Com grandes jogos, Brasil Game Show 26 enfrenta seus próprios desafios | Cobertura Geral

A Brasil Game Show tem uma longa história com o público brasileiro. Surgiu no Rio de Janeiro, mas foi em São Paulo que encontrou sua melhor forma, tornando-se um espaço onde grandes empresas da indústria dos games apresentam novidades e se aproximam dos jogadores. Ao longo dessa trajetória, passou pelo Expo Center Norte e pelo São Paulo Expo, até encontrar no Distrito Anhembi sua nova casa, que recebeu o evento pelo segundo ano consecutivo.

Realizada entre os dias 9 e 12 de outubro, a BGS chegou à sua 17ª edição depois de um 2025 marcado pelo retorno às origens, quando os jogos voltaram a ocupar o centro das atenções. Em 2026, essa proposta continuou, mas com um foco ainda maior na experiência de quem estava com o controle nas mãos, permitindo que o público conhecesse antecipadamente alguns dos principais lançamentos do mercado.

De longe, a SEGA foi quem trouxe a maior variedade de futuros lançamentos, com Alien: Isolation 2, Persona 4 Revival, Crazy Taxi: World Tour, Sonic Pico Park e Stranger Than Heaven, seguida pela Square Enix, com Final Fantasy VII Revelation e Final Fantasy Resonance. Já a Nintendo, por mais que tenha apostado em disponibilizar boa parte de seu catálogo para o público experimentar, encontrou em Nintendo Switch Sports Resort sua verdadeira estrela, oferecendo uma demonstração antes do lançamento oficial.

Além disso, a parceria entre a Activision e a Monster Energy levou Call of Duty: Modern Warfare 4 em primeira mão ao público brasileiro, reforçando a proposta de transformar a feira em uma oportunidade para experimentar jogos que ainda não haviam chegado ao mercado.

Se 2026 foi um bom ano para os jogadores, a Brasil Game Show procurou reproduzir essa experiência dentro de seus pavilhões. Porém, se os jogos continuaram sendo o grande atrativo, algumas ausências também foram sentidas, como a Samsung, que anteriormente oferecia um espaço dedicado a televisores, celulares e outras tecnologias. Mesmo não sendo uma empresa tradicionalmente associada aos games, sua presença ajudava a ampliar as experiências oferecidas ao público.

Nintendo mantém sua coroa

A Nintendo vem se consolidando como uma das principais protagonistas da Brasil Game Show e, neste ano, não foi diferente. Com um estande de 1.000 m², a companhia japonesa reuniu diferentes atrações, desde jogos já conhecidos do público até novidades para o Nintendo Switch 2, transformando seu espaço em um dos grandes pontos de referência da feira.

E, por mais que The Legend of Zelda: Ocarina of Time não estivesse entre os jogos disponíveis, Zelda não foi esquecido. A franquia ganhou espaço com painéis dedicados às suas novidades e aos 40 anos de história, oferecendo uma oportunidade especial para os fãs conhecerem um pouco mais dessa trajetória pelas mãos da própria Nintendo no Brasil.

Tava com saudades de Wii Sports? Pois Nintendo Switch Sports Resort teve uma demonstração antecipada com quatro das doze modalidades previstas para o jogo. A presença do título procurou recuperar aquela experiência acessível e divertida que marcou gerações desde os tempos do Wii, mostrando que a proposta de reunir amigos e familiares diante da televisão continua fazendo sentido no Nintendo Switch 2.

O estande também trouxe diferentes ativações. Ao experimentar Nintendo Switch Sports Resort, por exemplo, o visitante poderia ganhar uma viseira, enquanto membros do My Nintendo tinham a oportunidade de retirar uma sacochila temática. Isso sem falar nos diferentes brindes e materiais distribuídos pela Nintendo, que acompanhavam uma seleção de jogos como Mario Kart World, Donkey Kong Bananza, Pokémon Pokopia, Star Fox, Super Mario Galaxy + Super Mario Galaxy 2, EA SPORTS FC 27, Just Dance: Decades of Hits, LEGO Batman: O Legado do Cavaleiro das Trevas e Call of Duty: Modern Warfare 4.

Além dos jogos, Donkey Kong, Mario e Luigi marcaram presença para fotos com os fãs, proporcionando aqueles momentos que acabam se tornando uma lembrança especial para quem acompanha a Nintendo há muitos anos.

Outro detalhe foi a participação de Charles Martinet, voz clássica do Mario e atual embaixador do personagem, que esteve presente no estande para encontros e sessões de fotos com o público brasileiro.

Se existe uma empresa que compreendeu a importância de participar da Brasil Game Show, essa empresa é a Nintendo. Mais do que oferecer estações de gameplay, a companhia vem utilizando o evento para estreitar sua relação com os jogadores e com a imprensa brasileira, fortalecendo sua presença no país e transformando cada edição em uma oportunidade para apresentar novidades.

SEGA lidera quando o assunto são futuros lançamentos

Giuliano Peccilli

Se em outros tempos a SEGA era uma das principais concorrentes da Nintendo, hoje a companhia japonesa mostra sua força em um mercado bastante diferente daquele dos anos 1990. Sem produzir consoles próprios, a empresa construiu um catálogo diversificado, reunindo diferentes estúdios e franquias que continuam conquistando jogadores ao redor do mundo.

E isso ficou evidente na BGS 2026, quando a SEGA reuniu em um único estande produções da Atlus, Ryu Ga Gotoku Studio, Creative Assembly e de suas próprias equipes, mostrando o tamanho do conglomerado que se tornou e como consegue oferecer experiências tão diferentes dentro de uma mesma estrutura.

Com 300 m², o dobro da edição anterior, a companhia chegou ao seu quarto ano consecutivo na BGS com uma seleção de jogos que incluía Crazy Taxi: World Tour, Alien: Isolation 2, Stranger Than Heaven, Sonic Pico Park, Total War: WARHAMMER 40,000 e Persona 4 Revival.

E olha que é difícil destacar apenas um título, já que todos possuem seu público. Alien: Isolation 2 representa o retorno de um jogo muito querido pelos fãs de terror, enquanto Stranger Than Heaven chama a atenção por ser uma produção da mesma equipe responsável pela franquia Yakuza. Já Persona 4 Revival recupera um dos RPGs mais queridos da Atlus, enquanto Sonic Pico Park aposta em uma experiência cooperativa com o mascote da SEGA, deixando para Total War: WARHAMMER 40,000 a responsabilidade de agradar aos fãs de estratégia.

Mas participar da Brasil Game Show também significa aproximar os desenvolvedores do público brasileiro. Neste ano, a SEGA trouxe Kenji Kanno, um dos responsáveis pela criação de Crazy Taxi, além de Al Hope e Archie Whitehead, representantes da equipe de desenvolvimento de Alien: Isolation 2.

Outro destaque importante foi a confirmação de que Persona 4 Revival contará com localização em português do Brasil. Uma conquista significativa para os fãs brasileiros de uma franquia que, durante muitos anos, precisaram acompanhar seus jogos em outros idiomas, especialmente no caso de Persona 4, que nunca havia recebido suporte oficial ao português.

A SEGA continua mostrando que é possível construir uma relação duradoura com o público brasileiro, oferecendo não apenas estações de gameplay, mas experiências que aproximam jogadores e desenvolvedores. E, com o crescimento de seu estande, fica evidente que a empresa reconhece a importância desse mercado.

Square Enix e a força de Final Fantasy

Giuliano Peccilli

A Square Enix vem conquistando seu espaço entre o público brasileiro e, neste ano, chegou à BGS com um grande estande dedicado a uma de suas franquias mais importantes. Entre os destaques estava Final Fantasy VII Revelation, último capítulo da trilogia remake do clássico RPG lançado originalmente em 1997, que pôde ser experimentado pela primeira vez pelo público latino-americano.

Além disso, Final Fantasy Resonance, que reúne protagonistas de diferentes jogos da série, também ganhou estações para que os visitantes pudessem experimentar o título antes de seu lançamento.

Mas sabe qual era uma das melhores coisas no estande da Square Enix? A oportunidade de tirar fotos com uma réplica da Buster Sword, a icônica espada utilizada por Cloud Strife. Localizada atrás do estande da empresa, a ativação era uma surpresa até um pouco escondida, mas que certamente merecia a atenção dos fãs da franquia.

A presença da Square Enix reforçou um dos principais pontos positivos desta edição: a oportunidade de experimentar grandes jogos antes de seus lançamentos, algo que continua sendo um dos diferenciais mais importantes da Brasil Game Show.

Devolver Digital amplia o espaço dos independentes

Giuliano Peccilli

A Devolver Digital retornou à Brasil Game Show com uma seleção ainda maior de títulos, mantendo sua identidade irreverente e a proposta de apresentar produções que fogem dos padrões tradicionais da indústria.

Entre os jogos disponíveis estavam Acts of Blood, Hyperdrop, Quarantine Zone: Miami Zero, Stronghold 4, Virtue and a Sledgehammer, Shroom and Gloom, Heave Ho 2 e Warhammer 40,000: Boltgun 2.

A participação também contou com representantes de estúdios parceiros e novidades relacionadas a Boltgun 2, reforçando a importância de uma empresa que, apesar de já possuir reconhecimento internacional, continua abrindo espaço para produções independentes.

É uma presença que faz diferença em uma feira como a BGS, especialmente porque nem todo jogador procura apenas os grandes lançamentos das empresas tradicionais. Muitas vezes, são justamente esses títulos menores que acabam surpreendendo o público.

Call of Duty e a Monster Energy

Giuliano Peccilli

A Monster Energy voltou a ocupar um espaço importante na programação competitiva da Brasil Game Show, desta vez em parceria com a Activision, levando Call of Duty: Modern Warfare 4 para uma arena com 36 estações de gameplay.

Com uma franquia tão querida pelo público brasileiro, a estrutura foi dividida entre experiências abertas aos visitantes e torneios eliminatórios, aproximando jogadores casuais daqueles que acompanham o cenário competitivo. A presença do título também chamou a atenção por permitir que o público experimentasse antecipadamente um dos lançamentos mais aguardados do ano.

Team Liquid e a força dos eSports

A Team Liquid também manteve sua participação na feira, com um estande dedicado à comunidade, reunindo atletas profissionais, criadores de conteúdo e estações de jogos como VALORANT, Fortnite e EA SPORTS FC 27.

Além das partidas e atividades com o público, a presença da organização reforçou a importância dos eSports dentro da BGS, que ao longo dos anos se tornou um espaço de encontro entre equipes, jogadores profissionais e fãs do cenário competitivo.

Os jogos independentes continuam tendo seu espaço

Giuliano Peccilli

Uma das áreas mais interessantes da Brasil Game Show continua sendo aquela dedicada aos desenvolvedores independentes. Em 2026, o espaço reuniu aproximadamente 70 jogos de 31 estúdios e grupos de desenvolvimento, incluindo equipes brasileiras e internacionais.

É justamente nesse ambiente que o público encontra projetos que dificilmente recebem a mesma visibilidade de um lançamento da Nintendo ou da SEGA. São jogos de diferentes estilos, muitos ainda em desenvolvimento, mas que mostram como a indústria continua se renovando e oferecendo oportunidades para novos talentos.

Outro detalhe importante é que a BGS continua proporcionando uma experiência de troca entre desenvolvedores e jogadores. Mais do que apresentar projetos, o espaço permite receber feedback diretamente do público, além de criar oportunidades para que pequenos estúdios encontrem parceiros comerciais e possíveis investidores.

BGS Arcade mantém viva a nostalgia dos fliperamas

Se existe algo que já virou sinônimo de Brasil Game Show são os fliperamas, representados aqui pela Arena Arcade BGS by Top Game. Com aproximadamente 1.000 m², a atração reuniu mais de 100 equipamentos e estações, incluindo máquinas clássicas, simuladores e experiências de realidade virtual.

Com equipamentos de diferentes gerações, confesso que uma das máquinas que mais chamaram minha atenção foi uma nova versão de Pump It Up, que me fez lembrar da época em que o simulador de dança coreano virou febre nos fliperamas brasileiros, muito antes de o K-pop conquistar a popularidade que possui atualmente.

Entre as novidades também estava o VR Paraglider, uma experiência de realidade virtual que simulava um voo de parapente, ampliando a proposta da arena para além dos fliperamas tradicionais e oferecendo outras formas de entretenimento ao público.

É um espaço que continua fazendo parte do DNA do evento e cuja importância também pode ser percebida em outras feiras pelo Brasil. Afinal, permite que novas gerações conheçam um pouco da história dos videogames, enquanto os jogadores mais antigos reencontram experiências que fizeram parte de sua infância e adolescência.

Video Game Orchestra e os encontros com o público

Giuliano Peccilli

Depois das apresentações dedicadas a Final Fantasy e PlayStation: The Concert em 2025, a Brasil Game Show manteve a música entre suas principais atrações, desta vez com a Video Game Orchestra, fundada pelo músico e produtor Shota Nakama.

Com apresentações realizadas nos dias 10, 11 e 12 de outubro, o grupo levou ao palco sua proposta de misturar música sinfônica e rock, reinterpretando trilhas sonoras de franquias que marcaram diferentes gerações de jogadores.

A programação também contou com painéis e conversas com profissionais da indústria, incluindo Kenji Kanno, Shota Nakama e representantes de diferentes estúdios. São atividades que ajudam a ampliar a experiência dos visitantes, oferecendo oportunidades de conhecer melhor os profissionais responsáveis pelos jogos e pelas músicas que fazem parte de suas vidas.

A IA também faz parte da BGS

Giuliano Peccilli

A Tripo marcou presença na Brasil Game Show e inovou ao apresentar as possibilidades da inteligência artificial nos games. Com uma tecnologia capaz de escanear os visitantes e transformá-los em personagens dentro de um jogo, a empresa trouxe um pouco do futuro que já está batendo à nossa porta, permitindo ao público experimentar essa novidade de perto.

Ao som de DJs e contando com uma equipe bastante simpática, a Tripo apresentou uma experiência que certamente gostaríamos de ver mais vezes em eventos como a Brasil Game Show.

Coreia também marcou presença na BGS

Giuliano Peccilli

O Korea Game Roadshow também marcou presença no Brasil Game Show, mostrando a criatividade sul-coreana. País que vem se destacando nos games nos últimos anos, o Korea Game Roadshow era uma área para ver um pouco deste potencial que muitas vezes, acaa

Uma BGS com bons jogos, mas de olho no futuro

Giuliano Peccilli

A Brasil Game Show de 2026 continuou sendo um evento dedicado aos games, enquanto sua mudança para o Distrito Anhembi começa a ganhar contornos mais definitivos. Em uma feira que passou por tantas transformações ao longo dos anos, a edição deste ano ficou marcada principalmente pelas participações da Nintendo, SEGA e Square Enix, responsáveis por apresentar alguns dos principais futuros lançamentos do mercado.

A presença da Video Game Orchestra e do próprio Shota Nakama também ajudou a manter aquele clima de reencontro entre velhos amigos, algo que a BGS conseguiu construir ao longo de sua história, principalmente quando aposta em atrações que realmente possuem uma conexão com o público gamer.

Mas, falando do evento em si, é impossível não lembrar que, no passado, PlayStation e Xbox levavam sua concorrência a sério dentro da feira. Os tempos mudaram e, curiosamente, esse antigo embate hoje parece estar representado pela Nintendo e pela SEGA, empresas que já foram grandes rivais na indústria dos consoles, mas que atualmente possuem uma relação muito mais próxima.

Outra ausência sentida foi a das grandes marcas de tecnologia voltadas ao público de PC. Em edições anteriores, empresas como a Samsung apresentavam televisores, computadores e diferentes equipamentos, permitindo que o visitante conhecesse novidades além dos próprios jogos. Neste ano, essa presença foi bem menor, deixando uma lacuna para quem procura acompanhar as tendências em hardware e computadores gamer.

Por outro lado, um dos grandes gargalos de eventos desse porte, a praça de alimentação, mostrou a sua melhor versão. A BGS 2026 contou com uma estrutura bem distribuída, que considero uma das melhores entre as edições recentes e, sem dúvida, um dos pontos altos deste ano. E olha que estamos falando de algo que inevitavelmente costuma pesar em outros eventos realizados no próprio Distrito Anhembi.

A edição de 2026 também não fugiu das enormes filas nos estandes, algo que já faz parte da realidade de grandes eventos como a BGS. Em contrapartida, trouxe uma melhoria importante na circulação do público, com corredores mais espaçosos e áreas que permitiam caminhar sem aquela sensação constante de aperto. Nos dias mais cheios, essa diferença faz muita falta, e a Brasil Game Show parece ter aprendido com os problemas de edições anteriores, mostrando que não basta reunir grandes atrações se o visitante não consegue aproveitar o espaço com conforto.

Agora, é importante lembrar que uma feira não precisa necessariamente crescer em tamanho todos os anos para continuar relevante. Entretanto, quando falamos de um evento com a história e a importância da Brasil Game Show, é natural que o público espere encontrar uma variedade cada vez maior de atrações, especialmente quando determinadas marcas fizeram parte de sua trajetória durante tanto tempo.

A presença dos jogos independentes, dos arcades e dos convidados internacionais ajudou a manter essa diversidade, enquanto o espaço dedicado aos negócios, com aproximadamente 2.000 m², reforçou outra característica importante da BGS que é a sua capacidade de aproximar desenvolvedores, empresas e profissionais de um mercado que continua crescendo no Brasil.

No fim das contas, a edição de 2026 conseguiu reunir atrações importantes e oferecer oportunidades que dificilmente o público brasileiro encontraria fora de um evento desse porte. Porém, se os jogos estiveram em evidência, a feira também mostrou que continua buscando o melhor equilíbrio entre grandes empresas, experiências para os visitantes e um modelo de negócios capaz de sustentar sua relevância nos próximos anos.

Se em 2025 a Brasil Game Show havia reencontrado suas origens, 2026 mostrou que esse caminho continua sendo importante, mas que ainda existem ajustes a fazer. A feira manteve sua identidade, valorizou os jogos e trouxe novidades que mereceram a atenção dos fãs, enquanto as melhorias na infraestrutura demonstraram que a organização também está atenta à experiência de quem visita o evento.

A Brasil Game Show continua sendo um dos eventos mais importantes para a comunidade gamer brasileira, e seu maior desafio não está necessariamente em se tornar maior a cada edição, mas em oferecer uma experiência cada vez mais completa. Afinal, foi justamente a capacidade de reunir diferentes gerações de jogadores, grandes lançamentos e a paixão pelos videogames que transformou a BGS em uma referência na América Latina.

Agradecimentos a assessoria da Brasil Game Show pela produção desta cobertura

Giuliano Peccilli
Giuliano Peccillihttp://www.jwave.com.br
Editor do JWave, Podcaster e Gamer nas horas vagas. Também trabalhou na Anime Do, Anime Pró, Neo Tokyo, Nintendo World e Jornal Nippon Já.

Leia também