINK ajudou a impulsionar o momento, que rapidamente ganhou destaque online.

Confinado | Thriller psicológico com Anthony Hopkins e Bill Skarsgård tem nova data de estreia no Brasil

O aguardado thriller Confinado, estrelado por Anthony Hopkins e Bill Skarsgård, tem sua estreia marcada para o dia 29 de maio nos cinemas de todo o Brasil, com distribuição da Diamond Films. Dirigido por David Yarovesky, conhecido pelo filme Brightburn – Filho das Trevas, o longa promete levar os espectadores a uma montanha-russa de tensão psicológica e mistério.

A Trama de Sobrevivência

Confinado acompanha Eddie (Bill Skarsgård), um ladrão em busca de uma maneira fácil de ganhar dinheiro. Ao se deparar com uma SUV de luxo aparentemente desocupada, Eddie acredita ter encontrado a sorte grande. Porém, o que ele não sabe é que o veículo é uma armadilha mortal preparada por William (Anthony Hopkins), um homem frio e calculista que não tem nada a perder.

A história se desenrola em um jogo de sobrevivência implacável, onde Eddie e todos ao seu redor estão em perigo constante. A tensão cresce à medida que Eddie tenta escapar da armadilha, enfrentando o misterioso William, que sempre parece estar um passo à frente. Inspirado em um caso real ocorrido na Argentina, Confinado traz uma abordagem aterrorizante e realista do gênero.

O Diretor David Yarovesky e Sua Abordagem ao Thriller Psicológico

David Yarovesky, que chamou atenção com Brightburn – Filho das Trevas, traz ao público mais um thriller psicológico de tirar o fôlego. Confinado mistura elementos de suspense e mistério, criando uma atmosfera carregada de tensão. O diretor consegue explorar com maestria o medo e a angústia, envolvendo o público em uma história que poderia ser real, mas que é tão aterradora quanto qualquer ficção.

A Força de Anthony Hopkins e Bill Skarsgård no Elenco

A interação entre os talentosos Anthony Hopkins e Bill Skarsgård é um dos maiores atrativos do filme. Hopkins, conhecido por seus papéis icônicos, traz à tela a complexidade de William, um personagem imenso, manipulador e enigmático. Já Skarsgård, que conquistou fama com It: A Coisa, entrega um Eddie vulnerável, mas determinado, que luta pela sua vida em um ambiente hostil e mortal.

A química entre os dois atores torna o duelo psicológico ainda mais intenso, com cada cena carregada de tensão e suspense. O filme promete ser uma experiência única para quem aprecia um bom thriller psicológico.

Trailer

Quando Será a Estreia de Confinado?

A estreia de Confinado está confirmada para o dia 29 de maio de 2025 nos cinemas brasileiros. O filme será distribuído pela Diamond Films, que já garantiu um lançamento nacional para o longa-metragem, trazendo mais uma opção imperdível para os fãs de filmes de suspense e thrillers psicológicos.

Prepare-se para embarcar em uma jornada de tensão e mistério, onde os limites da mente humana serão desafiados. Não perca essa estreia nos cinemas!

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