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EPTV inaugura seu primeiro programa de auditório e aposta em modelo multiplataforma no Fim de Ano

Divulgação O Especial Fim de Ano da EPTV é apresentado por Edlaine Garcia, apresentadora do Chega Aí

A EPTV encerra 2025 testando novos caminhos e aproximando ainda mais sua produção das comunidades do interior de São Paulo e do sul de Minas. A emissora lança seu primeiro programa de auditório, um especial de fim de ano que combina jornalismo, entretenimento e participação direta do público, reforçando a estratégia multiplataforma que marcou a atuação do grupo ao longo do ano.

Um especial que traduz o ano da região

Divulgação
EPTV apresenta seu primeiro programa com plateia para celebrar o ano de 2025

Com apresentação de Edlaine Garcia, do Chega Aí, e participações de Larissa Cavalcante e Zé Neves, da EP FM, o programa vai ao ar no dia 12 de dezembro, às 23h15, em formato near live. A edição também estará disponível no Globoplay, ampliando o alcance para quem acompanha a programação digitalmente.

A proposta é revisitar histórias e acontecimentos que mobilizaram os 319 municípios atendidos pela emissora. Entre os destaques do ano estão os 40 anos da Corrida Integração, a cobertura da COP 30 pelo Terra da Gente, o Especial Milionário e Zé Rico, o projeto Interurbano em parceria com a TV Globo, a série documental Entre Serras e Queijos, as comemorações do aniversário de Campinas, o Projeto de Libras e a Campanha de Fim de Ano.

O auditório, cheio pela primeira vez em um especial da EPTV, é composto por pessoas que viveram ou participaram dessas pautas, reforçando o caráter comunitário do programa. Performances de Sami Rico, Biaah Cavalcante e Mel Moraes costuram o conteúdo com música ao vivo.

A força da conexão regional

Fabiana Valle Teixeira, gerente de Entretenimento do Grupo EP, explica que o especial assume o papel de síntese do vínculo entre a emissora e seu público. Segundo ela, abrir o estúdio para a plateia simboliza esse encontro entre histórias do ano e quem as protagonizou, enquanto Edlaine, Zé Neves e Larissa conduzem a narrativa com a energia típica das produções populares da casa.

O impacto regional da EPTV ajuda a dimensionar a aposta. A emissora alcança 11,9 milhões de telespectadores e reúne 5,4 milhões por semana, números que a posicionam como o principal meio de comunicação regional segundo dados do IPC Rede Globo e da Kantar Ibope Media. É um território que representa um dos maiores índices de consumo de TV do país, superando inclusive mercados tradicionais do Sul.

Reconhecimentos que reforçam o momento da EPTV

O fim de 2025 marca também a entrada da EPTV na lista das 100 melhores empresas para trabalhar no Brasil, segundo levantamento da revista TIME em parceria com a Statista. Entre as companhias do setor de comunicação, é a mais bem avaliada, ocupando a 75ª posição geral. O reconhecimento vem em um ano de consolidação de projetos que ampliam tanto a produção editorial quanto o alcance digital.

O que esperar do especial

Além do roteiro que revisita os grandes acontecimentos do ano, o programa destaca iniciativas locais, histórias que repercutiram na tela da emissora e a presença dos apresentadores da casa em um formato mais descontraído. A proposta híbrida, que mistura jornalismo e variedades, marca uma mudança no modo como a EPTV quer dialogar com sua audiência em múltiplas plataformas.

Serviço

Data: 12 de dezembro
Horário: 23h15
Exibição: EPTV Campinas, Ribeirão, Central e Sul de Minas, com disponibilidade no Globoplay

O Verão da Lata | Filme começa a ser rodado e relembra o fenômeno das latas que invadiram as praias em 1987

Alane Dias e Igor Jansen são os irmãos Marina e Chico, uns dos primeiros a encontrar as latas

O cinema brasileiro volta aos anos 1980 para revisitar um dos acontecimentos mais improváveis da história recente do país. Começaram no Rio de Janeiro as filmagens de O Verão da Lata, comédia policial que dramatiza a chegada de milhares de latas de maconha às praias do Sudeste em 1987. O episódio, que virou lenda da contracultura nacional, inspira o novo longa dirigido por Santiago Dellape, conhecido por produções que misturam humor, crítica social e ficção científica.

Samantha Schmütz e Babu Santana lideram a investigação mais caótica do verão

Babu Santana e Samantha Schmutz interpretam os policiais Brasa e Sandra

Samantha Schmütz e Babu Santana são os protagonistas como os policiais federais Sandra e Brasa, parceiros forçados que precisam encarar uma ameaça vinda do mar. No enredo, milhares de latas cheias de maconha se aproximam das praias, desencadeando uma corrida pelo chamado ouro verde em plena redemocratização do país. A dupla se vê cercada por traficantes, jornalistas, corruptos e oportunistas de todos os tipos enquanto tenta impedir que o caos tome conta do verão de 1987.

O elenco reúne nomes de diferentes gerações da TV e do cinema brasileiro: Rafael Saraiva, Humberto Martins, Leandro Firmino, Polly Marinho, Gabi Correa, Alane Dias, Igor Jansen, Ademara e Paulinho Serra.

O caso real que marcou a cultura pop dos anos 1980

O roteiro se inspira diretamente no ocorrido em setembro de 1987, quando o navio Solana Star lançou ao mar 22 toneladas de maconha acondicionadas em mais de 14 mil latas. A embarcação, interceptada por uma operação da Polícia Federal e da Marinha, despejou a carga próximo a Angra dos Reis. As correntes marítimas levaram parte das latas para praias de todo o Sudeste, gerando um fenômeno que se espalhou rapidamente pelo país.

A maconha tailandesa, apelidada de veneno, influenciou músicas, blocos de carnaval e até poemas. Referências surgiram na obra de Chacal e em sucessos como Veneno da Lata, de Fernanda Abreu, consolidando o episódio como símbolo de irreverência, liberdade e experimentação em um Brasil que saía da ditadura militar.

Produção e bastidores de um projeto que reúne três produtoras e grandes estúdios

O Verão da Lata é produzido pela Na Paralela Filmes, Gancho de Nuvem e Nada Consta, com coprodução da Warner Bros. Discovery e H2O Produções. A distribuição ficará a cargo da H2O Films. O lançamento está previsto para 2026.

A direção é de Santiago Dellape, que assina o roteiro ao lado de Davi Mattos e Renato Fagundes. A equipe reúne nomes importantes do audiovisual brasileiro, como André Carvalheira na fotografia, Rafael Targat na direção de arte, Valéria Stefani no figurino, Maria Rezende na montagem e Plínio Profeta na trilha sonora.

Produtoras por trás do projeto

As empresas envolvidas no longa contribuem com diferentes trajetórias:

Na Paralela Filmes – Criada em 2016, atua em cinema, TV e streaming. Produziu séries como Noturnos e o reality Fuja Se For Capaz, além de longas como Não Vamos Pagar Nada. Atualmente, prepara títulos como Era Uma Vez, Minha Primeira Vez e Agentes Muito Especiais.

Gancho de Nuvem – Responsável por A Repartição do Tempo e telefilmes especiais da Globo, a produtora também desenvolve o terror Saçurá e lança em 2025 o documentário Maré Viva Maré Morta.

Nada Consta – Resultado da parceria entre Santiago Dellape e Davi Mattos desde 2006, reúne curtas premiados, telefilmes de grande alcance e agora trabalha em O Verão da Lata e no longa de terror Saçurá.

Warner Bros. Pictures
Um dos estúdios mais tradicionais do mundo, com longa atuação no Brasil e histórico de apoio a produções nacionais como Serra Pelada, Bingo e Evidências do Amor.

H2O Produções e H2O Films
A produtora e a distribuidora se destacam pelo recente sucesso de O Auto da Compadecida 2 e por títulos populares como Um Tio Quase Perfeito, Pérola e Ó Paí, Ó 2.

Elenco principal

Sandra – Samantha Schmütz
Brasa – Babu Santana
Michael – Rafael Saraiva
Delegado Dantas – Humberto Martins
Mattos – Leandro Firmino
Cláudia – Polly Marinho
Janine – Gabi Correa
Marina – Alane Dias
Chico – Igor Jansen
Cíntia – Ademara
Cadeirinha – Paulinho Serra

Ficha técnica

Direção: Santiago Dellape
Produção: Luiz Noronha, Larissa Rolim, Camila Cionlin, Davi Mattos e Santiago Dellape
Produção executiva: Barbara Rocha, Cecilia Grosso, Samanta Moraes, Simone Oliveira e Mariana Cassa
Produtor associado: Sandro Rodrigues
Roteiro: Davi Mattos, Santiago Dellape e Renato Fagundes
Direção de fotografia: André Carvalheira
Direção de arte: Rafael Targat
Figurino: Valéria Stefani
Montagem: Maria Rezende
Trilha: Plínio Profeta

Por que o Verão da Lata volta a interessar o público em 2026

O tema promete atrair tanto quem viveu os anos 1980 quanto quem conhece o episódio apenas pelo folclore. A mistura de humor, crítica social e investigação policial permite revisitar um marco da cultura pop brasileira ao mesmo tempo em que dialoga com debates atuais sobre segurança pública, mídia e contracultura.

O Verão da Lata chega aos cinemas em 2026 com a missão de transformar um dos casos mais bizarros da nossa história em cinema de gênero com personalidade brasileira.

Carolina Quarto de Despejo encerra filmagens no Rio de Janeiro e destaca força da literatura de Carolina Maria de Jesus

A atriz Maria Gal e os talentos mirins Laura Vick, Raphael Raposo e Thawan Lucas. Créditos- Mariana Vianna

As filmagens de Carolina Quarto de Despejo chegaram ao fim no Rio de Janeiro, marcando a etapa decisiva da adaptação cinematográfica da obra clássica de Carolina Maria de Jesus. Dirigido por Jeferson De e protagonizado por Maria Gal, o longa transforma o diário publicado em 1960 em uma narrativa cinematográfica que revisita o cotidiano da favela do Canindé nos anos 1950.

A produção filmou em locações como a Alerj, o Recreio dos Bandeirantes e os Estúdios Quanta Rio. Neste último, o diretor de arte Billy Castilho reconstruiu um cenário de mais de 400 metros quadrados da antiga favela paulistana, com apoio de telões de LED que ampliaram a imersão visual. O projeto é assinado pela Move Maria, Raccord Produções e Buda Filmes, com coprodução da Globo Filmes e distribuição da Elo Studios. O roteiro é de Maíra Oliveira.

Participações emocionantes e conexões com a história do audiovisual

Vera Eunice, filha de Carolina Maria de Jesus, participou das gravações ao lado de Maria Gal e de Laura Vick, que interpreta Vera na infância. Sua presença carregou o set de memória afetiva, gerando um dos dias mais marcantes da produção.

Outro momento simbólico reuniu Conceição Evaristo, Eliana Alves Cruz e Fernanda Felisberto em uma cena inspirada em Central do Brasil. Se no clássico de 1998 Dora escrevia cartas, aqui Carolina auxilia moradores do Canindé ao preencher fichas de despejo, ecoando a dimensão política da autora.

O set também recebeu visitas de Lázaro Ramos, do diretor musical Jarbas Bittencourt, da atriz Glória Pires e da cineasta Rosane Svartman, que é produtora associada do longa.

Homenagens no set e o impacto da trajetória de Carolina

Durante toda a produção, elenco e equipe mantiveram um altar dedicado à memória de Carolina Maria de Jesus e de Lucas Colombo, filho da atriz Ju Colombo, falecido em abril deste ano. A presença simbólica reforçou o caráter afetivo que atravessa o longa.

A narrativa acompanha Carolina, mulher negra e catadora de papel, que transformou suas observações do cotidiano em literatura. Com mais de um milhão de cópias vendidas e traduções para 14 idiomas, Quarto de Despejo consolidou sua autora como a primeira escritora negra brasileira a alcançar reconhecimento internacional.

Elenco forte e diversidade de vozes em cena

Além de Maria Gal, o filme conta com Raphael Logam, Clayton Nascimento, Liza Del Dala, Carla Cristina Cardoso, Ju Colombo, Fábio Assunção, Caio Manhente, Jack Berraquero, Alan Rocha, Thawan Lucas, Laura Vick, Raphael Raposo e um grande elenco. Clayton Nascimento também assina a preparação de elenco.

Ficha técnica

Título: Carolina Quarto de Despejo
Direção: Jeferson De
Produção: Clélia Bessa
Roteiro: Maíra Oliveira
Baseado em: Quarto de Despejo, de Carolina Maria de Jesus
Produtoras: Move Maria, Raccord Produções, Buda Filmes
Coprodução: Globo Filmes
Distribuição: Elo Studios
Elenco: Maria Gal, Raphael Logam, Clayton Nascimento, Liza Del Dala, Carla Cristina Cardoso, Ju Colombo, Fábio Assunção e outros nomes

O universo por trás das produtoras

A Move Maria, fundada por Maria Gal, tem se consolidado como um polo de fortalecimento de narrativas negras e femininas no audiovisual. Já a Raccord Produções mantém um histórico robusto de longas e séries, incluindo parcerias com grandes players do mercado. A Buda Filmes, parceira frequente de Jeferson De, mantém foco em temas sociais e históricos, enquanto a Elo Studios segue expandindo produções nacionais para o mercado internacional. A Globo Filmes completa o time como uma das maiores incentivadoras do cinema brasileiro há mais de duas décadas.

POW Festival 2025 transforma Ribeirão Preto em polo criativo e encerra edição com show de Arnaldo Antunes

O cantor Arnaldo Antunes foi o grande destaque do último dia do POW Festival, com clássicos da carreira e músicas do novo álbum - Crédito- Rafael Cautella

A terceira edição do POW Festival movimentou Ribeirão Preto nos dias 6 e 7 de dezembro e mostrou que a cidade entrou de vez no circuito nacional de eventos criativos. Com acesso gratuito e mais de 13 mil participações contabilizadas no espaço A Fábrica, o festival conectou público, arte, tecnologia e educação em uma programação que cruzou diferentes gerações e interesses.

Arnaldo Antunes leva poesia e nostalgia ao palco principal

O grande momento do domingo veio com o show de Arnaldo Antunes. O artista apresentou faixas do álbum “Novo Mundo”, lançado em 2025, e revisitou canções icônicas de sua trajetória com os Titãs e Tribalistas. O público lotou a área do palco principal e cantou junto hits como O Pulso, Já Sei Namorar, Socorro, Fora de Si e Comida.
No palco, Antunes reforçou a proposta conceitual de seu novo trabalho e brincou com a relação entre tempo, criação e cotidiano: “É uma alegria estar aqui trazendo o nosso Novo Mundo. É final de ano, mas é sempre bom celebrar o nosso Réveillon cotidiano”, declarou antes de entoar 1º de janeiro, uma das faixas mais comentadas do disco.

O encerramento musical ficou a cargo da banda ribeirão-pretana Debbie Smith Lipstick, que mergulhou no pós punk e na new wave dos anos 1980 com interpretações de The Cure, Siouxsie and The Banshees, a ha e outros nomes marcantes da época.

Palestras, oficinas e tecnologia ampliam o alcance do festival

O domingo também foi dedicado a experiências educativas e criativas. Oficinas e palestras reuniram temas como realidade virtual, inteligência artificial, sustentabilidade, cultura digital e processos criativos.
As oficinas de amigurumi, paper toys, mangá e até os combates de sabres de luz atraíram visitantes de todas as idades, criando pontos de encontro entre imaginação, habilidade manual e cultura pop.

Simuladores de jogos, instalações tecnológicas, ambientes imersivos e o espaço neon mantiveram fluxo intenso ao longo dos dois dias. Para muitas pessoas, foi a primeira oportunidade de experimentar realidade virtual, testar ferramentas de IA ou participar de atividades artísticas de forma acessível e sem barreiras.

A empresária Denise Miranda, de Jardinópolis, visitou o festival pela primeira vez ao lado da filha Maria Luiza, de 11 anos. “Eu não conhecia o espaço e achei maravilhoso, com muita cultura, música boa, arte e diversidade”, contou. Para Malu, a experiência reforçou o espírito do evento: “É muito legal ver todo mundo aqui, de gerações e estilos diferentes, em um mesmo lugar que acolheu cada um.”

Um projeto que mira o futuro da economia criativa

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Idealizado pelo Instituto SEB e com curadoria e produção da Zupi Live, responsável também pelo Pixel Show, o POW Festival segue com a missão de posicionar Ribeirão Preto como um dos polos criativos mais relevantes do Brasil. A expectativa para 2025 é ampliar o impacto social, econômico e cultural do projeto, fortalecendo o ecossistema local de inovação e expandindo o diálogo entre arte, tecnologia, interatividade, gastronomia, música e cultura digital.

O evento conta com realização do Ministério da Cultura por meio da Lei de Incentivo à Cultura. O projeto “POW Festival 3ª Edição” é aprovado na Lei Federal de Incentivo à Cultura (PRONAC 251387).

FaZe Clan derrota a FURIA em final histórica e conquista a primeira South America League de Rainbow Six Siege X

A primeira edição da South America League terminou em clima de festa e nervos à flor da pele em São Paulo. Diante de uma Oca do Ibirapuera lotada neste domingo, 7 de dezembro, a FaZe Clan superou a FURIA por 2 a 1 em uma das finais mais disputadas da história recente do Rainbow Six Siege. Além do troféu inaugural do campeonato, o time faturou 40 mil dólares e consolidou um ano de reconstrução com uma campanha memorável.

Primeiro mapa vira montanha russa e coloca torcidas em combustão

A série melhor de três começou no mapa Banco, onde a FaZe abriu um inesperado 6 a 0. Quando o público já parecia ver o fim antecipado, a FURIA ativou o modo sobrevivência e devolveu cinco rounds seguidos, embalando cantos de “eu acredito”. O empate não veio, mas a recuperação das Panteras incendiou o ginásio antes do 7 a 5 que deu o primeiro ponto à FaZe.

FURIA reage no Arranha Céu e leva a decisão para o tudo ou nada

No segundo mapa, Arranha Céu, o roteiro se inverteu. A FURIA dominou o início e abriu 6 a 3, mas viu a FaZe encostar novamente em 6 a 5. A tensão tomou conta da arena até que as Panteras fecharam o mapa por 7 a 5 e empataram a série, ampliando o suspense para o derradeiro Covil.

Covil decide o título e premia regularidade da FaZe nos momentos críticos

No mapa decisivo, a partida começou equilibrada, com troca de rounds e torcida dividida. A FaZe, porém, demonstrou mais consistência nas execuções e fechou o duelo em 7 a 3, sacramentando sua vitória. O título coroa um percurso de superação nos playoffs, marcado por uma derrota inicial para a W7M, posteriormente vingada nas semifinais, além de um triunfo decisivo contra a Team Liquid.

Primeira South America League reúne potências brasileiras e entrega finais imprevisíveis

Realizada entre 4 e 7 de dezembro, a etapa presencial da SAL trouxe para São Paulo seis das equipes mais laureadas do cenário brasileiro: FaZe Clan, FURIA, LOUD, Ninjas in Pyjamas, Team Liquid e W7M Esports. Os quatro dias de evento registraram viradas antológicas, frustrações para torcidas apaixonadas e uma disputa acirrada pela premiação total de 100 mil dólares.

A divisão da premiação ficou assim:

• 1º lugar: FaZe Clan, 40 mil dólares
• 2º lugar: FURIA, 20 mil dólares
• 3º lugar: W7M Esports, 15 mil dólares
• 4º lugar: Team Liquid, 13 mil dólares
• 5º lugar: Ninjas in Pyjamas, 7 mil dólares
• 6º lugar: LOUD, 5 mil dólares

Rumo ao Six Invitational 2026

O campeão da SAL garantiria vaga direta no Six Invitational 2026, mas a FaZe já entrou na competição com classificação garantida pelos pontos acumulados na temporada. FURIA, W7M e Ninjas in Pyjamas também confirmaram presença em Paris graças ao desempenho anual. Restam agora Team Liquid e LOUD, que disputam a última chance no LCQ marcado para 16 de janeiro.

Tier 2 também brilha com título da Stellae Gaming

No domingo, a Stellae Gaming venceu a Elevate AC por 2 a 0 e conquistou o título do torneio tier 2, reforçando o crescimento da nova geração de equipes sul americanas no cenário de R6.

O que representa esta vitória para o cenário brasileiro

A conquista da FaZe Clan não é apenas o início de uma lista de campeões da South America League. É também um marco que reforça a hegemonia do Brasil no Rainbow Six Siege, com quatro equipes já garantidas no Invitational e uma comunidade que mantém sua tradição de lotar arenas e empurrar seus times em batalhas cada vez mais acirradas.

Starship Troopers Ultimate Bug War chega em 2026

A Federação dos Cidadãos Unidos está de volta ao front digital com Starship Troopers Ultimate Bug War, novo FPS retrô da Dotemu em parceria com a Auroch Digital. O anúncio marca o início de uma campanha que deve animar tanto veteranos da franquia Tropas Estelares quanto jogadores que cresceram em meio ao revival de shooters com estética de pixels 3D. O jogo chega no começo de 2026 para Nintendo Switch 2, PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC.

Retorno a Klendathu em uma campanha inspirada no cinema

O título se passa 25 anos após os acontecimentos do filme original de 1997. A narrativa acompanha a veterana Samantha Dietz, que relembra sua perseguição ao temido Assassin Bug durante a Primeira Guerra dos Insetos. A campanha solo coloca o jogador em batalhas rápidas e diretas, com uma estrutura pensada para ação constante e resgate do clima militarista que marcou o longa de Paul Verhoeven.

Além de revisitar Klendathu, o jogo expande a rota para novos planetas como Planet P, reforçando a construção de universo que ajudou a franquia a se firmar como cult entre fãs de ficção científica.

Estética retrô com brutalidade de guerra

A Auroch Digital aposta em uma apresentação que mistura simulação militar com estética clássica de FPS dos anos 90. O pacote inclui 14 armas inspiradas no arsenal da Federação, entre elas o icônico rifle Morita, além de 11 Suportes Táticos e a presença de um Mech para momentos de poder de fogo pesado.

O combate é descrito como brutal e sangrento, com animações e efeitos que remetem ao espírito exagerado do filme, mas filtrados por um visual pixelado em 3D que deve agradar fãs de Warhammer 40000 Boltgun, um dos destaques anteriores do estúdio.

Treinamento Aracnídeo e modo alternativo

Um dos detalhes curiosos é o treinamento anti bug, que permite ao jogador assumir a perspectiva dos próprios Insetos. Esse modo alternativo funciona como laboratório de habilidades e oferece desafio extra para quem quiser entender o comportamento das criaturas que ameaçam a humanidade.

Johnny Rico e a herança dos filmes

Casper Van Dien, eterno intérprete do General Johnny Rico, retorna para apresentar o jogo no universo ficcional da Federação. A conexão com os filmes reforça o apelo do título entre fãs que acompanham Tropas Estelares desde a estreia nos cinemas e mantém viva a estética satírica de propaganda militar que sempre acompanhou a franquia.

Dotemu e Auroch Digital continuam investindo no retrô

A Dotemu segue consolidando seu catálogo de projetos que resgatam clássicos e propriedades cult, após sucessos como TMNT Shredders Revenge, Wonder Boy The Dragons Trap e Streets of Rage 4. Já a Auroch Digital usa sua experiência em FPS e jogos licenciados para adaptar o universo de Tropas Estelares ao formato de ação retrô.

Ficha Técnica

Starship Troopers Ultimate Bug War
Lançamento no início de 2026
Plataformas: Nintendo Switch 2, PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC

Turma da Mônica termina a quarta temporada em fevereiro de 2026 com episódios inéditos na HBO Max e Discovery Kids

A turma mais clássica dos quadrinhos brasileiros inicia 2026 com novidades na TV e no streaming. Os episódios finais da quarta temporada de Turma da Mônica chegam no dia 2 de fevereiro à HBO Max e ao Discovery Kids, ampliando o universo animado criado por Mauricio de Sousa. A nova leva conta com 13 capítulos inéditos exibidos de segunda a sexta às 19h, com reprises às 10h e 16h10. É a despedida da temporada que marcou uma fase de maior protagonismo dos personagens e que retomou o espírito das aventuras mais queridas pelos fãs.

Humor, caos e a identidade da turma

Mônica, Cebolinha, Magali, Cascão e os amigos continuam a misturar humor com pequenas loucuras tipicamente do Limoeiro. A série reforça o lado emocional e nostálgico de quem cresceu acompanhando a turma, mas também investe em tramas acessíveis para o público infantil atual. Entre situações absurdas e dilemas fofos, o desenho mantém o equilíbrio entre tradição e renovação.

O que vem por aí nos episódios inéditos

A CCXP25 trouxe a prévia que movimentou o público: uma cena de “Fronteiras Alienígenas”, capítulo que coloca o bairro diante de uma sequência de notícias improváveis. Um tornado ameaça o Limoeiro ao mesmo tempo em que alienígenas exigem o coelho Sansão como símbolo de paz. A decisão recai sobre Mônica, dividida entre proteger seu maior companheiro e investigar o que realmente está em jogo.

As tramas seguintes continuam apostando em caos criativo. Em “Amigatos”, Magali hipnotiza acidentalmente todas as crianças, transformando o bairro em um grande experimento felino. Já “Uma Estranha no Ninho” brinca com expectativas: Mônica planeja um fim de semana com Magali, mas acaba na casa de Cebolinha, o que leva a uma série de disputas engraçadas. Em “Pulga Atrás da Orelha”, uma pulga misteriosa cria versões vilanescas da turma, e Milena assume o papel de estrategista ao tentar desvendar a origem da ameaça. A investigação abre espaço para a volta de um dos vilões mais temidos da região.

Produção e onde assistir

Turma da Mônica é uma coprodução entre Warner Bros. Discovery e MSP Estúdios, com animação do Split Studio. Além da nova etapa da quarta temporada, todas as temporadas anteriores estão disponíveis na HBO Max.

Serviço

Turma da Mônica — episódios finais da quarta temporada
Estreia: 2 de fevereiro de 2026
Onde assistir: HBO Max e Discovery Kids
Horários Discovery Kids: Estreias de segunda a sexta às 19h, com reprises às 10h e 16h10
Total de episódios inéditos: 13

Primeiro Encontro | Nova comédia de Paolo Genovese estreia no Brasil e ganha ação especial no Cine Belas Artes

A comédia Primeiro Encontro, dirigida por Paolo Genovese, chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira 11 de dezembro trazendo o humor afiado e afetivo que consagrou o cineasta no circuito internacional. Distribuído pela Pandora Filmes, o longa conquistou o prêmio do público no Festival de Roma e virou fenômeno nas bilheterias italianas em 2025, tornando-se um dos maiores sucessos do ano.

A chegada ao Brasil, porém, ganhou um toque local que combina nostalgia e romance: o Cine Belas Artes, um dos pontos culturais mais emblemáticos de São Paulo, promoveu um blind date coletivo como pré-estreia no dia 10. Mais de quatro mil pessoas se inscreveram para participar da ação que lotou o cinema com espectadores dispostos a unir paixão por filmes e novas histórias.

O romance começa antes mesmo da sessão

O Belas Artes, famoso por ser cenário de encontros, amizades e até pedidos de casamento, reforçou sua vocação afetiva durante o lançamento. A diretora executiva Juliana Brito relembra um dos momentos mais marcantes da casa: um frequentador pediu a mão da namorada exibindo um vídeo surpresa antes da sessão regular, emocionando a plateia que já acompanhava o casal desde seu primeiro encontro no local.

Eventos como esse ajudam a explicar por que o cinema é parte da memória afetiva de gerações de paulistanos. E Primeiro Encontro, com seu olhar divertido sobre o caos emocional dos dates, dialoga diretamente com esse espírito.

Sucesso na Itália e humor guiado pelas vozes da mente

No original Follemente, o filme imagina o que acontece dentro da cabeça de um casal durante um primeiro encontro. Inspirado por uma revisão de Divertida Mente, Genovese decidiu transformar pensamentos conflitantes em personagens reais, interpretados por diferentes atores. O resultado é uma comédia romântica que mistura timing físico, diálogos rápidos e um mergulho hilário nos dilemas internos de quem tenta impressionar alguém pela primeira vez.

O elenco principal reúne Edoardo Leo como Piero e Pilar Fogliati como Lara, dupla que conquistou a crítica italiana pela química e por entregar momentos cômicos cheios de sinceridade e improviso emocional. A proposta dialoga com a filmografia do diretor, conhecido por equilibrar ironia e sensibilidade em obras como Perfeitos Desconhecidos, The Place e Supereroi.

Itália como personagem e exposição no Belas Artes

A estreia brasileira ainda se conecta a uma mostra especial montada no mezanino do Cine Belas Artes. A exposição Amor no cinema italiano revisita romances e cenas marcantes de clássicos de Fellini, De Sica, Pasolini, Scola e Tornatore, criando um passeio pela iconografia cinematográfica que moldou a imagem da Itália na cultura pop.

Essa ambientação reforça um dos encantos de Primeiro Encontro: suas locações deslumbrantes, que incluem paisagens do Mar Tirreno, a Sicília, lagos alpinos e a Toscana. Tal como outros filmes italianos apaixonados por seus cenários, o longa transforma essas regiões em personagens complementares.

Por que Primeiro Encontro promete fisgar o público brasileiro

A comédia combina uma ideia criativa, um elenco afinado e o estilo bem-humorado que fez de Genovese um dos autores mais queridos do cinema europeu recente. Sua abordagem sobre relações humanas, sempre entre o cômico e o vulnerável, encontra ressonância entre fãs que acompanharam seus trabalhos anteriores e entre novos espectadores que buscam filmes leves, inteligentes e com personalidade.

O lançamento no Brasil também reacende o interesse pelo cinema italiano contemporâneo, espaço que a Pandora Filmes vem ocupando com consistência há décadas ao distribuir obras de cineastas consagrados e revelações do circuito mundial.

Sinopse oficial

Primeiro Encontro acompanha Piero e Lara durante a noite em que se conhecem. Inspirado na animação Divertida Mente, o filme dá vida aos pensamentos ocultos dos protagonistas, revelando conflitos, inseguranças e impulsos que influenciam cada passo desse primeiro passo rumo a um possível romance.

Ficha Técnica

Título: Primeiro Encontro
Original: Follemente
Direção: Paolo Genovese
Elenco: Pilar Fogliati, Edoardo Leo, Emanuela Fanelli
País: Itália
Ano: 2025
Gênero: Comédia e romance
Duração: 97 minutos
Classificação: 16 anos
Distribuição: Pandora Filmes
Estreia no Brasil: 11 de dezembro de 2025

CCXP 2025 e COPAG | Quando o estande vira ponto de encontro da cultura pop

A edição 2025 da CCXP terminou há poucos dias, mas o impacto da COPAG no evento ainda reverbera entre fãs, colecionadores e criadores de conteúdo. A marca, que já é veterana no universo de baralhos, TCGs e jogos, encontrou na feira um palco perfeito para consolidar sua presença no imaginário geek. O estande se transformou rapidamente em um fluxo constante de visitantes interessados em testar Disney Lorcana, reencontrar dubladores icônicos e participar de atividades que não deram trégua no fim de semana lotado da São Paulo Expo.

Dubladores, creators e um estande que virou parada obrigatória

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Creators no estande da COPAG durante CCXP

A programação da COPAG chamou atenção logo nos primeiros dias com a presença de nomes muito queridos pelo público. Guilherme Briggs, Davy Jones e Úrsula Bezerra dividiram o palco em painéis mediado por Lucas Missi, gerente de Marketing da empresa. O formato combinou discussões descontraídas sobre dublagem, criação de conteúdo e memória afetiva com o universo dos jogos.

Assim que deixavam o painel, os convidados seguiam direto para o estande, e era aí que o público realmente tomava conta do espaço. Sessões de fotos, autógrafos e encontros renderam filas constantes e reforçaram o estande como um dos pontos de maior circulação da CCXP 2025.

Disney Lorcana domina as mesas e amplia o interesse do público

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Ativação de Disney Lorcana no estande da COPAG durante CCXP

Além dos painéis, as ativações práticas garantiram movimento contínuo. Partidas guiadas de Disney Lorcana, áreas de Aprenda a Jogar, mesas dedicadas a baralhos clássicos e desafios no palco mantiveram o público engajado durante todo o evento. A COPAG apostou em experiências diretas com o produto, e o resultado foi visível: as mesas ficaram quase sempre lotadas, criando um ambiente de troca espontânea entre jogadores veteranos e curiosos que encaravam seu primeiro TCG.

A dinâmica também incentivou visitantes a compartilharem a experiência nas redes sociais, aumentando o alcance orgânico da marca e transformando o estande em um ponto recorrente das timelines da CCXP.

Percepção de marca e comunidade em crescimento

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Estande da COPAG lotado durante CCXP

Para Mariana Dall’Acqua, VP de Marketing LATAM da COPAG, o saldo do evento reforça o papel da empresa no cenário geek brasileiro. Segundo ela, a presença marcante na CCXP evidencia a intenção da COPAG de investir em experiências que aproximam sua comunidade e valorizam o ato de jogar como encontro cultural. A repercussão da participação mostra como o público responde bem a iniciativas que vão além da vitrine de produtos e se conectam com histórias, afetos e nostalgia.

O que fica da CCXP 2025 para a COPAG

O encerramento da feira deixa a marca com uma percepção fortalecida e com a imagem de uma empresa que compreende profundamente seu público. Ao articular grandes convidados, interatividade constante e um espaço acolhedor, a COPAG se posiciona como uma das principais forças no desenvolvimento da cultura do jogo no Brasil.

Com 117 anos de trajetória e atuação global dentro do grupo Cartamundi, a empresa reafirma seu compromisso com inovação, diversidade e sustentabilidade. A CCXP 2025 marca mais um capítulo dessa história, agora alimentado por novas conexões e pela energia de milhares de fãs que passaram pelo estande.

Nós é Ruim e Mora Longe revisita a juventude periférica de BH em um retrato íntimo de deslocamento e pertencimento

O novo curta de Ítalo Almeida chega ao Cine Santa Tereza no dia 21 de dezembro, dentro da VI Mostra Periferia Cinema do Mundo, com sessão gratuita que promete mexer com o público. “Nós é Ruim e Mora Longe” acompanha a noite de Rayra, jovem de 22 anos do bairro Juliana, na Zona Norte de Belo Horizonte, que decide ir a uma festa do outro lado da cidade na véspera do primeiro emprego. A jornada parece simples, mas o filme expõe como atravessar BH pode significar enfrentar fronteiras invisíveis que moldam a vida de milhares de jovens periféricos.

A força do curta não está apenas no deslocamento físico, mas na maneira como transforma uma situação cotidiana em reflexão sobre classe, cidade e sobrevivência. O tempo gasto no trajeto vira metáfora de acesso, ou de sua falta, em uma capital onde os eventos e oportunidades orbitam os bairros centrais.

Personagens reais, memórias reais

Rayra não nasce da ficção. Ela existe e inspirou a personagem. Ítalo Almeida cresceu ao lado dela e dos amigos que hoje formam parte do elenco. As histórias que aparecem na tela vêm de memórias de adolescência, conversas e inquietações que atravessaram o grupo. Segundo o diretor, a versão real de Rayra tem hoje 28 anos, vive na Itália e carrega uma trajetória de deslocamentos e decisões difíceis que ressoam na protagonista.

O curta funciona quase como um reencontro. Entre os atores, muitos fizeram parte do grupo teatral Palavra Viva. Marya Bittencourt, Peron e Aimê interpretam versões deles mesmos. Guilherme Hamacek retorna às origens da Zona Norte. FLIP revisita a experiência de cruzar BH para se conectar com os amigos. Já Nica Alcântara dá vida a uma Rayra que tem intimidade, corpo e passado compartilhados com os colegas de cena.

A cidade que cria limites

A precariedade do transporte público aparece como elemento decisivo da narrativa. As longas esperas, ônibus lotados e trajetos que dobram o tempo real de deslocamento criam barreiras que não são apenas logísticas, mas simbólicas e políticas. Ítalo sintetiza esse problema ao comentar que regiões periféricas muitas vezes não conseguem se articular porque o trajeto, exaustivo, impede que seus moradores circulem pela cidade.

Essa leitura aparece na tela com naturalidade. O filme se alimenta da rotina de BH, das conexões inexistentes entre bairros, da sensação de que a cidade é feita para alguns e não para todos. Rayra atravessa a noite enquanto enfrenta um sistema que insiste em empurrá-la para as bordas.

Estéticas da quebrada e o orgulho de existir

O figurino, criado por Gabriel Mendes e Carolina Baião com acervo do Garimpo 101, reforça a identidade periférica do curta. São roupas que carregam histórias, exageros afetivos e aquela vontade de ser notado naquela única noite que realmente importa. Para Ítalo, o ato de “dar um close” é uma forma de vida, uma contra narrativa aos dias regidos por uniformes e normas.

As locações também constroem essa estética. O metrô quase vazio, o Cristo do Barreiro, a mistura de terra, trilhos e torres de concreto formam um retrato de Belo Horizonte que muitos conhecem, mas poucos veem no cinema. São espaços que revelam contradições e reforçam a dualidade entre centro e periferia.

Voltar para entender

O curta aborda a tentativa de ocupar novos espaços sem perder o vínculo com a origem. Rayra vive a tensão entre pertencimento e deslocamento, entre desejo e barreiras. Ítalo reforça essa ideia ao afirmar que, diante da confusão, é preciso revisitar a base. Para ele, território, família e amigos são forças que sustentam quem se encontra em trânsito entre dois mundos, especialmente para quem acessa espaços antes negados às periferias.

Próximos passos e campanha coletiva

Em janeiro de 2026, uma campanha de financiamento coletivo será lançada com objetivo de arrecadar 20 mil reais para apoiar a circulação do curta em festivais e cobrir parte dos custos de produção. A proposta acompanha a própria lógica do filme, que nasce da coletividade e avança graças às redes de afeto construídas por Ítalo e seu grupo.

O diretor, conhecido por trabalhos que investigam territórios periféricos, já passou por residências e festivais importantes, como a 8ª Bolsa Pampulha e o Cine BH. Sua pesquisa se baseia na potência humana que emerge das bordas da cidade, e “Nós é Ruim e Mora Longe” reforça essa assinatura artística.

Serviço

Estreia do curta Nós é Ruim e Mora Longe, de Ítalo Almeida
Quando. 21 de dezembro, às 17h
Onde. Cine Santa Tereza, Rua Estrela do Sul 89, Santa Tereza
Quanto. Sessão gratuita, com retirada de ingressos na bilheteria ou pela Sympla
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Overwatch 2 inicia a Temporada 20 com vingança, gelo e a chegada de Vendetta

A Temporada 20 de Overwatch 2 chegou transformando o campo de batalha em um palco gelado e cheio de tensão. O grande destaque é Vendetta, lançada em 9 de dezembro, a primeira heroína DPS corpo a corpo da história do jogo. Em um elenco dominado por tiros à distância, a Talon apresenta alguém que resolve tudo bem de perto, afiando lâminas e intenções. A personagem combina mobilidade agressiva, cortes rápidos e um estilo quase aristocrático, como se governasse o caos do combate com frieza calculada. Para quem curte duelos diretos e pressão constante, ela promete renovar completamente o ritmo das partidas.

Travessura e Magia retorna ao Paraíso Congelado

O inverno também traz de volta um dos modos sazonais mais queridos pelos jogadores. Até 7 de janeiro, o evento Paraíso Congelado ressurge com Travessura e Magia, o modo de caça a objetos que mistura nostalgia, humor e um pouco de caos controlado. Durante as duas primeiras semanas, a dinâmica segue a clássica disputa entre quem se esconde disfarçado de objeto e quem caça usando o cenário a favor. Na segunda metade do evento, porém, o clima muda: os objetos ganham vida, braços de madeira e personalidade forte para contra-atacar com direito a magia explosiva. É o tipo de modo que transforma qualquer partida casual em uma história para contar no grupo da madrugada.

Cassidy assume forma divina com o Pistoleiro Divino

As novidades estéticas também fazem barulho nesta temporada, e o destaque é o herói visual Pistoleiro Divino para Cassidy. A skin ressignifica o cowboy como uma entidade solar do deserto, com efeitos flamejantes, áudio especial e um visual que faz o personagem parecer ter encarado o sol e vencido. Os níveis de progressão desbloqueiam novos penteados, além de cores vibrantes como Roxo Ocaso e Aurora Azul Claro. No final, o jogador acende literalmente com um brilho azul celeste que transforma qualquer duelo em um espetáculo.

Presentes direto do jogo para amigos de fila

A Blizzard aproveita o clima festivo para reforçar uma função prática: agora é possível presentear itens diretamente pelo jogo, incluindo Passes de Batalha, pacotes de moedas e bundles premium. É uma forma rápida de enviar um agrado para aquele suporte que salvou o time no overtime ou para o tanque que segurou tudo sozinho no 99 por cento.

Um inverno de ação e vingança

A Temporada 20 de Overwatch 2 combina a chegada marcante de Vendetta com eventos temáticos e novidades visuais pensadas para manter a comunidade engajada durante todo o inverno. Seja experimentando o caos festivo do Paraíso Congelado, duelando com Cassidy em modo divino ou explorando o novo estilo de combate da Talon, os jogadores têm conteúdo suficiente para aquecer as filas competitivas até 2026.

Pablo Pêgas leva Fleayag ao clima natalino em especial da websérie queridinha das redes

Pablo Pêgas

No universo em que criadores disputam atenção com vídeos de segundos, Pablo Pêgas encontrou um espaço sólido. O ator sul fluminense transformou pequenas pílulas de humor em uma websérie com identidade própria. Assim nasceu Fleayag, fenômeno que soma mais de um milhão de visualizações no Instagram e TikTok ao brincar com ironia, inseguranças contemporâneas e um olhar bem humorado sobre o cotidiano LGBTQ+. O nome é um trocadilho afiado com Fleabag, de Phoebe Waller Bridge, mas também dialoga com referências brasileiras como Os Normais e o cinema adolescente de Curtindo a Vida Adoidado.

A marca registrada é a quebra da quarta parede, usada por Pablo desde os tempos de teatro. Esse diálogo direto com o público molda a personalidade da protagonista, frequentemente comparada à “Vani da Santa Cecília”, apelido que surgiu entre os comentários e acabou abraçado pelo ator.

Criada no fim de 2023, Fleayag nasceu como resposta às mudanças do mercado audiovisual, cada vez mais próximo de influenciadores. Pablo desenvolveu seis episódios iniciais, sem patrocínio, com direção de sua irmã Laís Pêgas e figurino de Guilherme Orlando. O elenco contou com Carla Elgert no papel de Cami e Willian Lansten como o primo da personagem. O projeto rendeu uma indicação ao Rio WebFest e abriu portas para novas etapas da produção.

A websérie também se tornou um espaço de discussão sobre representações LGBTQ+ e a construção de personagens queer longe de estereótipos rígidos. Pablo vê na obra um espelho de seu próprio processo de juventude, quando buscava referências na TV e raramente se encontrava nelas.

Especial de Natal e o apoio do público

Com os pedidos constantes da audiência, Fleayag ganhará um especial de Natal. A trama acompanha a personagem em meio a uma ansiedade crescente ao tentar se comunicar com o primo de Cami, que vive em Londres. Decidida a se isolar durante as festas, ela logo percebe que essa escolha não será tão simples quanto imagina.

Para viabilizar o especial, Pablo abriu uma campanha de financiamento coletivo destinada a ampliar a equipe técnica, cobrir gastos da temporada anterior e garantir estrutura mínima de produção. Segundo o ator, ninguém da equipe receberá cachê, reforçando o caráter colaborativo do projeto. O episódio especial está previsto para ir ao ar na semana do Natal.

Trajetória entre o teatro, o cinema e a TV

Natural de Barra de Piraí e criado em Resende, Pablo mudou-se para o Rio de Janeiro para estudar artes cênicas na Unirio, onde cursou graduação e mestrado. Sua estreia no cinema aconteceu em A Vida Invisível (2019), de Karim Aïnouz, contracenando com Fernanda Montenegro. A lembrança do set segue viva na memória do ator, que relata com humor o susto de improvisar sobre a fala da atriz e o alívio ao receber seu abraço de aprovação.

Na TV, viveu Juan na série Eleita, da Amazon Prime, personagem que o ajudou a desconstruir medos pessoais e a encarar sua autenticidade. Em 2024, participou do especial Falas do Orgulho, da TV Globo, realizando um stand up para uma plateia de senhoras que, segundo ele, conquistou completamente.

Além da atuação, Pablo trabalha como assistente de direção de elenco em produções como Homem Com H, Tremembé, Dias Perfeitos e DNA do Crime. Para os próximos meses, ele grava um curta próprio e assina a direção de elenco do curta de sua irmã Laís, enquanto inicia as filmagens do especial de Natal de Fleayag.

O engajamento em torno de Fleayag mostra que a série encontrou um nicho atento aos dilemas contemporâneos da comunidade LGBTQ+. A construção afetiva por trás da produção aproxima o público, que tem participado ativamente das discussões e do financiamento do especial.

Quem quiser acompanhar novidades, bastidores e atualizações pode seguir o ator no Instagram: @pablopegas_.