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Festival de Cinema Francês do Brasil leva 20 filmes inéditos às telas em todo o país

Aos 91 anos, ator e diretor Pierre Richard participa de dois encontros com o público em São Paulo - foto- divulgação

A partir de 27 de novembro, o circuito brasileiro recebe novamente um dos eventos mais queridos pelos cinéfilos: o 16º Festival de Cinema Francês do Brasil. Com 20 filmes inéditos e um clássico, a programação ocupa salas de cidades grandes e pequenas até 10 de dezembro.

É o único festival francês a acontecer no país inteiro ao mesmo tempo, e já levou mais de dois milhões de espectadores às salas desde sua criação. Para quem acompanha a produção contemporânea francesa, esta é uma das janelas mais ricas do ano.

Entre veteranos e novas vozes

A seleção de 2025 abraça diretores consagrados e nomes que estão despontando no cenário europeu.
François Ozon apresenta O Estrangeiro.
Os irmãos Jean-Pierre e Luc Dardenne chegam com Jovens Mães.
Julie Delpy assina a comédia Vizinhos Bárbaros.
Valérie Donzelli exibe Mãos à Obra, vencedora de Melhor Roteiro em Veneza.

A nova geração traz títulos como O Segredo da Chef, de Amélie Bonnin, que abriu Cannes em 2025, e Os Bastidores do Amor, de Victor Rodenbach.

A edição também homenageia Pierre Richard, que volta à direção com Sonho, Logo Existo após quase três décadas. Ele ganha retrospectiva em quatro títulos e participa de encontros com o público.

Interpretações marcantes

A programação coloca holofotes em grandes nomes do cinema francês.
Isabelle Huppert, convidada de honra, estrela A Mulher Mais Rica do Mundo.
Omar Sy volta ao festival em Fora de Controle.
Vanessa Paradis divide cena com ele no drama romântico.
Bastien Bouillon aparece em dois filmes da seleção.
Pio Marmaï se destaca em O Apego.
Roschdy Zem surge em dois longas de forte impacto dramático.

São trabalhos que reforçam a diversidade do festival, que vai do humor ao suspense, passando por dramas realistas e produções voltadas a grandes temas sociais.

Um festival como espaço de diálogo

Para os curadores Christian e Emmanuelle Boudier, o festival se torna ainda mais relevante em tempos de crise global. Eles destacam que, diante de conflitos e tensões políticas, o cinema pode abrir perspectivas e provocar conversas importantes. A edição busca justamente criar encontros, reflexões e trocas a partir da experiência coletiva da sala escura.

Encontros e sessões especiais em São Paulo

Antes da abertura geral, São Paulo recebe sessões especiais pagas no Cine Marquise e no REAG Belas Artes, entre 24 e 25 de novembro e em 2 de dezembro.

A cada sessão, diretores e atores conversam com o público. Entre os convidados estão Fabienne Godet, Salif Cissé, Victor Rodenbach, Bastien Bouillon, Valérie Donzelli e o próprio Pierre Richard, que fala sobre sua carreira após a exibição de Sonho, Logo Existo e do clássico A Cabra.

Realidade virtual gratuita na Paulista

O festival também traz uma mostra gratuita de realidade virtual, exibida no Shopping Cidade São Paulo, com cinco obras em 360 graus assinadas por nomes inovadores do audiovisual francês. A curadoria é de Michel Reilhac, referência mundial na área.

As sessões usam cadeiras giratórias e óculos de VR, criando uma imersão cinematográfica pouco comum no circuito brasileiro.

Filmes que movem a edição 2025

Jovens Mães

Os irmãos Dardenne exploram o cotidiano de adolescentes que criam seus filhos em um abrigo, em uma narrativa intimista e social.

13 Dias, 13 Noites

Ambientado na queda de Cabul em 2021, acompanha esforços reais para evacuar civis durante o avanço do Talibã.

Eu, Que Te Amei

Diane Kurys revisita a relação turbulenta entre Yves Montand e Simone Signoret, vivida por Roschdy Zem e Marina Foïs.

O Estrangeiro

François Ozon encara a adaptação do clássico de Camus, filmando em preto e branco e enfatizando o peso político e existencial da obra.

O Apego

Carine Tardieu conduz um drama sobre intimidade, encontros e transformações inesperadas.

Mercato: Os Donos da Bola

O futebol vira campo de batalha moral em história sobre interesses, contratos e poder.

Operação Maldoror

Um suspense belga tenso que expõe o impacto social de um desaparecimento duplo.

Vizinhos Bárbaros

Julie Delpy mistura humor e choque cultural ao abordar a chegada de refugiados em uma cidade pacata.

Uma Jornada de Bicicleta

Dois amigos percorrem longas distâncias na tentativa de curar uma perda familiar.

Fora de Controle

Omar Sy estrela um drama sobre casamento, escolhas e o retorno de um amor do passado.

Era Uma Vez Minha Mãe

Adaptação do romance autobiográfico de Roland Perez, focada em um vínculo materno inabalável.

Maya, Me Dê Um Título

Michel Gondry volta ao terreno da imaginação e das relações afetivas com sua sensibilidade característica.

La Pampa

Dois adolescentes enfrentam consequências devastadoras quando um segredo vem à tona.

Um festival que anda lado a lado com o público brasileiro

Com apoio de instituições francesas e brasileiras, o festival reforça o compromisso de ampliar o acesso ao cinema francês em todo o país. A Bonfilm, responsável pela realização, acumula mais de 35 mil sessões promovidas ao longo de 15 anos.

A lista de cidades participantes é extensa, mostrando como o evento se consolidou como parte do calendário cinéfilo brasileiro.

O 16º Festival de Cinema Francês do Brasil chega como um convite ao encontro: com histórias, com artistas, com novas estéticas e com a tradição do cinema francês. Um evento que celebra diversidade, reflexão e a magia de descobrir filmes na tela grande.

Senhora Sua Mãe – Temporada 2 chega com mais histórias, risadas e aquele caos familiar que só o Porta dos Fundos entrega

Fernanda Pimenta, Fábio Porchat e Duda Pimenta Crédito: Porta dos Fundos

O Porta dos Fundos voltou a cutucar memórias, gafes e confissões com a segunda temporada de “Senhora Sua Mãe”, o programa de entrevistas apresentado por Fábio Porchat que junta convidados e suas mães para conversas que começam fofas… e terminam em revelações que ninguém esperava. A proposta continua simples e irresistível: colocar mães e filhos frente a frente e deixar as histórias fluírem.

A nova temporada estreia nesta terça, 18 de novembro, às 18h, no YouTube e Spotify do Porta.

Primeiras convidadas: Duda Pimenta e Fernanda Pimenta

O episódio de estreia traz Duda Pimenta ao lado da mãe, Fernanda Pimenta, inaugurando a safra de alfinetadas carinhosas, segredos revelados sem misericórdia e lembranças que, dependendo do ponto de vista, são engraçadas ou constrangedoras (às vezes, as duas coisas ao mesmo tempo).

E a linha de convidados segue variada: Ricardo Cubba, Pequena Lo, Franklin Medrado, Ana Chiyo e Raquel Moreira surgem nos próximos episódios acompanhados de suas mães — cada dupla trazendo uma dinâmica completamente diferente, mas igualmente divertida.

Porchat comenta a nova temporada

Fábio Porchat garante que a segunda leva rendeu momentos especiais.
Segundo ele, reunir mães e filhos de perfis tão diferentes criou situações que vão do riso ao momento “ligar pra minha mãe agora pra ver se lembro tudo certinho”.

Onde e quando assistir

Os episódios inéditos chegam todas as terças, sempre às 18h, no canal do Porta dos Fundos no YouTube e no Spotify.

Porta dos Fundos: o hub de humor que segue em expansão

Com uma comunidade de mais de 40 milhões de pessoas, o Porta continua explorando formatos e linguagens no humor digital, indo de esquetes a talk shows — e mantendo o espírito irreverente que marcou sua trajetória desde o início.

“Senhora Sua Mãe” volta nesta terça (18), às 18h, com novos episódios semanais.

Review | Yakuza Kiwami 1 e 2

Está chegando para os jogadores do Nintendo Switch 2 a experiência completa de Yakuza Kiwami 1 + 2 com legendas em português. No melhor estilo Super Mario Galaxy, são dois títulos exibidos separadamente no menu do console.

Remakes dos jogos de 2005 e 2006 para PlayStation, os Kiwami surgiram na comemoração de 10 anos da franquia, em 2015. Seguindo uma estratégia semelhante à de Resident Evil, os dois primeiros jogos foram refeitos, com a diferença de que aqui ficaram muito melhores e com mais detalhes em suas histórias do que as versões originais.

No Nintendo Switch 2, esta é a primeira vez que a série chega a um console da Nintendo fora do Japão. Yakuza 1 e 2 receberam uma versão em HD para Wii U exclusivamente em território japonês, numa época em que Sonic ganhava jogos apenas nos consoles da Nintendo. Naquele momento, não houve um esforço real para trazer os títulos ao Ocidente. Agora, com legendas em português, fica evidente um cuidado especial com o público brasileiro e a esperança de que o restante da franquia siga o mesmo caminho.

Mesmo sendo relançamentos, os títulos chegam com tradução inédita em português, reforçando ainda mais o carinho voltado aos jogadores do Brasil. E torcemos aqui que outros jogos da franquia ganhem tradução também oficial em português, porquê quanto mais Like a Dragon é o melhor para o jogador brasileiro.

Para os fãs, este lançamento funciona como um verdadeiro “esquenta” para Yakuza Kiwami 3 & Dark Ties, previsto para 2026. O forte interesse no Japão também deixou claro que muitos jogadores desejam a série em um console da Nintendo.

A questão que fica é simples: é uma boa experiência jogar no Switch 2? Um pequeno spoiler: já queremos ver todos os títulos da franquia disponíveis por lá também.

Yakuza 1

Antes de falarmos do remake, é importante comentar como surgiu o jogo original em 2005 para PlayStation 2. Com um orçamento de 2,4 bilhões de ienes (cerca de 21 milhões de dólares), o título nasceu sob o codinome “Projeto J”, produzido por Toshihiro Nagoshi.

Buscando criar uma história com forte carga dramática, Yakuza não foi influenciado apenas por doramas e produções cinematográficas, mas também por uma extensa pesquisa da equipe em regiões como Roppongi e Kabukichō, que inspiraram a fictícia Kamurocho.

Sabendo que tinha uma mina de ouro nas mãos, a SEGA contratou ninguém menos que Takashi Miike para ações de divulgação e apostou em product placement, trazendo marcas reais para dentro do jogo. Cafés Boss, whisky Suntory e outras empresas marcaram presença, assim como clássicos da SEGA, algo que o público passaria a esperar nos títulos seguintes.

O resultado foi um jogo que conquistou o público. Seu sucesso levou a SEGA a preparar uma versão localizada para o Ocidente e, para isso, recrutou nomes relevantes da época, como Mark Hamill (Coringa das animações do Batman e o eterno Luke Skywalker), Michael Madsen (Kill Bill) como Futoshi Shimano e Michael Rosenbaum (Lex Luthor de Smallville) como Akira Nishikiyama. No papel de Kazuma Kiryu, Darryl Kurylo relatou ter tido uma experiência fantástica no projeto.

Yakuza Kiwami 1

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Giuliano Peccilli

Planejado para PlayStation 3 e PlayStation 4, Yakuza Kiwami 1 chegou em 2016 como parte da comemoração de 10 anos da franquia. O jogo foi reconstruído com um novo tom, influenciado pelo lançamento de Yakuza 0 em 2015.

Masayoshi Yokoyama liderou o desenvolvimento do remake, atualizando e elevando o nível estabelecido por Yakuza 0. Mais do que melhorar os visuais, a equipe revisou elementos narrativos, transformando o jogo em um grande sucesso de sua época.

É esse Kiwami 1 que chega agora ao Nintendo Switch 2, mostrando que a franquia pode revisitar seus títulos clássicos no futuro sob o selo Kiwami.

A História

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Giuliano Peccilli

A trama inicial de Yakuza coloca Kazuma Kiryu no centro de um turbilhão que muda sua vida para sempre. Quando Sohei Dojima tenta atacar Yumi Sawamura, amiga de infância de Kiryu, quem o impede é Akira Nishikiyama, seu melhor amigo. Nishiki puxa o gatilho, mas Kiryu assume a culpa e aceita dez anos de prisão, apagando sua antiga vida.

Ao sair, tudo mudou. Kiryu é expulso do clã Tojo, Yumi desapareceu e começam a circular rumores de que dez bilhões de ienes sumiram do banco privado da organização. Esse dinheiro vira o grande objetivo das facções criminosas, transformando o Japão em uma caçada frenética. E Kiryu, agora visto como traidor, se torna alvo até de antigos aliados.

Quando busca respostas com seu mentor Shintaro Kazama, a situação piora. Nishikiyama reaparece como líder de sua própria gangue e atira em Kazama, conectando Yumi diretamente ao mistério da fortuna roubada. Kiryu foge com a ajuda do detetive Makoto Date, que percebe que a guerra interna no Tojo está prestes a explodir.

Em meio a tudo isso, Kiryu encontra Haruka, uma garota que procura a mãe e carrega um pingente que pode ser a chave para os dez bilhões. Proteger Haruka se torna parte essencial da história, enquanto novas facções surgem para capturá-la e desvendar o paradeiro do dinheiro.

Entre perseguições, traições e revelações, Kiryu enfrenta um caos que mistura drama, conspiração e violência — uma história que define o nascimento de um dos protagonistas mais marcantes dos games japoneses.

Jogabilidade

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Giuliano Peccilli

Aqui está tudo que define Yakuza: o mapa de Kamurocho, desafios e as tradicionais lutas pelas ruas de Tóquio. Mas estamos em uma década diferente, e isso aparece nos detalhes — save e transferência de itens acontecem em cabines telefônicas, exigindo mais do jogador nesse mundo mais analógico.

Se você já jogou outros títulos da série, vai sentir que tudo é mais simples, mas ainda assim plenamente reconhecível. Até o mapa reflete essa diferença, apontando menos elementos com precisão moderna, o que, entretanto, não diminui o charme de revisitar o início da jornada de Kiryu, com seus estilos de luta característicos.

Opinião

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Giuliano Peccilli

Yakuza Kiwami 1 traz gráficos muito bonitos para sua época e valoriza o começo da saga o que é crucial para quem é fã da franquia. O grande diferencial aqui são as legendas em português, que chegam pela primeira vez e tornam a experiência mais acessível.

Por ser um jogo de 2016 aprimorado para esta nova versão, é possível compará-lo ao remake de Resident Evil 1 (2002). Assim como no caso da Capcom, o salto entre o primeiro remake e seus sucessores é grande; o mesmo acontece entre Kiwami 1 e Kiwami 2. Você sente que está jogando Yakuza, mas o estilo moderno que você conhece está mais forte no Kiwami 2.

Isso não prejudica a experiência, mas ao jogar os dois lado a lado, é natural preferir Kiwami 2, que traz a fórmula mais próxima da atual.

Indo além dos games

Se você gosta de explorar todas as mídias, Yakuza fez tanto sucesso em 2005 que ganhou uma versão em live action em 2007. Dirigido por Takashi Miike, o filme é estrelado por Kazuki Kitamura, Goro Kishitani, Show Aikawa, Yoshiyoshi Arakawa, Kenichi Endō e Tomorowo Taguchi.

O grande desafio da produção foi condensar tantas tramas em um único filme. Filmado em Kabukichō, em Tóquio, o longa entrega até mesmo os estilos de luta de Kiryu, resultando em uma adaptação “entusiasmada” da história original.

O filme foi lançado este ano no Prime Video, oferecendo a oportunidade de conhecer o universo do jogo por outra perspectiva.

Além disso, em 2024, Like a Dragon ganhou seu primeiro dorama, também pela Prime Video. Com Ryoma Takeuchi como Kiryu, a série de 6 episódios adapta diretamente Yakuza Kiwami 1, incorporando também elementos de Yakuza 0.

Mesmo com algumas divergências de tom nos personagens, a série adaptou muito bem a trama do jogo analisado aqui e funciona como uma experiência complementar interessante para quem quer entender melhor a mitologia da franquia.

Yakuza 2

Com o sucesso do primeiro jogo, lá em 2005, a sequência veio com a proposta de superar o original. Planejado também para o PlayStation 2, o jogo traz tudo em dobro: dois cenários, dois dragões, duas regiões do Japão.

No Ocidente, o jogo foi o primeiro a ser lançado apenas com dublagem japonesa. Mesmo chamando um elenco famoso na época, a dublagem americana não caiu nas graças do público ocidental, fazendo com que a versão original japonesa fosse priorizada.

Mas você acha que a dublagem original não teve mudanças? Teve, sim. O diretor de dublagem incentivou o elenco a atuar fora das interpretações caricatas de animês. Yakuza 2 definitivamente era uma evolução do primeiro jogo em todos os fatores, deixando claro que queria entregar uma história ainda melhor que sua antecessora.

Vale salientar que, em Yakuza 2, na trilha sonora, o time composto por Hidenori Shoji, Hideki Sakamoto, Norihiko Hibino e Takahiro Izutani ganhou mais um nome com a chegada de Haruyoshi Tomita. Na época, Tomita estava trabalhando em Super Monkey Ball: Banana Blitz para Wii e era fã do primeiro Yakuza, vindo também contribuir com as composições.

E quando o assunto é product placement, a SEGA também aumentou a participação das marcas, trazendo ao todo 17 empresas para dentro da série, incluindo a chegada de Matsuya e o bourbon Jack Daniel’s, mostrando novamente que tudo nesta continuação seria maior.

Uma curiosidade envolvendo a Nintendo: Yakuza 2 ganhou um relançamento em 2012/2013, com port para PlayStation 3 e Wii U, tornando-se o primeiro jogo da série a ser levado para um console da Nintendo.

Por fim, Yakuza 2 trouxe para o jogo a conhecida rivalidade entre Tóquio e Osaka. Explicando rapidamente, é algo similar ao que temos no Brasil com São Paulo x Rio de Janeiro, representados aqui pelos dois dragões, cada um de sua região. Além disso, para construir um cenário que rivalizasse com Kabukichō, a SEGA apresentou Sotenbori, criado com base no distrito Dōtonbori, em Osaka.

Yakuza Kiwami 2

Giuliano Peccilli

Chegamos então à sua versão Kiwami, que ganhou luz em 2017 no PlayStation 4. O segundo remake da franquia já foi feito com a Dragon Engine, que havia estreado em Yakuza 6: The Song of Life, de 2016.

Comparado ao primeiro Kiwami, Yakuza Kiwami 2 traz mais elementos já conhecidos da série: controle mais fluido, menus familiares, mais inimigos em tela e uma jogabilidade que remete naturalmente a outros títulos da franquia.

Um detalhe curioso é que Yakuza Kiwami 2 tem uma cena no cemitério, com Kiryu e Haruka, que reconta toda a história de Yakuza Kiwami 1. Então, caso você não tenha jogado o primeiro, essa cena inicial serve como um ótimo resumo dos arcos principais da trama.

Para os fãs de música japonesa: a banda SiM, que passou pelo Brasil em um show histórico em outubro de 2025, está na trilha sonora do jogo com as músicas “A” e “The Sound of Breath”. Ambas aparecem nos créditos, e se você é fã de J-Rock, talvez tenha visto a banda perto do lançamento do jogo no Switch 2.

Por fim, infelizmente Kiwami 2 contou com a troca de diversos dubladores do Yakuza 2, deixando de lado muitas das ousadias interpretativas presentes no original.

A História

Giuliano Peccilli

Kazuma Kiryu vive tranquilamente com Haruka até ser puxado de volta ao caos quando o chefe do clã Tojo, Yukio Terada, surge pedindo ajuda para impedir uma guerra contra a Aliança Omi. A visita termina em tragédia e Kiryu parte para Osaka ao lado de Daigo Dojima, esbarrando no brutamontes Ryuji Goda, o famoso Dragão de Kansai, que quer conflito a qualquer custo.

A detetive Kaoru Sayama entra na narrativa e forma dupla com Kiryu enquanto ambos tentam entender a teia de traições dentro da Omi e o retorno inesperado da máfia coreana Jingweon, que deveria estar extinta desde os anos 80. Cada novo passo revela um plot twist digno da franquia: sequestros, bombas em Kamurocho, chefes conspirando e muita pancadaria pelas ruas das duas cidades.

A invasão de Ryuji em Tóquio leva ao grande clímax e culmina no duelo icônico no topo de Kamurocho. No meio disso tudo, a verdade aparece: Terada estava vivo e comandava a Jingweon nas sombras, manipulando todos para derrubar Tojo e Omi de uma vez.

Jogabilidade

Giuliano Peccilli

Aqui eu assumo que me senti mais em casa do que no primeiro Kiwami. Mesmo sendo um jogo em um console diferente, como o Nintendo Switch 2, tudo flui muito bem e é basicamente o tipo de jogo que você joga de olhos fechados. Talvez nem tanto, mas é por aí.

O controle é muito responsivo. O RPG de ação focado na porradaria direta também está aqui. Até as mensagens de celular com dicas seguem o que se espera de um jogo da série Yakuza.

Particularmente, e já comentei isso em outros jogos, prefiro um RPG mais voltado para o combate do que o estilo de menus visto nos títulos protagonizados por Ichiban Kasuga. E é exatamente isso que Kiwami 2 entrega, sendo, para mim, o ápice da franquia nesse aspecto.

Tradução

Giuliano Peccilli

Yakuza Kiwami 1 e Yakuza Kiwami 2, ao estrearem com legendas em português, trazem o melhor que a SEGA tem feito nos últimos anos. A tradução é cheia de estilo, sem medo de usar palavrões e com um jeito de falar que, mesmo sendo de rua, soa extremamente natural.

É um trabalho que vem se consolidando nos últimos jogos da série, e aqui o resultado mais uma vez agrada. Além disso, é uma ótima forma de aprender um japonês nada convencional.

Não há como dizer que um jogo está melhor que o outro, pois ambos entregam o mesmo patamar de qualidade no original e trazem traduções igualmente competentes.

Opinião

Giuliano Peccilli

Yakuza Kiwami 2 traz, para mim, o melhor que a franquia tem. É uma evolução enorme em relação a Yakuza Kiwami 1. Sua história é mais emocionante e apresenta personagens mais envolventes, como Ryuji Goda, o Dragão de Kansai.

Logo no começo, já temos um confronto com Ryuji ao estilo de chefes finais, o que aumenta a adrenalina e faz você querer terminar o jogo o quanto antes. Com uma narrativa mais envolvente, para não dizer viciante, Yakuza Kiwami 2 realmente evolui tudo o que o primeiro estabeleceu, oferecendo uma experiência superior ao jogador.

É fato que você leva dois ótimos jogos para casa, mas Yakuza Kiwami 2 é o que brilha mais e rouba completamente sua atenção quando jogados em sequência. E, se posso recomendar algo, evite jogá-lo enquanto ainda estiver jogando Yakuza Kiwami 1. Assim, você aproveita muito mais o primeiro sem comparações inevitáveis.

Yakuza Kiwami 2 merece nota máxima. Não apenas por se aproximar dos jogos mais atuais, mas por entregar um Kiryu exatamente como conhecemos, já distante de sua origem. Isso conta muito e faz com que a gente acabe preferindo olhar para ele primeiro

Yakuza Kiwami 1 e 2 valem a pena?

Valem, e muito. Não só porque chegam totalmente em português do Brasil, mas porque são dois excelentes jogos que entregam o início de uma das sagas mais queridas da SEGA, agora atualizados e em sua melhor forma.

Por serem títulos já bastante comuns em outras plataformas, pode até soar estranho vê-los no Switch 2. Mas a mobilidade do console faz uma diferença enorme: levar na mochila, jogar no intervalo e continuar em casa cria uma experiência que combina muito bem com o ritmo de Yakuza. Tenho a série também no Steam Deck e gosto bastante, mas, em termos de portabilidade e bateria, achei mais confortável jogar Kiwami 1 e 2 no Switch 2 do que outras entradas da saga no portátil da Valve.

Os jogos chegam por R$ 147,90 cada, ou em pacote conjunto por R$ 261,90 na Nintendo eShop, um preço justo considerando que são duas aventuras extensas e cheias de conteúdo.

No fim das contas, recomendo sem hesitar. E já fica a expectativa para a SEGA continuar trazendo mais títulos da série ao Switch 2.

Ficha Técnica

Nota: 4,5 (de 5)

Yakuza Kiwami 1 e 2 (Switch 2)

Gênero: Ação / Aventura
Console em destaque: Nintendo Switch 2
Editora: SEGA
Lançamento: 13 de novembro de 2025

Yakuza Kiwami

Estúdio: Ryu Ga Gotoku Studio
Direção: Koji Yoshida
Produção/Roteiro: Masayoshi Yokoyama
Plataformas: PS3, PS4, Windows, Xbox One, Switch 1 e 2

Yakuza Kiwami 2

Estúdio: Ryu Ga Gotoku Studio
Direção: Hiroyuki Sakamoto
Produção: Masayoshi Yokoyama, Daisuke Sato
Motor: Dragon Engine
Plataformas: PS3, PS4, Windows, Xbox One, Switch 1 e 2

Agradecimentos a SEGA e a Theogames pela produção deste conteúdo

Review | Yakuza Kiwami 2

A coletânea Yakuza Kiwami 1 e 2 está chegando ao Nintendo Switch 2, agora com legendas em português e totalmente adaptada ao novo hardware. Mas, entre os dois títulos, é Yakuza Kiwami 2 que realmente assume o papel principal, tanto pela qualidade do remake quanto pelo impacto que teve na evolução da franquia Like a Dragon.

Remake do jogo original de 2006, Yakuza Kiwami 2 marca o momento em que a série dá seu primeiro salto técnico e narrativo, agora reconstruído com a Dragon Engine. Isso resulta em um jogo mais fluido, cinematográfico e intenso, bem à frente do primeiro Kiwami, que ainda preserva a estrutura mais rígida do título de 2005.

No Switch 2, Yakuza Kiwami 2 reforça ainda mais essa identidade. O visual vem refinado mesmo na tela portátil, os combates parecem mais pesados e orgânicos, e tanto Kamurocho quanto Sotenbori ganham vida com carregamentos quase imperceptíveis. A história também se beneficia desse conjunto, já que apresenta uma das fases mais maduras da jornada de Kiryu e introduz Ryuji Goda, antagonista que permanece como um dos mais marcantes da série.

Uma chegada histórica para a Nintendo

Mesmo sendo relançamentos, esta é a primeira vez que a série chega num console da Nintendo fora do Japão. Yakuza 1 e 2 ganharam uma versão em HD para Wii U no Japão, numa época que Sonic ganhava jogos exclusivos nos consoles da Nintendo, porém não houve naquele momento um trabalho tão grande de trazer pro ocidente. Ao ser os primeiros jogos já lançados, recebendo legendas em português mostram um cuidado inédito voltado para o público brasileiro em que torcemos que também traga legendas aos demais títulos da franquia.

A vinda desses dois jogos funciona como um aquecimento direto para Yakuza Kiwami 3 & Dark Ties, previsto para 2026. Para veteranos, é a chance de revisitar a mitologia da série em versões mais completas e, agora, mais acessíveis.

Vale a pena jogar no Switch 2?

Definitivamente. E a resposta fica ainda mais clara quando se olha para Kiwami 2, que é o grande cartão de visita da franquia na plataforma. Ele mostra o potencial do console e abre espaço para um desejo que muitos fãs já compartilham: ver a série inteira Like a Dragon disponível no Switch 2.

Yakuza 2

Com o sucesso do primeiro jogo, lá em 2005, a sequência veio com a proposta de superar o original. Planejado também para o PlayStation 2, o jogo traz tudo em dobro: dois cenários, dois dragões, duas regiões do Japão.

No Ocidente, o jogo foi o primeiro a ser lançado apenas com dublagem japonesa. Mesmo chamando um elenco famoso na época, a dublagem americana não caiu nas graças do público ocidental, fazendo com que a versão original japonesa fosse priorizada.

Mas você acha que a dublagem original não teve mudanças? Teve, sim. O diretor de dublagem incentivou o elenco a atuar fora das interpretações caricatas de animês. Yakuza 2 definitivamente era uma evolução do primeiro jogo em todos os fatores, deixando claro que queria entregar uma história ainda melhor que sua antecessora.

Vale salientar que, em Yakuza 2, na trilha sonora, o time composto por Hidenori Shoji, Hideki Sakamoto, Norihiko Hibino e Takahiro Izutani ganhou mais um nome com a chegada de Haruyoshi Tomita. Na época, Tomita estava trabalhando em Super Monkey Ball: Banana Blitz para Wii e era fã do primeiro Yakuza, vindo também contribuir com as composições.

E quando o assunto é product placement, a SEGA também aumentou a participação das marcas, trazendo ao todo 17 empresas para dentro da série, incluindo a chegada de Matsuya e o bourbon Jack Daniel’s, mostrando novamente que tudo nesta continuação seria maior.

Uma curiosidade envolvendo a Nintendo: Yakuza 2 ganhou um relançamento em 2012/2013, com port para PlayStation 3 e Wii U, tornando-se o primeiro jogo da série a ser levado para um console da Nintendo.

Por fim, Yakuza 2 trouxe para o jogo a conhecida rivalidade entre Tóquio e Osaka. Explicando rapidamente, é algo similar ao que temos no Brasil com São Paulo x Rio de Janeiro, representados aqui pelos dois dragões, cada um de sua região. Além disso, para construir um cenário que rivalizasse com Kabukichō, a SEGA apresentou Sotenbori, criado com base no distrito Dōtonbori, em Osaka.

Yakuza Kiwami 2

Giuliano Peccilli

Chegamos então à sua versão Kiwami, que ganhou luz em 2017 no PlayStation 4. O segundo remake da franquia já foi feito com a Dragon Engine, que havia estreado em Yakuza 6: The Song of Life, de 2016.

Comparado ao primeiro Kiwami, Yakuza Kiwami 2 traz mais elementos já conhecidos da série: controle mais fluido, menus familiares, mais inimigos em tela e uma jogabilidade que remete naturalmente a outros títulos da franquia.

Um detalhe curioso é que Yakuza Kiwami 2 tem uma cena no cemitério, com Kiryu e Haruka, que reconta toda a história de Yakuza Kiwami 1. Então, caso você não tenha jogado o primeiro, essa cena inicial serve como um ótimo resumo dos arcos principais da trama.

Para os fãs de música japonesa: a banda SiM, que passou pelo Brasil em um show histórico em outubro de 2025, está na trilha sonora do jogo com as músicas “A” e “The Sound of Breath”. Ambas aparecem nos créditos, e se você é fã de J-Rock, talvez tenha visto a banda perto do lançamento do jogo no Switch 2.

Por fim, infelizmente Kiwami 2 contou com a troca de diversos dubladores do Yakuza 2, deixando de lado muitas das ousadias interpretativas presentes no original.

A História

Giuliano Peccilli

Kazuma Kiryu vive tranquilamente com Haruka até ser puxado de volta ao caos quando o chefe do clã Tojo, Yukio Terada, surge pedindo ajuda para impedir uma guerra contra a Aliança Omi. A visita termina em tragédia e Kiryu parte para Osaka ao lado de Daigo Dojima, esbarrando no brutamontes Ryuji Goda, o famoso Dragão de Kansai, que quer conflito a qualquer custo.

A detetive Kaoru Sayama entra na narrativa e forma dupla com Kiryu enquanto ambos tentam entender a teia de traições dentro da Omi e o retorno inesperado da máfia coreana Jingweon, que deveria estar extinta desde os anos 80. Cada novo passo revela um plot twist digno da franquia: sequestros, bombas em Kamurocho, chefes conspirando e muita pancadaria pelas ruas das duas cidades.

A invasão de Ryuji em Tóquio leva ao grande clímax e culmina no duelo icônico no topo de Kamurocho. No meio disso tudo, a verdade aparece: Terada estava vivo e comandava a Jingweon nas sombras, manipulando todos para derrubar Tojo e Omi de uma vez.

Jogabilidade

Giuliano Peccilli

Aqui eu assumo que me senti mais em casa do que no primeiro Kiwami. Mesmo sendo um jogo em um console diferente, como o Nintendo Switch 2, tudo flui muito bem e é basicamente o tipo de jogo que você joga de olhos fechados. Talvez nem tanto, mas é por aí.

O controle é muito responsivo. O RPG de ação focado na porradaria direta também está aqui. Até as mensagens de celular com dicas seguem o que se espera de um jogo da série Yakuza.

Particularmente, e já comentei isso em outros jogos, prefiro um RPG mais voltado para o combate do que o estilo de menus visto nos títulos protagonizados por Ichiban Kasuga. E é exatamente isso que Kiwami 2 entrega, sendo, para mim, o ápice da franquia nesse aspecto.

Tradução

Giuliano Peccilli

Yakuza Kiwami 1 e Yakuza Kiwami 2, ao estrearem com legendas em português, trazem o melhor que a SEGA tem feito nos últimos anos. A tradução é cheia de estilo, sem medo de usar palavrões e com um jeito de falar que, mesmo sendo de rua, soa extremamente natural.

É um trabalho que vem se consolidando nos últimos jogos da série, e aqui o resultado mais uma vez agrada. Além disso, é uma ótima forma de aprender um japonês nada convencional.

Não há como dizer que um jogo está melhor que o outro, pois ambos entregam o mesmo patamar de qualidade no original e trazem traduções igualmente competentes.

Opinião

Giuliano Peccilli

Yakuza Kiwami 2 traz, para mim, o melhor que a franquia tem. É uma evolução enorme em relação a Yakuza Kiwami 1. Sua história é mais emocionante e apresenta personagens mais envolventes, como Ryuji Goda, o Dragão de Kansai.

Logo no começo, já temos um confronto com Ryuji ao estilo de chefes finais, o que aumenta a adrenalina e faz você querer terminar o jogo o quanto antes. Com uma narrativa mais envolvente, para não dizer viciante, Yakuza Kiwami 2 realmente evolui tudo o que o primeiro estabeleceu, oferecendo uma experiência superior ao jogador.

É fato que você leva dois ótimos jogos para casa, mas Yakuza Kiwami 2 é o que brilha mais e rouba completamente sua atenção quando jogados em sequência. E, se posso recomendar algo, evite jogá-lo enquanto ainda estiver jogando Yakuza Kiwami 1. Assim, você aproveita muito mais o primeiro sem comparações inevitáveis.

Yakuza Kiwami 2 merece nota máxima. Não apenas por se aproximar dos jogos mais atuais, mas por entregar um Kiryu exatamente como conhecemos, já distante de sua origem. Isso conta muito e faz com que a gente acabe preferindo olhar para ele primeiro.

Ficha Técnica

Nota: 5 (de 5)

Yakuza Kiwami 2

Desenvolvedora: Ryu Ga Gotoku Studio
Publicadora: SEGA
Direção: Hiroyuki Sakamoto
Produção: Masayoshi Yokoyama, Daisuke Sato, Mitsuhiro Shimano
Roteiro: Masayoshi Yokoyama
Motor: Dragon Engine
Série: Yakuza

Plataformas: PS3, PS4, Windows, Xbox One, Nintendo Switch 1 e 2

Lançamento: 13 de novembro (Nintendo Switch 2)

Agradecimentos a SEGA e a Theogames pela produção deste conteúdo

M80 domina Munique e conquista o BLAST R6 Major 2025 em série intensa contra a Team Falcons

O BLAST R6 Major Munique 2025 terminou do jeito que a comunidade gamer gosta: com virada, narrativa de rivalidade e uma final de tirar o fôlego. A M80, representante da América do Norte, venceu a Team Falcons por 3 a 1 e garantiu o título em cima dos antigos rivais europeus — repetindo a história do Major de Manchester 2024, quando também levantaram o troféu.

O clima era tenso desde antes do primeiro mapa. A torcida alemã carregava o favoritismo da Falcons, mas a M80 mostrou consistência, controle emocional e uma leitura de jogo que desarmou os europeus. O resultado rendeu à equipe US$ 250 mil em premiação (aprox. R$ 1,3 milhão) e a vaga direta no Six Invitational 2026.

A jornada da M80 em Munique

O time norte-americano encarou duas semanas de partidas duras contra algumas das melhores equipes do mundo. De zebras inesperadas a vitórias apertadas, a campanha foi marcada por ritmo agressivo e decisões táticas afiadas.

No pós-jogo, o técnico Fabian “Fabian” Hällsten, agora campeão tanto como jogador quanto como treinador, destacou o trabalho coletivo:

“Esse time trabalha duro demais. Não é sobre mim — é sobre a cultura que construímos. Eles mantiveram a cabeça no lugar. E uma coisa é certa: não acabamos.”

Com 19 países representados no Major, a diversidade de estilos e escolas táticas deu o tom de uma competição imprevisível. Até o “jogador da casa”, Jume, da Team Secret, chegou às semifinais da chave inferior, mas acabou parado justamente pela M80.

Brasileiros na disputa: altos e baixos na SAL

A South America League enviou quatro representantes ao Major — todos brasileiros — e a expectativa era repetir a força que o país demonstra no cenário de Rainbow Six há anos. Mas a caminhada teve tropeços:

W7M Esports

Os touros caíram ainda na Fase Suíça, numa eliminação precoce que surpreendeu parte do público.

FURIA e Ninjas in Pyjamas

Ambas deixaram o torneio na primeira rodada dos playoffs, superadas por Team Secret e Wildcard.

FaZe Clan

A FaZe foi quem levou a bandeira brasileira mais longe. Chegou à final da chave superior, caiu para a Falcons e, na repescagem, reencontrou a M80 — onde deu adeus ao campeonato, terminando em 3º lugar e levando cerca de R$ 350 mil.

Foi uma campanha sólida, mas ficou aquele gosto de “quase” para um país acostumado a levantar troféus.

O troféu, a festa e o significado para 2026

Além do prêmio em dinheiro, a M80 ergueu um troféu com design inspirado nos operadores de Siege — uma marca visual já tradicional no BLAST R6. O título fecha o ano da equipe com chave dourada e reforça a narrativa de que os norte-americanos chegam fortíssimos para o próximo ciclo competitivo.

Com a vaga no Six Invitational 2026 assegurada, agora o time mira um 2026 ainda mais agressivo. E, levando em conta o histórico recente, ninguém duvida de que novos confrontos contra a Falcons devem incendiar o cenário de novo.

Sobre a Ubisoft

A Ubisoft segue expandindo seus universos com franquias que marcaram presença na cultura gamer global, como Assassin’s Creed, Far Cry, Just Dance e a própria linha Tom Clancy’s Rainbow Six. A empresa mantém um ecossistema integrado via Ubisoft Connect e o serviço Ubisoft+, com mais de 100 títulos disponíveis. No ano fiscal de 2023–24, registrou vendas globais de € 2,32 bilhões.

‘Harry Potter e o Cálice de Fogo’ leva 374 mil fãs aos cinemas e retorna aos cinemas em dezembro

A reexibição de Harry Potter e o Cálice de Fogo mostrou que a saga continua mobilizando plateias como poucas franquias conseguem. No sábado, 15 de novembro, mais de 374 mil pessoas foram aos cinemas brasileiros revisitar o quarto capítulo da história, garantindo ao filme o posto de produção mais assistida do dia. A bilheteria ultrapassou R$ 7 milhões, confirmando o apelo duradouro do universo criado por J.K. Rowling.

O impacto de reviver o Torneio Tribruxo

Lançado em 2005, O Cálice de Fogo marcou uma mudança de tom dentro da série, aproximando os personagens de conflitos mais sombrios e amadurecendo a narrativa. Assistir novamente ao Torneio Tribruxo na tela grande destaca o quanto essa fase representou para Harry, Rony e Hermione, trazendo de volta a mistura de aventura e tensão que definiu o início da segunda metade da saga.

Com Daniel Radcliffe, Rupert Grint e Emma Watson em performances que capturam bem essa transição, o filme ressurge com frescor ao ser revisitado hoje, funcionando quase como uma viagem no tempo para os fãs.

Nova chance para retornar a Hogwarts

Com inúmeras sessões esgotadas, a Warner Bros. Pictures confirmou uma nova data de exibição no dia 13 de dezembro. A pré-venda está marcada para 27 de novembro, permitindo que quem perdeu o evento ou deseja repetir a experiência garanta o ingresso antecipadamente.

Por que o quarto ano de Harry ainda encanta

A trama acompanha Harry sendo misteriosamente escolhido para participar do Torneio Tribruxo, competição tradicional entre escolas de magia. Entre desafios perigosos e a ameaça silenciosa de um mal renascente, o filme captura o exato momento em que o mundo bruxo deixa a inocência para trás.

Como assistir

A disponibilidade de sessões varia conforme cada rede de cinema. Vale conferir a programação local para garantir presença no retorno deste clássico moderno às telonas.

Para quem cresceu com a franquia ou apenas deseja revisitar um dos capítulos mais marcantes da série, dezembro chega com mais uma oportunidade de sentir a magia no cinema.

Ilhados com a Sogra volta em dezembro com novas tretas, novas famílias e clima de fim de ano na Netflix

O fim de ano normalmente traz reconciliações, balanços e aquele esforço coletivo pra melhorar relações — mas, na Netflix, isso significa colocar sogras, genros, noras e filhos numa ilha e ver no que dá. “Ilhados com a Sogra” retorna em sua terceira temporada a partir de 3 de dezembro, trazendo oito episódios divididos em duas partes e, para fechar, um especial no dia 17 de dezembro.

De volta ao comando está Fernanda Souza, com mediação de Shenia Karlsson, guiando seis famílias que toparão encarar provas inéditas, convivência forçada e dilemas familiares dignos de novela das oito.

Trailer e clima de barraco oficial

O trailer da nova temporada já dá o tom: desentendimentos antigos, alianças improváveis e aquela tensão dramática que só quem já enfrentou um domingo de almoço em família conhece. Entre provas novas e viradas inesperadas, o programa promete equilibrar caos, emoção e algum nível de redenção. Tudo em disputa por R$ 500 mil.

E, para apimentar ainda mais, a temporada inclui uma novidade peculiar: uma convenção nacional de sogras, reunindo mais de 200 candidatas para selecionar as seis participantes principais. O evento aparece em um dos episódios e deve render momentos dignos de meme.

Pôster

O sucesso continua

A segunda temporada já havia mostrado força ao entrar direto no Top 10 Brasil e permanecer por semanas, além de alcançar o Top 5 global de produções não faladas em inglês na Netflix. Agora, com produção novamente assinada pela Floresta, o reality mira repetir — ou ultrapassar — esse desempenho.

As seis famílias da temporada

A seguir, um panorama das dinâmicas familiares que devem incendiar (ou salvar) a convivência na ilha:

Família Chagas (RJ)

ILHADOS COM A SOGRA 3. (L to R) Douglas, Thaina and Rozanda in Ilhados com a Sogra 3. Cr. Marcos Serra Lima/Netflix © 2025

A família Chagas é formada pelo casal fluminense Douglas Chagas, influenciador digital, e Thainá Wenceslau, confeiteira, e pela aposentada Rozanda Chagas, mãe de Douglas. A relação entre Thainá e Rozanda começou harmoniosa, mas se desgastou após a gravidez inesperada de Thainá, que interrompeu os planos de Douglas de seguir carreira militar. Para Rozanda, a decisão do filho de abandonar o sonho da Aeronáutica foi um golpe doloroso, já que ela investiu no futuro dele desde a infância. O fato de Thainá optar por não trabalhar para dedicar-se integralmente à criação do filho só intensificou as tensões entre a família. 

Família Cruz (SP)

ILHADOS COM A SOGRA 3. (L to R) Heder, Giovana and Sarah in Ilhados com a Sogra 3. Cr. Marcos Serra Lima/Netflix © 2025

A família Cruz é composta pelo casal de Santos (SP) Heder Rolin, personal trainer, e Giovanna Mari, cantora, além da jogadora de vôlei, Sarah Cruz, mãe de Heder. Professor de jiu-jítsu e muito competitivo, Heder ganhou o apelido de “Meu Malvado Favorito” entre seus alunos — fama que faz jus a sua personalidade direta e sem cerimônias. Casados há anos, o casal já passou por provações intensas, mas a parceria sempre prevaleceu. Agora, enfrentam um novo desafio digno de novela: a convivência com Sarah.

Família Lopes (BA)

ILHADOS COM A SOGRA 3. (L to R) Icaro, Jessica and Ivana in Ilhados com a Sogra 3. Cr. Marcos Serra Lima/Netflix © 2025

Baiana, a família Lopes é formada pelo casal Icaro Lopes, eletricista e músico, Jéssica Souza, personal trainer, e pela cozinheira Ivana Lopes, mãe de Icaro. A chegada de Jéssica à família intensificou as tensões já existentes entre mãe e filho, consequência de um passado não resolvido.Dona de uma personalidade forte, Jéssica contrasta com a postura mais dramática da sogra. Para Ivana, a nora é meticulosa e metida; já Jéssica enxerga na sogra uma figura defensiva e resistente ao diálogo. A grande questão é: como será a convivência entre os três, considerando que o casal ainda não mora junto? 

Família Machado (MG)

ILHADOS COM A SOGRA 3. (L to R) Isadora, Gabriel and Marihely in Ilhados com a Sogra 3. Cr. Marcos Serra Lima/Netflix © 2025

De Minas Gerais, a família Machado é composta pelo casal de empresários Isadora Machado e Gabriel Silva, e pela mãe de Isadora, a também empresária Marihely Machado. Marihely é o tipo de sogra que Gabriel faz de tudo para evitar, mas que insiste em permanecer por perto. Ela acredita piamente que suas intervenções são sempre úteis, mesmo quando ninguém as solicitou. Embora more longe — um alívio para o casal —, esse cenário está ameaçado, já que a sogra pretende se mudar para perto, deixando o casal apreensivo com a possível perda de paz. Para Gabriel, a sogra é completamente excêntrica, e até sua própria filha concorda parcialmente.

Família Misquita (RJ)

ILHADOS COM A SOGRA 3. (L to R) Juliano, Leonardo and Evangelina in Ilhados com a Sogra 3. Cr. Marcos Serra Lima/Netflix © 2025

Fluminense, a família Misquita é formada pelo casal Leonardo Misquita, coordenador de vendas, e Juliano Faller, confeiteiro, e pela cuidadora Lina Misquita, mãe de Leonardo. A convivência na família é marcada por amor materno desmedido, conflitos e uma boa dose de limites. Antes de Juliano chegar na vida de Leonardo, Lina tinha a chave da casa do filho e ia e vinha como bem entendia. Mas tudo mudou quando o genro deixou claro que, na casa deles, existe rotina e limites. Essa mudança incomoda profundamente a sogra, que sente ter perdido não só a chave, mas também parte da conexão com o filho.

Família Rocha (RJ)

ILHADOS COM A SOGRA 3. (L to R) Nathalia, Diego and Monica in Ilhados com a Sogra 3. Cr. Marcos Serra Lima/Netflix © 2025

A família Rocha, da cidade do Rio Janeiro, é composta pelo casal Nathalia Rocha, gestora financeira, e Diego Rodrigues, gestor de tráfego, e pela diretora pedagógica Mônica Rocha, mãe de Nathalia. Mônica, recentemente viúva, é vista por todos — inclusive pela própria filha — como uma mulher narcisista, dramática e que se coloca constantemente no papel de vítima. Nathalia já não tem paciência alguma para lidar com a mãe, e até Diego, que sempre tentou agir como mediador entre as duas, começou a se irritar com a sogra. Convencida de que o genro é falso e que fala uma coisa em sua frente e outra por trás, Mônica enxerga no programa uma oportunidade de desmascará-lo diante de todos. 

Onde assistir

A terceira temporada de Ilhados com a Sogra chega à Netflix em três datas:

  • Parte 1 (episódios 1 a 4): 3 de dezembro
  • Parte 2 (episódios 5 a 8): 10 de dezembro
  • Episódio especial: 17 de dezembro

Para quem gosta de reality show com tempero brasileiro, conflitos familiares e aquele toque de caos divertido, esta temporada promete render memes, discussões e maratonas completas.

POW Festival traz oficina inspirada em Star Wars para Ribeirão Preto

Durante a oficina, participantes aprenderão técnicas de movimento e expressão corporal inspiradas na saga - Crédito- Divulgação

O POW Festival 2025 abre espaço para um dos símbolos mais icônicos da cultura pop: o sabre de luz. Nos dias 6 e 7 de dezembro, no espaço A Fábrica, em Ribeirão Preto, a programação ganha uma Oficina de Combates com Sabres de Luz, atividade que transforma movimentos coreografados e expressão corporal em uma vivência geek pensada para fãs de todas as idades — a partir dos 11 anos.

A proposta vai além da luta cênica. Assim como na saga, o sabre aqui funciona como extensão da narrativa e do corpo, conectando técnica, foco e a famosa jornada do herói.

Do cânone para a prática

A oficina será conduzida por Rodrigo Moreno, radiologista, professor de pós-graduação e um dos fundadores do Blades Saber Team, grupo pioneiro no Brasil dedicado ao estudo e performance com sabres de luz. Com mais de 15 anos de pesquisa em coreografia e disciplina corporal, Moreno traduz o universo de Star Wars para fundamentos de combate cênico que qualquer participante pode aprender.

Os encontros, distribuídos em quatro horários ao longo dos dois dias, apresentam noções de postura, ataque, defesa e exercícios que estimulam consciência corporal. A ideia é trazer o imaginário da saga para um treino acessível, no qual cada pessoa entende como técnica e expressão se complementam.

Cultura pop como ponto de encontro

Segundo Rodrigo Carlomagno, Head dos Projetos Institucionais do Instituto SEB, o festival busca transformar referências da cultura pop em experiências reais. A oficina reforça essa vocação, aproximando fãs, curiosos e entusiastas da criatividade em um ambiente de troca e descoberta.

A atividade integra a edição 2025 do POW Festival, que reúne dois dias de programação intensa com palestras, performances, intervenções, shows, experiências gastronômicas e uma feira criativa focada em arte, tecnologia e inovação. A participação na oficina é gratuita mediante pré-inscrição no site, mas a vaga depende da ordem de chegada no dia.

Como participar

POW Festival – 3ª edição

Datas: 6 e 7 de dezembro de 2025

Local: A Fábrica (Rua Mariana Junqueira, 33 – Ribeirão Preto)

Ingressos: gratuitos, mediante retirada antecipada em powfestival.com.br

Observação: a pré-inscrição não garante vaga na oficina; participação por ordem de chegada.

A iniciativa é idealizada pelo Instituto SEB, com curadoria da Zupi Live, e aprovada pela Lei de Incentivo à Cultura (PRONAC 251387). Em 2025, o festival busca consolidar ainda mais Ribeirão Preto como polo criativo, conectando arte, tecnologia e cultura digital em uma programação que conversa direto com quem vive o mundo geek.

Ubisoft e Xbox lançam torneio 1V1 NOW para agitar o cenário de Rainbow Six Siege X

A comunidade de Rainbow Six Siege X vai ganhar um novo palco competitivo. Ubisoft e Xbox Game Pass anunciaram o 1V1 NOW by Xbox Game Pass, um torneio solo que leva o FPS tático para uma dinâmica de duelo direto, destacando leitura de mapa, reflexo e criatividade individual. A disputa começa em dezembro dentro do Challenger Mode, com qualificatórias abertas nas regiões EML, NAL, SAL e APL.

Aberto para jogadores de PC com 18 anos ou mais, o torneio permite competir sozinho, subir em rankings e buscar recompensas concretas — algo raro no cenário, que costuma se concentrar em times.

Os quatro melhores de cada região garantem uma vaga para as finais presenciais no Six Invitational 2026, em Paris. A Ubisoft cobre viagem, hospedagem e despesas dos finalistas, transformando o campeonato em uma porta de entrada real para o palco mais prestigiado do universo Siege.

Finais no Six Invitational 2026

O encerramento do torneio acontece nos dias 14 e 15 de fevereiro de 2026, diretamente no fim de semana do Six Invitational. O campeão será coroado no palco principal, diante da comunidade mundial, com premiação total de €5.000 distribuídos entre os quatro finalistas.

François-Xavier Deniele, VP de Esports da Ubisoft, descreve o torneio como uma celebração da criatividade e do espírito competitivo que definem Siege X. E realmente, a proposta de duelos 1v1 ecoa o tipo de treino individual que muitos jogadores já fazem por conta própria.

Como participar

As inscrições já estão abertas no Challenger Mode, onde também é possível acessar informações de outras regiões. As qualificatórias começam em 1º de dezembro de 2025 e seguem o cronograma:

Cronograma

  • Qualificatórias Abertas: dezembro de 2025
  • Qualificatórias Fechadas: janeiro de 2026
  • Finais Presenciais: 14–15 de fevereiro de 2026, em Paris

Premiação

  • 1º lugar: €2.000
  • 2º lugar: €1.000
  • 3º lugar: €1.000
  • 4º lugar: €1.000

As regras completas e termos de elegibilidade estão disponíveis na página oficial do torneio no Challenger Mode.

Xbox Game Pass

A iniciativa acompanha o posicionamento do Xbox Game Pass como um espaço de acesso rápido a grandes títulos. Rainbow Six Siege X, High on Life 2, The Outer Worlds 2, Silksong e Grounded 2 fazem parte do catálogo, que já ultrapassa 500 jogos.

O serviço também permite jogar por streaming em celulares, tablets, TVs e até VR, além de oferecer vantagens em títulos populares como League of Legends, Warzone e Siege. No Ultimate, o pacote inclui EA Play, Fortnite Crew e Ubisoft+ Classics.

Ubisoft continua expandindo seu ecossistema

A parceria reforça a presença da Ubisoft no cenário competitivo e no ecossistema multiplataforma. Séries como Assassin’s Creed, Far Cry, Just Dance, Brawlhalla e The Division continuam sustentando o catálogo do Ubisoft+, enquanto o Ubisoft Connect oferece progressão compartilhada e recompensas para jogadores em diferentes plataformas.

Se você sempre quis testar sua habilidade individual em Siege X sem depender de composições de equipe, o 1V1 NOW by Xbox Game Pass promete ser um terreno perfeito para mostrar o que você pode fazer sozinho — e quem sabe levar esse talento até o palco do maior campeonato do mundo.

Selton Mello é o Homenageado do Ano da CCXP25 e divide o palco com Tom Gormican em painel de Anaconda

A CCXP25 confirma Selton Mello como o grande Homenageado do Ano, celebrando uma carreira que atravessa décadas e marcou o audiovisual brasileiro com papéis icônicos, direção autoral e presença constante em produções que moldaram o imaginário do público. Este reconhecimento chega em um momento especial: Selton estreia em Hollywood no novo filme da franquia Anaconda, e a CCXP reunirá o ator com o diretor Tom Gormican em um painel exclusivo no domingo, 7 de dezembro, em parceria com a Sony Pictures.

É uma homenagem que dialoga tanto com sua importância para o cinema nacional quanto com a nova fase de sua carreira, agora ocupando espaço em uma produção global ao lado de nomes como Paul Rudd e Jack Black.

Uma trajetória que atravessa gerações

Selton Mello coleciona trabalhos que se tornaram parte do repertório emocional de quem cresceu assistindo ao cinema e TV brasileiros. De O Palhaço a Lisbela e o Prisioneiro, de Meu Nome Não é Johnny a Sessão de Terapia, o ator se consolidou como uma das vozes mais reconhecíveis e versáteis do país.

Nos últimos anos, reforçou ainda mais essa presença. Em 2024, brilhou no elogiado Ainda Estou Aqui, de Walter Salles — produção que levou o Oscar de Melhor Filme Internacional em 2025. Na CCXP, emocionou o público ao apresentar O Auto da Compadecida 2 no Palco Thunder, retomando um clássico que atravessou gerações.

Agora, mergulha em território hollywoodiano com Anaconda, interpretando um papel-chave ao lado de Rudd e Jack Black, num grid que promete unir humor, aventura e aquele caos cinematográfico que só um monstro gigante pode proporcionar

Painel de Anaconda

O encontro de Selton com o diretor Tom Gormican no palco da CCXP25 deve ser um dos momentos mais disputados do festival. A dupla conversa sobre o filme que apresenta Doug (Jack Black) e Griff (Paul Rudd), amigos de infância que resolvem recriar seu “clássico” favorito: Anaconda. O problema é que, no meio da Amazônia, uma anaconda real decide entrar para o elenco — e não exatamente de forma amistosa.

O longa chega aos cinemas em 25 de dezembro, prometendo misturar aventura, metalinguagem e uma boa dose de caos cômico.

Convidados que movimentam a CCXP25

Selton e Gormican se juntam a uma lista que já parece escalação de crossover de universos inteiros. Entre os confirmados estão:

  • Timothée Chalamet, com o filme Marty Supreme
  • Misha Collins, Jim Beaver, Kathryn Newton, Richard Speight Jr. e Rob Benedict, no painel especial Road to Hell, pelos 20 anos de Supernatural
  • Dominic Monaghan
  • Thainá Duarte, Allan Souza Lima e Alice Carvalho, de Cangaço Novo
  • Bruno Gagliasso, Rodrigo Santoro, Isis Valverde e Matheus Abreu, de Corrida dos Bichos
  • Ella Purnell, Aaron Moten, Walton Goggins, Justin Theroux e Jonathan Nolan, representando Fallout
  • Erin Moriarty, Laz Alonso, Tomer Capone, Karen Fukuhara, Colby Minifie e Eric Kripke, de The Boys

Uma edição que promete unir fãs de todas as vertentes, de séries cult a blockbusters.

Serviço – CCXP25

Data: 04 a 07 de dezembro de 2025
Local: São Paulo Expo – Rod. dos Imigrantes, KM 1,5 – São Paulo/SP

Horários:

  • Spoiler Night (acesso limitado): 03/12, 18h às 21h
  • Quinta (04/12): 12h às 21h
  • Sexta (05/12): 12h às 21h
  • Sábado (06/12): 11h às 21h
  • Domingo (07/12): 11h às 20h

Sobre a CCXP

A CCXP segue consolidada como o maior festival de cultura pop do planeta, reunindo mais de 2 milhões de visitantes ao longo de suas edições em São Paulo e passando também por Recife, Colônia e, mais recentemente, pela Cidade do México com a CCXP MX, que coroou 2025 com mais de 71 mil pessoas.

Mais do que números, o evento se firmou como um ponto de encontro para fãs, criadores e artistas — um espaço de comunidade que cresceu até se tornar sinônimo de celebração épica da cultura pop.

The Mighty Nein chega ao Prime Video com dublagem dirigida por Sérgio Cantú e um toque especial de quem vive RPG dentro e fora das telas

Inspirada diretamente nas campanhas de Critical Role, The Mighty Nein estreia no Prime Video trazendo aquele clima de mesa de RPG em que cada decisão muda tudo. E, para quem acompanha o cenário de dublagem brasileira, o projeto ganha um brilho extra: a direção da versão nacional ficou nas mãos de Sérgio Cantú, nome querido entre fãs de cultura pop e veterano quando o assunto é dar vida a personagens marcantes.

O primeiro episódio já pode ser assistido gratuitamente no YouTube em versão dublada. Já no Prime Video, os três primeiros capítulos chegam em 19 de novembro, com lançamentos semanais logo em seguida.

A série segue um grupo de fugitivos e outsiders selecionados para recuperar O Cristal, artefato capaz de desequilibrar Wildemount caso permaneça nas mãos erradas. O clima de campanha fica evidente logo na sinopse oficial: uma explosão na fronteira coloca a região à beira da guerra, Beauregard investiga conspirações sombrias e Caleb se alia a uma figura inesperada para invadir uma loja de criaturas mágicas. É o tipo de caos organizado que qualquer mestre de RPG reconhece.

Dubladores que também rolam dados

Um dos grandes diferenciais da adaptação brasileira está na escolha do elenco. Cantú reuniu sete dubladores que também são jogadores de RPG — um detalhe que faz diferença nas nuances, nos improvisos e na forma como cada personagem respira dentro da história.

O time reúne Raphael Rossatto (Caleb), Carina Eiras (Beau), Aline Guioli (Jester), Filipe Albuquerque (Fjord), Luísa Viotti (Yasha), Natali Pazete (Nott) e o próprio Cantú como Mollymauk. Segundo ele, essa seleção ajuda a manter a autenticidade emocional da obra: cada um entende intuitivamente como funciona uma party, seus conflitos internos e aquele drama típico de quem vive aventuras por horas a fio.

Cantú e o RPG

A familiaridade do diretor com o universo de RPG não fica só na teoria. Em julho, ele se reuniu com Rossatto e Carina Eiras em uma sessão online temática de X-Men, onde interpretou o Noturno — o mesmo que dublou em X-Men ’97. Rossatto assumiu novamente o manto de Gambit, enquanto Carina reviveu sua Tempestade. Uma mesa que, para qualquer fã, parece completamente canon.

Uma carreira que atravessa fandoms

Sérgio Cantú tem mais de 30 anos de estrada e um repertório que vai de Sheldon Cooper (The Big Bang Theory) a Andrew Garfield em O Espetacular Homem-Aranha, passando por L em Death Note e vozes icônicas de nomes como Zac Efron e Elijah Wood. Além de dublador, é diretor responsável por adaptações brasileiras de grandes produções da Marvel Studios e de animações como Twisted Wonderland.

Em 2025, também assinou a direção de dublagem de Devil May Cry para a Netflix. Recentemente, deu voz a Andrew Garfield em Todo Tempo que Temos (2024) e protagonizou O Nascer da Lua (2025) como Jacob “Jack” Shadow.

Cantú ainda soma um currículo acadêmico improvável para quem vê apenas o lado pop: mestrado e doutorado em Bioquímica pela UFRJ. Mas, entre pesquisas, mutantes e hérois aracnídeos, o que permanece é a paixão declarada por RPGs e boardgames — combustível essencial para que The Mighty Nein soe tão natural no Brasil.

O encontro perfeito entre dublagem e RPG

Segundo o diretor, projetos como The Mighty Nein permitem unir suas duas paixões de maneira quase orgânica, conectando texto, interpretação e a vivência real de quem já rolou muitos dados pela vida. E essa combinação é o que torna a série ainda mais especial para o público brasileiro que acompanha tanto Critical Role quanto o cenário de dublagem.

Para os fãs de RPG, é uma chance de ver — e ouvir — uma aventura ganhar vida com a energia de quem realmente entende como as campanhas funcionam. Para quem curte animação e fantasia, é mais um universo robusto chegando com cuidado e personalidade.

E para quem já conhece a jornada dos Mighty Nein nas mesas? É hora de rever essa história com sotaque brasileiro e a mão experiente de Sérgio Cantú guiando a party.

Reagent Media entra em nova fase criativa e mira 2026 com apostas em cinema de gênero e novos diretores

Marcos Tellechea

A Reagent Media inicia um novo ciclo criativo mirando 2026 com a ambição de ampliar sua presença no cinema autoral e de gênero. Liderada por Marcos Tellechea — nome ligado a produções como Pacificado e Bingo: O Rei das Manhãs — a empresa reforça sua estratégia de unir olhar artístico, escala internacional e espaço para novos talentos.

Desde 2015, a produtora constrói um catálogo que mistura festivais, Hollywood e coproduções de alcance global. Agora, essa trajetória ganha um novo capítulo, voltado para filmes com identidade forte e diálogo direto com públicos que acompanham o circuito indie e o cinema comercial.

Lançamentos que desenham 2026

Dois longas confirmam o rumo dessa nova fase. Amor, Doce e Confusão, dirigido por Toti Loureiro e distribuído pela O2 Play, marca a chegada de um novo diretor ao catálogo da Reagent. A proposta é aproximar o público de uma voz autoral brasileira em ascensão, conectando humor, afeto e caos cotidiano.

Na outra ponta, Swimming Home, de Justin Anderson, chega com credenciais robustas: baseado no romance finalista do Man Booker Prize, o filme passou pelo Festival de Rotterdam, Tribeca e pelo Festival do Rio. Com distribuição no Brasil pelo Grupo Estação e presença garantida na Europa e nos EUA, o título reforça o alcance internacional que se tornou marca da produtora.

Olhar para o futuro com raízes no passado

Para Tellechea, 2026 representa uma expansão natural:
“Estamos em um momento de grande efervescência criativa. Queremos manter o histórico de coproduções importantes e, ao mesmo tempo, abrir espaço para novos diretores e gêneros que instiguem o público. Amor, Doce e Confusão e Swimming Home exemplificam exatamente essa combinação de potência artística e diálogo global.”

O histórico favorece essa confiança. Pacificado levou a Concha de Ouro em San Sebastián. Bingo: O Rei das Manhãs representou o Brasil no Oscar. Abe chegou ao Sundance. E no lado das grandes escalas, a produtora esteve em projetos como Feito na América, com Tom Cruise, e na cofinanciação de O Regresso, estrelado por Leonardo DiCaprio e vencedor do Oscar.

Uma casa para visões ousadas

Com um portfólio que equilibra cinema de autor e grandes produções, a Reagent Media segue posicionada como uma ponte entre talentos emergentes e o mercado global. Essa nova fase promete ampliar essa dinâmica, apostando em filmes que conversam com públicos diversos — do fã de cinema de arte ao espectador que acompanha blockbusters, mas busca narrativas mais arriscadas.

O que vem a seguir ainda não está anunciado, mas a movimentação de 2026 indica que a produtora pretende continuar circulando entre festivais, prêmios e telas de diferentes escalas, mantendo o foco em histórias que desafiam e cativam.