A música brasileira será o ponto de encontro entre Brasil e China em uma nova animação. Ho-Ho e o Som do Brasil terá seu primeiro episódio exibido no país em 5 de outubro, durante o RioMarket, e já tem estreia prevista na TV Cultura para novembro de 2026.
A série é uma coprodução da Amorim Filmes, LC Barreto e CCTV Animation Group, do China Media Group, e apresenta personagens e histórias que utilizam a música como caminho para explorar a cultura brasileira e aproximar os dois países.
O projeto nasceu a partir de um convite feito ao diretor João Amorim e também realiza um antigo desejo do produtor Luiz Carlos Barreto, que pretendia desenvolver animações capazes de apresentar elementos da identidade brasileira para novas gerações e para o público internacional.
Barreto morreu em abril deste ano, aos 97 anos, deixando Ho-Ho e o Som do Brasil entre seus últimos projetos para o audiovisual.
Quatro temporadas e um filme estão nos planos
A chegada à TV Cultura em novembro será apenas o começo. Ho-Ho e o Som do Brasil já tem continuidade confirmada para quatro temporadas e um longa-metragem.
A produção integra as iniciativas do Ano Cultural Brasil–China 2026 e foi desenvolvida por equipes brasileiras e chinesas. O projeto tem patrocínio do BNDES e apoio institucional do Ministério da Cultura e do Governo Federal.
Antes da estreia na televisão, o público do RioMarket poderá conferir o primeiro episódio completo. A sessão será seguida por uma conversa com integrantes da equipe criativa.
Serviço
Ho-Ho e o Som do Brasil no RioMarket
Data: 5 de outubro de 2026 Horário: 17h30 às 18h30 Local: Sala 3, Armazém da Utopia Endereço: Orla Conde, Armazém 6, Cais do Porto, Rio de Janeiro Programação: exibição do primeiro episódio e conversa com a equipe criativa Acesso:mediante credenciamento no RioMarket
Durante quase 30 anos, André Curti e Artur Luanda Ribeiro mantiveram uma câmera por perto enquanto ensaiavam, viajavam e construíam a história da Cia. Dos à Deux. Parte desse acervo agora chega ao cinema em O Gesto Entre Nós – A História da Cia. Dos à Deux, documentário que estreia no Festival do Rio em 6 de outubro.
Dirigido por Roberto Bomtempo, o longa integra a Mostra Retratos da Première Brasil e acompanha uma companhia brasileira que levou seu teatro gestual para mais de 50 países nos cinco continentes. Mas o filme não se limita ao que aconteceu nos palcos: a relação entre seus dois criadores também ocupa o centro da história.
Quando vida e teatro dividem o mesmo palco
Fundada em 1998, a Dos à Deux nasceu da parceria artística entre André e Artur, que também formaram um casal. Ao longo das décadas seguintes, os dois registraram ensaios, turnês, deslocamentos e diferentes momentos da vida juntos.
É justamente esse material que permite ao documentário observar a companhia por uma perspectiva mais íntima. Em vez de apenas reconstruir cronologicamente sua trajetória, O Gesto Entre Nós acompanha como criação artística e relacionamento pessoal acabaram se desenvolvendo lado a lado.
As imagens históricas são combinadas com novas filmagens realizadas no Brasil, França, Portugal e Coreia do Norte, aproximando passado e presente para reconstruir a história da dupla.
Primeiro documentário sobre a Cia. Dos à Deux
O longa é apresentado como o primeiro registro audiovisual dedicado à trajetória da companhia. A direção ficou com Roberto Bomtempo, que já havia trabalhado com o universo teatral na série documental Companhias do Teatro Brasileiro, realizada para o canal Curta!.
Bomtempo também dirigiu filmes como Depois daquele Baile, com Lima Duarte, Irene Ravache e Marcos Caruso, e dividiu com José Joffily a direção de Mão na Luva.
O roteiro de O Gesto Entre Nós é assinado por Zeca Ferreira, Pedro Vinícius e Roberto Bomtempo. O projeto original é do canal Curta!, com produção da Matizar Filmes e coprodução da Movimento Carioca.
A Matizar tem em sua filmografia documentários como Jogo de Cena e Moscou, ambos dirigidos por Eduardo Coutinho.
Três sessões no Festival do Rio
A primeira exibição de O Gesto Entre Nós – A História da Cia. Dos à Deux acontece em 6 de outubro, às 21h30, no Estação Claro Gávea.
O documentário volta à programação no dia 7 de outubro, às 13h45, no Cine Santa Teresa, e no dia 8, às 14h, no Estação Claro Rio, em Botafogo.
Menos teclado na mesa e mais espaço para movimentar o mouse. Essa é a proposta do Razer Huntsman V3 Pro Mini 8KHz, novo modelo da linha competitiva da fabricante que aposta no formato 60% sem abandonar os principais recursos encontrados nos teclados maiores da família.
A principal novidade está no polling rate de 8000 Hz, acompanhado pelos switches ópticos analógicos de segunda geração da Razer. Na prática, o teclado foi pensado principalmente para jogadores competitivos que procuram respostas rápidas e querem personalizar até o ponto em que cada tecla reconhece um comando.
Cada tecla pode responder de um jeito
Os switches do Huntsman V3 Pro Mini 8KHz permitem configurar o ponto de acionamento entre 0,1 e 4,0 mm. Quem prefere uma tecla extremamente sensível pode trabalhar perto do limite mínimo, enquanto quem quer evitar comandos acidentais pode exigir um pressionamento maior.
O Rapid Trigger também está presente e permite que uma tecla seja acionada novamente sem precisar retornar completamente a um ponto predeterminado. É um recurso especialmente voltado para situações que exigem mudanças rápidas de direção e comandos repetidos.
Segundo a Razer, os switches suportam até 100 milhões de pressionamentos. Eles também recebem lubrificação individual e ficam sobre uma camada interna de espuma para reduzir o ruído durante o uso.
8000 Hz entram na disputa por cada milissegundo
O número que acompanha o nome do teclado não está ali por acaso. O Huntsman V3 Pro Mini trabalha com polling rate de 8000 Hz, contra os 1000 Hz encontrados tradicionalmente em muitos periféricos.
A Razer informa uma latência de 0,48 ms no novo modelo. O teclado também reúne recursos como Snap Flex, Snap Tap, Dynamic Keystroke e Dual-Keypress Priority, que alteram a maneira como diferentes comandos e pressionamentos simultâneos são interpretados.
É justamente nessa combinação que o novo Huntsman tenta justificar sua proposta competitiva: não apenas responder rapidamente, mas permitir que o jogador determine como essa resposta acontece.
Pequeno na mesa e pronto para levar para campeonatos
O formato 60% elimina parte das teclas de um teclado convencional para reduzir seu tamanho. No Huntsman, algumas dessas funções continuam acessíveis por combinações, incluindo direcionais nas teclas modificadoras.
Também é possível ajustar o acionamento e a sensibilidade do Rapid Trigger diretamente pelo teclado. A memória interna armazena até seis perfis, enquanto o Synapse Web permite alterar configurações pelo navegador sem instalar o programa tradicional da Razer.
Na construção, o modelo utiliza estrutura superior de alumínio 5052 e teclas PBT doubleshot, características pensadas para suportar o uso frequente e o transporte.
Foto cortesia de Elvis Presley Enterprises, Inc. : Authentic Brands Group
Os fãs de Elvis Presley terão que esperar um pouco mais para conhecer de perto parte do acervo de Graceland. A abertura de Elvis The Exhibition – Direto de Graceland, inicialmente prevista para 2 de outubro em Porto Alegre, foi adiada para novembro.
Segundo a produção, a mudança aconteceu por imprevistos técnicos no processo de nacionalização e na logística de transporte das peças que estão vindo diretamente de Graceland, nos Estados Unidos.
A exposição será realizada no Multiverso Experience, no Cais Embarcadero, ocupando mais de mil metros quadrados com objetos que atravessam diferentes momentos da vida e da carreira do cantor.
De figurinos a uma Ferrari de Elvis Presley
Foto cortesia de Elvis Presley Enterprises, Inc. : Authentic Brands Group
O tamanho do acervo é um dos principais atrativos da exposição. São mais de mil itens, incluindo peças dos arquivos de Graceland que raramente deixam o local.
Entre os objetos confirmados estão o uniforme militar de Elvis, roupas utilizadas no cotidiano e nos palcos, joias, móveis, livros e instrumentos musicais. A exposição também leva ao Brasil roteiros originais de seus filmes e produtos licenciados antigos.
Dois veículos fazem parte da seleção: uma Ferrari Dino GT4 de 1975 e o MG vermelho visto em Feitiço Havaiano (Blue Hawaii).
A proposta é ir além da imagem de Elvis como Rei do Rock e mostrar aspectos de sua vida pessoal, de sua passagem por Hollywood e da relação construída com o público ao longo da carreira.
Exposição prepara os 50 anos da morte de Elvis
Foto cortesia de Elvis Presley Enterprises, Inc. : Authentic Brands Group
A passagem da mostra pelo Brasil faz parte de um projeto da Elvis Presley Enterprises em parceria com o grupo WOW para marcar, em 2027, os 50 anos da morte de Elvis Presley.
Porto Alegre será a primeira cidade a receber a exposição, que também tem passagens previstas por São Paulo e Curitiba até o próximo ano.
O projeto brasileiro inclui ainda Elvis in Concert, espetáculo que combina imagens e gravações do cantor nos telões com uma orquestra de 30 músicos tocando ao vivo. A turnê passa por São Paulo, Belo Horizonte, Brasília, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Curitiba entre outubro e novembro.
O que acontece com quem já comprou ingresso?
Os ingressos adquiridos para visitas entre 2 e 29 de outubro continuam válidos. O público poderá utilizá-los em qualquer data a partir de 30 de outubro, sem cobrança adicional e sem necessidade de troca.
Quem não puder comparecer depois da mudança também poderá solicitar reembolso integral, incluindo as taxas de serviço e conveniência. O pedido deve ser feito diretamente à Bilheteria Digital pelo mesmo e-mail utilizado na compra.
Outubro começou movimentado em Ragnarök Online LATAM. A nova atualização do MMORPG já está disponível e mexe tanto com a progressão de quem ainda está evoluindo por Rune-Midgard quanto com o conteúdo destinado aos jogadores de nível mais alto.
Entre as principais mudanças estão uma reformulação do Grupo do Éden, a abertura da Ecosfera de Varmunt e a chegada do evento de Halloween. Personagens de Nível Base 230 ou superior, incluindo Classes 4 e Classes 4 Expandidas, também recebem um reset gratuito para retornar à Mansão da Desilusão.
Grupo do Éden muda a progressão dos jogadores
Uma das maiores alterações está no Grupo do Éden. A atualização adiciona missões para personagens entre os níveis 130 e 190, divididas em intervalos de dez níveis, além de um novo Quadro de Missões Avançadas.
A obtenção de equipamentos também foi simplificada. Agora há uma missão para equipamentos básicos a partir do Nível Base 10 e outra para itens avançados a partir do nível 100. O mesmo vale para o aluguel de equipamentos Sombrios, separados entre versões básicas e avançadas.
Outra novidade é a Moeda do Éden, recebida ao completar determinadas missões a partir do Nível Base 100. Ela poderá ser trocada por equipamentos do grupo, armas intermediárias e avançadas ou utilizada para alugar Sombrios.
Ecosfera de Varmunt abre para jogadores de nível 230
Para quem já chegou às etapas mais avançadas do MMORPG, a principal novidade fica escondida dentro da Mansão de Varmunt.
A Ecosfera de Varmunt é um ecossistema artificial criado pelo Grande Sábio para estudar diferentes habitats e suas criaturas. A região exige Nível Base 230 e está dividida em quatro ambientes: Pradaria, Vulcão, Geleira e Cemitério.
Além dos novos monstros, a exploração rende materiais e equipamentos. Fragmentos de Runa encontrados na área podem ser entregues à NPC Omega em troca de Runas, enquanto outros recursos permitem obter Equipamentos Runificados por meio da Autômata Beta. Esses itens também contam com opções de encantamento.
Halloween toma conta de Rune-Midgard
A atualização também dá início ao evento Jakk e Os Olhos Misteriosos de Jakk, disponível até 26 de outubro para personagens a partir do Nível Base 30.
Entre as atividades está o Jogo de Pegar Jakk, que pode ser realizado uma vez por dia. Algumas missões entregam ainda a Caixa do Evento de Halloween, com recompensas aleatórias como Doces Misteriosos, Biscoito de Morcego, Torta de Abóbora, Cesta de Gostosuras e Bolo de Abóbora.
Malangdo acompanha a comemoração com 15 novos visuais de Halloween, enquanto a Liga dos Desbravadores passa a oferecer sua primeira seleção de itens cosméticos. Pacotes e outros itens temporários completam as novidades do mês.
A atualização de outubro de Ragnarök Online LATAM já está disponível, enquanto o evento de Halloween permanece ativo até 26 de outubro.
Faltando duas semanas para o lançamento, Castlevania: Belmont’s Curse já pode ser experimentado pelos jogadores. A Konami disponibilizou uma demo gratuita do novo capítulo da franquia para PlayStation 5, Xbox Series X|S, Nintendo Switch e PC via Steam, permitindo conhecer os primeiros estágios da aventura.
Quem decidir continuar a caçada depois poderá transferir o progresso da demonstração para o jogo completo, desde que utilize a mesma plataforma e conta e mantenha os dados salvos.
Uma nova Belmont entra na caçada
Desenvolvido em parceria pela Konami, Evil Empire e Motion Twin, Belmont’s Curse leva a série para Paris em 1499, 23 anos depois dos acontecimentos de Castlevania III: Dracula’s Curse.
A protagonista desta vez é Rose Belmont, filha de Trevor Belmont e nova portadora do lendário chicote Vampire Killer. Em meio às ruas tomadas por monstros, Rose precisa enfrentar criaturas e avançar até o castelo do Senhor dos Vampiros.
A proposta mantém a combinação de ação e exploração em 2D associada à franquia, agora acompanhando uma nova geração da família Belmont.
Paris vira palco para o próximo Castlevania
A escolha da capital francesa muda o cenário da série sem abandonar seus elementos tradicionais. Rose atravessa uma Paris infestada por criaturas antes de chegar ao castelo, utilizando o Vampire Killer e diferentes armas e habilidades durante os confrontos.
Belmont’s Curse chega também em um momento simbólico para a franquia. Castlevania completou 40 anos em setembro de 2026, quatro décadas depois do lançamento do primeiro jogo no Japão.
Além da edição padrão, o título terá uma Midnight Edition, disponível em formato físico e digital, com roupas alternativas para Rose, galeria digital de arte e músicas e uma relíquia para ser utilizada durante a aventura.
Quem fizer a pré-venda ou adquirir antecipadamente qualquer edição também recebe um traje para Rose inspirado em Alucard.
Castlevania: Belmont’s Curse será lançado em 15 de outubro para PlayStation 5, Xbox Series X|S, Nintendo Switch e PC. A demo já está disponível nas quatro plataformas, com transferência do progresso para a versão completa.
Uma capivara, um corvo bastante falante e uma ilha desconhecida formam a dupla e o cenário de Capy Castaway, aventura independente que acaba de ficar mais acessível para o público brasileiro. O jogo recebeu localização em português do Brasil e já pode ser jogado com o novo idioma no PC e Mac.
Desenvolvido pela Kitten Cup Studio e publicado pela Big Blue Sky Games, o título mistura exploração, puzzles e uma história sobre amizade e pertencimento, colocando Capy e Corvi em uma jornada para encontrar o caminho de volta para casa.
Uma capivara e um corvo perdidos depois da enchente
A aventura começa quando uma grande enchente deixa os dois personagens presos em uma ilha. Para escapar, Capy e Corvi precisam explorar diferentes áreas, ajudar os animais encontrados pelo caminho e solucionar quebra-cabeças usando as habilidades particulares de cada um.
Capy consegue farejar, cavar e nadar, enquanto Corvi pode voar, buscar objetos e carregar a capivara, permitindo alcançar locais que seriam inacessíveis para ela.
Essa dinâmica funciona tanto para quem prefere jogar sozinho quanto no modo cooperativo. Por trás do visual acolhedor e dos animais, a narrativa também trabalha temas como mudança, amizade e a sensação de encontrar um lugar ao qual pertencer.
Uma história inspirada por duas capivaras reais
A origem de Capy Castaway tem uma curiosidade que parece pronta para virar videogame. Em 2016, duas capivaras chamadas Bonnie e Clyde escaparam do High Park Zoo, em Toronto, episódio que acabou servindo de inspiração para a Kitten Cup Studio.
O estúdio partiu dessa história para criar sua própria dupla e transformá-la em uma aventura na qual os personagens dependem constantemente um do outro para continuar avançando.
Capy Castaway também segue a proposta de jogos aconchegantes da Kitten Cup Studio, responsável anteriormente por Pekoe, simulador no qual o jogador prepara chá enquanto convive com gatos.
Capy Castaway já está disponível para Windows e Mac, e a localização em português do Brasil pode ser utilizada desde 1º de outubro.
Até onde os sonhos de uma mãe podem se misturar aos da própria filha? É por esse caminho que Talismã, segundo longa dirigido por Thais Fujinaga, constrói a relação entre Tereza e Pina, mãe e filha que têm suas vidas transformadas pela participação da menina em um reality show de talentos.
O filme terá sua estreia mundial no Festival do Rio, onde integra a Première Brasil – Competição Novos Rumos. Depois da passagem pelo festival, Talismã chega aos cinemas brasileiros em 10 de dezembro, com distribuição da Vitrine Filmes. Texto colado
Um reality que mexe com duas gerações
Interpretada por Fernanda Chicolet, Tereza é uma mãe solo que vive nos arredores de Porto Alegre, dividindo seu tempo entre as aulas de dança e os cuidados com Pina, papel da estreante Sophia Fuggacy, de sete anos.
A rotina muda quando a garota entra em um reality de talentos mirins e passa a sonhar com a final no Rio de Janeiro, sua cidade natal. Enquanto ajuda a filha nos ensaios, Tereza começa a reencontrar desejos que havia deixado para trás. Texto colado
É justamente nessa fronteira entre os sonhos das duas que Talismã encontra seu conflito. O filme discute as expectativas que os pais podem projetar nos filhos, mas também passa pelas ideias de sucesso e fracasso no meio artístico e pela pressão provocada pela exposição nas redes sociais. Texto colado
O universo dos realities aparece também no elenco. Karol Conká interpreta a apresentadora do programa fictício, enquanto Chico Barney e Gabb aparecem como eles mesmos, produzindo conteúdo sobre a competição. Stepan Nercessian, Allan Souza Lima e Ellen Correa completam o elenco. Texto colado
Thais Fujinaga retorna ao longa-metragem
Talismã marca o retorno de Thais Fujinaga ao formato quatro anos depois de A Felicidade das Coisas, seu primeiro longa como diretora. O filme de 2021 estreou na seção Bright Future do Festival Internacional de Cinema de Roterdã e conquistou o prêmio Abraccine de melhor longa de estreia na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Texto colado
Desta vez, Fujinaga divide o roteiro com Fernanda Chicolet, que também assina a ideia original da história. A produção é da Vulcana Cinema, em coprodução com a Syndrome Films e a própria Vitrine Filmes. Texto colado
Antes de chegar ao circuito comercial em 10 de dezembro, Talismã terá três sessões no Festival do Rio: 6 de outubro, às 18h45, no Estação Gávea; 7 de outubro, às 16h15, no Estação Claro Rio, com debate após a exibição; e 8 de outubro, às 13h45, no Cinesystem Belas Artes Botafogo. Texto colado
Um dos personagens mais conhecidos da literatura infantil de Dr. Seuss está a caminho dos cinemas e já tem suas vozes brasileiras definidas. Marco Luque e Thati Lopes participaram da apresentação da Warner Bros. Pictures na Expocine 2026, realizada em 30 de setembro, em São Paulo, para falar sobre O Gatola da Cartola.
Na versão brasileira, Marco Luque assume justamente a voz do Gatola, enquanto Thati Lopes interpreta Carmem, mãe de Gabby e Sebastian, os dois irmãos que protagonizam a aventura. A animação tem estreia marcada para 5 de novembro nos cinemas brasileiros.
Marco Luque assume a voz do Gatola
A escolha de Marco Luque coloca o humorista no papel central da animação. Segundo o ator, o personagem funciona como um “agente do caos”, usando o humor e a imaginação enquanto a história também aborda mudanças e relações familiares.
Thati Lopes fica com o lado mais cotidiano dessa dinâmica ao interpretar Carmem. A personagem é mãe de duas crianças que estão passando por uma grande mudança em suas vidas, situação que abre espaço para a chegada do Gatola e toda a confusão que vem junto com ele.
A dupla também adiantou que participará da divulgação do longa nas próximas semanas. Entre as primeiras ações está uma série de entrevistas realizada em um café dedicado à adoção de cães e gatos.
Warner mostra próximos filmes na Expocine
O Gatola da Cartola foi um dos destaques da apresentação da Warner Bros. Pictures para profissionais do mercado cinematográfico e exibidores durante a Expocine.
O estúdio aproveitou o painel para antecipar parte de sua programação para os próximos meses, incluindo Cara-de-Barro, Duna: Parte Três, Vestígios, Pânico Calculado e Minecraft Movies: Squared.
As animações também tiveram espaço, com novidades de Temporada do Patolino e Bad Fairies, além da participação presencial dos dubladores de O Gatola da Cartola.
Com Marco Luque e Thati Lopes entre as vozes da versão brasileira, O Gatola da Cartola estreia em 5 de novembro nos cinemas do Brasil.
Depois de apresentar Kena: Scars of Kosmora em fevereiro, a Ember Lab trouxe novos detalhes sobre o que mudou desde Bridge of Spirits. A continuação será lançada em 2027 para PlayStation 5 e PC, com versões físicas e digitais, e pretende ampliar tanto o mundo quanto as possibilidades de exploração da aventura original.
Mesmo com essa escala maior, Scars of Kosmora continuará sendo uma aventura linear focada nos personagens. A diferença está em Kosmora, uma ilha formada por diferentes regiões e culturas, além de templos que funcionam como masmorras e guardam parte dos mistérios que Kena precisará solucionar.
E dessa vez ela terá companhia. Um cão espiritual ancestral poderá ser utilizado como montaria, participar dos combates e ajudar na resolução de enigmas.
Kena também precisa enfrentar as próprias cicatrizes
A história acontece depois dos acontecimentos de Kena: Bridge of Spirits, lançado em 2021. Mais experiente como Guia Espiritual, Kena já aprendeu a ajudar espíritos incapazes de encontrar descanso, combatendo a Corrupção provocada pela dor que permanece no mundo.
Scars of Kosmora quer colocar essa experiência à prova por outro caminho. Depois de passar tanto tempo ajudando os mortos, Kena começa a questionar qual é seu papel diante dos vivos e percebe que também precisa encarar questões de seu próprio passado.
É nesse momento que surge Orfio, amigo de infância da protagonista. Ele acredita que a misteriosa ilha de Kosmora pode trazer algumas dessas respostas, fazendo Kena partir em sua busca.
Quatro elementos escondem o passado de Kosmora
Antes de um cataclismo atingir a ilha, Kosmora era formada por quatro culturas interligadas, cada uma associada a um elemento responsável por orientar sua sociedade. Parte desse conhecimento acabou perdida com o passar do tempo, mas sua influência continua presente nas comunidades que sobreviveram.
Os antigos Guias Espirituais também construíram Templos Alquímicos, que terão papel importante na exploração. Na prática, esses locais funcionarão como masmorras, combinando desafios e enigmas com recompensas capazes de transformar as habilidades de Kena ao longo da jornada.
A Ember Lab também pretende explorar as culturas que ainda vivem na ilha. Cada região terá personagens, histórias e problemas próprios, enquanto Kena tenta descobrir como os acontecimentos do passado continuam afetando Kosmora no presente.
Um novo companheiro muda a exploração
O tamanho maior da ilha também exigiu uma nova maneira de se locomover. É aí que entra o companheiro canino apresentado nas primeiras imagens do jogo.
Ligado diretamente à história de Kosmora, o espírito ancestral poderá servir como montaria, permitindo atravessar as regiões com maior velocidade. Ele também participa de confrontos, tanto com Kena montada quanto a pé, e será necessário para solucionar alguns dos enigmas alquímicos espalhados pelo cenário.
A ideia é fazer do animal uma parte efetiva da jogabilidade, e não apenas um novo personagem acompanhando a protagonista.
Segundo a Ember Lab, a mudança para 2027 dará mais tempo para polir essa experiência e desenvolver a escala maior planejada para a sequência. Kena: Scars of Kosmora será lançado para PS5 e PC, em versões físicas e digitais, ainda sem uma data específica dentro do próximo ano.
Cena de "Menina de Asas", curta de animação de Luciana Druzina - crédito: Druzina Content
Em um reino onde todas as crianças nascem de ovos e possuem asas, Ruth é a exceção. Ela nasceu do ventre da mãe e precisa esconder essa diferença dos outros até a chegada do tradicional “Dia do Ovo”, quando cada aluno deve apresentar sua própria casca na escola.
É desse ponto que parte Menina de Asas, curta brasileiro de animação dirigido por Luciana Druzina. Com 12 minutos, o filme transforma a descoberta de Ruth em uma viagem pela literatura, colocando a protagonista em contato com universos inspirados em Alice, O Pequeno Príncipe e Dom Quixote enquanto aborda pertencimento, aceitação e imaginação durante a infância.
Depois de passar por festivais brasileiros, a animação também começa a ganhar espaço fora do país. Em outubro, Menina de Asas terá sua estreia europeia no FESTin – Festival de Cinema Itinerante da Língua Portuguesa, em Portugal, com exibição marcada para o dia 6.
Quando os livros viram as asas de Ruth
A diferença da protagonista não aparece apenas como ponto de partida para a história. Sem as asas que fazem parte daquele mundo, Ruth encontra nos livros uma maneira de escapar da solidão e compreender aquilo que a torna diferente.
A animação aposta em uma estética próxima dos livros ilustrados, com animação 2D, texturas artesanais e cores que acompanham as descobertas da personagem. O mesmo cuidado foi levado ao som, pensado para misturar a realidade de Ruth às memórias e aos mundos despertados pela leitura.
Para aproximar a produção do universo infantil, as vozes também foram entregues a crianças com idades entre seis e 15 anos.
Menina de Asas marca ainda a estreia de Luciana Druzina na direção cinematográfica. Com duas décadas de atuação no audiovisual, ela também divide a produção executiva com Amanda Ruano e Daniela Azeredo. O curta é produzido pelas gaúchas Druzina Content, Lazuli Filmes e Hathor Filmes, com distribuição da Arcadia.
De curta-metragem a videogame
O universo de Ruth, porém, não começou e nem termina no filme. Menina de Asas faz parte de um projeto transmídia que também levou a personagem aos games.
No jogo Winged, lançado para Android e iOS em mais de 50 países, o jogador acompanha Ruth por cinco fases relacionadas a clássicos da literatura infantojuvenil, incluindo Alice Através do Espelho e Peter Pan. Desenvolvido pela Druzina Content em parceria com a Sorora Game Studio, o título combina ação e aventura com o incentivo à leitura.
Uma sequência já está em produção, com previsão de lançamento para o segundo semestre de 2027, ampliando esse universo para além do curta.
Menina de Asas segue pelo circuito de festivais
A trajetória da animação começou no 24º Curta-SE – Festival Iberoamericano de Cinema de Sergipe e já passou pelo 23º Festival Internacional de Cinema Infantil (FICI). O curta também venceu como Melhor Filme na categoria Infâncias na Tela da 4ª Mostra de Cinema Chica Pelega, em Santa Catarina.
Depois da estreia europeia no FESTin, a produção continua sua circulação em outubro pela 19ª Baixada Animada, no Rio de Janeiro, pela 25ª Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis e pelo 26º Festivalzinho de Cinema de Vitória.
O projeto também passou por mercados internacionais como Kidscreen, Ventana Sur e MIPJunior. Menina de Asas conta ainda com versões acessíveis em Libras, audiodescrição e legendas para surdos e ensurdecidos, levando a história de Ruth e suas asas imaginárias para diferentes públicos.
O #LINK doc.industry chega à sua terceira edição brasileira com 44 projetos selecionados para uma programação dedicada ao desenvolvimento e à circulação do cinema documental e independente. O encontro acontece entre 2 e 7 de outubro, no Rio de Janeiro, dentro do Festival do Rio e do RioMarket.
A proposta é aproximar projetos em diferentes etapas de produção de profissionais do mercado audiovisual. Durante seis dias, realizadores e produtores participam de laboratórios, consultorias, pitchings e reuniões com representantes de festivais e mercados como Berlinale, FICCI, Ventana Sur, Nuevas Miradas, Toronto Film Festival e SANFIC.
Realizado há 14 anos na Argentina, o #LINK amplia sua presença no Brasil em uma edição que também marca a estreia do MATCH:BRASIL, iniciativa criada para conectar produções internacionais a possíveis parceiros brasileiros.
Do primeiro projeto ao filme em finalização
CARTAS-A-PASOLINI (WIPLAB)
Em vez de concentrar todos os participantes em uma mesma dinâmica, o #LINK divide os projetos de acordo com o estágio em que se encontram.
O WIP:LAB recebe longas em fase de finalização, com projeções técnicas, consultorias criativas e conversas com programadores e agentes de vendas. Já o DOC:LAB trabalha com obras ainda em desenvolvimento, passando por roteiro, produção, financiamento e estratégias para distribuição.
Projetos em estágio inicial ficam no LINKAD@S, voltado à formação e ao amadurecimento das propostas. A principal novidade de 2026 é o MATCH:BRASIL, que coloca produtores e cineastas de diferentes países em contato com profissionais e empresas do audiovisual brasileiro.
Ao todo, a programação contará com 23 profissionais nacionais e internacionais, incluindo nomes ligados ao European Film Market da Berlinale, Sheffield DocFest, Toronto Film Festival, Ventana Sur, SANFIC Industria e outros espaços importantes para a circulação do cinema independente.
Entre os participantes estão Jana Wolff, Mónica Moya, Arturo Pérez Navarro, Raul Niño Zambrano, Ivette Liang, Sebastián Avilés, Virginia Bogliolo, Rafael Sampaio, Sandra Kogut e Andrea Chignoli.
Brasil aparece em todas as frentes
A seleção de 2026 reúne produções do Brasil, Argentina, Colômbia, Costa Rica, Uruguai, México e Palestina, com presença brasileira nas quatro modalidades.
No WIP:LAB, por exemplo, estão os brasileiros Depois de Andreu, de Magno Pinheiro, e KID, de Anna Lu Machado. O DOC:LAB inclui títulos como Primas, de Bruno Gularte Barreto, Em nome do pai e do filho, de Gabriel Freire, A água é uma máquina do tempo, de Aline Motta, Troca, de Igor Virabov, e Quem está olhando agora?, de Marcela Lordy.
Já o MATCH:BRASIL estreia com projetos como Rodrigo, o Menino e a Pista de Skate, de Tatiana Cantalejo, Black Pantera – Vela que Incendeia a Casa Grande, de Lucas Zacarias, e Mulheres Negras em Rotas de Liberdade, de Urânia Munzanzu.
Os 44 projetos selecionados
No WIP:LAB, foram selecionados P versus NP, Como llama encendida en noche obscura, Depois de Andreu, KID, Todo empieza aquí e Cartas a Pasolini.
O DOC:LAB recebe Mudanzas, El día que conocí mi sombra, Primas, Em nome do pai e do filho, Un continente oscuro, A água é uma máquina do tempo, 99,99% los desaparecidos con vida, Pasar la memoria por el cuerpo, Troca, Quem está olhando agora?, Contra la Marea e 3 Câmeras Ilegais.
No LINKAD@S, participam Entropía, Para saber cómo es la soledad, la historia de Alcira Luengas, Paraíso agora!, Engenho de dentro, IUSTITIA, 3 canciones, Proyecto Osvaldo Blanco, Yo conoci un dia e ¿Cuándo termina el asedio?.
Completando a seleção, o MATCH:BRASIL reúne Rodrigo, o Menino e a Pista de Skate, Black Pantera – Vela que Incendeia a Casa Grande, Filme para um futuro esquecido, Muito mais que futebol, Arenales 1228, Mulheres negras em rotas de liberdade, Hoy vas a entrar en mi pasado, Graça Infinita, La zoca, Hija de tu madre, El necio, Lo que sabe el acantilado, Yandjis, Naturezas da música brasileira: Mata Atlântica, Los hijos del hielo – La búsqueda de Marisa de las Nieves, Jasmin e El Tren y la Península.
O #LINK doc.industry 2026 acontece de 2 a 7 de outubro, no Rio de Janeiro, integrado à programação do Festival do Rio e do RioMarket.