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‘A Casa de Dona Carlota’ é selecionado para o Festival do Rio 2026

O Festival do Rio 2026 terá a primeira exibição de A Casa de Dona Carlota, curta-metragem dirigido por Lili Fialho e Bruna Linzmeyer. A produção integra a Competição Oficial do festival e recupera a trajetória de Dona Carlota Rezende, dirigente e treinadora do Primavera Atlético Clube, uma das figuras ligadas ao desenvolvimento do futebol feminino no Brasil antes da proibição da modalidade.

Produzido pela MyMama Entertainment, o filme parte da pesquisa histórica da pesquisadora Aira Bonfim para reconstruir um período pouco conhecido do esporte brasileiro. A estreia também marca o primeiro trabalho de Bruna Linzmeyer como diretora e roteirista.

Futebol feminino antes da proibição

Ambientado no Rio de Janeiro da década de 1940, o curta acompanha Dona Carlota enquanto ela prepara a equipe feminina do Primavera Atlético Clube para uma excursão internacional.

A sede do clube funcionava na própria casa de Carlota, em Pilares, onde as jogadoras treinavam, conviviam e disputavam partidas. O espaço acabou se tornando um ponto de autonomia para mulheres que encontravam no futebol uma possibilidade de trabalho e liberdade em uma época marcada por restrições sociais.

A história ganha contornos mais tensos quando Carlota tenta viabilizar uma viagem internacional para sua equipe. A iniciativa ocorre durante o Estado Novo, período em que o futebol praticado por mulheres enfrentava crescente pressão de setores da sociedade e do poder público.

Em 1941, Carlota foi presa pela Delegacia de Costumes e o Primavera teve sua sede fechada. Pouco depois, um decreto-lei do governo de Getúlio Vargas proibiu às mulheres a prática de esportes considerados incompatíveis com sua natureza. A restrição ao futebol feminino permaneceu por décadas, até a regulamentação da modalidade em 1982.

Ingrid Trigueiro interpreta Dona Carlota. O elenco também reúne Bruna Linzmeyer, Tay O’hana, Luisa Mangini e Diego Pallardo, além da participação especial de Sandra Sá.

Uma história que chega ao cinema antes da Copa de 2027

Para Lili Fialho, recuperar a trajetória de Carlota significa também questionar a forma como a história do futebol brasileiro foi construída.

A diretora destaca que a estreia acontece em um momento simbólico: em 2027, o Brasil será sede da Copa do Mundo Feminina da FIFA pela primeira vez. O filme, portanto, estabelece uma ligação entre as pioneiras que enfrentaram a proibição no século passado e a atual expansão do futebol praticado por mulheres.

“A Casa de Dona Carlota” também representa um novo momento na carreira de Bruna Linzmeyer. A atriz, que há anos desenvolve projetos relacionados ao futebol feminino, estreia na direção e no roteiro justamente com uma história ligada à memória da modalidade.

A produção é resultado de anos de pesquisa de Lili sobre o futebol de mulheres e pretende recuperar personagens que ficaram fora dos registros mais conhecidos do esporte.

Festival do Rio marca primeira exibição

A seleção para o Festival do Rio 2026 inicia a trajetória do curta no circuito de festivais nacionais e internacionais. Depois dessa etapa, a produção tem previsão de chegar a plataformas de streaming em 2027.

Com 15 minutos de duração, o filme combina ficção histórica e pesquisa documental para reconstruir o ambiente em que Carlota e as jogadoras do Primavera desafiaram as convenções de seu tempo.

A Casa de Dona Carlota é uma produção da MyMama Entertainment, com direção e roteiro de Lili Fialho e Bruna Linzmeyer. A classificação indicativa é 10 anos.

History 2 estreia série documental sobre O Velho Oeste com Kevin Costner

O History 2 estreia em 3 de setembro, às 21h10, a série documental O Velho Oeste com Kevin Costner (The West). Apresentada e produzida pelo ator e cineasta Kevin Costner, a produção revisita a formação do Oeste dos Estados Unidos entre o fim do século XVIII e o início do século XX.

Ao longo de oito episódios, a série procura ir além da imagem tradicional do Velho Oeste popularizada pelo cinema. A narrativa aborda as disputas por território e poder que acompanharam a expansão do país, colocando lado a lado diferentes grupos envolvidos nesse processo.

Conflitos e personagens históricos

A produção recupera episódios relacionados à expansão territorial e apresenta as perspectivas de pioneiros, povos indígenas e figuras históricas que participaram desse período.

Entre os personagens abordados estão Lewis e Clark, Sacagawea e diferentes líderes e militares envolvidos nos conflitos pela ocupação de territórios. As histórias também passam pelos confrontos entre xerifes, forasteiros e outros personagens que ajudaram a construir o imaginário associado ao Oeste norte-americano.

Para reconstruir esse período, a série combina dramatizações, imagens de arquivo e depoimentos de especialistas, utilizando os acontecimentos históricos como ponto de partida para discutir também seus impactos posteriores.

Costner também propõe uma reflexão sobre o significado dessa expansão e sobre a forma como conflitos históricos continuam relacionados a questões contemporâneas, especialmente quando envolvem território, poder e relações entre diferentes povos.

Dois episódios na estreia

O History 2 exibirá dois episódios por semana. Na estreia, a programação começa com “Timbers caídos”, que acompanha o confronto entre as nações indígenas lideradas pelo chefe Little Turtle e o então incipiente Exército dos Estados Unidos. Após uma vitória indígena, o general Anthony Wayne prepara uma reação que culminará em uma batalha decisiva para a expansão norte-americana.

Na sequência, “A fuga de Colter” acompanha John Colter, integrante da Expedição Lewis e Clark que decide permanecer na região para trabalhar como caçador e comerciante de peles. Depois de entrar em território considerado sagrado pelos Blackfeet, ele é capturado e precisa escapar para sobreviver.

O Velho Oeste com Kevin Costner estreia em 3 de setembro, às 21h10, no History 2. A série tem classificação indicativa de 14 anos.

Captain Tsubasa 2: World Fighters chega aos consoles e PC com futebol ainda mais exagerado

O futebol de Captain Tsubasa está de volta aos videogames. Captain Tsubasa 2: World Fighters já está disponível para PlayStation 5, Xbox Series X|S, Nintendo Switch e PC (Steam), retomando a proposta de misturar partidas de futebol com os golpes e movimentos exagerados do anime.

Na nova aventura, Tsubasa Ozora volta a defender a seleção japonesa no Campeonato Mundial Juvenil, enfrentando equipes de diferentes partes do mundo. Entre os adversários estão Brasil, Argentina, Holanda e México, em uma campanha que também inclui clubes, times escolares e a equipe especial Real Japan.

Mais de 110 personagens e 150 novos movimentos

A sequência reúne mais de 110 personagens jogáveis, incluindo nomes conhecidos da franquia. A progressão permite aprimorar habilidades, estabelecer novas amizades e enfrentar rivais cada vez mais fortes ao longo do torneio.

A principal característica da série também está de volta: o chamado Super Action Soccer. Passes, dribles, desarmes e finalizações ganham movimentos especiais inspirados nas técnicas dos personagens, agora acompanhados por novos efeitos visuais.

Ao todo, o jogo adiciona mais de 150 novas jogadas e cenas especiais. Entre as novidades está um sistema de confronto direto entre atacante e goleiro, permitindo que os jogadores disputem sequências de chutes e defesas com as técnicas características de cada personagem.

Trilha sonora inédita

A música também recebeu atenção na sequência. Tadayoshi Makino, compositor da franquia, retorna para produzir mais de 80 novas faixas para World Fighters.

Captain Tsubasa 2: World Fighters está disponível nas edições Standard, Deluxe e Ultimate para PS5, Xbox Series X|S, Nintendo Switch e PC via Steam.

Thalita Rebouças participa da Bienal de SP para divulgar filme baseado em seu livro

Thalita Rebouças estará na Bienal do Livro de São Paulo 2026 para encontros com leitores e divulgação de Era Uma Vez Minha 1ª Vez, adaptação cinematográfica de seu livro homônimo. A autora participa de sessões de autógrafos no estande da Rocco nos dias 5 e 6 de setembro.

O filme chega aos cinemas brasileiros em 17 de setembro e acompanha quatro amigas diante das descobertas e dúvidas que fazem parte da adolescência. A história aborda amizade, sexualidade, amadurecimento e expectativas, sem tratar a primeira experiência como algo que precise seguir um roteiro determinado.

Quatro amigas e diferentes momentos da adolescência

A trama acompanha Teresa, Clara, Tuca e Patty, quatro amigas que percebem que o despertar da sexualidade acontece de maneiras diferentes para cada uma.

A narrativa parte justamente das expectativas criadas em torno dessa fase da vida para discutir a diferença entre pressa e descoberta, enquanto as personagens lidam com seus próprios sentimentos e com a influência das amizades.

O elenco principal é formado por Castorine, Duda Matte, Leticia Braga e Lívia Silva. Também participam do filme Cauã Martins, Caian Zattar, Cintia Rosa, Pedro Ogata, JP Rufino e Duda Pimenta.

Filme chega aos cinemas em setembro

Com direção de Claudia Castro, o longa tem roteiro de Thalita Rebouças e João Paulo Horta e adapta a obra publicada pela autora.

A produção é da Na Paralela Filmes, com coprodução da Warner Bros. Pictures e RioFilme e codistribuição da A Fábrica.

Na Bienal, além dos autógrafos, serão distribuídos marcadores com QR Code que direcionam para informações sobre os ingressos do filme.

Era Uma Vez Minha 1ª Vez estreia nos cinemas em 17 de setembro de 2026.

Serviço — Thalita Rebouças na Bienal do Livro SP

5 de setembro: 15h — estande da Rocco
6 de setembro: 17h30 — estande da Rocco

Filme: Era Uma Vez Minha 1ª Vez
Direção: Claudia Castro
Roteiro: Thalita Rebouças e João Paulo Horta
Elenco: Castorine, Duda Matte, Leticia Braga, Lívia Silva, Cauã Martins, Caian Zattar, Cintia Rosa, Pedro Ogata, JP Rufino e Duda Pimenta
Estreia: 17 de setembro de 2026

“The Fox Sisters”, novo filme de Wagner de Assis, terá première mundial em Los Angeles

O cinema brasileiro chega a Los Angeles com The Fox Sisters, novo longa de Wagner de Assis, que terá sua première mundial no NoHo CineFest, em 29 de agosto. O diretor participa da sessão ao lado do elenco, em um momento que também marca sua estreia em uma produção falada em inglês.

Antes da exibição, em 28 de agosto, Assis participa de um encontro em Glendale, na Califórnia, para discutir os desafios de produzir filmes de grande escala e as possibilidades de inserção no mercado internacional.

As irmãs que desafiaram a fronteira entre crença e ciência

Escrito, dirigido e produzido por Wagner de Assis, The Fox Sisters resgata a história real de Leah, Maggie e Kate Fox, três irmãs norte-americanas do século XIX que ficaram conhecidas como pioneiras do Espiritualismo Moderno.

A trajetória das irmãs ganhou notoriedade a partir de supostos fenômenos sobrenaturais que ajudaram a impulsionar um movimento religioso e espiritual que posteriormente se espalhou dos Estados Unidos para outras partes do mundo.

O filme combina drama histórico, suspense e elementos sobrenaturais para revisitar esse período e explorar questões envolvendo crença, ciência e os limites entre o mundo material e o espiritual.

As três protagonistas são interpretadas por Sionne Elise, Jamie Hughes e Marie McHugh, atriz brasileira-americana. O elenco estará presente na première em Los Angeles.

Produção entre Brasil e Estados Unidos

The Fox Sisters foi filmado entre Brasil e Estados Unidos e representa uma nova etapa na carreira de Wagner de Assis, conhecido por trabalhos ligados ao cinema espiritualista.

Depois da première internacional, o longa terá lançamento nos cinemas brasileiros em 24 de setembro de 2026.

Três Vezes Adeus | Novo filme de Isabel Coixet ganha trailer e data de estreia no Brasil

Alba Rohrwacher (Marta) e Elio Germano (Antonio) em Tres adioses - crédito Greta de Lazzaris

Três Vezes Adeus (Tre Ciotole), novo filme da diretora espanhola Isabel Coixet, chega aos cinemas brasileiros em 17 de setembro. O longa estrelado por Alba Rohrwacher e Elio Germano acompanha um casal que vê a própria vida mudar depois de uma separação e de uma descoberta que coloca tudo em perspectiva.

A história começa quando Marta e Antonio, juntos há sete anos, terminam o relacionamento depois de uma discussão. Enquanto ele mergulha no trabalho como chef de cozinha, ela se isola e perde completamente o apetite.

O que inicialmente parece ser consequência do fim da relação, porém, ganha outra dimensão quando Marta descobre que os sintomas estão relacionados a uma doença grave.

Do fim de um relacionamento a uma nova perspectiva

A partir da descoberta, Três Vezes Adeus acompanha Marta enquanto ela precisa lidar não apenas com a doença, mas também com a própria maneira de enxergar a vida.

O filme adapta o livro “Tre Ciotole”, da escritora italiana Michela Murgia, e combina drama e momentos de humor para falar sobre relações, perdas e a necessidade de encontrar novos caminhos diante de mudanças inesperadas.

A produção também retoma alguns temas recorrentes na carreira de Coixet, especialmente a relação entre amor, morte e reconstrução emocional. Música e gastronomia aparecem como elementos importantes na narrativa e ajudam a estabelecer a personalidade dos protagonistas.

Isabel Coixet no cinema

Conhecida por dramas centrados em personagens e relações humanas, Isabel Coixet dirigiu filmes como Minha Vida Sem Mim (2003), A Vida Secreta das Palavras (2005), Fatal (2008) e A Livraria (2017).

Em Três Vezes Adeus, a diretora parte novamente de uma história íntima para discutir a fragilidade da vida e os vínculos construídos entre as pessoas.

Três Vezes Adeus estreia nos cinemas brasileiros em 17 de setembro de 2026.

“Hadestown” ganha painel na CCXP26 antes da estreia brasileira

A CCXP26 terá um painel dedicado a Hadestown, musical criado por Anaïs Mitchell que chega aos palcos brasileiros em março de 2027. A apresentação acontece no Palco Blast, durante o festival, marcado para os dias 3 a 6 de dezembro, no São Paulo Expo.

Vencedor de oito Tony Awards, incluindo Melhor Musical, Hadestown será apresentado no Brasil no Teatro Renault, em uma montagem que adapta os mitos gregos de Orfeu e Eurídice e Hades e Perséfone.

Mitologia grega encontra folk, jazz e blues

A história acompanha Orfeu, jovem músico que acredita ser capaz de transformar o mundo por meio de suas canções, e Eurídice, que enfrenta a fome e o frio em um cenário marcado pela dificuldade.

Quando Eurídice parte para Hadestown, reino subterrâneo governado por Hades, Orfeu decide atravessar a fronteira entre os vivos e os mortos para tentar resgatá-la.

A produção combina elementos de folk, jazz e blues com a mitologia grega para abordar temas como amor, escolhas, esperança e resistência.

O painel da CCXP26 será realizado em parceria com T4F e Caradiboi e integra a programação do Palco Blast, ampliando o espaço dedicado às produções de teatro musical dentro do festival.

CCXP26

A CCXP26 acontece de 3 a 6 de dezembro, no São Paulo Expo, em São Paulo. A programação contará com painéis, atrações, experiências imersivas e participações de artistas.

Entre as modalidades de ingresso estão as credenciais diárias, o ingresso para os quatro dias, Epic Pass, Coringa e Thunder Pass, além do Camarote Omelete.

A edição também terá a Spoiler Night, marcada para 2 de dezembro, das 18h às 21h, exclusiva para Epic Pass, Coringa e convidados.

Os detalhes sobre o horário e os participantes do painel de Hadestown ainda não foram divulgados.

“Pai de Primeira Viagem”, com Murilo Benício e Kevin Vechiatto, é selecionado pelo Festival do Rio

Pai de Primeira Viagem, nova comédia protagonizada por Murilo Benício e Kevin Vechiatto, foi selecionada para a mostra Hors Concours da Première Brasil, no Festival do Rio 2026.

Dirigido por Mariana Youssef, o filme acompanha a relação complicada entre Márcio, um comediante em decadência, e Nico, seu filho adolescente. A distância entre os dois muda quando uma situação familiar faz com que precisem passar mais tempo juntos.

Uma viagem para aproximar pai e filho

Márcio atravessa uma crise de meia-idade e tenta recuperar a carreira, enquanto mantém uma relação praticamente inexistente com Nico. O adolescente cresceu sob os cuidados da mãe, Leila (Leandra Leal), e tem pouco contato com o pai.

Quando Leila precisa viajar, Nico fica sob os cuidados de Márcio. A convivência acaba levando os dois a uma viagem improvisada, na qual diferenças geracionais e questões relacionadas à masculinidade são colocadas em primeiro plano.

Entre discussões e situações de humor, pai e filho precisam lidar com feridas antigas e descobrir uma maneira diferente de enxergar um ao outro.

Além de Benício, Vechiatto e Leal, o elenco conta com Claudia Missura, Clarisse Abujamra, Karol Lannes, Júlia Perré, Rafael Pimenta e Camila Biondan.

Festival do Rio

A seleção marca a chegada do longa à programação do Festival do Rio, um dos principais eventos cinematográficos do país. O filme integra a Première Brasil, na categoria Hors Concours.

A produção é uma coprodução entre LB Entertainment, +Galeria e o grupo Telefilms.

Pai de Primeira Viagem é dirigido por Mariana Youssef, com roteiro de Filipe Serra. A direção de fotografia é de Lito Mendes da Rocha, enquanto a direção de arte fica a cargo de Luana Demange.

O filme ainda não teve sua data de estreia comercial divulgada.

Exposição imersiva leva a história da Grande Muralha da China a Campinas

Projeção da exposição "A Grande Muralha da China"

A Grande Muralha da China será o tema de uma nova exposição imersiva em Campinas. A partir de 2 de setembro, o Instituto CPFL recebe uma mostra gratuita que utiliza projeções, recursos audiovisuais, mapas digitais e instalações interativas para apresentar diferentes momentos da história e da cultura chinesa.

Criada pela YDreams Global, a exposição permanece em cartaz até 31 de outubro e faz parte da programação da 10ª edição do CPFL Intercâmbio Brasil-China, iniciativa que, em 2026, integra as celebrações do Ano da Cultura China-Brasil.

Uma viagem pela história da Muralha

Projeção da exposição “A Grande Muralha da China”

A exposição apresenta a Muralha como uma construção formada por diferentes estruturas e períodos históricos, em vez de tratá-la como uma única obra. O percurso passa pelas primeiras fortificações, pelas dinastias chinesas e pela Rota da Seda, mostrando também a relação dessas estruturas com territórios, cidades e rotas comerciais.

Entre os recursos utilizados estão projeções em grandes dimensões, sons, mapas digitais e estações interativas. O visitante também poderá conhecer técnicas e materiais empregados na construção da Muralha em diferentes períodos.

A Rota da Seda ganha uma área dedicada à interação. Nela, mapas digitais mostram os caminhos percorridos por comerciantes e viajantes, além das cidades e regiões conectadas por uma das principais redes de circulação de produtos e conhecimentos da Antiguidade.

O “Dragão de Pedra que Nunca Dorme”

Projeção da exposição “A Grande Muralha da China”

A experiência é guiada pela metáfora do “Dragão de Pedra que Nunca Dorme”, utilizada para representar a permanência da Grande Muralha ao longo dos séculos.

Em um dos momentos centrais da mostra, imagens, sons e efeitos sensoriais recriam paisagens associadas à construção, como montanhas, desertos e antigas passagens. A proposta é aproximar o público não apenas da dimensão arquitetônica da Muralha, mas também das pessoas, conflitos e trocas culturais relacionados a ela.

Na parte final, a exposição aborda a transformação da Grande Muralha em um dos principais símbolos da China, destacando sua importância como patrimônio histórico e cultural.

A estrutura foi reconhecida pela UNESCO como Patrimônio Mundial em 1987 e posteriormente passou a integrar a lista das Novas Sete Maravilhas do Mundo.

Intercâmbio entre Brasil e China

A exposição integra a programação comemorativa dos 10 anos do CPFL Intercâmbio Brasil-China. Além da mostra, a edição de 2026 prevê concertos com artista chinês, Festival da Lua em Campinas, uma nova temporada de documentários sobre Brasil e China, publicação de livros, edições especiais do Café Filosófico CPFL e programas na TV Cultura.

A programação também inclui o lançamento de um catálogo que reúne registros das dez edições do projeto.

A iniciativa utiliza diferentes linguagens, como música, audiovisual, filosofia e artes, para aproximar o público brasileiro da cultura chinesa.

Serviço

Exposição “A Grande Muralha da China”

Local: Instituto CPFL — Rua Jorge de Figueiredo Corrêa, 1632, Chácara Primavera, Campinas (SP)
Período: 2 de setembro a 31 de outubro de 2026
Entrada: gratuita
Horários: segunda, terça, quarta e sexta, das 8h às 17h; quinta, das 8h às 19h; sábado, das 10h às 16h.

MIBR leva Apollo e Neo para a BDA 10 Anos neste sábado

O MIBR estará representado por Apollo e Neo na BDA 10 Anos, edição especial da Batalha da Aldeia que acontece neste sábado (29), a partir das 13h, em São Paulo.

A competição celebra os dez anos da Batalha da Aldeia e reúne nomes que ajudaram a construir a cena brasileira de freestyle ao longo da última década. O formato da edição comemorativa será disputado em trios, colocando diferentes gerações de MCs frente a frente.

Apollo e Neo chegam com histórico de títulos

Um dos principais nomes da competição, Apollo acumula 25 títulos na Aldeia, além de duas conquistas no Aniversário da BDA e dois campeonatos estaduais.

Neo também chega à celebração com um currículo expressivo. O MC soma 18 títulos na Aldeia, três conquistas no Aniversário da BDA e três títulos estaduais. O rapper também foi finalista do Duelo Nacional e campeão do Rei do Coliseu.

A participação dos dois reforça a presença do MIBR no freestyle, ampliando a atuação da organização para além das modalidades tradicionais dos esports.

Filme sobre Carolina Maria de Jesus ganha teaser na Bienal do Livro de São Paulo

Quarto de Despejo foto-Mariana-Vianna

O filme Carolina de Jesus, inspirado na trajetória e na obra de Carolina Maria de Jesus, terá uma apresentação especial durante a Bienal do Livro de São Paulo. O encontro acontece em 5 de setembro, das 15h15 às 16h, na Arena da Bienal, e contará com a exibição do teaser do longa em primeira mão.

A atividade também vai discutir a memória e o legado da escritora, além dos desafios de adaptar sua história para o cinema.

Elenco participa de conversa na Bienal

A mesa terá a participação de Maria Gal, que interpreta Carolina e também é uma das produtoras do filme; Vera Eunice, filha da escritora e integrante do elenco; Clayton Nascimento, ator e preparador de elenco; e Conceição Evaristo, escritora e uma das referências da literatura afro-brasileira, que também participa da produção como atriz.

A conversa será mediada pela jornalista e apresentadora Adriana Couto.

Dirigido por Jeferson De e com roteiro de Maíra Oliveira, o longa adapta Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada, obra publicada por Carolina Maria de Jesus. A produção, porém, pretende ir além da conhecida trajetória da escritora e explorar aspectos de sua vida pessoal, incluindo afetos, desejos, vaidade, maternidade e consciência política.

Trechos de seus diários servem como base para uma narrativa ambientada no período entre a escrita de Quarto de Despejo e sua publicação.

O elenco ainda reúne Raphael Logam, Liza Del Dala, Carla Cristina Cardoso, Ju Colombo, Caio Manhente, Jack Berraquero, Fabio Assunção, Alan Rocha e Thawan Lucas, entre outros.

Favela do Canindé foi recriada em estúdio

As filmagens foram realizadas no Rio de Janeiro, incluindo locações como a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), no Recreio dos Bandeirantes, e os Estúdios Quanta Rio de Janeiro.

Para reproduzir a Favela do Canindé dos anos 1950, a equipe de arte, comandada por Billy Castilho, construiu um cenário com mais de 400 m². A produção também utilizou dois painéis de LED, de 12×5 metros e 4×3 metros, que reproduziam diferentes perspectivas do horizonte e da favela.

Somados, o cenário físico e os painéis ocuparam mais de 700 m².

Produção foi reconhecida em Cannes

Ainda em pós-produção, Carolina de Jesus tem lançamento previsto para 2027. Em 2026, o projeto foi selecionado para o Goes to Cannes, iniciativa realizada durante o Marché du Film, mercado oficial do Festival de Cannes.

A produção brasileira esteve entre apenas três projetos de diferentes partes do mundo contemplados com um prêmio de mercado na edição deste ano.

O longa é produzido por Move Maria, Raccord Produções e Buda Filmes, com coprodução da Globo Filmes, produção associada da Dezenove Som e Imagem e distribuição da Elo Studios.

Semana de Cinema Negro de Belo Horizonte confirma 6ª edição após anunciar cancelamento

A Semana de Cinema Negro de Belo Horizonte terá uma nova edição em 2026. Após anunciar o cancelamento do festival, a organização confirmou a realização da 6ª edição, marcada para os dias 14 a 18 de outubro, em Belo Horizonte.

Segundo Layla Braz, idealizadora da Semana, a organização está finalizando uma parceria para viabilizar o evento e deve divulgar em breve os locais e a programação.

“A Semana vai acontecer. […] Estamos muito felizes em poder confirmar a sexta edição e seguir construindo essa história”, afirma Layla Braz.

Festival chega à sexta edição

Criada em 2021, a Semana de Cinema Negro de Belo Horizonte surgiu durante a pandemia com uma programação on-line e gratuita. A primeira edição reuniu 50 filmes de realizadores negros do Brasil, da África e da diáspora, além de debates e oficinas.

Desde então, o festival acumulou quase 300 filmes exibidos e recebeu mais de 30 mil pessoas em sessões, debates e atividades formativas presenciais e on-line.

Entre os espaços que já receberam a programação estão o Cine Humberto Mauro e o Cine Santa Tereza. A Semana também promove encontros entre realizadores, pesquisadores, estudantes, críticos e profissionais do audiovisual, além de atividades voltadas ao público infantil e escolar e ações de acessibilidade.

Cine Escrituras Pretas

Uma das principais iniciativas do festival, a mostra Cine Escrituras Pretas recebeu cerca de 300 inscrições para a edição de 2026. A seleção reúne obras de realizadores negros brasileiros.

A programação completa da 6ª Semana de Cinema Negro de Belo Horizonte, assim como os locais de exibição, ainda será anunciada pela organização.

6ª Semana de Cinema Negro de Belo Horizonte
Data: 14 a 18 de outubro de 2026
Local: Belo Horizonte (MG)
Programação e locais: a divulgar