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Review | Once Upon A Katamari é o caos japonês em sua forma mais pura

Sabe aqueles programas de auditório japoneses que de tempos em tempos viralizam por aí? Once Upon A KATAMARI mostra exatamente aquela versão do Japão meio amalucada que muitos imaginam, e que no fim parece mesmo ser um pouco assim por lá.

A franquia nasceu em 2004 e agora retorna com Once Upon A KATAMARI, chegando para PCs (via Steam), Nintendo Switch e PlayStation 4 e 5. Desta vez, está ainda mais maluca, onde o importante é rolar e pegar tudo o que estiver pela frente. Com trilhas de J-pop, o Japão Feudal e o Rei de Todo o Cosmo de olho no Príncipe e seus 68 primos que estão na Terra.

Simples, maluco e ótimo para jogar quando você não quer algo muito complexo, Once Upon A KATAMARI é perfeito para ligar o console e ser feliz com a jogatina.

História

Once Upon A Katamari
A regra é clara e só rodar os Katamari – Giuliano Peccilli

O Rei de Todo o Cosmo acabou derrubando um pergaminho e, por engano, quebrou a Terra e as estrelas. Agora, ao enviar o Príncipe e seus primos, eles precisam rolar seus katamaris atrás de objetos para restaurar a energia da força.

A grande sacada aqui em Once Upon A KATAMARI (Era uma vez um Katamari, em português) é que você precisa viajar por diferentes eras, passando pelos dinossauros, pelo Japão Feudal e por muitos outros cenários. A missão é coletar objetos, enrolar katamaris nos tamanhos exatos e, junto dos primos, customizar tudo e colocar ordem na bagunça cósmica.

Jogabilidade

Giuliano Peccilli

O jogo oferece dois tipos de controle: um voltado para quem já está acostumado com Katamari e outro mais simples. E devo confessar, fui direto na versão simples, que usa basicamente os dois direcionais, enquanto funções extras vão sendo apresentadas aos poucos.

É aqui que Once Upon A KATAMARI brilha. Ele é simples e muito gostoso de jogar. Você vai apenas rolando pelas fases e coletando tudo o que vê pela frente: insetos, sushi, botões, palitos de dente… tudo entra no katamari até atingir o tamanho pedido em cada missão. Seja 7 cm ou 15 cm, o que importa é continuar rolando e até subindo estruturas das fases para cumprir o objetivo. O desafio vai crescendo gradualmente, e logo você aprende a acelerar, subir rampas, atravessar pontes e lidar com obstáculos que testam sua habilidade.

As fases ainda trazem presentes, coroas e outros itens essenciais para concluir desafios e desbloquear novas áreas no mapa, cada vez mais amplas e criativas.

Customização

Giuliano Peccilli

A grande sacada está na customização. Quanto mais itens você coleta, mais opções de penteados, rostos, bigodes e roupas são liberadas para criar o visual dos seus primos. Com 68 primos disponíveis, dá para ousar muito, criando visuais distintos e originais com tudo o que você encontrar nas fases.

É verdade que, por ser um jogo tão excêntrico, alguns visuais são completamente fora da casinha. Mas é justamente isso que torna Katamari tão divertido. Aqui, a regra é abraçar a maluquice.

Steam Deck

Jogando no Steam Deck – Giuliano Peccilli

Puzzle e fácil de jogar, Once Upon A KATAMARI combina perfeitamente com o modo portátil de consoles como o Steam Deck e o Nintendo Switch. Testando no Steam Deck, dá para dizer que o jogo é uma delícia nesse formato, parecendo até que foi feito para ele.

Embora o Steam Deck possa avisar no início que o jogo não é otimizado, ele rodou 100%, totalmente adaptado ao portátil da Valve. Ponto positivo para a Bandai Namco, que lança o jogo já compatível com o sistema e otimizado para o modo portátil.

Opinião

Giuliano Peccilli

Once Upon A KATAMARI é completamente maluco, e se eu tivesse que explicar para alguém que nunca jogou, diria que é o estranho encontro entre Tetris e Wario. Isso porque, embora seja um puzzle, traz a irreverência dos minigames do Wario. Once Upon A KATAMARI seria, então, o ponto de encontro desses dois mundos.

Divertido e sem noção, Once Upon A KATAMARI é perfeito para relaxar depois de um dia de trabalho ou estudo. É o tipo de jogo em que você ri, se diverte pegando itens pela tela e vai completando missões sem estresse. Se você costuma se irritar com certos jogos, aqui é o oposto: Once Upon A KATAMARI é puro relaxamento e fica cada vez mais viciante quanto mais você joga.

Mesmo sendo uma franquia antiga, lá do PlayStation 2, Once Upon A KATAMARI mantém a caricatura divertida do Japão, ainda que agora em uma viagem pelas eras, tirando sarro de si mesmo e mantendo o humor leve. Os personagens são absurdos e não há como levá-los a sério, o que só torna tudo mais divertido.

O único ponto negativo é a ausência de legendas em português, algo que hoje já se espera da maioria dos jogos. Aqui, jogamos em inglês, o que pode dificultar o entendimento das missões, especialmente para quem não domina o idioma ou para crianças que certamente vão se encantar com a simplicidade da jogabilidade.

Viciante e carismático, Once Upon A KATAMARI prende sua atenção com uma proposta simples, maluca e divertida. É um ótimo jogo para ter sempre instalado quando você quiser algo leve para jogar. Eu conhecia a franquia, mas nunca tinha jogado, e depois de Once Upon A KATAMARI, virei fã e já quero ajudar o Rei de Todo o Cosmo mais vezes.

Nota: 4 (de 5)

Once Upon A KATAMARI

Data de lançamento: 24 de outubro de 2025

Plataformas: PlayStation 5, Nintendo Switch, Xbox Series X|S, Steam

Desenvolvedor: RENGAME

Gêneros: Quebra-cabeça, Ação/Aventura

Distribuidora: Bandai Namco

Agradecimentos a Bandai Namco pelo envio do jogo para produção deste conteúdo.

Giuliano Peccilli
Giuliano Peccillihttp://www.jwave.com.br
Editor do JWave, Podcaster e Gamer nas horas vagas. Também trabalhou na Anime Do, Anime Pró, Neo Tokyo, Nintendo World e Jornal Nippon Já.

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