Existe um risco comum em filmes sobre gênios da música: transformar artistas históricos em estátuas ambulantes que falam frases profundas olhando pela janela. Chopin, uma Sonata em Paris tenta escapar disso focando menos no mito e mais no homem por trás do piano.
Dirigido por Michał Kwieciński, o longa acompanha um período específico da vida de Frédéric Chopin durante sua estadia em Paris, em 1835, quando o compositor já circulava entre a elite francesa enquanto enfrentava o desgaste físico causado pela tuberculose.
O filme mostra Chopin dividido entre apresentações para a aristocracia, aulas particulares para sobreviver financeiramente e relações pessoais que ajudam a construir o retrato mais íntimo do músico.
Paris vira palco para arte, romance e decadência
A produção recria a Paris do século XIX com forte foco nos salões da alta sociedade francesa, espaço onde Chopin se tornou figura admirada pela elite cultural e política da época.
O ator Eryk Kulm interpreta o compositor e foi premiado no Festival de Cinema Polaco de Toronto pela atuação. Ao redor dele surgem personagens históricos importantes, incluindo a escritora George Sand, interpretada por Josephine de La Baume, e o pianista Franz Liszt.
Até o rei Louis Philippe aparece na história, interpretado por Lambert Wilson, conhecido por The Matrix Resurrections.
O resultado parece seguir aquela linha de dramas históricos europeus que preferem observar silêncios, encontros e desgaste emocional em vez de transformar biografia em espetáculo exagerado.
Filme chega ao Brasil após circuito internacional
Produção entre França e Polônia, Chopin, uma Sonata em Paris também explora o impacto da doença na vida do compositor, mostrando como o artista tentava manter a rotina criativa enquanto seu estado físico piorava.
A distribuição nacional ficará por conta da Synapse Distribution, responsável por lançamentos recentes como No Other Land e Vermiglio.
Chopin, uma Sonata em Paris estreia nos cinemas brasileiros em 28 de maio.


