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TV Brasil estreia Colapso, série independente que encara o trabalho e a saúde mental de frente

Divulgação / TV Brasil

A TV Brasil estreia nesta sexta-feira, 26 de dezembro, às 23h, a série Colapso, produção independente de dramaturgia que coloca no centro da narrativa a precarização do trabalho e seus impactos diretos na saúde mental. Com um olhar atento ao cotidiano de quem vive sob pressão constante, a obra aposta em uma ficção ancorada na realidade social brasileira.

Ao longo da trama, Colapso acompanha personagens que lidam com jornadas exaustivas, vínculos instáveis e a dificuldade de equilibrar sobrevivência, afeto e bem-estar. Esse cenário ganha corpo na trajetória de Elisângela, doutoranda de psicologia vivida por Sara Antunes, uma mulher solitária que decide investigar academicamente a relação entre trabalho e adoecimento mental após presenciar o colapso psicológico de uma colega operadora de telemarketing.

Uma protagonista em choque com o próprio limite

A série constrói sua força dramática a partir do conflito central de Elisângela. Ao abandonar um cargo bem remunerado como gerente de recursos humanos, ela mergulha em uma pesquisa que pretende dar visibilidade ao sofrimento de trabalhadores submetidos a condições precárias. No processo, a personagem passa a negligenciar a própria saúde e vida afetiva, aproximando-se perigosamente do mesmo abismo que observa em seus objetos de estudo.

Essa escolha narrativa reforça o tom urgente da produção, que evita discursos fáceis e prefere expor contradições. O resultado é um retrato sensível e incômodo de um país onde o trabalho, muitas vezes, cobra um preço alto demais.

Reconstruções abre a série

O episódio de estreia, intitulado Reconstruções, estabelece o ponto de partida da jornada de Elisângela e apresenta o universo que será explorado ao longo da temporada. A decisão de deixar o antigo emprego funciona como gatilho para uma série de encontros, tensões e questionamentos que atravessam a narrativa, sempre conectados ao tema do adoecimento mental no ambiente profissional.

Elenco e bastidores da produção

Além de Sara Antunes, o elenco reúne Rejane Faria, Daniel Infantini, Sidney Santiago, Rodolfo Vaz, Fernanda Vianna, Andreia Quaresma e Sara Barbosa, com participação especial de Rogério Falabella. A direção é de Hermano Taranto, que imprime à série uma abordagem direta e comprometida com o debate social.

Produzida pela Quarteto Filmes, Colapso conta com 10 episódios de 26 minutos cada e foi viabilizada por meio do edital Prodav TVs Públicas, iniciativa voltada ao fortalecimento da produção independente e regional.

Ficha técnica

Produção: Brasil
Gênero: ficção
Episódios: 10
Duração: 26 minutos
Classificação indicativa: 12 anos
Produtora: Quarteto Filmes
Direção: Hermano Taranto

O papel do Prodav nas TVs públicas

O Prodav é uma parceria entre a Agência Nacional do Cinema, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul e a Empresa Brasil de Comunicação. O programa tem como foco incentivar a produção audiovisual independente e ampliar a circulação dessas obras no campo da televisão pública. A EBC atua na distribuição do conteúdo, disponibilizando as produções para emissoras que aderem ao projeto.

Quando assistir

Colapso estreia na sexta-feira, 26 de dezembro, às 23h, na TV Brasil. Uma série que aposta na dramaturgia como ferramenta de reflexão e convida o público a encarar, sem filtros, os limites entre trabalho, saúde e sobrevivência.

Critics Choice Awards 2026 ao vivo na TNT e HBO Max abre a temporada de prêmios em 4 de janeiro

A temporada de prêmios de 2026 começa oficialmente no dia 4 de janeiro com a transmissão ao vivo do Critics Choice Awards pela TNT e pela HBO Max. A partir das 21h, o público acompanha a 31ª edição da cerimônia diretamente do Barker Hangar, em Santa Monica, nos Estados Unidos, em uma noite que promete repercutir forte entre fãs de cinema, séries e cultura pop global.

Transmissão comentada e apresentação já conhecida do público

A cobertura brasileira contará com comentários de Aline Diniz, especialista em séries e filmes, além da tradução simultânea de Marly Moro e Robert Greathouse. No palco, a apresentação fica novamente sob o comando de Chelsea Handler, que assume o posto pelo quarto ano consecutivo e já virou parte do DNA recente da premiação.

Por que o Critics Choice Awards importa tanto

Organizado pela Critics Choice Association, que reúne mais de 500 críticos e jornalistas dos Estados Unidos e do Canadá, o Critics Choice Awards é considerado um dos principais termômetros do Oscar. As escolhas costumam antecipar tendências da Academia e ajudam a consolidar favoritos nas principais categorias do cinema e da televisão.

HBO Max chega forte na disputa

A HBO Max aparece entre os grandes destaques desta edição, somando 27 indicações. Entre os títulos mais lembrados estão:

Hacks, produção original da Max, com quatro indicações
The Pitt, também Max Original, com quatro indicações
Task: Unidade Especial, série original da HBO, com três indicações
The Righteous Gemstones, produção original da HBO, com três indicações
A Idade Dourada, série original da HBO, com duas indicações

A lista completa de indicados reforça a força do catálogo da plataforma na atual temporada.

Um momento histórico para o cinema brasileiro

Para o público brasileiro, a edição de 2026 tem um peso especial. O filme O Agente Secreto recebeu duas indicações importantes, incluindo Melhor Filme Internacional. Além disso, Wagner Moura entra para a história ao se tornar o primeiro ator brasileiro indicado ao prêmio de Melhor Ator no Critics Choice Awards, um marco que amplia a presença do Brasil no circuito internacional de premiações.

Onde e quando assistir

A 31ª edição do Critics Choice Awards acontece no dia 4 de janeiro, com transmissão ao vivo a partir das 21h, simultaneamente na TNT e na HBO Max. Para quem acompanha cinema, séries e também a crescente presença de produções sul coreanas e internacionais nas grandes premiações, é uma noite que ajuda a definir o tom de tudo o que vem pela frente em 2026.

Hyundai leva o ELANTRA N TCR para o Gran Turismo 7 e reforça aposta no e-Motorsport

Hyundai Motor estreia o ELANTRA N TCR no Gran Turismo 7, ampliando a presenca da marca no e-Motorsport

A Hyundai Motor ampliou sua presença no e-Motorsport com a estreia do ELANTRA N TCR em Gran Turismo 7. O anúncio foi feito durante a Final Mundial da Gran Turismo World Series 2025, realizada em Fukuoka, no Japão, e consolida uma parceria que já dura uma década entre a montadora sul-coreana e a Polyphony Digital. O modelo chega ao jogo na atualização de janeiro de 2026, identificado no game como ELANTRA N TC.

Um carro de corrida real que chega ao grid virtual

O ELANTRA N TCR não é apenas mais um carro licenciado para o simulador da Sony. Trata-se de um dos modelos mais consistentes do turismo mundial, com resultados expressivos nas pistas reais. O carro soma cinco vitórias consecutivas nas 24 Horas de Nürburgring, entre 2021 e 2025, além de três títulos seguidos no FIA TCR World Tour, conquistados entre 2022 e 2024. No Gran Turismo 7, ele chega como uma opção focada em competições de alto nível, dialogando diretamente com a comunidade mais hardcore do jogo.

Atualização de janeiro expande a presença da Hyundai N no game

Além da estreia do ELANTRA N TCR, a atualização de janeiro de 2026 traz um menu temático da Hyundai N no GT Café, aprofundando a narrativa da divisão esportiva dentro do jogo. O Museu Hyundai, localizado no Brand Central, também recebe novos conteúdos, permitindo que jogadores explorem a trajetória da marca N, do conceito à pista, dentro do ecossistema do Gran Turismo 7.

Dez anos de Hyundai N no Gran Turismo

A relação entre Hyundai e Gran Turismo começou em 2015, com a apresentação do N 2025 Vision Gran Turismo, um conceito futurista movido a hidrogênio que ajudou a posicionar globalmente a recém-criada divisão N. Desde então, modelos como o IONIQ 5 N e o ELANTRA N passaram a integrar o jogo, criando uma ponte direta entre a performance real e a simulação virtual.

Durante o evento em Fukuoka, a Hyundai também celebrou o décimo aniversário da marca N, destacando a evolução do projeto desde o conceito inicial até a consolidação nas pistas e nos e-sports. A apresentação conjunta com a Polyphony Digital reforçou essa trajetória, usando o Gran Turismo como vitrine para uma estratégia que conecta automobilismo, tecnologia e cultura gamer.

Hyundai e o e-Motorsport como plataforma de longo prazo

Com a chegada do ELANTRA N TCR ao Gran Turismo 7, a Hyundai reforça sua estratégia de usar o e-Motorsport não apenas como marketing, mas como extensão da identidade esportiva da marca. A proposta é clara: aproximar jogadores e fãs de corrida da experiência real de pista, usando a simulação como espaço de experimentação, competição e construção de comunidade.

Para o público gamer, a novidade amplia o grid competitivo do jogo. Para a Hyundai, consolida o Gran Turismo como uma das principais vitrines digitais da divisão N, em um momento em que o automobilismo virtual ganha cada vez mais relevância no cenário global.

History revisita Josef Mengele em especial sobre o Anjo da Morte

(dpa files) - Three headshots show the wanted Nazi concentration camp physician Josef Mengele. The photos on the left and in the centre are dating from 1938, the picture on the right from 1956.

Na terça-feira, 30 de dezembro, às 21h55, o History exibe um especial de duas horas dedicado a uma das figuras mais sombrias do século 20. Josef Mengele, conhecido como o Anjo da Morte, é o centro de um documentário que investiga sua atuação em Auschwitz, a lógica perversa por trás de seus experimentos e o longo caminho de fuga que o levou da Europa devastada pela Segunda Guerra até a América do Sul.

O nome que aterrorizava Auschwitz

Durante o avanço do nazismo, os campos de concentração se tornaram engrenagens de uma máquina de extermínio. Em Auschwitz, Mengele era o médico responsável por decidir quem trabalharia e quem seria enviado à morte logo na chegada. Também selecionava prisioneiros para experimentos pseudo científicos, muitos deles envolvendo gêmeos e crianças, práticas que marcaram definitivamente sua imagem como símbolo da crueldade do regime.

O especial busca responder perguntas que ainda ecoam. Como um jovem com formação acadêmica sólida se integrou ao aparato genocida nazista. O que o levou a cruzar limites éticos irreversíveis. E por que sua trajetória após a guerra permaneceu cercada de silêncio e impunidade por tanto tempo.

Da Europa ao Cone Sul, a fuga de um criminoso de guerra

A produção reconstrói a rota de fuga de Mengele após 1945, apoiada em pesquisa documental, entrevistas e análises históricas. Em 1949, ele se refugiou na Argentina usando identidade falsa, beneficiado por redes que davam suporte a ex nazistas no Cone Sul. Anos depois, passou pelo Paraguai e, na década de 1960, chegou ao Brasil, sempre mudando de nome e evitando qualquer exposição pública.

Mesmo procurado internacionalmente, Mengele conseguiu escapar da justiça até o fim da vida. Em 1979, morreu afogado em uma praia de Bertioga, no litoral de São Paulo, ainda vivendo sob identidade falsa. Sua verdadeira identidade só foi confirmada anos depois, após a exumação do corpo e a realização de exames de DNA.

Um olhar histórico sem concessões

O especial do History evita simplificações fáceis. Ao analisar os crimes e a fuga de Mengele, a produção contextualiza o papel de médicos no regime nazista e expõe como estruturas políticas e sociais permitiram que criminosos de guerra permanecessem ocultos por décadas. O resultado é um retrato incômodo, necessário e informativo, que dialoga diretamente com debates atuais sobre memória, justiça e responsabilidade histórica.

Serviço

O especial Josef Mengele, O Anjo da Morte vai ao ar no dia 30 de dezembro, terça-feira, às 21h55, no History. Classificação indicativa de 10 anos.

Sobre o History

O History é um dos principais canais dedicados a conteúdos históricos e produções originais, combinando entretenimento e pesquisa factual. Em sua programação estão séries populares como Trato Feito, Caçadores de Relíquias, Loucos por Carros e Alienígenas do Passado, além de dramas históricos e produções latino americanas como Desafio Sob Fogo América Latina, Desastres em Tempo Real e O Jesuíta, vencedor do Emmy Internacional. O canal integra o portfólio da A+E Networks América Latina e está presente em mais de 76 milhões de lares.

Fortnite faz história com primeira livestream dentro do Walt Disney World

Clix, em Star Wars: Galaxy’s Edge, no Disney’s Hollywood Studios.

O Walt Disney World Resort entrou oficialmente para a história do universo gamer. Na última segunda-feira, 22 de dezembro, o complexo recebeu a primeira livestream de Fortnite já realizada dentro de um parque temático. O palco desse momento inédito foi Star Wars: Galaxy’s Edge, área localizada no Disney’s Hollywood Studios, e o responsável pela façanha foi Clix, um dos nomes mais conhecidos do cenário competitivo e de criação de conteúdo do jogo.

A transmissão marcou um encontro direto entre cultura gamer, entretenimento ao vivo e a experiência imersiva dos parques da Disney, algo que até então parecia improvável fora de eventos fechados ou ativações pontuais.

Batuu como cenário e Fortnite como protagonista

Clix, em Star Wars: Galaxy’s Edge, no Disney’s Hollywood Studios.

Durante mais de três horas, Clix guiou seus seguidores por Batuu, planeta fictício do universo Star Wars, interagindo com o público em tempo real enquanto participava de partidas de Fortnite ao lado de fãs selecionados. Tudo isso com a Millennium Falcon ao fundo, transformando a livestream em uma mistura curiosa de parque temático, gameplay e interação digital.

O resultado foi expressivo. A transmissão alcançou cerca de 412 mil espectadores simultâneos, mostrando a força da comunidade de Fortnite e o interesse do público por formatos que cruzam o online com o mundo físico.

Engajamento, prêmios e comunidade

Clix, em Star Wars: Galaxy’s Edge, no Disney’s Hollywood Studios.

Ao longo da live, o público participou de sorteios e ações interativas, incluindo a chance de ganhar uma viagem para o Walt Disney World Resort. A iniciativa reforçou o caráter comunitário do evento, indo além da simples transmissão de gameplay e apostando na conexão direta entre criador e fãs.

A livestream também serviu como encerramento da Clixmas, campanha de fim de ano criada por Clix para celebrar sua comunidade, distribuir prêmios e manter uma programação contínua de conteúdo ao longo do período festivo.

Disney e games dividem o mesmo espaço

Clix, em Star Wars: Galaxy’s Edge, no Disney’s Hollywood Studios.

Mais do que um recorde isolado, a livestream sinaliza uma mudança clara na forma como grandes marcas e espaços tradicionais de entretenimento olham para o universo gamer. Ao abrir espaço para uma transmissão desse porte dentro de um parque temático, a Disney reconhece o impacto cultural dos games e dos criadores de conteúdo, especialmente entre o público mais jovem e conectado.

O evento reforça que parques temáticos, streaming e jogos online já não vivem em mundos separados. Eles se cruzam, se misturam e criam novas formas de engajamento.

Quem é Clix

Clix é gamer profissional e criador de conteúdo focado em Fortnite, conhecido por resultados competitivos e por uma base de fãs extremamente ativa. Com milhões de seguidores em diferentes plataformas, ele se tornou uma das figuras mais influentes do cenário do battle royale da Epic Games, frequentemente explorando novos formatos de transmissão e interação ao vivo.

O peso do Walt Disney World Resort

O Walt Disney World Resort segue como um dos maiores polos de entretenimento do planeta. O complexo reúne quatro parques temáticos, dois parques aquáticos, dezenas de hotéis, áreas esportivas, campos de golfe e o Disney Springs, espaço dedicado a compras, gastronomia e lazer. Desde sua inauguração em 1971, o resort se reinventa constantemente, e agora adiciona o universo das livestreams gamer a essa trajetória.

City Hunter chega oficialmente ao Brasil em 2026 pela Pipoca e Nanquim

City Hunter, um dos mangás mais emblemáticos da era de ouro da Weekly Shōnen Jump, finalmente tem lançamento confirmado no Brasil. O anúncio foi feito no dia 6 de dezembro, durante o Palco Blast da CCXP25, quando a editora Pipoca e Nanquim revelou que publicará a obra de Tsukasa Hojo a partir de 2026. O plano é ambicioso e já chama atenção dos fãs: a edição brasileira será organizada em 12 volumes, com quatro deles previstos ainda para 2026, adaptando o conteúdo original dos 35 tankōbon japoneses.

Criado por Tsukasa Hojo, City Hunter foi serializado entre 1985 e 1991 e rapidamente se consolidou como um dos títulos mais populares da Shonen Jump, misturando ação urbana, comédia adulta, romance mal resolvido e personagens carismáticos. É também uma obra que ajuda a entender a transição do mangá de ação dos anos 80 para narrativas mais cinematográficas, algo que influenciaria gerações seguintes.

Anúncio na CCXP25

Ryo Saeba e o submundo de Shinjuku

A história acompanha Ryo Saeba, um “sweeper” que atua nas sombras de Tóquio resolvendo problemas que a polícia não consegue ou não quer enfrentar. Detetive particular, guarda-costas ocasional e atirador de elite, Ryo atende seus clientes por meio de um código simples escrito em quadros negros da estação de Shinjuku: XYZ. Apesar da fama como profissional impecável, sua maior fraqueza é o comportamento exageradamente mulherengo, que rende tanto situações cômicas quanto conflitos emocionais ao longo da série.

Após a morte de seu parceiro Hideyuki Makimura, Ryo passa a trabalhar ao lado de Kaori Makimura, irmã adotiva de Hideyuki. Kaori assume o papel de mediadora com os clientes e rapidamente se torna o contraponto emocional da série. Entre marteladas gigantes, ciúmes, silêncios e gestos não ditos, City Hunter constrói uma das dinâmicas românticas mais icônicas do mangá shonen.

Personagens que definiram uma era

Além de Ryo e Kaori, o universo de City Hunter é povoado por figuras marcantes. Hideyuki Makimura, cuja morte dá início à formação definitiva da dupla principal, representa o senso de justiça que move a série. Umibōzu, também conhecido como Falcon, começa como inimigo e se torna aliado fiel, trazendo força bruta, humor inesperado e uma humanidade que cresce ao longo da trama. Miki, órfã de guerra criada por Umibōzu, adiciona novas camadas ao grupo, especialmente com o café Cat’s Eye, que se torna ponto central de encontros, conflitos e alianças.

Do mangá para o mundo

O sucesso de City Hunter extrapolou rapidamente as páginas da Jump. Entre 1987 e 1991, a obra ganhou quatro séries de animê produzidas pela Sunrise, totalizando mais de 140 episódios, além de especiais de TV, OVAs e diversos filmes animados, incluindo um longa lançado em 2019 que reacendeu o interesse global pela franquia.

De Jackie Chan à Netflix

A força de City Hunter fora do mangá também se reflete em suas adaptações live-action, que atravessam décadas e estilos bem diferentes entre si. A primeira delas chegou aos cinemas em 1993, em uma produção de Hong Kong dirigida por Wong Jing e estrelada por Jackie Chan. O filme, lançado no Ano Novo Chinês, apostou em uma abordagem escancaradamente cômica e exagerada, transformando Ryo Saeba em um protagonista mais próximo do humor físico característico de Chan. Mesmo se afastando do tom original do mangá, a adaptação se tornou cult, especialmente por suas cenas de ação absurdas e pela icônica sequência inspirada em Street Fighter II, que marcou a memória de uma geração.

Já em 2024, City Hunter ganhou sua adaptação live-action japonesa, produzida pela Netflix, em um projeto que buscou maior fidelidade ao material original de Tsukasa Hojo. Dirigido por Yūichi Satō, o filme traz Ryohei Suzuki no papel de Ryo Saeba e Misato Morita como Kaori Makimura, apostando em uma combinação mais equilibrada entre ação, comédia e drama. Diferente da versão dos anos 90, o longa japonês se aproxima do clima urbano do mangá e reforça a dinâmica emocional entre Ryo e Kaori, sem abrir mão do humor característico da obra. A trilha sonora também dialoga diretamente com os fãs de longa data, com “Get Wild Continual”, da TM Network, atualizando um dos temas mais emblemáticos da franquia.

Spin-offs e universos paralelos

O mundo criado por Tsukasa Hojo também se expandiu por caminhos inesperados. Angel Heart, iniciado em 2001, apresenta uma realidade alternativa em que Kaori está morta e seu coração é transplantado para uma nova protagonista. Já Kyō Kara City Hunter aposta no isekai ao colocar uma fã adulta de Ryo Saeba reencarnando dentro do universo da série. Há ainda derivados focados em personagens específicos, como Umibōzu, mostrando a força duradoura da franquia.

Um lançamento aguardado há décadas

A chegada de City Hunter ao Brasil pela Pipoca e Nanquim preenche uma lacuna histórica no mercado nacional de mangás. Mesmo com anime exibido na TV e filmes amplamente conhecidos, a obra original nunca havia recebido uma publicação oficial por aqui. O anúncio na CCXP25 não apenas empolgou fãs antigos, como também abre espaço para que novos leitores descubram um dos títulos mais influentes dos anos 80.

Com uma edição planejada, publicação contínua e um nome de peso no catálogo, City Hunter tem tudo para se tornar um dos lançamentos mais comentados de 2026. Agora, resta acompanhar como Ryo Saeba e Kaori Makimura vão conquistar, oficialmente, as estantes brasileiras.

Shoujo de Oreco Tachibana, Firefly Wedding desembarca no Brasil em 2026

A Editora JBC confirmou durante a CCXP25 a publicação de Firefly Wedding no Brasil no primeiro semestre de 2026. O anúncio veio acompanhado de números que ajudam a entender o tamanho do título no Japão: mais de 3 milhões de cópias em circulação e presença constante em indicações a prêmios voltados ao público shoujo. A obra é assinada por Oreco Tachibana e marca mais um movimento da editora em direção a romances que dialogam com suspense e tensão psicológica, um espaço cada vez mais disputado dentro do mangá voltado ao público feminino.

Ambientado em um contexto histórico com toques sombrios, Firefly Wedding acompanha a relação improvável entre uma jovem nobre e o homem contratado para matá la. A partir desse encontro forçado, a narrativa constrói um romance que nasce sob ameaça constante, misturando desejo, sobrevivência e jogos de poder. O sucesso da série passa justamente por essa dinâmica instável, onde nenhuma decisão é simples e cada aproximação carrega consequências reais, algo que foge do romance idealizado tradicional e conversa com leitores que buscam histórias mais densas.

Oreco Tachibana e a força do shoujo contemporâneo

Publicada originalmente pela Shogakukan, a série começou sua serialização em janeiro de 2023 no site Ura Sunday, dentro do selo Girl’s Club, e também no aplicativo MangaONE. Desde então, Firefly Wedding se consolidou como um dos títulos mais comentados do shoujo recente, equilibrando estética delicada com uma trama que não evita violência, obsessão e ambiguidade moral. Em outubro de 2025, a obra entrou oficialmente em seu arco final, reforçando a sensação de que a história foi pensada com começo, meio e fim bem definidos.

Personagens que sustentam o conflito

Grande parte do impacto da obra está na construção de seus protagonistas, cujas motivações nunca são totalmente previsíveis.

Satoko Kirigaya

Uma jovem nobre criada para obedecer às regras de um mundo que decide seu destino. Inteligente e resiliente, Satoko aprende rapidamente que sobreviver exige mais do que delicadeza.

Shinpei Goto

Assassino frio e calculista, contratado para eliminar Satoko, mas que acaba preso a uma relação marcada por tensão, desejo e dependência mútua. Sua presença constante transforma o romance em um jogo perigoso.

Situação atual da publicação no Japão

Até dezembro de 2025, Firefly Wedding conta com dez volumes encadernados no formato tankōbon. A entrada no arco final indica que a conclusão da série já está no horizonte, algo que pode favorecer a publicação brasileira com um planejamento mais estável de lançamentos e sem longas interrupções.

O que esperar da edição brasileira

Com lançamento previsto para 2026, Firefly Wedding chega ao Brasil em um momento em que o público demonstra interesse crescente por romances mais sombrios e narrativas femininas fora do lugar comum.

Yakimochi wa Kitsuneiro chega ao Brasil em 2026 e amplia o catálogo BL da JBC

Durante a CCXP25, a Editora JBC confirmou a publicação no Brasil de Yakimochi wa Kitsuneiro, mangá Boys Love da autora Machi Shuehiro. O título chega por aqui no primeiro trimestre de 2026, reforçando o investimento da editora em obras BL completas e já consagradas no Japão.

Publicado originalmente entre março de 2019 e janeiro de 2020, Yakimochi wa Kitsuneiro é uma obra curta, fechada em um volume com seis capítulos, serializada na revista .Bloom. No Japão, o mangá ganhou destaque entre leitores que buscam romances BL com toques sobrenaturais e humor romântico.

Um BL sobrenatural entre ciúmes, raposas e encontros inesperados

A história acompanha Akiha Konno, um jovem que acaba de se mudar para Tóquio para iniciar sua vida escolar. Logo no primeiro dia, ele passa por uma situação traumática em um trem lotado, sendo importunado por um estranho. O momento só não termina pior porque ele é ajudado por Yukuri Takahashi, um universitário tranquilo e aparentemente comum.

O encontro, porém, não acaba ali. Em meio ao nervosismo, Akiha acaba abraçando seu salvador de forma impulsiva e, para sua surpresa, Yukuri percebe algo que ele tenta esconder: quando Akiha se empolga ou se emociona demais, orelhas de raposa aparecem, revelando sua ligação com o sobrenatural. O comentário casual de que essas orelhas são “fofas” vira o ponto de partida para uma relação marcada por constrangimento, curiosidade e ciúmes nada discretos.

Romance leve com identidade BL bem definida

Com uma abordagem mais delicada, Yakimochi wa Kitsuneiro aposta em um romance de ritmo calmo, misturando comédia romântica, situações cotidianas e elementos do folclore japonês. A dinâmica entre um estudante puro e inseguro e um universitário mais centrado cria um contraste clássico do BL, mas ganha frescor ao ser atravessado pela presença constante do sobrenatural e pela relação de Akiha com animais.

A obra se destaca justamente por não alongar conflitos artificiais. Em apenas seis capítulos, Machi Shuehiro constrói uma narrativa direta, focada nos personagens e em seus sentimentos, o que torna o volume uma leitura acessível tanto para fãs veteranos de BL quanto para quem está começando no gênero.

Informações da obra

Título original: ヤキモチはきつね色
Título em inglês: Yakimochi wa Kitsuneiro
Autoria: Machi Shuehiro
Gêneros: Boys Love, Yaoi, Sobrenatural
Formato: Volume único
Capítulos: 6
Publicação original: Revista .Bloom
Período de publicação: 2019 a 2020
Lançamento no Brasil: Primeiro trimestre de 2026
Editora brasileira: JBC

Com Yakimochi wa Kitsuneiro, a JBC segue ampliando um catálogo BL que dialoga com diferentes estilos e públicos. Para quem gosta de romances sobrenaturais, histórias fechadas e personagens carismáticos, esse é um título que já entra no radar de 2026.

Adou ganha publicação no Brasil pela Editora JBC em 2026

Durante a CCXP25, a Editora JBC confirmou a publicação de Adou no Brasil, trazendo oficialmente para o público brasileiro uma das séries mais comentadas da Monthly Young Magazine, da Kodansha. O lançamento nacional está previsto para acontecer entre junho e julho de 2026, marcando mais uma aposta da editora em títulos voltados ao público que acompanha mangás de ação com pegada mais madura.

Criado por Jaku Amano, Adou começou a ser serializado no Japão em maio de 2019 e segue em publicação até hoje. Até julho de 2025, a obra soma 11 volumes encadernados, todos publicados sob o selo Young Magazine KC, um espaço tradicional para histórias que misturam tensão urbana, comentário social e ficção científica.

Um Japão futurista em colapso

A trama de Adou se passa em um Japão futurista e globalizado, abalado por revoltas e distúrbios sociais. Em meio ao caos, a jovem Riko, conhecida por sua personalidade direta e impulsiva, salva um garoto de ser atropelado por um caminhão durante um protesto. O detalhe que muda tudo é que o menino permanece imóvel no meio da rua, mergulhado em um silêncio absoluto e inquietante.

Ao reencontrá-lo após o trabalho, Riko decide levá-lo até uma delegacia. É ali que a situação foge completamente do controle. A identidade da criança é um mistério, e o que parecia um simples ato de solidariedade se transforma no ponto de partida para uma sequência de eventos cada vez mais extremos. Riko e o garoto, conhecido como Eight, passam a ser perseguidos por forças organizadas, quase como se um exército inteiro estivesse atrás deles.

O centro do conflito gira em torno de perguntas que a obra constrói com calma e tensão. Quem é Eight? Por que ele se tornou um alvo tão valioso? E qual é a origem de seu poder assustador, capaz de alterar completamente o equilíbrio daquela sociedade?

Ação, ficção científica e crítica social

Classificado oficialmente como um mangá de ação e ficção científica, Adou se destaca por combinar perseguições intensas, violência urbana e elementos tecnológicos com uma leitura crítica sobre controle, medo e desumanização em sociedades hiperconectadas. Jaku Amano constrói o suspense mais pelo impacto das situações do que por explicações imediatas, o que ajuda a manter o leitor sempre em estado de alerta.

A chegada do título ao Brasil reforça o catálogo da Editora JBC, que publicará a obra originalmente lançada pela Kodansha, mantendo a conexão direta com um dos principais polos editoriais do mangá no Japão.

Informações da obra

Adou é escrito e ilustrado por Jaku Amano, publicado originalmente pela Kodansha na revista Monthly Young Magazine. A série está em andamento desde 21 de maio de 2019 e conta atualmente com 11 volumes. No Brasil, a publicação ficará a cargo da Editora JBC, com lançamento previsto para o meio de 2026.

Para quem acompanha mangás que flertam com o sci-fi distópico, tensão psicológica e ação crua, Adou chega como um título para ficar no radar desde já.

Artbook oficial da CLAMP chega ao Brasil com COLOR KURO pela JBC

A CLAMP finalmente ganha seu primeiro artbook oficial lançado no Brasil. Durante a CCXP25, a Editora JBC confirmou que CLAMP Exhibition Official Art Book – COLOR KURO será publicado por aqui no primeiro semestre de 2026, marcando um momento histórico para fãs do coletivo responsável por obras como Cardcaptor Sakura, X, Tokyo Babylon, Chobits e xxxHolic. O anúncio veio acompanhado da afirmação direta que resume bem o peso da novidade: a JBC se assume como a casa da CLAMP no Brasil.

COLOR KURO foi originalmente publicado no Japão pela Kadokawa e faz parte de um projeto maior que inclui dois volumes, Kuro e Shiro. Por enquanto, apenas Kuro está confirmado no catálogo brasileiro, enquanto o volume complementar, COLOR SHIRO, segue sem anúncio de lançamento nacional.

O que é o CLAMP Exhibition Official Art Book – COLOR KURO

COLOR KURO reúne parte das mais de 200 ilustrações coloridas originais exibidas na CLAMP Exhibition, exposição realizada em 2024 no The National Art Center, em Tóquio. O artbook compila as artes apresentadas na primeira metade da mostra, digitalizadas a partir dos originais, respeitando cores, traços e texturas que atravessam diferentes fases da carreira da CLAMP.

O próprio conceito dos volumes dialoga com a proposta curatorial da exposição. Em japonês, Kuro significa preto e Shiro significa branco. Os dois livros funcionam como peças complementares de um mesmo registro artístico, dividindo o acervo exibido ao longo do período da mostra.

O volume Kuro, publicado pela Kadokawa, concentra as ilustrações do primeiro período da exposição. Já COLOR SHIRO, lançado no Japão pela Kodansha, reúne as artes da segunda fase, incluindo ilustrações inéditas produzidas especialmente para o evento.

Um registro da trajetória da CLAMP em arte

A CLAMP Exhibition foi pensada como uma grande retrospectiva de meio de carreira do coletivo formado por quatro mulheres que transitaram com naturalidade entre shonen, shojo e seinen ao longo de décadas. A mostra percorreu desde os trabalhos iniciais até produções mais recentes, apresentando originais criados para diferentes editoras e revistas, além de destacar temas recorrentes, escolhas estéticas e mensagens que atravessam suas obras.

COLOR KURO carrega esse espírito de arquivo vivo. Mais do que um livro de artes bonito, ele funciona como um documento visual da evolução da CLAMP, reunindo estilos distintos, personagens icônicos e experimentações gráficas que ajudaram a definir o mangá moderno dentro e fora do Japão.

Dados do artbook e contexto da edição japonesa

O projeto CLAMP Exhibition Official Art Book integra uma coleção dedicada exclusivamente à exposição de 2024. No Japão, os volumes foram lançados em 2024, com acabamento em brochura com sobrecapa, formato grande e impressão pensada para valorizar ilustrações em página inteira.

A edição japonesa de COLOR KURO se consolidou rapidamente como item desejado por colecionadores, justamente por reunir reproduções diretas das obras expostas no museu.

A exposição que deu origem aos artbooks

A CLAMP Exhibition aconteceu entre julho e setembro de 2024 no The National Art Center, em Tóquio. Com mais de dois meses de duração, a mostra apresentou centenas de originais, atraindo leitores de diferentes gerações e nacionalidades. O espaço foi organizado para destacar não apenas personagens famosos, mas também processos criativos, composição de páginas e a força gráfica que sempre diferenciou a CLAMP dentro da indústria.

Esse recorte curatorial é o que sustenta os artbooks COLOR KURO e COLOR SHIRO como extensões diretas da experiência da exposição, permitindo que o público tenha acesso permanente a esse material.

Um lançamento que dialoga direto com os fãs brasileiros

A chegada de COLOR KURO ao Brasil pela JBC não é apenas mais um lançamento de catálogo. É o reconhecimento de uma base de leitores que acompanha a CLAMP há décadas, muitas vezes consumindo suas obras de forma fragmentada. Ter um artbook oficial publicado localmente aproxima esse material de um público que sempre tratou as criações do grupo como referência estética e emocional.

Agora, a expectativa fica em torno de mais detalhes da edição brasileira e, claro, da possibilidade de COLOR SHIRO também ganhar lançamento nacional. Para quem acompanha a CLAMP desde os anos 1990 ou descobriu suas obras mais recentemente, COLOR KURO chega como um registro visual essencial dessa trajetória.

Mangá Dragon Quest: The Adventure of Dai tem capas aprovadas e chega em 2026

Depois de um caminho longo e cercado de expectativa, Dragon Quest: The Adventure of Dai finalmente avançou no Brasil. O mangá clássico ligado ao DNA dos RPGs japoneses teve todas as capas aprovadas pelo Japão e agora tem lançamento confirmado para 2026, com previsão entre fevereiro e março, segundo a Editora JBC.

Anunciado há alguns anos, o mangá enfrentou um processo incomum para chegar às livrarias brasileiras. A exigência japonesa era clara: o lançamento só seria autorizado após a aprovação de todas as capas da coleção, algo que manteve o projeto em análise por cerca de dois anos.

Durante um encontro com criadores e parceiros, a equipe da JBC comentou que novidades seriam reveladas na CCXP25. Foi justamente no evento que a editora confirmou oficialmente o lançamento em 2026. Na semana seguinte, a publicação da primeira capa aprovada nas redes sociais reforçou que o projeto finalmente entrou em produção.

Lista de lançamentos

Um shonen que nasceu dos videogames

Criado por Riku Sanjo, com arte de Koji Inada, Dragon Quest: The Adventure of Dai é diretamente inspirado na franquia de RPG da Square Enix, uma das mais influentes da história dos videogames. Publicado originalmente na Weekly Shonen Jump entre 1989 e 1996, o mangá somou 37 volumes e se tornou um dos pilares da revista naquele período.

Até 2022, a obra já havia ultrapassado 50 milhões de cópias em circulação, consolidando seu lugar entre os mangás mais vendidos de todos os tempos.

A jornada de Dai e o espírito do RPG clássico

A história acompanha Dai, um garoto humano criado em uma ilha habitada por monstros, que cresce sonhando em se tornar um herói. A paz é quebrada com o retorno do Rei Demônio Hadlar, agora ressuscitado e subordinado ao verdadeiro antagonista da série, Vearn.

Após o sacrifício de seu mestre Avan, Dai parte em uma jornada que mistura fantasia, amadurecimento e batalhas estratégicas, acompanhado por aliados que se tornaram icônicos para fãs do gênero. A narrativa dialoga diretamente com estruturas clássicas de RPG, explorando evolução de personagens, laços construídos ao longo da jornada e o peso das escolhas feitas em combate e fora dele.

Mangá, derivados e novas edições

Mesmo após o fim da série principal, o universo de Dragon Quest: The Adventure of Dai continuou ativo no Japão. O mangá ganhou relançamentos em diferentes formatos, incluindo uma edição especial em 25 volumes publicada entre 2020 e 2021, que trouxe páginas originalmente coloridas e novas capas desenhadas por Koji Inada.

A franquia também se expandiu narrativamente. Um mangá prelúdio focado no passado do mestre Avan, Dragon Quest: Dai no Daiboken – Yuusha Avan to Gokuen no Maō, passou a ser publicado na revista V Jump, aprofundando eventos anteriores à jornada de Dai. Em paralelo, surgiu o spin-off Xross Blade, baseado no jogo homônimo, mostrando como a série segue dialogando diretamente com o público gamer e novas gerações de leitores.

Duas gerações de animê e presença no Brasil

A história de Dai atravessou décadas também na animação. A primeira adaptação em animê, produzida pela Toei Animation no início dos anos 1990, contou com 46 episódios exibidos entre 1991 e 1992. No Brasil, essa versão marcou época ao ser exibida pelo SBT, onde o protagonista ficou conhecido como Fly, nome que até hoje carrega forte carga nostálgica para quem cresceu assistindo animês na TV aberta.

Já a segunda adaptação, lançada entre 2020 e 2022, apresentou a história completa com uma nova abordagem visual, combinando animação 2D e CG. Com 100 episódios, essa versão recolocou Dragon Quest: The Adventure of Dai no centro das conversas entre fãs de shonen e RPGs japoneses, chegando oficialmente ao Brasil por meio da Crunchyroll, Netflix e HBO Max. A nova série apresentou Dai a um público mais jovem e, ao mesmo tempo, reconectou antigos fãs com uma obra fundamental para entender a ponte entre mangá, animê e videogame.

Um lançamento que fecha um ciclo

A confirmação de Dragon Quest: The Adventure of Dai no Brasil em 2026 representa mais do que um novo título no catálogo. É a chegada oficial de um clássico que atravessou gerações, plataformas e mídias, mantendo sua identidade intacta. Para leitores veteranos, é a chance de finalmente ter a obra completa na estante. Para novos fãs, o ponto de partida de uma aventura que ajudou a moldar o shonen moderno e o imaginário dos RPGs japoneses.

IDOL I estreia em dose tripla no Viki, Netflix e Kocowa

O K-drama IDOL I estreou nesta segunda, 23 de dezembro, no Brasil em dose tripla, com exibição disponível no Viki, Netflix e Kocowa. A série chega chamando atenção por unir dois universos que raramente se encontram de forma tão direta na dramaturgia coreana: o sistema judicial e a indústria dos idols.

A trama acompanha Maeng Se Na, interpretada por Choi Soo Young, uma advogada criminal de prestígio conhecida por assumir casos que outros profissionais evitam. Nos tribunais, ela construiu uma reputação sólida e controversa, defendendo acusados vistos como irremediáveis pela opinião pública. Fora do ambiente jurídico, porém, Se Na guarda um segredo que jamais poderia vir à tona: há mais de uma década, ela é uma fã dedicada de um grupo idol extremamente popular.

Quando o palco dá lugar ao banco dos réus

A história toma um rumo decisivo quando Do Ra Ik (Kim Jae Yeong), vocalista principal e rosto mais conhecido do grupo Gold Boys, é acusado de assassinato. O caso rapidamente extrapola os limites do tribunal e se transforma em um espetáculo midiático, envolvendo fãs, imprensa e a própria indústria do entretenimento.

Movida pela convicção de que ele é inocente, Se Na aceita defendê-lo, escondendo sua ligação emocional com o artista. A partir daí, o drama se constrói no choque entre razão profissional e devoção pessoal. Conforme a investigação avança, a advogada passa a conhecer um Do Ra Ik distante da imagem idealizada que acompanhou por anos, forçando-a a confrontar seus próprios limites como fã e como profissional da lei.

Idolatria, julgamento público e a fragilidade da imagem

Mais do que um suspense jurídico, IDOL I funciona como uma reflexão sobre idolatria e julgamento público na Coreia do Sul. O roteiro explora como a fama pode amplificar acusações, transformar suspeitas em verdades absolutas e desumanizar figuras públicas em questão de horas.

A série também observa de perto a cultura do fandom, mostrando como a devoção pode coexistir com negação, conflito e culpa. O olhar de uma fã que ocupa uma posição central no sistema de justiça cria uma dinâmica rara, colocando em debate ética, verdade e responsabilidade emocional.

Produção, elenco e exibição

Dirigido por Lee Gwang Young e escrito por Kim Da Rin, IDOL I é exibido originalmente pelos canais ENA e Genie TV, ocupando o horário das segundas e terças às 22h na Coreia do Sul, faixa anteriormente ocupada por Heroes Next Door.

Além de Choi Soo Young e Kim Jae Yeong, o elenco conta com Jeong Jae Kwang, Choi Hee Jin e Kim Hyun Jin, que completam o núcleo ligado ao caso criminal, ao universo do entretenimento e às tensões fora dos holofotes.

Um começo que convida ao debate

Com estreia simultânea no Viki, Netflix e Kocowa, IDOL I se posiciona como um drama pensado para provocar discussão entre fãs de K-drama e K-pop. O primeiro episódio estabelece um clima de tensão constante e deixa claro que a série pretende ir além de um romance convencional ou de um thriller jurídico básico.

Para quem acompanha de perto a indústria idol e gosta de histórias que dialogam com questões reais da sociedade sul-coreana, IDOL I surge como uma estreia que promete render conversa a cada novo episódio.

Ficha técnica – IDOL I

Drama: Idol I
Romanização revisada: Idoli
Título em hangul: 아이돌아이
Direção: Lee Gwang Young
Roteiro: Kim Da Rin
Emissora original: ENA, Genie TV
Plataformas no Brasil: Viki, Netflix e Kocowa
Estreia: 22 de dezembro de 2025
Exibição na Coreia do Sul: Segundas e terças, às 22h
Número de episódios: a confirmar
Idioma: Coreano
País: Coreia do Sul