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Symphonic leva debate sobre mulheres na música para o centro da conversa em São Paulo

Evento reúne artistas e executivas para discutir desigualdade real da indústria e possíveis caminhos de mudança

A Symphonic Brasil promove nesta quinta, 26 de março, em São Paulo, a primeira edição do “Symphonic Para Elas”, um encontro que parte de uma pergunta direta e pouco confortável: quanto custa ser mulher na indústria da música.

O evento acontece na Matilha Cultural e reúne profissionais que vivem esse cenário na prática, tentando sair do discurso genérico e entrar em experiências concretas.

Uma indústria que ainda não equilibrou o jogo

O painel principal, “O custo de ser mulher na indústria da música”, coloca na mesma mesa a artista MC Luanna, a estrategista Talita Zioli, a executiva Maria Silveira e a produtora Fabiana Lian, com mediação de Mylena Ramos.

A proposta não é explicar o problema do zero, porque ele já é conhecido. Os dados reforçam isso. Mulheres seguem minoria em cargos de liderança, aparecem menos entre os maiores rendimentos da música e ainda têm participação reduzida em áreas técnicas como produção.

O ponto aqui é outro. Entender como isso se manifesta no dia a dia.

Do discurso à experiência real

A conversa gira em torno de temas que normalmente ficam diluídos em relatórios, mas ganham outra dimensão quando vêm de quem vive isso diretamente: diferença salarial, negociação de cachê, pressão estética constante e o desgaste emocional de se manter ativa no mercado.

Não é só sobre acesso. É sobre permanência.

E talvez esse seja o recorte mais relevante. Entrar na indústria já é difícil. Continuar nela, em condições justas, é o desafio maior.

Troca aberta e foco em soluções

Depois do painel, o evento abre espaço para perguntas do público, tentando transformar o encontro em algo menos expositivo e mais participativo.

A intenção declarada é encontrar caminhos práticos, o que pode soar ambicioso, mas pelo menos desloca a conversa de um lugar mais teórico para algo aplicável.

No fim, o “Symphonic Para Elas” funciona como um recorte claro de um problema maior. Não resolve a estrutura da indústria, mas expõe suas falhas com mais precisão.

E, em um mercado que ainda se vende como diverso enquanto mantém padrões bem definidos, isso já é um começo.

Serviço

Symphonic Para Elas

Data: quinta-feira (26/3)

Local: Matilha Cultural (R. Rego Freitas, 542 – República, São Paulo – SP, 01220-010)

Exclusivo para convidadas.

Giuliano Peccilli
Giuliano Peccillihttp://www.jwave.com.br
Editor do JWave, Podcaster e Gamer nas horas vagas. Também trabalhou na Anime Do, Anime Pró, Neo Tokyo, Nintendo World e Jornal Nippon Já.

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