A FILMICCA dá um passo importante fora do streaming e entra no circuito exibidor com seu primeiro lançamento nacional: “Labirinto dos Garotos Perdidos”, dirigido por Matheus Marchetti. O longa estreia nos cinemas em 4 de junho.
Conhecida pela curadoria focada em cinema autoral, a plataforma agora tenta ampliar esse olhar para as salas, apostando em um título brasileiro alinhado à sua identidade.
Um mergulho urbano entre desejo e tensão

Exibido na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, o filme acompanha um jovem do interior que se perde na madrugada da cidade grande e entra em uma sequência de encontros marcados por desejo, estranhamento e risco.
Ao mesmo tempo, a narrativa introduz uma ameaça constante: um assassino que circula pelas sombras, criando uma tensão crescente.
A proposta mistura romance, horror e suspense, com uma abordagem mais sensorial do que linear. Marchetti define o longa como uma fábula urbana, construída a partir de referências do cinema de gênero filtradas por uma perspectiva queer.
Movimento estratégico da FILMICCA
Desde sua criação, a FILMICCA se posiciona como vitrine de cinema independente, com catálogo que inclui nomes como Chantal Akerman e David Cronenberg.
Levar um título próprio para o circuito comercial indica uma mudança clara: não só distribuir, mas também participar ativamente da circulação de filmes autorais no país.
Ficha técnica

Ano: 2025
Duração: 82 minutos
Classificação: 16 anos
Direção e roteiro: Matheus Marchetti
Fotografia: João Paulo Belentani, Davi Krasilchik
Montagem: Matheus Marchetti
Som: Mazum
Trilha sonora: André Zappalenti, Edain, Lucas Higashi, Nicolas Stenzel, Giuliano Garutti
Elenco: Giuliano Garutti, Lucas Bocalon, Henrique Natálio, Gabriel Muglia, Julio Mourão, Tuna Dwek, Gabriela Gonzalez, entre outros
Por que ficar de olho
Não é um filme pensado para agradar todo mundo. A força aqui está no clima, na estranheza e na forma como mistura erotismo, perigo e identidade.
Com estreia marcada para 4 de junho, “Labirinto dos Garotos Perdidos” chega aos cinemas como um desses títulos que ganham força na experiência coletiva e devem movimentar o público interessado em cinema autoral brasileiro.


