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Top 10 Cinemas: Estreia Tales of Vesperia nos cinemas (Dias 3 e 4 de outubro)

Imagem promocional de Tales of Vesperia: The First Strike

Primeira semana de outubro e final de semana sem grandes novidades no nosso Ranking 10 da bilhteria japonesa. A grande novidade é a estréia de Tales of Vesperia – The First Strike distribuído pela Kadokawa.

Começamos sem grandes novidades com seis semanas no topo da bilheteria, o 20 th Century Boys. É verdade que ele deu uma bela dançada de posições no feriado anterior, mas voltou a se consolidar no topo. Acredito que esse possa ser o filme com maior bilheteria do ano, porém ainda é cedo pra confirmar isso, além de Harry Potter ficou um bom tempo nas salas japonesas. Lembrando que esse é o terceiro e última parte da trilogia baseada no mangá do Naoki Urasawa. O mangá chegou a ser anunciado no Brasil pela Editora Conrad, tendo seu lançamento programado após a conclusão de Monster, porém até hoje esperamos a conclusão desse mangá.

Tendo uma troca de cadeiras, Kamui Gaiden abocanhou a segunda posição dessa semana. O filme é baseado no manga homônimo produzido entre 1964 a 1971 pelo mangaka Sanpei Shirato. O mangá já saiu no Brasil com o nome “A Lenda de Kamui” pela editora Abril nos anos 90.

Indo para a terceira posição temos o filme Ballad: Namonaki Koi no Uta que é uma adaptação da animação de 2002, Crayon Shin-Chan: Arashi wo Yobu Appare! assim infelizmente o filme tem ganhado atenção da mídia pela morte do autor do mangá. Infelizmente o mesmo que tem um trailer excelente, acabou ganhando mídia indireta por conseqüência dos últimos fatos. Ballad: Namonaki Koi no Uta tem em seu elenco os atores Kusanagi Tsuyoshi (SMAP) e Yui Aragaki.
Sem grandes mudanças, temos na quarta posição a dobradinha Duel Masters Lunatic God Saga e A penguin´s Troubles The Movie, coisa típica no Japão. Na quarta posição, fazendo duas semanas, as duas animações continuam no top, porém agora rivalizam apenas com Tales Of Vesperia como animações no top.
Outro filme que manteve a mesma média foi o Katen no Shiro. Baseado no romance escrito por Kenichi Yamamoto sob a construção do castelo Azuchi, requisitado pelo poderoso daimyo Oda Nobunaga (interpretado aqui pelo Kipeei Shiina). Azuchi é considerado o maior castelo da história do Japão, que reúne beleza, prodigalidade com utilitária e defesa. No elenco temos Toshiyuki Nishida como genioso carpinteiro e Shinobu Otake como sua esposa. Saki Fukuda que estréia no seu primeiro papel num drama de samurai como filha dos dois. O filme é distribuído pela Toei e manteve a mesma média da semana passada.

Outro filme que repetiu a mesma posição no ranking foi Coco antes da Chanel que tem mantendo a média desde a semana passada.

Só perdendo para Dragon Quest e Final Fantasy a posição de RPG mais popular do Japão, a franquia “Tales of” chega aos cinemas com Tales of Vesperia – The First Strike. Como o nome diz, o jogo da Bandai Namco, lançado em exclusividade para Xbox360, está chegando aos cinemas na forma de prequel. Tendo diretor Kanta Kamei (que fez O-Ren, a animação de Kill Bill), o filme foi produzido e está sendo distribuído pela Kadokawa Pictures.

Na oitava posição, temos Wolverine: X-men Zero que está perdendo força no topo. O filme já está saindo em bluray no resto do mundo, sendo bastante provável que este saia dos cinemas japoneses muito em breve.
Tajomaru perdeu mais uma posição, chegando na nona posição. Sendo uma releitura do conto Yabu no Naka do escritor Ryunosuke Akutagawa, o filme conta a historia de Naomitsu (Oguri Shun), o segundo filho do clã Hatakeyama e é noivo da princesa Ako (Yuki Shibamoto). Um dia, ele decide fugir de casa, fugindo para as montanhas e é atacado pelo ladrão Tajomaru, porém Naomitsu mata o ladrão e decide assumir a identidade dele. O tema do é do B´z, com a música Pray, ficando uma mistura muito interessante jrock com temática de samurais.

Na décima e última posição temos A verdade Nua e Crua que manteve a mesma média da semana passada.

Crítica | Cartas de Iwo Jima

Soldado junto ao mar em imagem de Cartas de Iwo Jima

Ganhador do Globo de Ouro de melhor filme em língua estrangeira e Oscar de edição de som. Conhecemos o outro lado da segunda guerra mundial.


Premiadíssimo filme dirigido por Clint Eastwood e tendo como produtor Steven Spielberg, com certeza poderia se esperar um grande filme, mas não saberíamos se o resultado final seria tão fiel a visão japonesa da Segunda guerra mundial. A resposta veio com a aprovação do público japonês que arrecadou em menos de um mês de exibição, aproximadamente 30 milhões de dólares.

Entre os destaques do elenco, temos o ator Ken Watanabe, que ganhou repercussão internacional com Último Samurai e Batman Begins. Enquanto no Japão, o destaque realmente ficou para o ator e cantor Kazunari Ninomiya, da banda Arashi (que cantam o dorama Hana Yori Dango 1 e 2).

2 visões. 2 filmes

Clint Eastwood planejava filmar inicialmente apenas um filme com a visão americana, que seria “A conquista de uma honra”. Deparando-se com diversas cartas escritas pelo tenente general Tadamichi Kuribayashi, abriu-se o parecer de também explorar a visão japonesa numa produção que seria rodada simultaneamente. Os dois filmes foram feitos com elencos distintos, mas a mesma equipe de produção. Eastwood fala que também decidiu fazer o filme por falta de uma produção sobre o assunto, mesmo existindo filmes com o nome “Iwo Jima”, nenhum antes explorou o tenente general Kuribayashi como foi nessa produção.

A grande ironia fica que “A conquista de uma honra” ganhou seus méritos, mas nada se compara a repercussão de “Cartas de Iwo Jima” que veio com elogios da crítica. Cartas de Iwo Jima foi produzido com “apenas” 15 milhões de dólares, levando em consideração que é um filme hollywoodiano. A produção do filme foi a reunião dos estúdios: Dreamworks SGK, Warner Bros, Malpaso Productions e Amblin Entertainment, tendo a distribuição da Warner Brothers e Paramount.

O filme

Voltamos no tempo até 1945, em plena segunda guerra mundial. O Japão resistia bravamente as forças armadas americanas, com ataques que surpreendiam os ocidentais como os famosos kamikazes em Pearl Harbor. O imperador ainda carregava valores mitológicos de divindade, a primeira coisa que os americanos extinguiram quando decretariam a derrota do Japão na guerra.

Conhecemos a ilha Iwo Jima, que fica a 1,2 mil quilômetros de Tóquio. Sendo um ponto estratégico caso o inimigo viesse assumir a ilha, o governo japonês pensou em diferentes formas de contornar a situação, cogitando até a explodir. Tendo por volta de 22 mil homens, todos tinham a plena consciência que o inimigo era em maior número e que tinha bem mais armamentos. Todos ali tinham um dever a cumprir, matar no mínimo dez soldados americanos antes de sucumbir. A ilha ainda amaldiçoava os soldados, exalando cheiro de enxofre, sendo extremamente quente e causando diarréia em diversos soldados, inclusive matando alguns dessa forma tão desonrosa.

O tenente general Tadamichi Kuribayashi (interpretado por Ken Watanabe) chega à ilha, tendo uma difícil tarefa: “Conseguir manter todos vivos o maior tempo possível”. Tendo estudado no Canadá e freqüentado durante dois anos os EUA, ele conheceu todo o sistema bélico norte americano. Desde o primeiro momento, sabemos que ele é contra fazer uma guerra com os americanos.

Entre os soldados, conhecemos a história do soldado Saigo (interpretado por Ninomiya Kazunari). Tendo um restaurante com sua esposa, o governo levou a falência por sempre pedir mais e mais contribuição para a guerra. Quando o Japão mais necessita da ajuda de sua população, vem uma carta pedindo que Saigo se torne soldado na guerra. Sua esposa grávida não aceita a carta do governo, mas uma senhora japonesa explica a honra de um japonês ir a guerra e deixar um herdeiro no mundo. Saigo parte assim para ilha de Iwo Jima, sabendo que dificilmente voltaria com vida.

Chega a ilha também o Barão Nishi, uma celebridade na Ilha de Iwo Jima. Vencedor olímpico de equitação em 1932, ele tem a fama de galanteador quando está cercado pelas mulheres. Ele se torna grande amigo do tenente general Kuribayashi, como também apresenta o seu cavalo que também está ajudando na guerra.

A tática que deixou Iwo Jima na história

Optando pela maior sobrevivência do grupo, invés de um combate direto, Kuribayashi decide partir para o subsolo. Fazendo imensos túneis por debaixo da ilha, ele sabia que poderiam ter menos baixas como também surpreender os americanos por parecer que a ilha estar “deserta”.
Essa decisão tornou o tenente general Kuribayashi conhecido não apenas pelos japoneses, mas também pelos americanos que o elogiaram por essa tática. Essa decisão não teve apoio unânime e ele encontrou muita resistência ente os generais ali na ilha presente até o fim, o que gerou suicídios coletivos de soldados, como ordens não cumpridas que levaram soldados a morte.

Curiosidades

O Japão perdendo a guerra sofreu diversas restrições e mudanças impostas pelos americanos. O seu imperador perdeu status de um deus, assumindo a perda guerra para a população japonesa por via de rádio. As bases americanas se instalaram no Japão, funcionando até hoje, causando desconforto à população japonesa, principalmente em Okinawa.

Em janeiro, o single “Love so sweet” ficou em primeiro lugar da Oricon, levando o grupo Arashi ao programa Music Station. Os destaques do grupo foram Jun Matsumo que estava atuando no dorama Hana yori dango 2 e Ninomiya Kazunari que havia atuado em Cartas de Iwo Jima. Um dos pontos altos da entrevista foi Ninomiya Kazunari falar do filme como também sua recente viagem a França para promover o filme. Ele inocentemente elogiou a suíte que se hospedou na França, fazendo o apresentador fazer m trocadilho com o single, “Love so suite”.

Infelizmente o filme não teve uma das melhores distribuições no cinema brasileiro, o que tornou mais uma exibição repentina. Vale destaque que na cidade de São Paulo, houve exibições sem legendas para a colônia japonesa. Acredito que com o Oscar reconhecido, o filme chegue as locadoras de uma forma mais honrosa.

O livro com as cartas que serviu de inspiração para a roteirista nipo-americana Iris Yamashita e foi lançado por aqui pela editora JBC.

Ficha técnica

Nome nacional: Cartas de Iwo Jima
Nome Original: Letters from Iwo Jima
Estúdio: DreamWorks SKG / Warner Bros. Pictures / Malpaso Productions / Amblin Entertainment
Distribuição: Warner Bros. / Paramount Pictures
Duração: 140 minutos
Ano: 2006 (EUA) e 2007 (Brasil)
Diretor: Clint Eastwood
Roteirista: Iris Yamashita
Produtores: Clint Eastwood, Steven Spielberg e Robert Lorenz
Trilha sonora: Kyle Eastwood e Michael Stevens

A liberdade de antigamente…

Luminária e lojas do bairro da Liberdade em São Paulo

O pessoal pediu pra eu contar algumas histórias pessoais e bom, decidi recontar essa história que contei na época da comemoração de 100 anos da imigração japonesa no Brasil. Espero que gostem.

Eu não conheci a liberdade dos anos 80 e nem a primeira metade dos anos 90, aonde o pessoal ia atrás, caçando mangas e VHS gravadas da televisão japonesa que eram vendidas de tempo em tempo.

Em compensação, cresci lendo revistas como Herói e Animax, aonde pequenas histórias sobre o bairro japonês me deixaram curioso para visitar lá. Lembro que a revista Herói publicou uma revista gigantona entre 96/97, aonde citava a Haikai como loja pra você comprar produtos de animê e mangá.

Acabei visitando o bairro em um dia que não tive aula, estava frio e chovendo, e meu pai me levou de carro. Parou o carro no estacionamento do Bradesco em frente ao metrô Liberdade e fomos a pé até a loja.

Lembrando que na época eu estava na sétima série, e o dinheiro eu havia ganhado de aniversario, dos pais, da minha avó e dos meus tios.

Naquela época, passava na Manchete, Sailor Moon, Cavaleiros do Zodíaco e no SBT passava Guerreiras Mágicas de Rayearth. Pois bem, chegando lá, pirei, em ver Laser Disc dos Cavaleiros do Zodíaco, da saga das 12 casas, vi jogos do Super Famicom do Super Campeões, Dragon Ball Z, chaveiros, cards, CDs de trilha sonora de animê.

Naquela época, só existia a Haikai de produtos japoneses assim na Liberdade, com exceção de mangás que você podia comprar na livraria Sol ou na Fonomag.

Nessa época eu tinha 14 anos de idade e acabei comprando a Fuu fabricada pela Sega, das Guerreiras Mágicas, um Gundam 0079 transparente, alguns envelopes de cards que na loja tinha e tal. Acho que gastei quase todo dinheiro que ganhei naquela época, algo em torno de 150 a 200 reais. Voltando feliz da vida porque conheci a Liberdade e comprei coisas “japonesas”.

Depois, em 2000 e 2001, acabaria se tornando hábito eu ir ao bairro todo final de semana.

Engraçado dessa época que longe do seu auge “otaku” de atualmente, as lojas vendiam fitas gravadas da televisão japonesa, vendia coisas estilo 25 de março, jogos e tal, mas era bem precário. Alias muitos vendedores ali não falavam português, e muita gente reclamou por ter sido tratado mal, por ser “gaijin” (estrangeiro). Comigo nunca aconteceu, o máximo que aconteceu, foi eu entrar nessas locadoras piratas (tinha uma perto da livraria sol) e as pessoas olharem feio, mas nada, além disso.
Mesmo com tudo isso, eu gostava muito dessa época, e foi nessa época que comprei fitas de vídeo por fansubber, graças à divulgação em revistas como da Animax.

Fansubber pra quem não sabe é trabalho de fãs. Os caras nessa época compravam DVDs, LDs e VHS originais, e legendam pra português e revendem a preço de custo, num trabalho de fã pra fã. Dali pra frente, a própria liberdade ganhou lojas de “divulgação” vendendo o trabalho que inicialmente era de fã para fã.

Hoje, quem anda no bairro, sabe como anda as coisas, com muita loja de DVD baseado em fansubber de net, a moda Melona aonde todo mundo toma o sorvete de melão e as lojas com garage kit e action figures se multiplicaram.

Virou um lugar de encontro para fãs de animê e jrock e acompanhei as mudanças do bairro e gostava dele como era antes, bem mais calmo.

Lógico que hoje é bem mais acessível, e não sou mais um estranho no ninho. A primeira vez que estudei japonês no Bunkyo, eu era um dos poucos “gaijins” lá e agora é normal ver alunos e até senseis que não tenham nacionalidade japonesa. Isso é muito bom, ver que está vendo mais interesse de se aprender japonês, por outro lado, incomoda um pouco essa invasão cultural no bairro nos últimos anos.
Espero que tenham curtido a historia.

Top 10 de celebridades que ficam bem de óculos

Retratos de mulher usando óculos de armação laranja


Top 10 de celebridades que ficam bem de óculos

A Oricon fez uma recente pesquisa sobre celebridades masculinas e femininas que ficam bem de óculos. Logicamente apenas a feminina tem fotos.

Muitas comediantes estão na lista, a beleza não foi levado em conta, mas a harmonia do rosto com óculos, por isso não espere fotos sensuais.

Da nossa lista temos figuras conhecidas como Shibata Rie, que foi a policial Honda na série de tokusatsu Patrine, exibida por aqui pela extinta Rede Manchete.

Também Angela Aki, grande cantora e compositora que sempre teve seu óculos como parte do visual dela.

A atriz Nakama Yukie dos doramas Gokusen e Trick, que faz um grande sucesso com o público.
Para fãs do live action de Sailor Moon, temos a Kitagawa Keiko, que foi a Sailor Marte na série. Ela é linda, está realmente tendo um destaque na mídia, fazendo doramas de sucesso, além de ter participado do Velozes e Furiosos: Desafio em Tóquio. Ela quem ilusta a capa do nosso top 10.

01 – Mitsuura Yasuko
(comediante)

02 – Angela Aki
(cantor e compositora)

03 – Shibata Rie
(comediante, atriz)
04 – Nakama Yukie
(atriz)

05 – Takagi Miho
(atriz)

06 – Tokito Ami
(cantor, atriz, idol)

07 – Manabe Kawori
(talento, ex-idol)

08 – Kitagawa Keiko
(atriz, modelo)

09 – Kuwabata Rie
(comediante)

10 – Kondo Haruna
(comediante)
Masculino

01 – Ogiya Hagi
(comediante)
02 – Fukuyama Masaharu
(cantor,compositor,ator)
03 – Bae Yong-joon
(ator)
04 – Fujimori Shingo
(comediante)
05 – Yashima Norito
(ator)
06 – Miyagawa Daisuke
(comediante)
07 – Tamori
(comediante)
08 – Kamiji Yusuke
(ator, talento, cantor)
09 – Shofukutei Shoubei
(comediante)
10 – Otake Kazuki
(comediante)
Fonte: Kawaii Joyuu

Top 10 Cinemas: 20th Century Boys e Ballad: Namonaki Koi no Uta voltam para a 1 e 2 posição (Dias 26 a 27 de setembro)

Cartaz de 20th Century Boys 3


Semana sem estréias no top 10 da bilheteria japonesa, acaba não trazendo grandes novidades, sendo o único destaque ao filme A Verdade Nua e Cruz, distribuído pela Sony que estava na 11º e pulou para a última posição do top 10.

Sem mais feriados, o filme 20th Century Boys – The Final Chapter voltar a ocupar a primeira posição depois de perder esta semana passada pra estréia do filme Duel Masters. O filme é o terceiro de uma trilogia baseada no mangá do Naoki Urasawa, que no Brasil teve seu mangá Monster publicado por aqui.

Acontecendo o que eu previ semana passada, o filme Ballad: Namonaki Koi no Uta subiu da quarta para a segunda posição. Como sabem, o filme é uma adaptação da animação de 2002, Crayon Shin-Chan: Arashi wo Yobu Appare! Tendo em seu elenco os atores Kusanagi Tsuyoshi (SMAP) e Yui Aragaki. O autor Yoshito Usui foi encontrado morto semana retrasada e tivemos o depoimento emocionante da Yui Aragaki sobre ele visitar as filmagens do filme.
Na sua segunda semana nos cinemas, temos na terceira posição Kamui Gaiden. O filme é bastante esperado por essas bandas, porque é baseado num mangá que chegou aqui nos primórdios dos anos 90, pela editora Abril com o nome A lenda de Kamui. Tendo música tema Alive da cantora Koda Kumi, o filme é do diretor Yoichi Sai tem estrelas do cinema asiático como Kenichi Matsuyama e Koyuki.

Na quarta posição temos Duel Masters Lunatic God Saga e A penguin´s Troubles The Movie, a dobradinha, coisa típica no Japão, fez um grande sucesso na semana passada abocanhando a primeira posição. Agora na quarta posição, as duas animações continuam no top, como únicos filmes infantis da lista.

Em sua terceira semana, o filme Katen no Shiro subiu da sétima posição para a quinta posição. O filme é baseado no romance escrito por Kenichi Yamamoto sob a construção do castelo Azuchi, às margens do lago Biwa, requisitado pelo poderoso daimyo Oda Nobunaga (interpretado aqui pelo Kipeei Shiina). Azuchi é considerado o maior castelo da história do Japão, que reúne beleza, prodigalidade com utilitária e defesa. No elenco temos Toshiyuki Nishida como genioso carpinteiro e Shinobu Otake como sua esposa. Saki Fukuda estréia no seu primeiro papel num drama de samurai como filha dos dois. O filme é distribuído pela Toei e estreou na quarta posição na semana passada.

Na sexta posição temos Coco antes da Chanel que tem mantendo a média desde a semana passada. Na sétima posição, já perdendo a força, temos Wolverine: X-men Zero da Fox, que chegou super atrasado por lá.

Subindo para a oitava posição temos Tajomaru que é uma releitura do conto Yabu no Naka do escritor Ryunosuke Akutagawa. O filme tem Oguri Shun que faz o papel de Naomitsu, o segundo filho do clã Hatakeyama e é noivo da princesa Ako interpretada pela atriz Yuki Shibamoto. Um dia, ele decide fugir de casa, fugindo para as montanhas e é atacado pelo ladrão Tajomaru, porém Naomitsu mata o ladrão e decide assumir a identidade dele.

O filme ainda tem tema do B´z, com a música Pray, ficando uma mistura muito interessante jrock com temática de samurais.

Descendo para a nona posição temos a comédia monologo Symbol que é protagonizado, escrito e dirigido por Hitoshi Matsumoto. O filme é uma comédia sobre a história de um homem que planeja fugir, porém muitas coisas irão acontecer que vão acabar dificultando esse seu objetivo. Distribuido pela Shochiku, o filme basicamente é um monologo, já que Matsumoto é o único personagem basicamente.

Quem saiu:
O Sequestro do Metro 1 2 3 que trocou de lugar com A verdade Nua e Crua, ambos são distribuídos no Japão pela Sony.


Novela X Dorama: Semelhanças e diferenças entre as duas formas de mídia

Capa de revista japonesa TV Guide com artistas

Segunda parte da matéria especial Dorama X Novela.

O termo telenovela criado pra definir produções produzidas na América latina, nasceu da junção tele, de televisão, e de novela que é usada pra definir gênero literário. A telenovela é definida como uma soap opera em forma de minissérie e tem como característica melodrama antigo, sendo uma junção do folhetim do século XIX com as novelas de rádio produzidas na America Latina (de onde veio o termo Soap Opera).

As telenovelas brasileiras têm como característica ser exibida 6 vezes por semana, tendo uma duração em media de 8 meses. Essa característica em especial as novelas brasileiras acabaram herdando das novelas argentinas, segundo Mauro Alencar no livro “A hollywood brasileira”.

O termo Drama japonês, ou Dorama (ドラマ)como é escrito em katakana, são produções que nasceram da Soap Opera. Os fãs internacionais chamam de Dorama (como é lido em katakana), como uma forma generalizada a produções asiáticas, batizando também as produções do Japão de J-Drama (Japanese Drama), e as produções da Coréia de K-Drama (Korean Drama).

O Drama japonês tem uma média de duração de 3 meses, sendo exibida uma vez por semana. Seus lançamentos são ligados as estações do ano, assim cada faixa de horário temos 4 lançamentos ao ano.

Em ambos os países, o maior destaque fica para a faixa das 9 horas, o horário nobre, assim canais fazem grandes investimentos pra suas produções, colocando grandes celebridades como protagonistas, filmagens fora do país, entre outras formas de cativar o público.

As diferenças entre os dois países ficam principalmente nos elencos mais enxutos por parte do Japão, enquanto no Brasil, temos produções com uma média de 40 personagens, porém chegando a ter casos de 100 personagens.

Outros números que chamam a atenção são a diferença de capítulos, enquanto as produções brasileiras podem chegar uma média de 170 episódios, as japonesas têm em torno de 11 episódios.

Outra diferença que chama atenção é que as produções brasileiras tendem a ser filmadas em estúdios ou cidades cenográficas. Raras são as novelas que utilizam demasiadamente de cenas externas, mesmo que existentes, principalmente em novelas que tem como cenário o Rio de Janeiro. Por outro lado, as produções japonesas, não utilizam cidades cenográficas, utilizando sempre de cenas externas. Isso se deve também a um fator da escolha da produção, como também de sua população. No Japão é comum ser rodado filmes e novelas sem trazer grandes incômodos a sua população, sendo inclusive, alguns casos, podendo se filmar sem se utilizar de figurantes, mas dos próprios cidadãos na rua. Isso no Brasil são raros os casos, sendo usado de praxe, da figuração, pra uma cena.

No documentário presente no filme O Chamado, os atores comentam que acham estranho sair filmando pelas ruas japonesas, sendo totalmente diferente de filmes americanos, aonde é chamando uma equipe de figuração e a rua é fechada. Os atores e a equipe de produção do filme Velozes e Furiosos: Desafio em Tóquio comentaram das restrições de filmagem no Japão em cenas de Drift, assim optando filmar em garagens. O filme tem apenas duas cenas externas importantes, uma perseguição no meio do filme e a corrida final, sendo justificado isso pelo direitor no Making Off.

Outro fator determinante que muitas vezes, uma cena externa chama grande atenção do público, inclusive sendo projetada pra este fim na novela, como o personagem de Tony Ramos que morreu num tiroteio no trânsito, no Rio de Janeiro. Porém não se engane, existem fãs no mundo inteiro, e no caso do Japão, é bastante comum cair fotos em blogs sobre filmagens de um dorama bastante popular. O casamento dos personagens do dorama Hana Yori Dango, no filme derivado a novela, acabou caindo na internet, graças a fãs que fotografaram escondido no dia da filmagem.

No Brasil, suas tramas normalmente são originais, sendo que às vezes, baseado em livros populares da literatura brasileiras. Um dos grandes autores que teve diversas adaptações foi Jorge Amado, tendo às vezes, junções de suas obras numa única novela pra preencher a lacuna exigida de tantas tramas e personagens.

No Japão, as tramas, normalmente são baseadas em livros e quadrinhos, além de uma parcela também original. Pode parecer inusitado, porém, as produções japonesas baseadas em quadrinhos são uma realidade, pois o mercado por lá não é focado na criança e no adolescente como no ocidente. Tendo um mercado bem definido, a maioria das produções acabam se focando no gênero Shoujo e Josei, que são focados respectivamente no público adolescente e adulto feminino. Também existem novelas baseadas em quadrinhos Shounen, para o público masculino adolescente.

Próximo matéria vamos falar um pouco da origem da produção dos dois países, além de falar de seus grandes sucessos naquela época.

Alex Kidd, o mascote “Renegado” da Sega

Ilustração de Alex Kidd e personagens do jogo

Dificil existir aquele que não tenha Alex kidd, seja no Mega Driver ou Master System. Alex Kidd in Miracle World para Master System é com certeza, o jogo mais famoso dele, mas o mais lembrado pelos fãs é o Alex Kidd in the Enchanted Castle para Mega Drive com seu famoso Jakenpo.

Nunca reconhecido oficialmente, como mascote pela Sega, faremos uma homenagem digna ao garoto macaco que foi pro limbo, depois da estréia de Sonic em 1991.

Mascote ou não mascote? Eis a questão.

Para quem acompanhou os videogames dos anos 80 até hoje, sabe que essa época era a Era dos Mascotes. Coisa que a Sony com seu Playstation tentou quebrar anos mais tarde, tentando provar que um videogame não é feito de mascotes.

O sucesso de Mario incomodou a Sega, por isso ela desenvolveu Alex Kidd para obter um sucesso similar ao da Nintendo. No entanto, ele nunca foi reconhecido como mascote e até Sonic surgir, o mascote da Sega oficialmente era Opa-opa, do jogo Fantasy Star e também mascote do jogo e animê Zillion.

Renegado, Alex Kidd entrou no limbo, sendo ressuscitado recentemente para o jogo Sega Superstars Tennis, com todas as franquias famosas da Sega. O jogo seria o “Super Smash Bros” de Tennis da Sega, que fez um bom uso das suas franquias. Agora só basta fazer um jogo novo de Alex Kidd.

Os Jogos

Alex Kidd in Miracle World – 1986, Master System

Lançado em 1986, o jogo veio depois de um ano do lançamento de Super Mario Bros no Japão para o Famicom (Conhecido por aqui por Nes ou Nintendinho).

O jogo foi feito para concorrer com italiano da concorrente, que fazia muito sucesso na época. Independente disso, Alex Kidd in Miracle World era um jogo de aventura 2D que impressionava graficamente, e tinha uma jogabilidade inusitada. Chefes do jogo eram vencidos por Jankenpo.

Vindo pro Brasil, pela Tectoy, o jogo foi bastante popular, sendo incorporado na memória do console, nas edições seguintes. Mesmo o jogo sendo traduzido, Alex Kidd tinha um detalhe inusitado, para terminar as fases, ele comia um Onigiri (bolinho de arroz). Só edições posteriores do jogo, substituíram o tradicional Onigiri por um Hambúrguer.

A história era um clichê básico da época, Alex Kidd está atrás de seu irmão desaparecido, Egle que foi seqüestrado por Janken, o grande.

Alex Kidd: The Lost Stars – 1986 Arcade e 1988 Master System

Lançado para os fliperamas originalmente, Alex Kidd: The Lost Stars trazia a busca de Alex Kidd pelos 12 signos do Zodíaco. O jogo trazia uma nova personagem à série, Stella, a namorada de Akex Kidd. Infelizmente Stella foi cortada do “port” do jogo original quando lançado para Master System em 1988.

Alex Kidd BMX Trial – 1987, Master System (Lançado apenas no Japão)

Inédito no Ocidente, o jogo vinha com um controle próprio para jogar, vindo com um enorme direcional e apenas um botão, o controle tornava o jogo ideal para “corrida”. Alias, sendo o único jogo de corrida da franquia. Será essa a grande inspiração de Mario Kart?

Alex Kidd in High-Tech World – 1989, Master System

Você pensava que a Nintendo foi a única que teve coragem de mudar um jogo por completo inserindo os personagens de outra franquia, como em Super Mario Bros 2? Para quem não conhece a história, em 1988, a Nintendo americana vendo que Super Mario Bros 2 japonês era idêntico ao primeiro, mas muito mais difícil, decidir lançar sua própria versão de Super Mario Bros. O jogo não seria feito do zero, assim eles usaram o jogo Yume Kōjō: Doki Doki Panic, substituindo os personagens pelos personagens do universo Super Mario Bros. Mais tarde, o jogo original foi lançado nos EUA, como Super Mario Bros: The lost levels e a versão criada pelos americanos, chegou ao Japão como Super Mario USA.

Voltando para o universo da Sega, e do personagem Alex Kidd. Mas quem diria em? A Sega teve a mesma idéia, e pegou o jogo Anmitsu Hime baseado na versão anime de 1986 produzida pelo Studio Pierrot e a adaptou para Alex Kidd in High-Tech World.

A história foi alterada completamente para adaptar-se ao universo do Alex Kidd. Um dos amigos de Alex Kidd o convidou para ir à nova loja de jogos da cidade. Para ir, Alex Kidd precisa do mapa que foi dividido em oito partes. Respondendo perguntas e charadas, Alex conseguira reunir o mapa e ir jogar fliperama?

Irônico que o jogo mesmo tendo uma história totalmente diferente, os cenários influenciados do Japão tradicional, mantiveram intactos, como também a jogabilidade de RPG. Agora, como um jogo cheio de Ninjas e voltado pro Japão antigo, pode se chamar Alex Kidd in High- Tech World. Essa resposta, só a Sega poderá lhe responder.
Alex Kidd in the Enchanted Castle – 1989, Mega Drive/Genesis

Continuação direta de Alex Kidd in Miracle World, Alex Kidd estreava no novo console da Sega, o Mega Drive.

A história é a premissa de sempre. O pai de Alex Kidd, foi seqüestrado, o Rei Thor, pelo ditador Ashra. Eles estão no Castelo do Céu, no planeta Paperock, aonde seus habitantes resolvem tudo por Jankenpo. Lembrando que Alex reside no planeta Aries.

Pois bem, o jogo dividido em 11 fases, onde Alex Kidd deve ganhar itens apostando dinheiro no Jakenpo com gorilas e terminar a fase pegando o famoso Onigiri.

Nesse jogo que ficou famosa a cena da bigorna caindo em cima de você ou dos gorilas em quem perde no Jakenpo. Agora você sabia que essa não é a cena original? Criada pelos americanos que não aprovaram a versão original, de quem perdia ficava pelado em cena.

Alex Kidd in Shinobi World 1990, Master System

Último jogo da franquia, Alex Kidd in Shinobi World sofreu de um problema parecido com Alex Kidd in High-Tech World. Alex Kidd não seria o protagonista desse jogo, mas um personagem chamado Shinobi Kid. Mais uma vez, a Sega analisando o sucesso da concorrência, dessa vez em sátiras de grandes franquias, decidiu fazer a mesma coisa, tirando uma de seu personagem Shinobi. Os jogos de sátira na época que estavam em destaque era Kid Dracula, que zuava Castlevania e Parodius sobre Gladius.

A história para variar, segue a mesma premissa de todos da série. Alex Kidd esta andando com sua namorada pelo Mundo Shinobi, quando um Ninja Negro surge e a seqüestra. Um misterioso Ninja Branco aparece e dá poderes especiais a Alex Kidd que o torna um Ninja invencível atrás de resgatar sua namorada das mãos do poderoso Hanzo.

Vale uma nota interessante, que no jogo original, ainda quando era Shinobi Kid, o primeiro chefe da série, era um certo Italiano vestido de armadura de samurai. Isso mesmo, Mari-Oh, que significa O Rei Mari, numa brincadeira com o mascote da rival Nintendo.

Existem rumores não confirmados até hoje, que esse seria o primeiro jogo de uma série de sátiras que a Sega pretendia fazer usando o personagem. Os próximos da lista, que seriam satirizados seriam Golden Axe e Phantasy Star, mas com o sucesso de Sonic, os planos foram cancelados.

SEGAGAGA

Jogo lançado apenas no Japão para Dreamcast em 2001 merece ser citado e entrar na cronologia de Alex Kidd. Considerado um dos últimos jogos da Sega, antes dela descontinuar o console.

Estamos em Tokyo, no ano de 2025. A Sega está com apenas 3% de mercado, perdendo espaço para concorrente chamada DOGMA (referência a Sony e seu Playstation).

Sega aciona o projeto Segagaga, aonde dois jovens, Taro Sega e Yayoi Haneda são convocados para reerguer a firma. Recheado de participações especiais de mascotes da Sega, como também consoles da empresa, o jogo satiriza diversos jogos produzidos pela concorrente Playstation.

Numa parte do jogo, os protagonistas encontram Alex Kidd que comenta da sua rivalidade com o mascote da empresa rival. Ele também comenta da sua rivalidade com o Sonic e depois sua derrota, levando ao esquecimento. O jogo oficializa toda a trajetória de Alex Kidd até seu fim, tornando com certeza um dos jogos mais nonsense que a Sega já produziu.

Esperamos um dia que Sega corrija essa injustiça e faça novos jogos para a franquia. Com certeza os fãs do “eterno” mascote da Sega, agradeceriam.

Homenagens

Em Altered Beast

– Os dois túmulos que aparecem na primeira fase do clássico jogo da Sega, aparecem gravados os nomes Alex e Stella, em homenagem a Alex Kidd e sua namorada em Stella. O jogo foi lançado em 1988.

Em Keiseiden

– O jogo de samurai, lançado para Master System em 1988, também tem uma pequena homenagem a Alex Kidd. Na terceira fase, aparece o rosto do personagem na lava.

Em Shenmue 1 e 2

– Lançado para Dreamcast, Alex Kidd aparece como brinquedos colecionáveis do jogo.

Em Golden Axe

– Na versão arcade, o personagem Alex que morre na abertura do jogo também é uma homenagem ao personagem Alex Kidd. Essa homenagem foi retirada quando o jogo foi adaptado para Mega Drive.

Crítica | Kiken na Aneki

Imagem promocional de Kiken na Aneki com os protagonistas

Para os fãs da série Densha Otoko, com certeza Kiken na Aneki é uma excelente pedida. Itoh Misaki (a Saori/Hermes da série Densha Otoko) está de volta, e está tão linda como antes, no papel da amalucada Hiroko Minagawa.

O trama, não poderia ser mais digno de uma novela mexicana, carregada de adereços tanto visuais como na fala de seus personagens, Kiken na aneki tem um universo tão cartunesco como uma novela “latina”.

Uma novela mexicana…

Tudo começa, quando Gentarou Minagawa conseguiu gerar interessados de expandir sua bebida local, o shochu Minagawa da região de Myazaki.

Tornando uma empresa de grande porte, a bebida chega em todas as regiões do país. Enquanto isso, sua filha a Hiroko Minagawa tornara a Miss Pokan (fruta conhecidada no Brasil como mexerica ou bergamota) tornando famosa na região. Seu irmão Yutaro se muda para Tóquio, após entrar na faculdade de medicina.

Hiroko fica noiva de um grande empresário que promete se casar quando ele voltar de Tóquio. A família Minagawa era símbolo de sucesso, mas parecia que isso não iria durar para sempre.

O principal sócio de Minagawa foge com todo lucro da empresa, deixando uma dívida de 30 milhões de ienes para Gentarou. Os agiotas pressionando o pagamento acabam gerando um infarto seguido de morte dele, deixando tudo nas mãos da pobre Hiroko. Ligando para seu noivo, ela leva um fora dele, que diz que não quer mais nada com ela.

Desesperada e com uma dívida de 30 milhões nas costas, Hiroko sabia que só tinha um lugar pra ir, Tóquio. Ficando na casa do seu irmão, Yutaro, Hiroko guarda está divida como seu maior segredo e assim se passa os primeiros minutos do primeiro capitulo do dorama Kiken na Aneki.

Irmãos que não se bicam.

Yutaro ao descobrir que sua irmã veio com mala e cuia pra sua casa, não aceita de jeito nenhum. Ele considera que ela nasceu bonita e ele nasceu inteligente, sendo totalmente opostos. Ela é uma irmã mais velha que parece uma criança, enquanto ele é o irmão mais novo que parece um idoso e resmungão. Suas diferenças são muito grandes, mas em nenhum momento ele desconfia que ela apenas está morando na sua casa, para conseguir dinheiro em empregos temporários para pagar a divida de seu pai.
Hiroko realmente parece uma criança, esse é um dos méritos da interpretação da Itoh Misaki nessa série. Se por um lado, ela emociona o público correndo atrás de empregos temporários e fazendo amizade com os amigos do Yutaro (que não gosta nenhum pouco), sua interpretação como Hiroko, uma jovem de 27 anos que age como uma criança com as pessoas que ela realmente gosta, faz com que gostemos cada vez mais dela.

O melhor amigo de Yutaro é o Takeda Ikuo, que também trabalha com ele no mesmo hospital. Apaixonado por Hiroko, desde que a viu no avião voltando para Tóquio, ele fica pasmo ao descobrir que ela é irmã do Yutaro, fazendo a todo custo para se aproximar e se declarar a ela.

Ai Tamura tem uma grande amizade com Yutaro, que sempre confunde achando que ela realmente gosta dele. Ai por mais que Yutaro tente, gosta de verdade do Takumi Nakamura. Sendo rival tanto na profissão como no amor, Takumi e Yutaro mesmo que amigos acabam se tornando rivais no hospital. Sobre a Ai, Takumi, Takumi nem liga para os sentimentos dela, pois está apaixonado pela enfermeira Kitamura.

Blue Velvet

Seguindo a trilha do seu ex-noivo, Hiroko acaba descobrindo o “cabaré” Blue Velvet. Lá, ela acaba sendo expulsa, mas um garçom acredita que ela pode ser uma garota em potencial para trabalhar ali, entregando um cartão para ela.

Decidindo chegar mais perto do lugar que seu ex-noivo freqüenta, como também aceitando o emprego, ela volta ao Blue Velvet e aceita ser repaginada para ser a nova garota do clube. Ganhando um banho de loja, Hiroko torna-se Mihiro, a mais nova garota do cabaré.

Paralelamente, conhecemos a vida dupla da enfermeira Kitamura-san, que é companheira de trabalho do Yutaro de manhã no hospital, enquanto à noite ela é a garota mais procurada do Blue Velvet.

Um dia, Hiroko acaba ficando de frente com seu ex noivo, sendo humilhada em público ao tentar indagar o porquê do “fora” que ele lhe deu. Ao mesmo tempo seu irmão descobre que ela está lá, assim defendendo a, mas quem rouba a cena é a personagem Kitamura que acerta uma maleta na cara dele, por ofender todas as mulheres dali, quando ele referiu-se a elas que aquilo é um subemprego e que elas não serviam pra nada.

Bongiorno

Um restaurante italiano que Hiroko sempre vai almoçar, com certeza, é um dos lugares mais divertidos da série. Tendo um trio de italianos cantando sempre a mesma música clássica da Italia e o gerente Jun Madarame. Hiroko acaba virando grande amiga dele, ao descobrir que ele também é de Myazaki.

Os empregos da Hiroko

Durante a noite, ela é a número 1 da boate Blue Velvet, mas durante o dia ela arranja empregos temporários numa agência de empregos para lá de estranha. Tendo um novo emprego em cada novo dia, Hiroko assume empregos se vestir de bicho de pelúcia pra animar festas e até ser garota propaganda de deputado em algum comício político. Hiroko para conseguir a cota semanal para os agiotas, aceita das mais diferentes profissionais, o que a faz colecionar cada vez mais amigos em sua busca de reabrir a empresa Minagawa.

Os agiotas

Tanaka e Ichihashi são os dois agiotas que sempre vão atrás de onde Hiroko estiver. Cobrando as dividas criadas pela empresa do Shochu Minagawa, eles acabam ficando amigos da Hiroko, participando sempre das atividades dela.

Eles também sempre freqüentam o Blue Velvet, para podem estar juntos com a Hiroko. Sendo que o Tanaka sente uma paixão platônica pela Hiroko e isso vai reservar excelentes surpresas na série.

Densha Otoko em Kiken na Aneki

No hospital, aonde Yutaro trabalha, entre os pacientes em um quarto, está um “otaku” (nerd´s nesse caso) viciado por animes e mangas. Caricatura de Densha Otoko ou não, quando Yutaro e Hiroko precisam de dinheiro, numa das cenas aparece esse mesmo personagem segurando a personagem Mina do anime criado “exclusivamente” para o dorama Densha Otoko. Lembrando que a atriz Itoh Misaki, havia atuado um ano antes em Densha Otoko, como a personagem Hermes / Saori-san.

Rikon Bengoshi em Kiken na Aneki

Além de Densha Otoko, no episódio 8, a série recebe a protagonista da série Rikon Bengoshi, num sistema parecido com os crossovers de seriados americanos. A advogada Mamiya Takako, protagonista de sua série participa de Kiken na Aneki.

Rikon Bengoshi conta a historia da advogada Mamiya Takako em sair de uma empresa de renome para montar sua própria empresa. Encontrando obstáculos criados principalmente por seu antigo trabalho, ela terá que montar uma equipe forte pra continuar ir a luta. A serie foi exibida em 2004, ganhando uma segunda temporada na mesma época em 2005. As duas séries foram exibidas pela TV FUJI.

Popstar

Com certeza uma das surpresas mais bem vindas na série foi à música Popstar do cantor Ken Hirai. Tendo o clipe exibido pelo canal Animax, aqui no Brasil, o clipe veio poucos meses depois do single lançado no Japão. Ken Hirai também é conhecido por ser comparado como uma “versão” masculina da cantora Ayumi Hamasaki.

Estando no mercado há mais de 10 anos, consolidou sua carreira, sendo hoje o melhor cantor masculino no Japão. Seu sucesso gerou outros cantores com o mesmo estilo consagrado pelo cantor como K e Se7en.

A música usada no encerramento na série Kiken na Aneki, Popstar, é um dos sucessos atuais do cantor e pode ser visto no Brasil, nos intervalos do Animax, no bloco Animedia.

Elenco

Começamos com a protagonista da série, a Hiroko Minagawa. O nome verdadeiro da atriz Itoh Misaki é Tomoko Anzai e atualmente ela é considerada uma das atrizes mais bem pagas do Japão. Além de Densha Otoko e Kiken na Aneki, ela atuou no também popular dorama escolar Gokusen. Posteriormente, ela atuou com o ator e cantor da banda Kat-Tun , Kamenashi Kazuya (Nobuta wo Produce) no dorama Sapuri. Itoh Misaki protagonizou o dorama baseado no manga de Rumiko Takahashi (Ranma ½ e Inuyasha) chamado Maison Ikkoku,

O irmão de Hiroko, o Yutaro Minagawa, foi interpretado pelo também popular Mirai Moriyama. Ele foi um dos protagonistas do Water Boys, uma serie que conta sobre a formação de um time masculino de nado sincronizado. No cinema, ele estrelou Sekai no Chuushin de Ai o Sakebu e School Daze.

Ikuo Takedo, melhor amigo do Yutaro foi interpretado pelo Takashima Masanobu. Entre as séries que ele participou: a terceira temporada da série Trick, Musashi, e as cinco temporadas do Kochira Hon Ikegami Sho.

A personagem Saori Kitamura, a ex numero 1 do Blue Velvet, que trabalha de dia com o Yutaro e a noite com a Hiroko foi interpretada pela Yumiko Shaku. Para quem curte tokusatsu, ela atuou nos filmes do godzilla: Godzilla Contra Mechagodzilla e Godzilla: Tokyo S.O.S. Entre as séries que ela atuou, destacamos Stand Up! e Sky High.

A Ai Tamura, que é apaixonada pelo Takumi, mas é o Yutaro quem gosta dela, foi interpretada pela Nana Eikura. Ela atuou ainda em pouquíssimas séries, destacando Jiiji, Maison Ikkoku e o excelente e também recente Proposal Daisakusen.

Takumi Nakamura foi interpretado pelo Yuuta Hiraoka. Nos doramas, ele também atuou em Proposal Daisakusen e participou da série da Ai Otsuka, a Tokyo Friends. Seus melhores trabalhos foi no cinema, no divertidíssimo Swing Girls e a versões cinematográficas de Ima ni Yukimasu, Trick 2 e Nana.

Ramune: Conheça esse exótico refrigerante japonês

Garrafa do refrigerante japonês Ramune

Vendido principalmente em supermercados e padarias, na região da Liberdade, em São Paulo, Ramune é um refrigerante de soda que é comercializado somente no Japão. Sendo um refrigerante de soda, com diferentes sabores, como limão, limonada, laranja, abacaxi, kiwi, morango, pêssego, wasabi, chiclete e curry.

O sucesso do refrigerante, talvez nem seja tanto aos seus sabores, mas na forma de abri-ló. A maneira é tão inusitada, que existem até vídeos no You Tube que ensinam como abrir esse exótico refrigerante nipônico.

Você deve tirar a tampa do refrigerante, e pressiona-lá numa bolinha de vidro que tampa o refrigerante. Com força, a bolinha cairá com a pressão, ficando pressa numa parte da garraga, enquanto a bebida borbulha, como se tivesse agitado. Fazendo um barulho, semelhante ao de ter aberto um champanhe, Ramune está pronta para beber.

O sabor do refrigerante na versão limonada, costuma ser bem suave, lembrando o refrigerante H20, produzido por aqui. No entanto, como foi comentado, o refrigerante não se vende pelo sabor, mas sim, por sua embalagem.
O refrigerante pode ser encontrado por R$ 4,10 nos mercados especializados em produtos japoneses em São Paulo.

Contando um pouco da história do Ramune

Tudo começou com o escocês Alexander Cameron Sim (1840-1900), que veio ao Japão, fudando o primeiro clube de esportes do país, o Kobe Regatta & Athletic Club. O clube teve duas participações históricas, como a primeira regatta em 24 de dezembro de 1870, como também a primeira partida de futebol oficial no país, contra o time Yokohama Country & Athletic Club.

Alexander que tem como formação farmacêutica, também trouxe ao país, uma limonada gaseificada, que foi batizada localmente de ramune. Essa história é contestada por outras duas versões da história, que foi o Almirante Perry, que trouxe os refrigerantes ao Japão, quando desembarcou no porto de Uraga, em 1853. Uma terceira versão da história defende que os refrigerantes vieram ao país, com a chegada de um navio de mercadorias britânicas, em 1860, no porto em Nagasaki. De qualquer maneira, não discutimos qual a versão correta, já que todas podem estar corretas.

Logo quando foi lançada, a Ramune era comercializada numa embalagem similar as champanhes, que para conservar o gás, era fechada com uma tampa de cortiça e fios de alumínio. A tecnologia da embalagem que tanta chama atenção hoje em dia, foi desenvolvida pelo inglês Hiram Codd que constatou, ao usar uma bola de vidro, invés de uma cortiça, o desempenho era muito melhor.

Em 1988, os direitos da patente de Codd se expiraram, sendo Tamakichi Tokunaga que a renovou, além de aprimorar o inventou, inserindo nas laterais, uma forma da bolinha ficar presa sem que atrapalhasse o consumo da bebida.

A maioria das bebidas começou a usar como tampa, em forma de coroa, inventada pelo americano William Painter, em 1892. Exatamente aquela que você abre sua garrafa de água ou seu refrigerante favorito. A Ramune relutou e optou continuar com sua tampa, justamente por os japoneses curtirem a sonoridade da efervescência do refrigerante ao se abri.

O segredo sobre a embalagem de Hiram Codd

As garrafas são feitas de vidro e selados com uma bola parecida com a de gude. A bola é colocada no local pela pressão do dióxido de carbono na bebida. Para abrir a garrafa,você utiliza uma tampa plástica que vem na embalagem que empurrar a bola para dentro da garrafa. Lançada no interior da garrafa onde fica preso em torno de um funil interno. Assim a bolinha fica presa, e você pode apreciar a sua Ramune Soda.

Novela X Dorama: Uma introdução as diferenças entre novelas japonesas e brasileiras

Imagem da novela Dancin’ Days

Por: Giuliano Peccilli

As novelas brasileiras são um grande sucesso no Brasil e também em exportação para diversos países. Junto com as novelas produzidas no México, são uma das maiores formas de mídia que exportam o cotidiano da América latina para o mundo inteiro.

Por outro lado, a teledramaturgia japonesa, também é um grande sucesso por toda a Ásia, junto com a da Coréia do Sul, vendem toda sua forma de cultura de massa para seus países vizinhos.

Ambos os tipos de produção vieram da mesma origem, as novelas de rádio, também chamadas de Soap Opera. Produções produzidas diariamente nos anos 40 e 50, que tinham episódios diários sempre com um grande suspense para o dia seguinte. O nome Soap Opera vem por causa do seu patrocínio, que era feito por grandes empresas de cosméticos da época.
Uma produção desse tipo, independente do país que seja produzido, ela produz cultura, como também inspira sua população consumir aquela cultura de massa. No Brasil, novelas como O Clone, inspiraram a moda árabe no Brasil, e principalmente a abertura de diversas escolas de danças árabes no país. Por outro lado, atores como Takuya Kimura, inspiraram sua forma de vestir, de cabelo, como gostos femininos da população japonesa.

Tanto o Brasil, como o Japão, tem suas semelhanças na área de novelas. Ambos os países, tem atores e atrizes que inspiram moda a ser usada pela população, sendo imitados seus cabelos nos salões de beleza, e até seus jargões. Sejam independentes do país, os personagens inspiram as pessoas, principalmente por fazerem parte de uma realidade, tão próxima e semelhante daquelas que as assiste.
A evolução de ambos os países para suas produções, ganharam um novo foque nos anos 90, que além de demonstrar o cotidiano da sociedade, estas produções tocariam também nos problemas e tabus dessa mesma. Se no Japão, a Fuji Tv decidiu seguir essa linha, trazendo bullying, racismo como tema de suas produções, no Brasil, a Rede Globo optou pelo mesmo, mostrando barriga de aluguel, homossexualismo em suas novelas.

Ironicamente, a história das duas produções terem acesso do outro lado do planeta, se mistura ao do ilegal onde suas produções começaram aparecer gravadas da televisão, enviadas por VHS. No Brasil, o surgimento de locadoras “ilegais” para descendentes, surgiu à oportunidade de muitos poderem ter contado com a cultura mesmo morando em outro país. Por outro lado, nos anos 90 com a abertura do mercado de trabalho japonês, para descendentes, que fizeram o caminho inverso e migraram pro Japão, também nasceu um mercado indireto, aonde podia se alugar novelas brasileiras por lá.

Atualmente, no Brasil, podemos ter acesso as novelas japonesas pela emissora estatal NHK na televisão a cabo, enquanto, os brasileiros que residem no Japão podem assistir as novelas brasileiras pelos canais Rede Globo Internacional e Rede Record Internacional.


No Brasil já tivemos a exibição de duas novelas japonesas, a primeira foi Oshin, com 300 episódios exibida dentro do programa Imagens do Japão, exibida com audio original e sem legendas. A segunda novela japonesa que tivemos no Brasil, foi Haru e Natsu, exibida pela Rede Bandeirantes em 2008, como minisérie, sendo chamada pelos criticos de uma novela feita pelo Benedito Ruy Barbosa “japonês”.

Porém, com o avanço da internet, e o trabalho feito por fãs, derivado de animações japonesas e séries americanas, as novelas japonesas chegaram num novo público, ao fã de cultura pop japonesa. Aquele que não sabe japonês pode ter acesso a produções produzidas por lá, quase de instantaneamente, legendadas por fãs, em inglês ou português. Hoje, temos acesso simultâneo de uma produção japonesa no país, por causa dessa gama de fãs que quer divulgar a cultura japonesa no país, porém mesmo sendo um trabalho não remunerado, acaba recaindo a ilegalidade, quando combinados não a sua vontade, a lojas tanto físicas como virtuais, que baixam essas séries e comercializam aonde freqüenta um grande numero de pessoas que gostam da cultura pop japonesa, ou são descendentes de japoneses, sendo uma extensão/evolução do que já existia desde os anos 80, com as locadoras “ilegais” que surgiram no bairro da Liberdade, em São Paulo.

Essa é uma série de matérias especiais aproximando o nosso universo da teledramaturgia com o do japonês. Espere mais matérias sobre as duas indústrias que influenciam não só nossa sociedade, como outros países que tem acesso a nossa cultura de massa.

McDonalds do Japão: O segredo está nos lanches regionais?

Anúncio japonês do hambúrguer Mega Mac do McDonald’s

Bem conhecido no mundo inteiro, o McDonalds chegou em 1971, em Tóquio, sendo o primeiro da rede na Ásia. A rede no Japão é bem diferente da do Brasil, principalmente pela quantidade de lanches personalizados.

Um dos lanches que mais chama atenção é o Mega Mac, que seria um Big Mac duplo. É exatamente o que você está pensando, 4 andares de hambúrgueres do lanche mais tradicional do McDonalds.

Um das campanhas mais ousadas foi o lançamento do lanche Quarter Pounder, onde a rede criou lojas sem a marca, para vender esse novo lanche. A estratégia deu certa, gerando filas absurdas nessas lojas sem marca da rede. A loja anunciou Quarter Pounder oficialmente bem depois, numa grande festa onde Ronald Mcdonalds apresentou Quarter Pounder como novo lanche do menu das lojas.

Outro lanche que entrou no menu do McDonalds do Japão foi McHot Dog Mega Sausage, estreando primeiro em algumas cidades japonesas como Kyoto.

O mais recente lanche da rede Chisu Katsu, com um hambúrguer feito da tradicional carne dos pratos japonês, sendo que dentro dele, vem recheado de queijo.

Outra novidade é o Spicy Garlic, aonde é um enorme pedaço de franco, dentro de um envelope e vem acompanhado um pacote de pimenta. Você coloca a pimenta dentro do envelope, agita, abre a embalagem no meio e vê ele todo vermelho coberto de pimenta.

O caso do McDonalds é realmente fantástico e prometo fazer um post sobre seu cardápio para falar dos lanches regionais. O sucesso deles no Japão não vem só do preço, mas por se adaptar ao gosto nipônico. Fica a dica para a filial brasileira, do sucesso da rede no Japão.

Porém não ache que essa seja uma exclusividade só do McDonalds, outras redes tem seus diferenciais por lá, sendo uma verdadeira guerra para atrair consumidor. Assim somos bombardeados o tempo todo, sendo quem ganha com isso é o consumidor japonês.

E você, ficou com vontade de provar os lanches do McDonalds do Japão? Comente aqui no post.

Curiosidade: Ovas de Tartaruga Ninja feitos exclusivamente para o público japonês

Capa japonesa da animação Tartarugas Ninja

Sendo uma febre dos anos 80 e 90 no mundo inteiro, o desenho Tartaruga Ninja (Teenage Mutant Ninja Turtles) veio de um quadrinhos obscuro de uma editora pequena chamada Mirage Comics.

Tendo uma origem que brincava com personagens da editora Marvel Comics, as Tartaruga Ninjas ganharam um enfoque mais humorístico com sua versão animada, tendo inclusão de novos personagens e até novas personalidades pra muitos personagens, o que acabou tornando a série mais interessante para a criançada.

No Brasil, a série fez um sucesso nas manhãs da Rede Globo com uma dublagem ao gosto bem nacional. Se para os fãs da animação japonesa, Yu Yu Hakusho era o sinônimo de uma boa dublagem com adaptações ao gosto do brasileiro, Tartaruga Ninja é o que pode ser dito de uma boa dublagem para animações americanas. Tendo referências ao Faustão, novelas da rede globo e até músicas da época, Tartaruga Ninja exibido no Brasil tinha uma identificação ainda maior.

No Japão, a coisa não foi muito diferente, ganhando aberturas próprias, e até ganhando episódios extras exclusivos pra eles. Tendo linhas e mais linhas de brinquedos pra eles, dizem alguns que foi baseada na série Cavaleiros do Zodíaco (Saint Seiya no original). Tendo dois episódios, o ova Mutant Turtle: Chōjin Densetsu Hen tinha tudo ao gosto do público nipônico, cristais que faziam as tartarugas se fundir no Saint Turtles. No episódio seguinte, as tartarugas ganhavam armaduras, isso mesmo, bem ao estilo de Cavaleiros do Zodíaco.

A animação foi produzida em 1996, ao fim da animação americana que havia ficado no ar há 10 anos consecutivos. Tendo os mesmos dubladores da versão dublada no Japão, os ovas ainda ganharam abertura do cantor Hironobu Kageyama, figura velha conhecida por nós brasileiros. O cantor de Changeman, Cavaleiros do Zodiaco e Dragon Ball Z ainda cantaria outras aberturas de animações americanas, como Beast Wars no Japão.

Essa é uma de várias produções dos anos 90 que mistura animação americana com animês. Beast Wars ganhou versão animê no Japão, com a fase Neo, seguindo um caminho alternativo que os americanos fizeram com a série seguinte.

Para quem gosta da Tartaruga Ninja, vale a pena procurar esses dois ovas.